3. Artes Visuais e Design
3.3. A “Imagem Global”
“Em 1907, o industrial visionário Emil Rathenau, director da empresa alemã AEG, contratou Peter Behrens e Otto Neurath , constituindo a primeira equipa de consultores de imagem corporativa. Em 1908, implementava-se um programa completo constituído por projetos de edifícios, fábricas, estabelecimentos comerciais, produtos, lâmpadas industriais, serviços de chá… e criaram logótipos, cartazes, folhetos, anúncios publicitários, catálogos, residências para trabalhadores e outros produtos. Contribuindo não só para uma comunicação coerente, senão também para uma forte cultura de empresa, constituiriam o “paradigma histórico da identidade corporativa, embrião do que atualmente se designa por imagem global”(Joan Costa, 1992).” (Raposo, 2007).
No presente projeto também existiu a preocupação de criar uma “imagem Global”, naturalmente à escala do respetivo projeto, nesse sentido foi criado um programa que integra vários elementos constituintes:
Web site:
http://jfialho.net/mcem_ecoart/
O papel do Web site neste projeto encerra uma importância de relevo, além da ferramenta de publicidade e de informação que se reconhece também assume um papel central porque engloba no mesmo espaço os outros elementos que formam a “imagem global”, como por exemplo, cartazes, folhetos, vídeos, etc..
Por outro lado também faculta a possibilidade de aceder ao Produto Multimédia via online. Permite igualmente a intervenção/interação através das características de Blogue que lhe são comuns.
Possibilita através de galerias de fotos ter uma primeira impressão do produto e de certa forma atrair o utilizador a envolver-se no Mundo Virtual.
Vídeos:
Segundo Santaella (2005), uma das características marcantes da cultura dos média, reside na crescente mistura dos vários tipos de média, os filmes são apresentados na TV e disponibilizados em vídeo, a publicidade utiliza a fotografia, o vídeo, o áudio de várias formas e acessível a muitos consumidores/utilizadores.
Teaser
https://www.youtube.com/watch?v=8e67LTfyPV8
Este vídeo assume-se como um “cartão-de-visita”, em sensivelmente minuto e meio são apresentadas várias perspetivas do produto, elementos integrantes fundamentais, o logótipo em ações tridimensionais pretende assumir na sua plenitude o facto de o projeto assentar de forma muito relevante na tridimensionalidade, apresenta alguns ambientes que integram o mundo virtual e por fim são apresentados os “créditos”, simples, com clareza gráfica baseada no contraste tipografia branca em fundo preto, o tipo de letra utilizado é a já referida, KabanaBold, com intenção de criar uma coerência gráfica e com a pretensão de conferir um “hábito” de identidade visual.
Folheto Díptico:
Verso e Frente
Interior
Mantendo a coerência visual já referida, quer ao nível da identidade visual (tipografia, logótipo, valores cromáticos, texturas, ambiente natural (Flora), reforçado ainda com alguns elementos humanos (Avatares) característicos das várias épocas que integram o mundo Virtual, o folheto díptico em formato standard A5, 14,8 cm de largura por 21cm de altura, pretende passar, de uma forma genérica a ideia do projeto.
Cartazes:
O cartaz foi/é um dos mais importantes veículos de informação, propaganda e de publicidade, estando intimamente relacionado com o desenvolvimento e a importância que estas atividades assumiram na vida contemporânea.
Numa perspetiva de comunicação, o impacto da mensagem do cartaz, segundo Moles (1974), era sobrevalorizado pela massa do público-alvo, isto é, por aqueles a quem especificamente se destinava, aqueles que o viam; dado que o cartaz contém “a permanência da imagem no provisório e a energia cromática do efémero”.
Moles reivindicou sempre para o cartaz a função pedagógica (missão interveniente) que se cumpria por via estética, situando-se, não como um meio de comunicação visual baseado no traço gestual, na geometria das formas, na cor, na tipografia, mas antes numa posição intermédia entre o domínio artístico e o utilitário, entre a espontaneidade e a contingência. Muito mais que um testemunho de arte, o cartaz reflete os contornos de um símbolo e o comprometimento de um manifesto. Tribunal de rua e “não uma passiva obra-prima de um museu”. Em pouco mais de um século, a chamada arte do cartaz impôs-se como forma de arte evolutiva, para a qual concorreram em paralelo os progressos da linguagem visual e das técnicas de reprodução.
