2 REVISÃO DA LITERATURA
2.4 A Metáfora Gramatical no Processo Tradutório
Como mostrado na Seção 2.2 e conforme se pode inferir a partir do processo de transformação do conhecimento apresentado por Scardamalia e Bereiter (1991), o conhecimento discursivo e o conhecimento de conteúdo não podem ser dissociados para a realização de uma tarefa de escrita ou leitura bem-sucedida. Essa postura vai ao encontro da perspectiva da Linguística Sistêmico-Funcional (LSF), segundo a qual não há conhecimento sem linguagem, seja para a produção de um texto científico ou para a realização de tarefas metatextuais, como a tradução ou a (re)escrita de um texto de divulgação científica para um público em geral. Em outras palavras, a abordagem sistêmico-funcional não separa
conhecimento de linguagem (conhecimento como significado): o especialista torna-se experto
através do desenvolvimento de um discurso que lhe permite construir e validar esse seu papel na sociedade. Todavia, em uma abordagem interdisciplinar que utiliza subsídios dos estudos da tradução, dos estudos de conhecimento experto e da escrita acadêmica, a separação do conhecimento e sua classificação em conhecimento de conteúdo e conhecimento discursivo permitem caracterizar e distinguir diferentes perfis de sujeitos e configurações de variáveis.
Compete sublinhar que, no discurso estudado por Scardamalia e Bereiter (1991), isto é, o discurso científico, a densidade do processo de significação atinge quiçá sua realização máxima. Nesse sentido, para a LSF, o domínio desse discurso exige, sob uma perspectiva
ontogenética, que o próprio especialista o construa – não a partir da aprendizagem de termos técnicos, mas sim de um desenvolvimento articulado de recursos linguísticos que permitem construir e postular uma realidade virtual: “aprender ciência é o mesmo que aprender a linguagem da ciência”22 (HALLIDAY, 2006d, p. 160). Sendo assim, uma das características da linguagem da ciência é precisamente sua demanda por um usuário da língua que tenha desenvolvido expertise em uma determinada área. Trata-se, como afirmam Pagano e Silva (2010, p. 315), de um processo único: “o especialista se forma a partir de um discurso que ele próprio constrói para construir sua percepção da realidade e que, por sua vez, constrói seu papel de experto na sociedade”.
Essa densidade quiçá máxima na significação do discurso cientifico pauta-se, conforme aponta Halliday (2006a-2006d), no fato de o discurso científico ser realizado, em boa medida, por meio de metáforas gramaticais. O conceito de metáfora gramatical, segundo Halliday e Matthiessen (2004, p. 639), envolve, no âmbito da metafunção ideacional,
um ‘realinhamento’ entre sequências, figuras e elementos na semântica e nexos oracionais, orações e grupos na gramática. No modo congruente de realização [...], uma sequência é realizada por um nexo oracional e uma figura é realizada por uma oração. No modo metafórico, todo o conjunto de mapeamentos parece ser reduzido na ordem, de modo que uma sequência é realizada por uma oração, uma figura é realizada por um grupo e um elemento é realizado por uma palavra.23
Esse realinhamento pode ser mais bem compreendido a partir da FIGURA 2 a seguir, que consiste na adaptação de um exemplo apresentado em Halliday e Matthiessen (1999, p. 231).
+ congruente + metafórico
The rates of people dying Lung cancer death rates
after they develop lung cancer are clearly associated
clearly increase as the with increased smoking.
number of people smoking increases.
FIGURA 2 - Exemplo de realização congruente e metafórica Fonte: adaptado de Halliday e Matthiessen (1999, p. 231).
22 Minha tradução para: “learning science is the same thing as learning the language of science”.
23 Minha tradução para: “a ‘re-mapping’ between sequences, figures and elements in the semantics and clause nexuses, clauses and groups in the grammar. In the congruent mode of realizations [...], a sequence is realized by a clause nexus and a figure is realized by a clause. In the metaphorical mode, the whole set of mappings seems to be shifted ‘downwards’: a sequence is realized by a clause, a figure is realized by a group, and an element is realized by a word.”
