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CAPÍTULO III – AS GRAMÁTICAS FILOSÓFICAS

3. A Grammatica Philosophica de Melo Bacelar

α. Alguns dados biográficos

É um pouco incerto o percurso biográfico de Bernardo de Lima e Melo Bacelar. Nasceu presumivelmente em Chaves por volta de 1736. Foi ordenado pelos Franciscanos Observantes sob o nome de Frei Bernardo e Jesus Maria. Mais tarde, veio a ser sacerdote algures no Alentejo, conforme consta, aliás, do frontespício do seu Diccionario da Lingua

Portugueza (1783). Aderiu ao movimento reformista da Jacobeia e esteve preso durante oito

anos (1769-1777) por condenação expressa em pastoral do bispo de Coimbra, D. Miguel da Anunciação. Travou amizade com D. Frei Manuel do Cenáculo, reformador da Ordem a que pertencia. Influenciado pelos ventos do Iluminismo, fez publicar em 1783 a Grammatica

Philosophica e Orthographia Racional da Lingua Portugueza e o Diccionario da Lingua Portugueza, este último inspirando-se diretamente em Bluteau («em que se acharão dobradas

as palavras do que traz Bluteau, e todos os mais Diccionaristas juntos»).48Ainda nesse ano, sai a Arte e Diccionario do Comercio e Economia Portugueza. Depois disto, pouco se sabe, salvo que em 1786 trabalhava na Biblioteca Real de Paris, traduzindo algumas obras como a

Crónica de Idácio.

A sua gramática teve uma importância muito relativa, sendo, no entanto, ilustrativa do racionalismo reinante à época, como os próprios títulos o indicam – Grammatica

Philosophica e Orthographia Racional.

β. Definição e objetivos da gramática

Antes de mais caberia perguntar porque é que esta gramática é apelidada de filosófica. A resposta é, indiretamente, dada pelo enquadramento intelectual dos séculos XVII e XVIII, os quais, como atrás assinalámos, privilegiaram a busca de explicações racionais em todos os

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domínios do saber. O nosso gramático leu, provavelmente, algumas das obras gramaticais mais significativas deste período, tomando delas a orientação de base. Mas Melo Bacelar dá, na gramática, a sua própria resposta:

(...) a palavra Fhilosophós denóta o raciocinio, que se faz sobre todas as dittas Leis, e seus objectos; e a Differença, que tem a Grammatica Philosophica das mais Grammaticas, que pelo commum não são outra cousa mais, que hum’a collecção de Leis, quasi arbitrarias sobre os sons, que communicão os conceitos (GF: 7, nota (a)).

Por conseguinte, esta gramática é filosófica porque raciocina sobre as leis gramaticais, não se limitando a colecioná-las, como era costume. Esta atitude tem antecedentes. Já Sánchez de las Brozas escrevia na Minerva: «El uso, en verdad, no se mueve sin razón; de lo contrario, habría que llamarlo abuso, no uso» (Sánchez [1562] 1995: 41). E também em Port-

Royal se pode ler: «(...) n’en avoir pas seulement l’usage, mais d’en penetrer aussi les raisons,

& de faire par science, ce que les autres font seulement par coustume» (GPR : «Préface», p.4). A definição de gramática proposta pelo autor é a seguinte:

A Grammatica Philosophica he hum’a collecção de Leis, com que

arrazoadamente fabricamos, e dispomos os sons, que communicão aos

outros os nossos conceitos (GF: 6-7; negrito nosso).

É o advérbio de modo que marca aqui a diferença relativamente a gramáticas anteriores. Mas, desta citação, percebe-se ainda que Melo Bacelar faz preceder a vertente conceptual, o pensamento, aos «sons». A mesma posição já se encontrava em Port-Royal : «les sons ont esté pris par les hommes, pour estre signes des pensées» (GPR : 18). Esta será, pois, a orientação adotada pela maior parte das gramáticas de pendor filosófico produzidas neste período. Ainda hoje Martinet adopta a mesma relação de precedência:

Convém, pois, afastar o conceito de signo de acordo com o qual se colocam no mesmo ponto significante e significado e lembrar o facto evidente de que o significante existe para manifestar o significado, que o significado é um fim e o significante um meio (Martinet [1989] 1995: 87).

