• Nenhum resultado encontrado

A interface gestão Ambiental, Responsabilidade Social e Desenvolvimento

2.4 DESAFIOS E ESTRATÉGIAS DA RESPONSABILIDADE SOCIAL

2.4.1 A interface gestão Ambiental, Responsabilidade Social e Desenvolvimento

A partir do fim do século XX, múltiplos determinantes dos processos de globalização impulsionam transformações econômicas e políticas. As transformações sistêmicas mundial evidenciam, dentre outros aspectos, a necessidade de (re) significação da noção de desenvolvimento e a compreensão das modificações significativas na relação Estado, mercado e sociedade. Nesse cenário, redefinem-se os papéis dos atores sociais, que passam a fazer parte na efetivação de propostas de desenvolvimento que se materializam nos espaços locais.

Neste cenário, o desenrolar dos processos de globalização torna mais evidente a relação indissolúvel entre as questões econômicas, sociopolíticas e ambientais de tal modo

que refletir sobre perspectivas de desenvolvimento na contemporaneidade implica no estabelecimento de discussões que analisem o desenvolvimento sob a ótica multifacetada dos elementos que o perpassam, bem como sob a visão dos diversos atores sociais envolvidos no embricamento do processo.

Em meio a esse contexto coloca-se como premente os papéis dos atores sociais, em particular das corporações que passam a fazer parte da efetivação de propostas de desenvolvimento que se materializem nos espaços locais. Isso implica em desconstruir a concepção tradicional de desenvolvimento como sinônimo de crescimento econômico, industrialização e uso intensivo de tecnologia, herdada do século XIX.

Assim, no final do século XX a visibilidade dos movimentos ambientalistas, coloca na agenda política a necessidade de construção de um outro paradigma de desenvolvimento, no qual a equidade social, a responsabilidade ecológica, a participação democrática no planejamento, o respeito às diversidades culturais e as especificidades locais e regionais necessitam ser incorporadas. Todavia, os questionamentos quanto ao desenvolvimento como sinônimo de crescimento econômico e as reflexões em torno do desenvolvimento, no sentido de situá-lo, têm suas origens nos anos de 1940, no processo de discussão para a elaboração de projetos de reconstrução da Europa no pós-guerra (SACHS, 2008), fazendo emergir uma concepção alternativa ao desenvolvimento tradicional, ou seja; o conceito de eco desenvolvimento, que posteriormente vai se ampliando para a noção de desenvolvimento sustentável.

Na concepção de Sachs (2008) o desenvolvimento sustentável, como categoria analítica em construção, vem incorporando novas dimensões, dentre estas a ideia de sustentabilidade social, definida pela inclusão do adjetivo includente no sentido de incorporar a garantia da efetivação de direitos de cidadania, ou seja, direitos sociais, civis e políticos, ampliando-se assim as condições de vida das pessoas, de acessos às políticas públicas e de participação. Nesta direção, a noção de desenvolvimento sustentável desloca-se da lógica de crescimento econômico, presente na noção tradicional de desenvolvimento, para a lógica do processo da melhoria da qualidade de vida dos indivíduos.

Desse modo, o debate sobre a sustentabilidade torna-se item recorrente na agenda empresarial, muito embora que a própria definição do termo sustentabilidade e suas possibilidades de sua aplicação no cotidiano das empresas ainda não foram incorporadas amplamente ao discurso, às práticas e aos planos de negócio das empresas. Não obstante, a

incorporação do tema sustentabilidade na agenda empresarial sinaliza para uma redefinição nos modos de gestar os negócios nas corporações.

Evidentemente, que a perspectiva de desenvolvimento passa por um processo de re- significação, agregada as possibilidades de assimilação de novas discussões sobre a temática RSC e os papéis dos atores individuais e coletivos, evidenciando a necessidade de visibilidade de proposições sobre as práticas de consumo. Nesta dimensão, é possível incorporar ao ideário da RSC, o compromisso das empresas com todos os grupos sociais na construção de estratégias de cidadania.