“O ciclo de vida do cartaz inicia-se na conceptualização e formalização do projeto gráfico com o propósito de divulgar uma mensagem em espaço público. Neste quadro de referências, o cartaz insere-se na criação de design contemporâneo. No tempo de divulgação, o objeto gráfico releva-se duplamente efémero, pelo que evoca e pelo breve período de exposição no espaço de divulgação (THIVOLET, 1989), onde o domínio da imagem do cartaz se funde e se arrasta em murais em massa (BARGIEL_HARRY RÉJANE, 1985) desde os seus primórdios
(…) O processo criativo do Cartaz constitui-se entre a objetividade e subjetividade das escolhas múltiplas do autor que condicionam a solução gráfica, da mesma forma que o ato de fazer obras de arte se insere neste quadro intermédio entre o propósito de comunicação e a emoção ou ideia que surgiu na criação do autor da obra. Do ponto de vista do Novo Ciclo de Vida do Objeto Gráfico, o cartaz desempenha o papel de documento e obra de arte.” (Santos, 2012).
Cartaz eCOArt – Formato original – A2 (42 cm X 59,4 cm)
O cartaz sendo um objeto de promoção e informação caracteriza-se sobretudo pela sua força de síntese. Os elementos que o compõem devem ser escrupulosamente pensados e todos devem ter um papel de máxima utilidade.
A informação de texto deve ser muito clara, simples e objetiva, as imagens seguem a mesma linha gráfica utilizada no folheto com a intenção de reforçar o conceito. Este cartaz promove o produto eCOArt e segue a linha gráfica do projeto.
Cartaz PEDDY PAPER – Formato original – A2 (42 cm X 59,4 cm)
Em sintonia com o outro cartaz, quer no conceito quer na forma, este cartaz promove o subproduto PEDDY PAPER, Percurso Pedagógico, Artístico e Histórico. A hierarquia de informação mantém o seu relevante papel atribuindo importância à informação a partir sobretudo da dimensão, dos valores cromáticos e do contraste.
A estrutura de informação também é semelhante, no topo encontra-se o logótipo, facto de serem versões diferentes cria uma dinâmica diferente sem retirar coerência. Na base está a informação (identificação) constante, depois estão as mensagens do conceito muito sintetizadas, ainda mais acima, as imagens representam o mesmo ambiente (Mundo Virtual) mas compilados de forma diferente e com outra perspetiva.
Infografia
Existe a firme convicção que a infografia pode de facto trazer vantagens ao processo informativo e educativo, a informação é apresentada de forma mais objetiva, imediata, apelativa.
“Para Módolo (2007, p. 5) o “termo infográfico vem do inglês informational graphics e alia texto e imagem a fim de transmitir uma mensagem visualmente atraente para o leitor, mas com contundência de informação.
(…) Já Furst (200 , p. 2) explica que “o infográfico é um texto que apresenta a informação, aliando de maneira a palavra à imagem.” (Benttuit, Lisboa, Coutinho, 2011).
Nesse sentido foi criada uma infografia para apresentar alguns números que pretendem elucidar e mensurar a quantidade de elementos utilizados para a consecução do Mundo Virtual. Na base de uma infografia está a sua característica de apelar ao poder de síntese, quer ao nível dos conteúdos de informação quer na forma como esta é apresentada. O desenho em vetor substitui maioritariamente a fotografia, as “silhuetas” e a redução das cores obedecem à simplificação cromática. A estrutura da infografia está assim representada: no topo encontra-se a identidade visual, na base através de um desenho vetorial está representado o ambiente virtual, os números estão apresentados divididos por setores: Obras de Arte e Elementos de Design, Edifícios/Estruturas, Placas de informação, Avatares, Flora, Pedras, Fauna e a extensão do Terreno do Mundo.
Brochura Capa
Exemplos de páginas interiores
Na linha dos outros elementos gráficos que formam a “Imagem Global” do projeto, a brochura mantém, naturalmente, a coerência visual. Os valores cromáticos, a tipografia, as texturas, os elementos humanos caracterizadores das várias épocas que integram o mundo, o ambiente natural, a Identidade Visual, conferem a constância gráfica pretendida.
O pequeno “livro de bolso” integra informação mais detalhada que os cartazes e folheto, e apresenta também os conteúdos existentes na infografia.