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Podemos dizer, então, que o primeiro objetivo desta gramática é o de raciocinar sobre as leis que combinam os sons. Para além disto, a gramática, ou o seu conhecimento, visaria, também, tornar o discurso mais claro e preciso, para não se gerarem confusões:

(...) ou çhegarmos todos, e em tudo a communicar-nos com precisão, e clareza; pois do contrario nascem as equivocações nos contratos, mil demandas, e absurdos na Républica (GF: «Prólogo», p.3).

Noutra passagem, o autor apresenta uma perspetiva mais prática das línguas, considerando que o seu objetivo é a comunicação:

(…) e determinando as leis de os collocar vierão desta sorte a ter huma perfeita lingua de communicação, cujo arrazoado, ou discursado regulamento se chama Grammatica Philosophica (GF: «Prólogo», p.8).

E repete esta ideia quando diz, sobre os sons, que «o seu fim he a communicação» (GF: «Prólogo», p.8). Sem pretender proceder a filiações teóricas, parece estarmos aqui, mutatis

mutandis, em presença de um percursor do atual funcionalismo. Ouçamos Martinet:

A escolha do ponto de vista funcional deriva da convicção de que toda a investigação científica parte do estabelecimento de uma pertinência e que é a

pertinência comunicativa que melhor permite compreender a natureza e a

dinâmica da linguagem (Martinet [1989] 1995: 86; negrito nosso).

Uma outra ideia a reter é a de que a gramática se constitui como «discursado regulamento». Do mesmo modo que a sociedade civil encontra sistematizadas as suas regras de conduta nos códigos do Direito, as línguas têm os seus regulamentos nas gramáticas – ideia peregrina esta que, infelizmente, já conheceu melhores dias.

Refira-se ainda que Bacelar presta, no início da gramática, homenagem a alguns gramáticos portugueses que o antecederam, como João de Barros, Fernão de Oliveira, Nunes de Leão, Amaro de Roboredo, Madureira Feijó ou Contador d’Argote dizendo deles que «não só restaurárão o perdido, mas lhe dérão huma grande perfeição» (GF: 12-13). Gramáticos

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estes que escreveram em português e sobre o português, preservando-o e aperfeiçoando-o. Lembremo-nos de que entre 1580 e 1640 estivemos sob domínio espanhol, o que contribuiu para tornar a nossa língua mais vulnerável a influências, pela literatura que íamos importando ou pelas comédias espanholas que se iam representando em Portugal.

Em resumo, a gramática, para Bacelar, propõe-se:

(i) Refletir sobre as leis gramaticais, não se limitando a colecioná-las; (ii) Tornar o discurso mais claro e preciso para não se gerarem confusões; (iii) Ser um «discursado regulamento».

γ. Organização da obra

Esta «colecção de leis com que arrazoadamente fabricamos e dispomos os sons» (GF: 6-7) apresenta uma divisão sui generis, rompendo com a secular tetrapartição a que nos temos vindo a referir. Melo Bacelar divide a sua obra em três partes: 1.ª Gramática do Agente ou

Nominativo, 2.ª Gramática da Acção ou Verbo e 3.ª Gramática do Accionado, Paciente ou Caso. Estas partes são, pelo autor, consideradas como «partes essenciaes da Grammatica».

E há duas razões principais para que isto aconteça. A primeira prende-se com o facto desta gramática partir de «uma síntese fundamental para uma alargada análise», como bem assinala Amadeu Torres (1996: 11), tomando como ponto de partida as funções que, dentro da frase, vão desempenhar o nome (agente e acionado) e o verbo (ação). A oração, diz Bacelar «he a unica cousa que o Grammatico pertende fazer» (GF: 13). O mesmo já tinha sido preconizado por el Brocense: «la oración o sintaxis es el fin de la grammatica» (Sánchez [1562] 1995: 47).