Nesse sentido, o estudo de Steurer et all (2005) contribui sobremaneira para perceber mais especificamente a importância da RSC como instrumento para novas práticas de consumo, ao enfatizar o modo como a RSC encaixa-se nas perspectivas do processo de desenvolvimento sustentável. Para os teóricos, a ideia de desenvolvimento sustentável teria uma abrangência macro, sendo um conceito que envolve a sociedade como um todo. Portanto, a partir da ideia macro, desenvolve-se compreensões de âmbito organizacional, conectando as atividades organizacionais com o desenvolvimento sustentável, contribuindo para que sejam inclusos nos valores organizacionais as expectativas ambientais da sociedade como um todo.

Assim, a sustentabilidade corporativa é um elemento que se enquadra nesta condição, por estar vinculada à concepção de desenvolvimento sustentável, com uma abrangência corporativa. Para Steurer et all (2005) enquanto o desenvolvimento sustentável é comumente percebido como um modelo guia social, que envolve uma ampla gama de questões de qualidade de vida ao longo do tempo, a sustentabilidade corporativa é o modelo guia corporativo, que orienta a performance econômica, social e ambiental da corporação a longo e a curto prazos.

Sendo assim, a efetivação da RSC depende da gestão, do desempenho, da participação e das exigências dos stakeholders do que especificamente do desenvolvimento sustentável e a responsabilidade corporativa. Na visão de Steurer et all (2005) enquanto o desenvolvimento sustentável e a sustentabilidade corporativa são modelos guia que dependem amplamente da interpretação da sociedade, a Responsabilidade Social Corporativa é uma abordagem de gerenciamento voluntário, na qual os stakeholders organizacionais têm uma função muito importante.

Contudo, cabe ressaltar que as discussões em torno da RSC, intensificam-se especialmente a partir dos anos 1990, num cenário de acirramento da competitividade para as empresas e de desenvolvimento de novos modelos de gestão e organização da produção.

Assim, para além da sua inserção no mercado global, muitas empresas ampliam suas preocupações com as questões econômicas, e acrescentam ao processo de negócios aspectos relativo à preservação ambiental e a questão social.

Sendo pertinente considerar ainda, dois escopos relevantes no processo: o primeiro diz respeito ao potencial aumento de poder das empresas, na medida em que amplia sua área de atuação no âmbito social, pois passa a penetrar em vários segmentos da vida humana, apresentando-se como capazes de interferir diretamente no bem comum, estabelecendo parceria com o Estado, no que concerne ao planejamento e execução das diretrizes do desenvolvimento social sustentável.

O segundo escopo suscita uma análise criteriosa da possibilidade do envolvimento empresarial para com as causas sociais, contribuindo para a disseminação de novos valores dos consumidores como responsabilidade, ética, solidariedade e cidadania. O que pode significar fator de influência na adoção de novas práticas de consumo na perspectiva da proteção ambiental. Certamente que o viés da possibilidade de presença do ideário humano nos construtos da lógica da competição pode vir a significar um caminho menos desumano no desenvolvimento capitalista.

Além disso, a incorporação dos preceitos da sustentabilidade no âmbito das corporações implica que a noção de RSC não significa apenas investimento privado em ações de promoção social ou preservação ambiental, mas sim a incorporação do ideário da sustentabilidade como parte integrante de todas as atividades que a corporação desenvolve.

Em outro ângulo, constata-se que o desenvolvimento econômico não representa mais uma opção aberta com possibilidades amplas para o mundo. A aceitação geral da ideia de desenvolvimento sustentável indica que se fixou voluntariamente um limite (superior) para o progresso material. Adotar a noção de desenvolvimento sustentável, por sua vez, corresponde a seguir uma prescrição de política (CAVALCANTI, 1997, p.165).

Nesse sentido, questiona-se em que medida as corporações, em especial no contexto brasileiro, se percebem como agentes co-responsáveis pela construção de um desenvolvimento que considere não apenas o crescimento econômico, mas, sobretudo os cuidados para com o meio ambiente e a qualidade de vida da população em geral. O que na perspectiva de Mattos (1995, p.107)

[...] não parece tão claro que as decisões e ações que seriam requeridas para desencadear um concreto processo de DS possam ser aceitas da mesma

forma pela constelação de atores que adere ao conceito geral [...] também não se pode sustentar que o DS seja uma ideia muito atrativa para a grande empresa, principal protagonista da vida econômica neste novo período do desenvolvimento capitalista.

