Quando fazemos reforma na creche nossa primeira preocupação é melhorar os espaços usados pelas crianças; Quando fazemos reformas tentamos adequar a altura das janelas, os equipamentos e os espaços de circulação às necessidade de visão e locomoção das crianças; Nossa equipe procura desenvolver relação de trabalho cordiais e afetivas; Procuramos garantir o acesso seguro das crianças à creche; Lutamos para melhorar as condições de segurança no trânsito nas proximidades da creche (CAMPOS, 2009, p. 17).
E assim, nos mantemos alertas quanto a tudo relacionado às estruturas física e educacional da instituição de modo a garantir saúde e segurança das crianças durante sua permanência na creche.
Buscando, a cada dia, tanto melhorias nos espaços de convivência, quanto na socialização dos trabalhos produzidos.
com diferentes suportes e gêneros textuais orais e escritos; Recriem, em contextos significativos para as crianças, relações quantitativas, medidas, formas e orientações espaço temporais (BRASIL, 2010a, p. 25).
Devem também desenvolver experiências que
Ampliem a confiança e a participação das crianças nas atividades individuais e coletivas; Possibilitem situações de aprendizagem mediadas para a elaboração da autonomia das crianças nas ações de cuidado pessoal, auto-organização, saúde e bem-estar; Possibilitem vivências éticas e estéticas com outras crianças e grupos culturais, que alarguem seus padrões de referência e de identidades no diálogo e conhecimento da diversidade;
Incentivem a curiosidade, a exploração, o encantamento, o questionamento, a indagação e o conhecimento das crianças em relação ao mundo físico e social, ao tempo e à natureza; Promovam o relacionamento e a interação das crianças com diversificadas manifestações de música, artes plásticas e gráficas, cinema, fotografia, dança, teatro, poesia e literatura (BRASIL, 2010a, p. 25).
Além disso, pede-se que
Promovam a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da biodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra, assim como o não desperdício dos recursos naturais; Propiciem a interação e o conhecimento pelas crianças das manifestações e tradições culturais brasileiras; possibilitem a utilização de gravadores, projetores, computadores, máquinas fotográficas, e outros recursos tecnológicos e midiáticos (BRASIL, 2010a, p. 25).
Tais interações devem estar contempladas na proposta pedagógica da instituição educacional e ter acompanhamento, tendo como base de planejamento das atividades pedagógicas as
características da comunidade escolar, a identidade e os objetivos coletivos e particulares da instituição em benefício das crianças.
A interação é a ação que ocorre entre duas ou mais pessoas, de forma mutua ou recíproca. Na Educação Infantil, essa interação ocorre de três maneiras: as crianças entre si; as crianças com as professoras/adultos; as crianças com o ambiente e, as crianças, instituições e as famílias (BRASIL, 2012, p. 11).
A interação das crianças com as professoras é essencial para dar complexidade e riqueza às atividades lúdicas, que são enfatizadas nas brincadeiras entre si, sendo elas de igual idade ou não.
A interação das crianças com os brinquedos ocorre por meio do uso de diferentes objetos ou brinquedos através das brincadeiras, na qual elas fazem uso dos ambientes, previamente organizados, para socializarem e trocarem experiências. Experiências estas, que podem ser vividas na escola ou com seus familiares, uma vez que a interação da criança com as instituições e as famílias,
Possibilitam vínculos que favorecem um clima de respeito mútuo e confiabilidade, gerando espaços para o trabalho colaborativo e a identificação da cultura popular da criança e de sua família, de suas brincadeiras e brinquedos preferidos (BRASIL, 2012b, p. 12).
Proporcionando maior retorno educativo e pessoal da criança, pois quando ela confia nas pessoas que estão ao seu redor, ela torna-se mais participativa nas atividades sugeridas.
O acompanhamento dessas atividades, assim com as rotinas das crianças deve acontecer de maneira que elas compreendam seus limites e as noções de individualidade e coletividade. Nas noções de coletividade, tanto com adultos, quanto entre crianças, a interação pode ser mais evidenciada.
O contato com os adultos deve ser de maneira “afetuosa, empática, respeitosa e agradável. Os adultos devem interagir com as crianças por meio de conversas, afagos e contato visual”
(MANAUS, 2013, p. 79), para que elas construam uma relação de
confiança, sentindo-se seguras, passando a vê-los como parceiros que as ouvem, valorizam seus questionamentos, seu potencial e suas produções.
A criança, antes mesmo do seu nascimento, sente o carinho das pessoas por ela. E quando nasce sente desejo de viver experiências afetivas, emocionais e cognitivas no seu cotidiano, por isso é importante o contato com o outro, com outras crianças.