A FIGURA 2 mostra dois sentidos de realização de significados análogos: em direção ao eixo congruente, tem-se a realização de duas figuras por meio de duas orações (desconsiderando-se “that die after they develop lung cancer”, que constitui uma oração encaixada) que integram um complexo oracional; em direção ao eixo metafórico, tem-se que essa sequência é realizada em uma única figura. A realização mais congruente permite identificar que as “taxas” (“rates”) se referem ao número de pessoas que morrem em razão de câncer de pulmão e que essa taxa é o resultado do aumento do número de pessoas que fumam. Essa realização também permite identificar que a morte das pessoas se dá após o desenvolvimento do câncer (e não necessariamente em decorrência da doença e do fumo), o que indica uma condicionante temporal na relação entre a morte de pessoas e o aumento do número de fumantes, ou seja, os fumantes não morrem após começarem a fumar, mas sim após desenvolverem o câncer de pulmão. Em termos da LSF, tem-se o seguinte: na figura (i) “The rates of people dying after they develop lung cancer clearly increase”, há um processo material “increase” cujo Ator é “rates”; estabelecendo uma relação proporcional / causal com essa figura, está a figura (ii), “as the number of people smoking increases”, introduzida pelo conector “as”; na figura (i), também é possível identificar que a oração encaixada “dying [that die] after they develop lung cancer” possui um processo material “dying” com “after they develop lung cancer” como uma circunstância de localização temporal; por fim, observa-se que, nessa circunstância, há um processo relacional “develop” que vincula “they [= pessoas que morrem]” e “lung cancer”.
Por sua vez, no eixo mais metafórico, há imprecisão de significados e não é clara a relação entre os participantes da única figura realizada pelo processo relacional “are ... associated” e seus participantes “Lung cancer death” e “with increased smoking”. Conforme sublinham Halliday e Matthiessen (1999), passa-se o foco para a morte pela doença e para o fumo, ficando implícita uma série de significados. Em “increased smoking”, não se sabe se a referência é ao fato de mais pessoas fumarem, ao fato de as pessoas fumarem mais ou ao fato de mais pessoas fumarem mais. Com a realização “Lung cancer death”, não fica claro se as pessoas morrem mais rapidamente, se há mais pessoas que morrem, se são as pessoas que fumam as que morrem mais rapidamente ou se é um número maior de fumantes que está morrendo. Além disso, o processo relacional não deixa claro se há uma relação causal, consecutiva, proporcional ou temporal. Considerando-se todas essas ambiguidades, pode-se aventar a hipótese de que, no processo tradutório, a (des)metaforização demanda esforço
cognitivo do tradutor para fazer interpretações e tomar decisões envolvendo questões como agenciamento, tempo, papel dos participantes e relações de causalidade.
O uso da metáfora gramatical, como lembra Lassen (2003), também tem implicações para o potencial de se dar maior ou menor proeminência a um elemento ou informação de uma mensagem (i.e. backgrounding ou foregrounding). O exemplo da FIGURA 2 pode ser ainda mais metaforizado para “The clear association of lung cancer death rates with increased smoking”. Enquanto na versão mais congruente o fato de o número de pessoas fumantes aumentar corresponde a uma informação nova, a condensação de significados na versão ainda mais metaforizada ora apresentada permite fazer com que esse fato seja apresentado como dado (em posição temática) e informações novas sejam adicionadas, como, por exemplo: “The clear association of lung cancer death rates with increased smoking has increased policy
makers’ concerns”.
Como revela a inclusão desse exemplo ainda mais metafórico, a distinção entre congruente- metafórico não consiste em uma caracterização binária, havendo diversas possibilidades ao longo do continuum entre esses dois extremos, e, como mencionado anteriormente, os significados estabelecidos no eixo metafórico, embora análogos aos do eixo congruente, podem ser permeados por implicitações referentes à localização no tempo e no espaço, à modalização e ao papel dos participantes. Tal questão reflete o próprio desenvolvimento progressivo de formas congruentes para formas mais metafóricas (HALLIDAY, 1992). Sob uma perspectiva filogenética, ou de evolução do sistema linguístico, observa-se o aumento de formas metafóricas à medida que a linguagem precisa atender a uma demanda por formulações de novas construções da realidade. Sob uma perspectiva ontogenética, ou de crescimento e maturação do ser humano, observa-se o desenvolvimento da linguagem da criança ao adulto, com um uso progressivo de metaforização à medida que a criança é introduzida a novos registros, principalmente no âmbito educacional (assim, há uma correlação sistemática entre o grau de significados compactados em um texto e a “maturidade semiótica” do produtor ou leitor do texto). Ainda, sob uma perspectiva logogenética, ou de desenvolvimento (unfolding) de um texto desde o seu início à sua conclusão, a metaforização possibilita a progressão de significados construídos ao longo desse texto. Essas três dimensões contribuem para o desenvolvimento semogenético, ou do potencial de significado da linguagem, uma vez que processos de metaforização expandem esse potencial (HALLIDAY, 2003), sobretudo através da nominalização.