Desse modo, evidencia-se que as práticas de RSC cristalizam-se como um instrumento aliado do desenvolvimento, na medida em que é capaz de promover efetivações e capacidades, não importa em que escala na vida dos beneficiários e de suas ações. Isto fortalece ainda a incorporação da noção do local como espaço de realização do desenvolvimento (SEN, 2002).

Portanto, ao vislumbrar o desenvolvimento local sustentável como mudança social, com equidade social, responsabilidade ecológica, respeito à diversidade cultural e democrática em sua construção, incorporando ainda a noção de expansão das capacidades e liberdades das pessoas, demanda-se do poder local o estabelecimento das condições de sua realização e ao poder público a responsabilidade de induzi-lo (Idem, 2002).

Nesta conjuntura, o poder local mesmo em meio às adversidades pode funcionar como um instrumento articulador na construção de parâmetros para ações propositivas e interventivas, referenciadas tanto no campo das políticas públicas, quanto das políticas de RSC. Dessa forma, a construção de novas abordagens de desenvolvimento necessita de uma materialização cotidiana e contínua, sendo necessário incentivar discussões que tratem da definição mais concreta das ações necessárias à sua efetivação nas práticas das empresas e do poder local.

Contudo, é pertinente pontuar que a hegemonia do ideário do livre mercado e a crescente autonomia que o capital privado adquiriu na sociedade atual são entraves a perspectiva do desenvolvimento sustentável. Por outro lado, constata-se que a exequibilidade da RSC tem se ampliado consideravelmente mesmo em meio a limitações e coerência com as demandas sociais, o que demonstra a possibilidade de um redirecionamento, por parte das corporações, no que diz respeito às decisões que avancem em via para um desenvolvimento sustentável.

Em síntese, estas instâncias ampliam os espaços de estabelecimentos de relações mais democráticas entre os seres humanos, o que permite visualizar que uma outra sociabilidade é possível e viável, principalmente se é instigada pelo agir multifacetado dos atores sociais participantes da dinâmica social, em todos os segmentos sociais em função do bem comum.

Assim, o debate em torno da temática da RSC envolve aspectos econômicos, sociais, culturais e simbólicos presentes nas relações estabelecidas entre empresa e sociedade. Considera-se que na especificidade as ações empresariais são de caráter externo e/ou interno, o que contribuiu para que os processos de melhoria social e ambiental adquirissem maior visibilidade a partir da década de 1990. Apesar do significativo aumento de produções acadêmicas teóricas que tratam de elementos pertinentes à RSC, ainda são escassos os estudos que tratam mais especificamente da relação RSC e práticas de consumo.

Portanto, a partir desta exigência, as reflexões sistematizadas nesta tese são conduzidas à luz de estudos sobre as temáticas RSC e consumo, com o objetivo de se discutir a importância dos seus desdobramentos na sociedade atual, privilegiado as relações das corporações como atores e fatores exteriores a ela. Por exemplo, consumo, Responsabilidade Social e sustentabilidade nas ações sociais individuais e corporativas.

Um fator relevante a ser considerado, é que as corporações e a RSC podem se configurar na contemporaneidade como um elemento de integração social, principalmente se as corporações incorporam valores sustentáveis nas práticas exercidas em todos os lócus sociais onde estão inseridas. Para isso a sociologia da empresa é relevante, porque permite estimular novas práticas de consumo dos atores sociais levando em conta as novas relações estabelecidas com as corporações que devem também incorporam valores, práticas e estratégias políticas buscando cada vez mais a integração da sociedade.

