Um homem casou-se com uma excelente mulher, dona de casa arranjadeira e honrada, mas muito gulosa. Para disfarçar seu apetite, fingia-se sem vontade de alimentar-se sempre que o marido a convidava para as refeições.
Apesar desse regime ela engordava cada vez mais. O esposo admirava alguém poder viver com tão
pouca comida.
Uma manhã resolveu certificar-se se a mulher comia em sua ausência. Disse que ia ao trabalho e se escondeu num lugar onde podia acompanhar os passos da esposa.
No almoço, viu-a fazendo umas tapiocas de goma bem grossas, molhadas no leite de côco, e comê- las todas, deliciada. Na merenda, mastigou um sem-número de alfenins finos, branquinhos e gostosos. Na hora do jantar, matou um capão, ensopou-o em molho espesso, saboreando-o. À ceia, devorou um prato de macaxeiras enxutinhas, acompanhando-as com manteiga.
Ao anoitecer, o marido apareceu, fingindo-se fatigado. Chovera o dia inteiro, e o homem estava como se tivesse passado, como realmente passara, o dia à sombra.
A mulher perguntou:
- Homem, como é que trabalhando na chuva você não se molhou ? O marido respondeu:
- Se a chuva fosse grossa como as tapiocas que você almoçou, eu teria vindo ensopado como o capão que você jantou. Mas a chuva era fina como os alfenins que você merendou e eu fiquei enxuto como as macaxeiras que você ceou.
A mulher compreendeu que fora descoberta em seu disfarce e não mais escondeu o seu apetite ao marido.
Autor: Leopoldo Viana de Melo
Durante a narração da história, para facilitar o entendimento, a professora substituiu algumas palavras desconhecidas (tapiocas, alfenins, capão e macaxeira) por outras semelhantes. Na seqüência, questionou os alunos sobre a história buscando explicitar suas concepções sobre alimentação (como deve ser nossa alimentação, o que é uma alimentação saudável, porque nos alimentamos).
Em certo momento uma aluna indagou: como é que tem criança que come muito e engorda e tem criança que come, come e não engorda ? A professora então argumentou que em alguns casos, quando as pessoas comem muito e engordam pode ser pelo fato de que consomem muito mais calorias do que gastam. Essas calorias armazenadas se transformam em gordura. E as pessoas que comem muito mas não engordam, pode ser pelo fato de que realizam muitas atividades (correr, brincar, estudar...) e as calorias dos alimentos são utilizadas pelo organismo. A professora destacou também que algumas pessoas têm mais facilidade em ganhar peso, outras não; algumas pessoas tem mais facilidade em perder peso, outras não. O metabolismo de cada um é diferente.
Dando continuidade foi proposta a seguinte questão: Qual a forma de energia que pode ser identificada nessa história? Quase que de imediato, todos responderam: a energia química! A partir daí a professora destacou que, conforme já haviam estudado em aulas anteriores, a energia química produzida pelas plantas, está presente nos alimentos que ingerimos. Procurou também enfatizar que essa energia presente nos alimentos pode ser medida em calorias. Na seqüência os alunos receberam o seguinte texto que foi lido e discutido:
Figura 27 – Texto “A energia dos alimentos” (trabalhado em 03/05/05)
Para a próxima aula, a professora solicitou que os alunos trouxessem rótulos de alimentos.
Prosseguindo com a abordagem do conteúdo 9, na aula seguinte os alunos desenvolveram uma atividade com base no texto “a energia dos alimentos”. Também foram utilizados nesta atividade os rótulos de diferentes alimentos trazidos pelos alunos e a seguinte tabela:
Tabela 4 – Gasto calórico em algumas atividades (calorias /hora)
ATIVIDADE Cal/h ATIVIDADE Cal/h
Nadar 223 Fazer compras 270
Comer sentado 96 Cozinhar 210
Jogar futebol 460 Dormir 60
Dançar rock 230 Cortar grama 516
Ficar sentado 79 Limpeza geral 288
Lavar roupa 282 Passar roupa 126
Pescaria 264 Subir/descer escada 660
Ficar de pé 93 Pular corda 612
Fazer tricô 84 Varrer 168
Escrever sentado 108 Jogar vôlei 234
Caminhar – passo normal 222 Correr 638
Pescar 223 Andar de bicicleta 360
Descrição da atividade:
Os alunos foram orientados a formar duplas para realizar a seguinte tarefa: elaborar um cardápio com quatro refeições, que totalizassem no máximo 2500 calorias. Ao terminar o cardápio, consultando a tabela de gastos calóricos, as duplas deveriam escolher algumas atividades para gastar as calorias.
Durante a atividade a professora circulou entre os alunos para esclarecer as dúvidas, sugerindo que colocassem em cada refeição alimentos consumidos no seu dia-a-dia.
O objetivo desta tarefa era levar os alunos a estabelecer relações entre energia (consumo, gasto) e alimentação.
Retomada do conteúdo 7 (relacionado à fontes de energia) - TRABALHANDO OS DIFERENTES SIGNIFICADOS DA PALAVRA “FONTE” - Para esta aula a professora abordou os significados da palavra “fonte” utilizando o dicionário, rótulos de alimentos e um texto intitulado “Velhinho descobre fonte da juventude no Japão” (ver figura 41, página 131.
Figura 29 – Exemplos de rótulos de alimentos utilizados na atividade (01/06/05)
Também foi proposta uma atividade escrita onde os alunos deveriam identificar o significado da palavra fonte em diferentes contextos.
Conforme o exemplo que acabamos de apresentar, praticamente todos os alunos conseguiram identificar os significados da palavra fonte nas diferentes situações propostas.
A atividade seguinte consistiu em apresentar novamente aos alunos as questões da avaliação anterior (figura 24, página 96), que não foram respondidas ou foram respondidas de forma errada por muitos:
Figura 31 – Retomada de algumas questões envolvendo fontes de energia (01/06/05)
Em nossa análise observamos que os alunos que anteriormente haviam deixado estas questões em branco ou respondido de forma incorreta, conseguiram atender as solicitações sem dificuldades. Confirmamos que o trabalho envolvendo os significados da palavra fonte trouxe os resultados esperados.
Nosso trabalho de acompanhamento das aulas de ciências nesta turma encerrou-se com a retomada do conteúdo “fontes de energia”. Lembramos que o planejamento inicial (ver tabela 2, página 77), sofreu significativas alterações, em grande parte sugeridas pela avaliação em processo.
A tabela a seguir, mostra como o planejamento inicial teve que ser modificado em diferentes momentos e por diferentes motivos: tempo (em alguns casos insuficiente); inclusão de novas atividades (como no caso do passeio à Eletrosul e a elaboração do jornalzinho); retomada de conteúdos (formas e transformações da energia; fontes de energia).
Tabela 5 – Planejamento mostrando as alterações efetuadas
UNIDADE 1: ENERGIA