A segunda razão é dada na nota (t) da p.14 da gramática: «Consta a preposição unicamente de subjeito, copula e predicado; a Logica de percepção, juizo e discurso; e a Physica de causa, acção e causado». Bacelar vai, assim, adotar uma terminologia muito próxima da que era usada em Física. Como já atrás assinalámos, esta disciplina vinha adquirindo uma importância crescente enquanto paradigma de interpretação do mundo, sendo provável que o nosso gramático tivesse conhecimento da obra de Newton cujas formulações recorrem frequentemente a termos como ação, agente ou causa.

O nome e o verbo são, nesta obra, consideradas como categorias principais da oração, como já se encontrava em João de Barros. Quanto às outras cinco ou seis tradicionais partes da oração, elas são tomadas como meros «adjuntos» ou «sincategoremas», apoiando-se na

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classificação dos «Logicos», uma vez que «cada passo a49 acompanhão explicando algumas circunstancias» (GF: 14). Estes adjuntos, servindo tanto o nome como o verbo, são então:

artigo, pronome, preposição, advérbio, conjunção e interjeição. Fazendo a contabilidade,

adjuntos e partes principais resultam em oito classes de palavras. Note-se que o particípio não é aqui integrado.

Embora filosófica esta gramática não deixa, também, de apresentar, como todas as suas congéneres, as letras e as sílabas do português. Isto é feito em duas vertentes: a do som (pronúncia) e a da figura (escrita), não coincidentes em muitos casos. Também aqui encontramos a ideia de que um som é consoante porque soa com as vogais. Ainda neste capítulo é feita, com um certo pormenor, a descrição da articulação dos sons, fazendo lembrar Fernão de Oliveira. Por exemplo, a pronunciação da letra <F> seria a seguinte: «o som do F, ou PH se forma, quando levamos com respiração o beiço de baixo para o de cima» (GF: 20).

Passando à análise das várias partes da oração, uma curiosa concepção é proposta para os nomes e verbos, baseada na noção de tempo: «Das syllabas se formão os vocabulos,

palavras ou dicções, as quaes se çhamão Nomes, se não significão com tempo; aliás se

denominão verbos» (GF: 22). Transparece daqui a ideia de que os nomes são entidades estáticas e os verbos o seu contrário. Esta passagem tem inspiração direta de Aristóteles; já Aristóteles (De Interpretatione) considerava o tempo como característica diferenciadora entre nomes e verbos. Poderíamos nós contrapor a isto alguns nomes deverbais como, por exemplo,

destruição ou edificação, com um implícito sentido temporal, ou em verbos estativos do tipo parecer ou estar (Ele parece italiano; Lisboa está um sossego) que não parecem de todo

‘significar com tempo’.

Para os nomes são apresentadas as seguintes classificações (GF: 16-17): Substantivo concreto (Pedro)

C1: NOMES Substantivo abstrato ( prudência)

Adjetivo (bom)

Próprios coletivos (aldeia)

C2: NOMES Apelativos aumentativos(homenzarrão)

(ou Comuns) diminutivos (homenzinho)

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Em Port-Royal podemos encontrar: «Et ils ont appellé noms generaux, ou appellatifs ceux qui signifient les idées communes» (GPR : 35). Melo Bacelar adota uma designação semelhante, mas, talvez, menos precisa: «Estes nomes ou são proprios por significarem cousas certas, como Portugal, ou appelativos, ou communs; porque representão cousas incertas» (GF: 16-17).