Outro elemento relevante que vem sendo analisado nas corporações são os atributos pessoais dos stakeholders que são capazes de favorecerem a motivação, a cooperação entre os parceiros, a negociação, o respeito aos gestores e aos seus subordinados. Objetivando, atingir imperativos de maior cooperação, respeito, reconhecimento e motivação é importante conhecer os tipos de regulação social. Por exemplo, os jogos construídos em torno das regras, que permitem identificar disfunções, pontos de estrangulamento, para a partir destes problemas, ver como os atores da produção se articulam e fazem alianças a partir dos conflitos. Neste sentido, a adoção de comportamentos social e ambientalmente responsáveis por parte das corporações e dos stakeholders pode significar ações sociais sustentáveis como sendo atributos.

Neste sentido, as perspectivas de empoderamento dos atores sociais-consumidores, acabam por fortalecer as relações políticas coletivas. Como elucida Arendt (2004, p.188-259) a força, que é a qualidade natural de um indivíduo isolado, converte-se em poder entre os homens, quando eles agem juntos. Desse modo, mesmo sendo o trabalho apolítico, liga-se por

meio dos produtos e do desempenho, ao mundo da aparência, o labor é anti-político, pois nele o homem está só com seu corpo e a necessidade de manter-se vivo. A igualdade política (igualdade de desiguais) é, portanto, o oposto da igualdade de todos perante a morte (biológica).

O que parece indicar é que o tipo de igualdade proposta pelas ações das empresas aproxima-se do segundo caso, ao vincular a igualdade à inserção no fluxo produtivo a um “potencial” radicado no indivíduo isolado. Potencial esse, que, como indica Arendt (2004), não se converte em poder com potencial transformador, mas em força, cuja única função é manter o indivíduo ativo no consumo.

No que concerne às práticas de consumo, como observa Milton Santos (2007), deve ser percebida como apenas um dos papéis (e não o único) de um cidadão multidimensional; que possa exercer a liberdade essencial, que é a liberdade de dizer não, mostrar-se plenamente vivo e portador de existência ativa.

Diante dessas questões Canclini (2005) acena para uma reconquista criativa dos espaços públicos, por meio da constituição de identidades que vão além do confronto bipolar entre classes, cuja relação não é apenas de oposição e combate, mas possibilitam espaços de negociação.

Portanto, elucida-se a possibilidade das diferenças de poder e a desnaturalização de uma participação dos atores sociais através do consumo - como elementos importantes para estabelecer um diálogo efetivo com as propostas das corporações sobre o desenvolvimento sustentável. Propostas que não permitem interferência efetiva na pauta de decisões e estratégias, mas apenas o aperfeiçoamento das cadeias produtivas e o alívio das tensões sociais. Vale destacar, contudo, que dentro da perspectiva corporativa, a iniciativa de construção de espaços de discussão e articulação e de novas equações pode partir de dentro e fora do ambiente das corporações.

Nesse aspecto, as empresas podem ter um papel extremamente relevante, através de uma prática empresarial sustentável; buscar estimular novas práticas de orientação em seus sistemas operacionais, engajadas à ideia da promoção e do incentivo a um consumo sustentável para se alcançar o desenvolvimento sustentável e preservação do meio ambiente.

Outro aspecto relevante, diz respeito aos compromissos por parte de alguns setores das corporações no que concerne a um novo modelo de desenvolvimento, ao incorporarem às abordagens de gestão sustentável à dimensão ambiental. Visto que, a gestão de qualidade empresarial passa pela obrigatoriedade de que sejam implantados sistemas organizacionais e

de produção que valorizem os bens naturais, as fontes de matérias-primas, as potencialidades humanas criativas e de lideranças e as comunidades locais necessitam iniciar um novo ciclo, de modo que a cultura do descartável e do desperdício seja coisa do passado. Atividades de reciclagem, incentivo às novas práticas de consumo, controle de resíduo, capacitação permanente dos quadros profissionais, em diferentes níveis e escalas de conhecimento, fomento ao trabalho em equipe e às ações criativas são os desafios-chave neste novo cenário.

Assim, atenta-se para o fato de que a nova consciência ambiental, surgida no bojo das transformações culturais que ocorrem nas décadas de 60 e 70, ganhou dimensão e situa o meio ambiente como um dos princípios fundamentais do homem moderno. Nos anos 80, os gastos com proteção ambiental começaram a ser vistos pelas empresas líderes não primordialmente como custos, mas como investimentos no futuro e, paralelamente, como vantagem competitiva.