Por meio das atividades que promovem a interação, “elas trocam conhecimentos, aprendem sobre as relações, constroem valores de cooperação, solidariedade e respeito ao outro” (MANAUS, 2013, p. 81), passam a criar vínculos afetivos com os seus colegas e passam a cooperar no processo de aprendizagem um do outro.
Segundo a Proposta Pedagógico-Curricular de Educação Infantil, da Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED), a criança tem necessidade de estar com outras pessoas, pois
ela é capaz de interagir e aprender com elas, de forma que possa compreender e influenciar seu ambiente, ampliando suas relações sociais, interações e forma de comunicação, sentindo-se cada vez mais seguras para se expressar, podendo aprender com diferentes crianças e adultos (MANAUS, 2013, p. 80).
Tendo assim, vivências diferentes, de realidades diferentes que possibilitam seu desenvolvimento integral a cada dia. Essas vivências proporcionam troca de conhecimento, construção de valores e de relacionamento. Para que isso ocorra deve-se promover momento diferente de rotina e de situações coletivas, que proporcionem troca de conhecimentos, sobretudo entre crianças de diferentes idades.
Considerações Finais
No decorrer da pesquisa verificamos que a criança já não é mais considerada como um adulto em miniatura. Agora ela é
olhada como um ser especial de direitos e com especificidades de tratamento para cada fase de sua vida.
Após muitas lutas a sociedade passou a pensar e a repensar sobre as concepções de educação de crianças em espaços coletivos e sobre as práticas pedagógicas para o seu desenvolvimento, aprendizagem e continuidade no processo de aprendizagem, sem antecipar conteúdos da outra fase de ensino.
Os documentos oficiais fornecidos pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED), embasaram os nossos estudos, e nos proporcionaram conhecer melhor os direitos referentes à educação das crianças pequenas, pois a criança é um sujeito histórico de direitos, que por meio das interações, relações e de experiências vividas no seu cotidiano, constrói sua identidade pessoal e coletiva, atuando, efetivamente, na sua história de vida. Por ser protagonista de suas vivências, a criança deve dispor de meios que possibilitem momentos ricos de socialização e de experiências, cabendo aos adultos proverem tais momentos.
As interações das crianças nas instituições educacionais devem ser elaboradas de forma pedagógica, tanto no cuidar, quanto no educar, de modo que definam metodologias de aprendizagem e desenvolvimento individual.
O convívio com as crianças e com as professoras nos proporcionou verificar como eram elaborados os planejamentos das atividades para as crianças do maternal, considerando a individualidade, o espaço e o tempo de cada criança.
Verificamos, também, a intencionalidade e a responsabilidade no modo de planejar e executar as atividades de modo a promover a interação das crianças no cotidiano da escola. Planejar não será mais concebido de forma aleatória, devendo, cada um de nós, buscar mais ou novas metodologias de ensino e aprendizagem para que as aulas possam ser mais atrativas e significativas para nossas crianças.
REFERÊNCIAS
BLANC, Claudine. Proposta para o Cotidiano da Educação Infantil / Claudine Blanc, Janine Lesann. Belo Horizonte, MG : Fino Traço, 2012.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.
Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil / Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. – Brasília: MEC, SEB, 2010.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.
Brincadeiras e interações nas diretrizes curriculares para a educação infantil: manual de orientação pedagógica: módulo 1 / Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. – Brasília: MEC, SEB, 2012b.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.
Organização do espaço físico, dos brinquedos e materiais para bebês e crianças pequenas: manual de orientação pedagógica: módulo 4 / Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. – Brasília:
MEC, SEB, 2012c.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.
Indicadores da Qualidade na Educação Infantil / Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica – Brasília: MEC/SEB, 2009d.
CAMPOS, Maria Malta. Critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças / Maria Malta Campos e Fúlvia Rosemberg. – 6. ed. Brasília: MEC. SEB, 2009 CRECHE MUNICIPAL PROFESSORA ELIANA DE FREITAS MORAES.
Projeto Político Pedagógico. Manaus-Am, 2013.
FONSECA, Luiz Almir Menezes. Metodologia científica ao alcance de todos / Luiz Almir Menezes Fonseca. 4. ed. Manaus: Editora Valer, 2010.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Metodologia Científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
MANAUS. SEMED - Secretaria Municipal de Educação. Proposta Pedagógico-Curricular de Educação Infantil. Secretaria Municipal de Educação. Manaus – AM. 2013
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS, PROFORMAR.
Currículo e Ensino Básico / Coordenador: Evandro Luiz Ghedin – Manaus / Am: UEA edições, 2007.