Naturais (« em todas as Nações são os mesmos»)

C3: NOMES /VERBOS Primitivos incógnitos (de origem desconhecida)

Arbitrários deduzidos («deduzidos» e compostos)

Assinale-se que esta última classificação se prende especialmente com a formação das palavras. Neste domínio Bacelar emprega os termos dedução e composição cuja significação difere da que hoje lhes é atribuída. Com efeito, as deduções diriam respeito à mudança de palavras «mais antigas» para palavras «mais modernas», como tabaco>tabaquear ou

fabricar>fábrica, fabrico, fabril, pela mudança das terminações. As composições, tanto

quanto percebemos, relacionar-se-iam com palavras já da nossa língua formadas pela junção de sufixos ou de prefixos, como em desconhecer, reconhecer, sobreconhecer.

Referindo-se aos casos, Melo Bacelar sustenta que eles são supridos, na nossa língua, pela «diversa terminação dos artigos» (GF: 29). Assim, tomando como exemplo o nome

musa, teríamos:

(i) Nominativo: A musa (ii) Genitivo: Da musa (iii) Dativo: À musa (iv) Acusativo: A musa

Os «adjuntos» do nome são, segundo o autor, de dois tipos: adjuntos intrínsecos (número, género e caso) e adjuntos extrínsecos (artigo, adjetivo, preposição, advérbio, conjunção e interjeição). Bacelar considera o artigo «hum som declinavel, que serve do pronome esse, e determina o caso do nome» (GF: 42). Assim, uma frase do tipo Dá-me o

chapéu seria equivalente, em termos de sentido, a Dá-me esse chapéu. O artigo definido

aparece, aqui, como um determinativo do concreto, daquele objeto, não de outro. «Sem artigo», diz Bacelar, «val o mesmo, que me deas qualquer çhapéo que te parecer» (GF: 42). Como percebemos, o autor não contempla, nesta definição, os artigos indefinidos sobre os quais o mesmo já não se poderia dizer.

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Sobre o adjetivo, ele é definido como «hum’a qualidade do agente ou paciente» (GF: 43), apresentando uma variada tipologia: de duas formas (bom/boa), de uma forma (feliz), positivo ou absoluto (grande), comparativo ( mais grande), superlativo (grandíssimo), patrio (Valenciano), numeral (quadragésimo), universal (todo), particular (qualquer), pronome demonstrativo (este), pronome possessivo (meu,teu), pronome relativo (que, quem, qual), pronome interrogativo (que, quem, qual), particípio ativo e passivo. Assinale-se que Bacelar, ao considerar os pronomes demonstrativos, possessivos, interrogativos ou relativos como adjetivos, atribui-lhes uma clara função de determinação do nome, antecipando a distinção entre determinantes e pronomes. Falamos hoje em determinantes demonstrativos, possessivos, etc.

A preposição é «hum som indeclinavel, que sendo na oração anteposto a outro, o rege

para o caso» (GF: 44), podendo ser de lugar (antes, atrás), de movimento (após, contra), de

quietação (a, com, em) ou de indiferença (de, depois, segundo).

Sobre o advérbio, é relativamente inovadora a ideia de que ele não é apenas um modificador da ação verbal, mas de qualquer outro «som» ao qual se junte: «O Adverbio he hum som indeclinavel, que junto a outro faz ampliar, ou restringir, ou declarar o modo da sua significação» (GF: 45). São dados como exemplos o advérbio mais que junto a «eloquente» faz ampliar a sua significação, o advérbio menos (que restringe) e gravemente (que qualifica).

Da interjeição é dito que «expríme as paixões da nóss’alma» (GF: 46). Jerónimo S. Barbosa adotará uma definição semelhante: «As Interjeições (...) exprimem os transportes da paixão, com que a alma se acha occupada» (Barbosa [1822] 2005: 156). A Grammaire de

Port-Royal falava de «voix plus naturelles qu’artificielles, qui marquent les mouvements de

notre ame» (GPR : 153).

