4.2. PIIS: metodologia e objetivos
4.2.3. A Implementação do Programa
4.2.3. A implementação do P 4.2.3. A implementação do P 4.2.3. A implementação do P
4.2.3. A implementação do Programarogramarogramarogramarograma
A implementação do PIIS teve início com o cadastramento das famílias moradoras dos quatro núcleos de favela, de modo à ‘congelar’ e conhecer a real população a ser atendida. O cadastramento também incluiu um levantamento das áreas, permitindo a atualização dos arquivos existentes. Os projetos para Capuava e Sacadura Cabral foram contratados e a equipe técnica do Departamento de Habitação desenvolveu os projetos de Tamarutaca e Quilombo. As Secretarias de Saúde e Ação Social complementaram o cadastramento inicial visando definir o número de famílias a serem atendidas pelo Renda Mínima e Saúde da Família (definição do número de agentes comunitários).
Um Mapa da Exclusão/Inclusão Social de Santo André foi elaborado visando à criação de indicadores que medissem o nível de inclusão/exclusão de toda a cidade. A cidade foi
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Favela Capuavaavela Capuavaavela Capuavaavela Capuavaavela Capuava fotos 94 e 95
fotos 94 e 95 fotos 94 e 95 fotos 94 e 95
fotos 94 e 95 (acima e abaixo)... Vistas panorâmicas do núcleo, 1999
foto 96. foto 96. foto 96.
foto 96. foto 96. Encosta que, devido às fortes chuvas de verão, desabou deixando várias famílias desabrigadas e alterando o projeto da obra obrigando a construção de um imenso muro de arrimo, 1999 foto 97.
foto 97. foto 97. foto 97.
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dividida em regiões para as quais foram calculados índices de exclusão social, baseados numa lista de variáveis que incorporavam a multidimensionalidade do conceito de exclusão. Ao mesmo tempo, para cada uma das áreas piloto foram estabelecidos indicadores, não somente para avaliar as melhorias nas condições de vida das pessoas, mas também para monitorar as transformações ocorridas do ponto de vista subjetivo das populações beneficiadas (DANIEL, 2001).
Os programas de Urbanização de Favelas e Produção de Moradias foram os primeiros a ser executados. O Departamento de Habitação não era somente responsável pela divisão dos núcleos de favela em sub-áreas de intervenção (divisão seguida por boa parte dos outros programas), mas também pela coordenação do processo de escolha de representantes para cada uma das sub-áreas. Esses representantes eram considerados o elo de ligação entre cada uma das subáreas e a Prefeitura.
Diversas reuniões com a população de cada uma das sub-áreas definidas pelo DEHAB foram realizadas para apresentar não somente o projeto de urbanização da favela, mas também os demais projetos envolvidos. Os cronogramas de trabalhos foram apresentados e as comunidades convidadas a participar durante todo o processo. Esse envolvimento se deu em diferentes momentos. A equipe de urbanização fazia reuniões deliberativas com os representantes de cada área. A equipe do Saúde da Família organizava reuniões por problema de saúde, permitindo que os grupos discutissem seus problemas para encontrar conjuntamente as soluções. O Renda Mínima fazia reuniões a cada 15 dias e os outros projetos também se reuniam com seus grupos (PSA, 2000b).
Todos os programas sociais e de geração de emprego/renda foram executados primeiramente em Sacadura Cabral e Tamarutaca. Os trabalhos em Sacadura Cabral foram iniciados em dezembro 1997 com a construção de 200 apartamentos no Conjunto Habitacional Prestes Maia com o objetivo de diminuir a densidade do núcleo e abrir espaço para realização das obras de urbanização, que somente tiveram início em setembro de 199816. Na Tamarutaca, as obras também começaram em setembro de 1998, com a recuperação da infra-estrutura executada durante o período 1989-1992, e posteriormente nas novas áreas ocupadas.
