Art. 16
—
Para funcionarem no Estado, as instalações de beneficiamento eprensagem devem
estar autorizadas pelo Ser-viço cieFomento do
Algodão.§ 1.°
—
Para efeito de autorização, as instalações de be-neficiamento eprensagem
deverão satisfazer ás exigências té-cnicasdo
Serviço.§ 2.°
— Ficam
isentas das exigências técnicas do Serviço, para efêitode
autorização, as instalações existentes nas fabri-cas de tecidos e destinadas exclusivamenteao
beneficiamento de algodão paro seuconsumo.
§ 3.°
— A
Secretaria da Agricultura poderá isentar dasmesmas
exigências aspequenas maquinas
instaladas nas fazen-das eque
beneficiem exclusivamente algodão de produção des-tas, destinadosao coasumo
de fabricas locais.Art. 17.°
— A
Secretariada
Agricultura poderá conceder favores especiais, por prazo determinado, ás usinas debenefi-ciamento que
sesubmeterem
ás seguintes exigências:a)
— Dispuzerem
deaparelhamento
completo paraum
perfeito beneficiamento;
b)
—
funcionaremem
prédio apropriado, dispondo de tu-Ihas para a separaçãoem
tipos, de algodãoem
caroço; de sala de classificação;de
dependência para expurgo, e de deposito para sementes e fardos;c)
—
beneficiarem algodãoem
caroço, recebido de parti-culares,mediante
taxa estipulada pelo Serviço;d)
—
fizerem o beneficiamentoa que
se refere a letra"c",
na ordem da
entrega pelo interessado;e)
—
fornecerem, a pedidodo
interessado, para effeito dewarrantagem,
certificadodo
algodão beneficiado,com o
vistodo
fiscaldo
beneficiamento;,
f)
—
observarem a taxa dearmazenagem
estabelecida pelo Serviço;g)
—
remeterem, mensalmente,ao
Serviço, dados, esta-tísticosdo movimento do
algodão na Usina.Art. 18
—
algodão de propriedadedo
usineiro, para ser beneficiado, obedecerá ámesma ordem
previstana
letra "d",Art. 19
— Ao
infractordor artigos 15 16 serãoclassificados os favoresque
lhesforem
concedidos.Y
60
Art.
20 — A
secretaria da Agricultura poderá instalar e custear usinas regionais de beneficiamento nos centros depro-dução
ou de concentraçãodo
algodão.§ 1.°
— Nas
usinas regionais funcionaráum
posto de clas-sificação eum
posto de expurgo de sementes, e, quanto possí-vel, instalações para beneficiamento dasemente
para extraçãodo
oleo.§ 2.°
— A
taxa de beneficiamento do algodão, nas usinas regionais, será, anualmente, estabelecida pelo Serviço deFo-mento
de Algodão.Art. 21
—
Para efeito de exportação as caixas das pren-sas das instalações de beneficiamento medirão internamente]mrl0
por0,m47, devendo
produzir fardos de 150
a200
quilos.§ 1.°
— Os
fardos destinados á exportação deverão ser envoltosem aniagem
ou tela de algodão, novas eamarrados com
cintas de aço.
§ 2.°
—
Ficamarcado
o prazo de 12 meses, a contar da data da publicaçãodesta lei, para que as usinasatualmente ins-taladas no Estadodêem
ás caixas das prensas as dimensões es-tabelecidas no artigo anterior.Art.
22 — Ao
fiscal de beneficiamento,que
terá livre acesso em. qualquer instalação de beneficiamento, compete:a)
—
inspecionar todas as instalações de beneficiamento eprensagem
junto ás quaes estiverem servindo, intimando aos seus proprietários a pronta substituição das peçasque não
sa-tisfizerem ás condições exigidas paraum
perfeitobeneficia-mento.
b)
—
verificar as infrações da presente lei, lavrando o respectivo auto de infraçãoque
será remetido á autoridade su-perior;c)
—
remeter quinzenalmente, á direçãodo
Serviço, o quadro demonstrativodo movimento
da respectiva instalação;d)
—
fornecer, prontamente, aos seus superiores hierár-quicos, todas as informações solicitadas, para o que deveráman-ter
uma
escrituração perfeita dos serviços a seu cargo;e)
—
vender aos lavradores semente, insecticidas,etc,
de acordocom
as instruções recebidas; distribuir publicações oficiais relativas á culturado
algodoeiro, a prestar todas asin-formações referentes aos serviços a seu cargo;
61
f)
—
ministrar aos lavradores todos os ensinamentos ne-cesarios aum
prefeito serviçode plantio, colheita, seleção e be-neficiamento,demonstrando
as vantagensdo emprego
dase-mente expurgada
e selecionada, para oque
visitará as lavouras da região a seu cargo, nas épocas próprias;g)
—
retirar amostrasdo
algodão beneficiado,em
quan-tidadenão
excedente a120
gramas, e envia-las ao posto de classificação mais próximo, afim de serem devidamenteapre-ciadas;
h)
—
visar os certificados a que se refere a letra "e" do artigo 15;i)
—
visar e registrar, para efeitos estatísticos, as guias do despacho de caroço de algodão e de algodãoem
caroço;j)
—
levantar a estimativa da area cultivada e da produ-ção algodoeirana zona
e na época determinada;k)
—
assistirao
beneficiamento eprensagem
do algodão., procedendocom
os infratores de acordocom
o artigo23
e pa-ragrafo único.Art.
23 — Os
serviços do fiscal junto auma
instalação de beneficiamento serão de 8 horas de trabalho efetivo.Paragrafo único.
— Sempre que
houver necessidade e a pedidodo
interessado, poderá ser prorogado o expedienteaci-ma, devendo
o interessado pagaruma
taxa correspondente ao excessode tempo
de trabalho.Art.
24 — De
acordocom o
decreto federal n. 22.929,de 12 de Julho de 1933, é obrigatória a classificação
commer-cial de todo
o
algodão beneficiadono
território do Estado deMinas
Gerais,bêm como
do algodão proveniente de outrosEs-tados e ainda
não
classificado.Paragrafo único.
—
Para execução deste artigo, entraráo Estado de
Minas
Geraisem
acordocom o
governo da União.Art.
25 —
Fica estabelecida a taxa de$010
por quilo de algodão beneficiadono
Estado.Paragrafo único.
— A
taxa aque
se refere este artigo destina-seao
custeiodo
Serviço.Art.
26 — Nas
reincidências, são as multas cobradas pelo dobro.
Art.
27 — As
taxas e multas creadas nesta lei serão reco-lhidas ás coletorias estaduais,mediante
guia visada pelosfun-62
cionarios da Secretaria
da
Agricultura incumbidos de sua exe-cução.Art.
28 — Revogam-se
as disposiçõesem
contrario.Mando,
portanto, a todas as autoridades, aquem
o conhe-cimento e execução desta lei pertencer,que
acumpram
e
No documento
/
(páginas 67-70)