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A Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas

3. ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL

3.2. Análise do meio onde estive inserida

3.2.1. A Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas

A EBSRF é uma escola do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário na cidade do Porto, em Portugal. O atual edifício localiza-se na Praça de Pedro Nunes, na freguesia portuense

de Cedofeita, tendo sido projetado pelo arquiteto José Marques da Silva e concluído em 1933. Em 2007, iniciaram-se obras de modernização da Escola, concluídas em 2008. Atualmente, a escola dispõe de excelentes condições para um ensino de qualidade e meios para se

afirmar no panorama educativo da cidade do Porto.

O Agrupamento de Escolas Rodrigues de Freitas é um agrupamento TEIP com contrato de autonomia. Tem assinaláveis assimetrias do ponto de vista social e dos resultados escolares, mas também no que concerne à tendência do crescimento da população escolar. O agrupamento é constituído por 7 escolas: EBSRF (escola sede), Escola Básica da Torrinha, Escola Básica de Carlos Alberto, Jardim de Infância da Vitória, Escola Básica de S. Nicolau, Escola Básica da Bandeirinha e, Escola EB 2/3 de Miragaia. Possui escolas consideradas de referência para o ensino/educação de alunos cegos e com

Figura 1 - Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas

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baixa visão e também duas unidades de apoio especializado para a educação de alunos com multideficiência.

No que concerne ao número de alunos, o agrupamento conta com um total de 1942 alunos de ensino diurno, sendo que a EBSRF possui 1197 alunos.

A escola é composta por um edifício único, com a fachada principal, cuja implantação se adapta cuidadosamente às características topográficas do terreno. Para além das suas grandes dimensões, o edifício é dotado de diversas infraestruturas, pouco habituais nas construções escolares da época, nomeadamente um museu da ciência, um observatório meteorológico, diversos laboratórios de química, física e biologia, dois ginásios, um pavilhão, uma biblioteca, um auditório, duas salas de desenho, cantina e bar, para além de numerosas salas de aula e outros equipamentos.

Na profissão de docente não existe uma entrada na carreira gradual, tal como acontece noutras profissões, pelo que este assume grandes responsabilidades ao entrar na profissão. Isto faz com que seja essencial que o professor se sinta apoiado e confortável dentro da escola onde vai exercer pela primeira vez (Queirós, 2014). A escola acolheu-me muito bem, e isto foi fundamental para o meu envolvimento nesta nova etapa.

Relativamente às instalações desportivas, estas foram recentemente requalificadas. A escola conta com um Ginásio Pequeno, adequado e munido com material para a prática essencialmente de ginástica, um Ginásio Central destinado essencialmente ao voleibol e badminton e um Pavilhão Desportivo ideal para o ensino de qualquer modalidade coletiva, sendo importante salientar que este foi construído há relativamente pouco tempo e detém ótimas condições. Por fim, outro espaço destinado ao ramo da EF, centra-se no exterior. Neste espaço contamos com dois campos para o ensino de futebol e/ou andebol, um campo para o ensino de basquetebol e três pistas para a corrida de velocidade até 50 metros. O espaço exterior envolvente é também utilizado para o ensino das disciplinas que envolvem lançamentos inseridas na modalidade de atletismo.

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As condições apresentadas pela escola são bastante favoráveis para a prática desportiva. A verdade é que no que diz respeito aos espaços desportivos a escola está dotada de condições muito boas para que as aulas sejam lecionadas com sucesso. Alguns dos percalços encontrados prenderam-se ao roulement e às condições climatéricas. A distribuição dos espaços nem sempre foi favorável para a lecionação das minhas aulas pois esta fez com que, por vezes, tenha visto a minha prática reduzida a um terço do pavilhão, tornando o espaço inadequado para lecionar algumas modalidades, como, por exemplo, o andebol, que é uma modalidade onde existem marcações fundamentais à sua prática, sendo estas condicionadoras da modalidade. Outro aspeto que poderia estar contemplado no roulement de instalações seria a passagem mais repetida pelo Ginásio Pequeno, pois quase todas as modalidades podiam ser dadas em mais do que um espaço diferente, não condicionando a sua unidade didática (UD), mas no que diz respeito à ginástica tal não acontecia. Esta modalidade apenas dispunha de condições para ser lecionada no Ginásio Pequeno e o número de vezes que cada turma passou por este espaço nem sempre foi suficiente. No final do ano letivo, esta foi uma medida discutida e pensada para

Figura 2 - Pavilhão desportivo Figura 3 - Espaço exterior

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ser colocada em vigor no próximo ano letivo, algo que me parece bastante positivo e facilitador para o sucesso dos alunos nesta modalidade.

Embora a escola esteja dotada de espaços desportivos muito bons, nem sempre o material disponível em cada espaço foi adequado e se encontrava nas melhores condições. O material disponível para o pavilhão desportivo era diferente do que estava destinado para o exterior, ginásio pequeno e central. Nestes três espaços o material facultado era muito reduzido e nem sempre se encontrava no melhor estado. Por exemplo, as bolas de voleibol, as raquetes e volantes disponíveis para utilizar no ginásio central encontravam-se num estado bastante devastado, condicionando a sua prática. O material disponível para a ginástica também condicionou bastante as aulas desta modalidade. A verdade é que fui “obrigada” a lecionar apenas dois aparelhos na ginástica, visto que a escola não dispunha de mais aparelhos em bom estado para a aprendizagem dos alunos. Isto levou a que os alunos do sexo masculino trabalhassem num aparelho feminino, por não existirem aparelhos masculinos.

Também no atletismo existiram algumas condicionantes para a sua prática. Esta era lecionada essencialmente no exterior e tinha apenas como recurso três pista de 50 metros e uma área que poderia ser utilizada para os lançamentos. Logo à partida estava excluída a possibilidade de lecionar salto em comprimento e triplo salto devido à inexistência da caixa de saltos. A maior condicionante neste espaço foram as condições meteorológicas que obrigaram a que estas aulas fossem por vezes lecionadas num terço do pavilhão, condicionando a sua prática e levando a que não existisse uma aprendizagem tão efetiva por parte dos alunos.

No entanto, através dos conhecimentos que possuo sobre infraestruturas de outras escolas e através da troca de opiniões com colegas de outros núcleos, sinto que esta escola possuí condições facilitadoras da prática desportiva. Foram necessárias, por vezes, algumas adaptações e adequações dos exercícios, através de outros materiais e meios, mas foi possível garantir o êxito dos conteúdos fundamentais e o sucesso dos alunos.

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