16 O processo de remoção contemplou apenas as famílias que possuíam condições financeiras e vontade própria de mudar para os apartamentos do Conjunto Habitacional Prestes Maia. As famílias que se encontravam na área de remoção e que não tinham condições de ir para os apartamentos trocavam de lugar com famílias que moravam em outros setores, passando a morar em suas casas até que as obras de urbanização chegassem a esse setor, enquanto a outra família mudava para o novo apartamento. Maiores informações sobre o processo de troca e remoção das 200 famílias do núcleo Sacadura Cabral, ver DENALDI & OLIVEIRA (1999). Sobre o projeto de urbanização ver DENALDI; GOIS & SAMPAIO (2001).
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Favela Sacadura Cabralavela Sacadura Cabralavela Sacadura Cabralavela Sacadura Cabralavela Sacadura Cabral figura 7.
figura 7.figura 7.
figura 7.figura 7. Projeto de urbanização figura 8.
figura 8. figura 8. figura 8.
figura 8. Planta baixa, corte e fachada de uma das tipologia desenvolvidas para ser construída no novo núcleo habitacional
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Favela Quilombo IIavela Quilombo IIavela Quilombo IIavela Quilombo IIavela Quilombo II figura 9.
figura 9.figura 9.
figura 9.figura 9. Projeto de urbanização
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147 I1 I2 VIELA NOVA S D D S S S S H 0 .5 0 N O LL J G F 1 3.31 E D C B A DESC COTAPONTO V IE LA 13 VIELA 10 V IEL A 14 VIELA 11 VIELA 12 I M P K 1 2.3 9
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figura 10. Projeto de urbanização
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Favela Tavela Tavela Tavela Tavela Tamarutacaamarutacaamarutacaamarutacaamarutaca figura 11.
figura 11. figura 11. figura 11.
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Em Capuava, por questões de ordem financeira, a urbanização foi dividida em duas etapas, tendo iniciado parcialmente no segundo semestre de 1998, seguida pela implementação dos projetos sociais e de geração de emprego e renda. A segunda e maior parte do processo de urbaniza- ção foi condicionada a obtenção de financia- mento externo que foi obtido junto ao Governo Federal no âmbito do Programa Habitar Brasil BID17.
Na Quilombo, cujo projeto de urbanização previa a remoção de 80 famílias, os trabalhos tiveram iní- cio somente em 1999 após a construção de mais 80 apartamentos no mesmo conjunto dos 200 apartamentos construídos para Sacadura Cabral, também para viabilizar espaço para obras de urbanização. Entretanto, parte destes aparta- mentos (20 unidades) foi destinada às famílias de Capuava e Tamarutaca, para retirada de algumas famílias de áreas de risco. Esses 280 aparta- mentos foram construídos com recursos federais (emendas parlamentares ‘carimbadas’), tendo como contrapartida da PSA a terra e obras de infra-estrutura. Os apartamentos construídos possuem 41m², com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. Cada apartamento custou cerca de R$ 16.500,00 (com a terra subsi- diada) e as famílias que compraram foram sele- cionadas de acordo com sua renda, tendo até 25 anos para pagar. Os programas sociais e de gera- ção de emprego e renda também foram execu- tados nesse núcleo (BLANCO, 2001:17).
17 Os recursos do Programa Habitar Brasil BID viabilizaram o início da segunda etapa da urbanização da Capuava e viabilizarão as urbanizações dos núcleos Capuava Unida e Gamboa, que serão reassentados no Conjunto Habitacional Alzira Franco, que está sendo construído em área adjacente a favela Capuava.
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FFavela Sacadura Cabralavela Sacadura Cabralavela Sacadura Cabralavela Sacadura Cabralavela Sacadura Cabral foto 98.
foto 98. foto 98. foto 98.
foto 98. Edifício no Conjunto Habitacional Prestes Maia construído para a remoção, 1998
fotos 99 e 100. fotos 99 e 100. fotos 99 e 100. fotos 99 e 100.
fotos 99 e 100. Remoção das famílias e destruição das moradias do setor 1, 1998 foto 101.
foto 101. foto 101. foto 101.
foto 101. Vista área do setor 1 sendo preparado para as obras de consolidação geotécnica, 1999
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