Sobre a «Acção Gramatical ou Verbo» se diz que «he hum som que representa com affirmação a obra physica» (GF: 52). Esta expressão «com affirmação» deverá ser contextualizada. Ela parece ser de inspiração francesa e a sua explicação poderá encontrar--se na Grammaire de Port-Royal:

Et c’est proprement ce que c’est que le verbe, un mot dont le principal

usage est de signifier l’affirmation: c’est à dire de marquer que le discours

où ce mot est employé, est le discours d’vn homme qui ne conçoit pas seulement les choses, mais qui en juge & qui les affirme (GPR: 95; negrito nosso).

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As «castas» de verbos consideradas são: verbo activo, passivo, neutro, recíproco, regular, irregular e defectivo. As suas definições aparecem em rodapé. O verbo, sendo uma das partes principais da oração, apresenta, como o nome, adjuntos que podem ser: anteriores (o nominativo com os adjuntos a este), concomitantes (interjeição, preposição, conjunção e advérbio) ou posteriores («os Accionados»).

O «Accionado Grammatical, Paciente ou Caso he hum som, que representa aquillo, em que se empregou a acção do agente physico» (GF: 103) e, segundo Bacelar, assim como não há oração sem ação, também não há ação sem acionado. De acordo com estes princípios, que dizer da frase O Pedro adormeceu, que não apresenta acionado? Segundo o autor, o acionado só pode vir em acusativo – «2. Que este accionado, ou paciente só he representado

pello accusativo, ou pelo seu equivalente. 3. Que os mais casos ou são agentes ou adjuntos do paciente» (GF: 104) –; todos os outros casos serviriam os adjuntos do paciente. Também aqui

uma frase do tipo O Pedro obedeceu ao regulamento levantaria problemas, uma vez que o «accionado» se encontra em dativo. O esquema que apresentamos na página seguinte poderá ajudar a melhor ‘visualizar’ a organização desta gramática filosófica.50

Após estas ‘anotações’ sobre a gramática filosófica de Melo Bacelar poderemos concluir que esta obra apresenta uma estrutura original (se considerarmos a secular divisão em quatro partes) partindo a análise gramatical em três: gramática do agente, gramática da ação e gramática do acionado. Estes termos, em parte tomados da Física, põem em relevo as funções que, na frase, vão desempenhar o nome e o verbo – partes principais da oração. Diríamos nós, hoje, de uma forma um pouco crítica, que esta filosofia ‘peca’ por confundir funções

semânticas (agente, ação, paciente) com funções sintácticas (os casos latinos). O «agente» é

também chamado de «nominativo», o «paciente» identifica-se com o acusativo... Esta análise levanta problemas, pois em várias frases do português os dois tipos de funções acima referidos parecem não coincidir. Na frase O Luís sofreu um acidente, o «nominativo» (O Luís) dificilmente pode ser tomado como «agente» da ação – melhor será tomá-lo como «paciente».

50

Amadeu Torres apresenta também, na introdução à GF, um organigrama da obra de Melo Bacelar. As eventuais semelhanças entre os dois esquemas prendem-se com o facto de se pretender apresentar um resumo da gramática.

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. Definição de Gramática Filosófica . Partes Gramaticais

. Definição de Agente Gramatical

letras e sílabas . Da Formação do Agente castas de nomes Parte I: composição e «dedução» do Agente ou Nominativo . Da Formação do Nominativo plural e declinações . Dos Acentos dos Agentes

. Dos Adjuntos ao Agente intrínsecos extrínsecos Organização . Concordância dos Adjuntos com o Agente da GF . Sinopse da I.ª Parte

. Definição de Acção Gramatical

Parte II: . Formação do verbo e suas conjugações anteriores da Acção Gramatical . Dos Acentos e Adjuntos à Acção concomitantes

ou Verbo . Concordância do verbo c/ Agente e Adjuntos posteriores . Sinopse da Parte II

Parte III: . Definição, Formação, Acentos a Adjuntos do Accionado do Accionado . Concordância do Accionado com o Verbo e Adjuntos . Sinopse de toda a GF (através da análise de uma frase longa «tirada» do P.e António Vieira)

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