Sendo assim, a inclusão da proteção ao ambiente entre os objetivos da organização moderna amplia substancialmente todo o conceito de gestão. Administrador, executivo e empresário tem introduzido em suas empresas programas ambientais como: reciclagem, medidas para poupar energia e outras inovações ecológicas. Essas práticas difundiram-se rapidamente e logo vários segmentos dos negócios desenvolveram sistemas pioneiros e abrangentes de gestão de cunho ecológico.

Considera-se ainda, que para se entender a relação entre a empresa e o meio ambiente se faz necessário o estabelecimento da teoria de sistemas, considerando que a empresa é um sistema aberto, e as interpretações tradicionais da teoria da empresa como sistema tem incorrido em certa medida em uma visão parcial dos efeitos da empresa e seu entorno. Pois, a empresa é um sistema aberto porque está formado por um conjunto de elementos relacionados entre si, porque geram bens e serviços, empregos, dividendos, porém, também consome recursos naturais escassos e gera contaminação e resíduos. Por isto é necessário que a economia da empresa defina uma visão mais ampla da empresa como um sistema aberto (CALLENBACH, 1993). Neste sentido, é possível que os investidores e acionistas usem cada vez mais a sustentabilidade ecológica, no lugar da estrita rentabilidade, como critério para avaliar o posicionamento estratégico de longo prazo das empresas.

Neste sistema aberto, no que concerne ao enfoque social da RSC, o público alvo a ser contemplado deve ser: os empregados, os acionistas, os fornecedores e distribuidores, os consumidores e a comunidade como um todo. Os empregados devem ser contemplados, por constituírem um dos fatores de produção mais importante, e por ser ainda um dos melhores

portadores de divulgação e de comunicação da empresa, que se transformam na mola propulsora para o sucesso do empreendimento na iniciativa privada. Assim, o reconhecimento desse público e sua importância contribuíram para que a empresa se conscientizasse da necessidade de fornecer boas condições e um ambiente agradável de trabalho, salários justos, bem como mecanismos de incentivo e desenvolvimento pessoal.

Os acionistas, que indiretamente financiam grande parte das atividades desenvolvidas pela empresa, desejam, por este mesmo motivo, o pagamento dos dividendos que provêm do capital investido, assim como o amplo esclarecimento sobre as aplicações feitas a partir do capital. Eis porque a empresa necessita desenvolver com estes grupos um sistema de verdadeira parceria, não esquecendo os cumprimentos de suas relações comerciais.

Já os consumidores, considerados a razão de todos os esforços da empresa, a partir do momento em que se tornam politizados e conscientes de seus direitos, tendem a exigir desta um comportamento cada vez mais ético e responsável. Questões como qualidade e garantias de produtos, veracidade da propaganda e atenção permanentes às necessidades e desejos do consumidor são prioridades na nova racionalidade das corporações. Hoje, face à diversidade de produtos similares concorrentes e os problemas trazidos para o homem e o meio ambiente, o consumidor exige das corporações uma consciência que transcende o próprio produto, agregando outras variáveis dentre elas a responsabilidade social com uma abordagem voltada para uma sustentabilidade incluindo na perspectiva o consumo sustentável.

Finalmente, a comunidade se constitui em um dos grupos de maior poder de influência sobre as atividades da iniciativa privada. O resultado é uma preocupação cada vez maior que as empresas vêm dando às reivindicações comunitárias. Enquanto instituição cidadã, a empresa passa a ter um compromisso com o desenvolvimento da coletividade, do meio ambiente, não podendo prescindir desta preocupação com o bem-estar social para priorizar sua lucratividade. Necessita-se ampliar ainda as preocupações com a conservação do meio ambiente, a adequação de novas tecnologias, as condições de tolerância ambiental, construções de unidade de tratamento dos efluentes industriais, práticas de consumo sustentável, melhores condições de trabalho e vida, considerando que são algumas das exigências da comunidade à empresa.

Portanto, é possível enfatizar que este público, num sentido geral, abrange movimentos sociais, sindicatos, entidades de preservação do meio ambiente, Organizações