Na FIGURA 3 a seguir, reproduz-se uma esquematização de Halliday e Matthiessen (1999, p. 264) que apresenta os movimentos prototípicos de formas mais congruentes a formas mais metafóricas.
FIGURA 3 - Possíveis realizações metafóricas
Fonte: adaptado de Halliday e Matthiessen (1999, p. 264).
Como se observa pela FIGURA 3, na qual as semirretas partem de uma possibilidade mais congruente (ou menos metafórica) para uma possibilidade mais metafórica, são onze os movimentos possíveis para a construção de significados mais metafóricos.
Cabe lembrar, como apontam Halliday e Matthiessen (1999, 2004) e reitera Steiner (2002, 2004), que a distinção entre formas “congruentes” e realizações “metafóricas” não é facilmente estabelecida. Em outras palavras, dadas duas realizações correlacionadas, o que é possível estabelecer é se são realizações mais ou menos metafóricas encontradas em um dado registro. Além disso, como mostra estudo empírico realizado por Lassen (2003) junto a sujeitos ingleses e dinamarqueses, nem sempre é claro se há preferência por uma forma mais ou menos metafórica em um dado registro. A autora observou que, no caso da redação de textos técnicos, os resultados são divergentes, com os sujeitos ora optando por realizações mais metafóricas, ora optando por realizações menos metafóricas.
Essa questão também parece ser possível em processos de reescrita. A apresentação de um texto da ciência em linguagem passível de ser compreendida por diferentes leitores, por
conector circunstância processo qualidade ente
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
exemplo, requer, muitas vezes, fazer com que formas mais metafóricas sejam reelaboradas em formas mais congruentes, o que sempre envolve a geração de significados que não são idênticos; não obstante, nem sempre é possível delimitar com clareza o que precisa de fato ser desmetaforizado e o que pode ser retextualizado com nível de metaforicidade análogo ao do texto que deu origem à reescrita. Como Halliday (2006a-2006d) assinala, há metáforas ideacionais que são essencialmente instanciais no sentido de que operam no discurso de forma a possibilitar a construção de uma argumentação lógica. Tais metáforas podem ser descompactadas ou reformuladas em uma forma mais congruente, mas vale aqui lembrar que essa faculdade representada por “podem” abre espaço para diversas possibilidades. Isso não acontece, contudo, com outras metáforas que se tornam “construtos sistêmicos”, “criados para atender à formulação da teoria no longo prazo”24 (HALLIDAY, 2006c, p. 87), o que impediria sua descompactação ou formulação em formas mais congruentes.
A leitura do especialista ou experto, como Halliday (2006b, p. 48) assevera, não requer a descompactação de metáforas gramaticais; já para o leigo, como o tradutor não especializado, o texto altamente metafórico é inacessível na sua forma original, e, mesmo quando descompactado, sua especificidade ainda guarda certa ambiguidade. De acordo com Halliday (2006a-2006d), a operação de descompactação assemelha-se a outras atividades metatextuais, como a tradução, no sentido de que pode haver diferentes percursos e níveis de (des)metaforização. No caso da tradução de textos com alta densidade metafórica, como os textos científicos, a descompactação pode ser uma forma de compreensão de significados criados em uma língua para sua formulação em outra língua. Além da compreensão, essa descompactação ou desmetaforização, pode ser, segundo Steiner (2001a), atribuída a outros dois fatores que intervêm na produção do texto traduzido, quais sejam: (i) especificidades dos sistemas linguísticos envolvidos e (ii) características dos registros em pauta. O primeiro fator diz respeito ao modo como determinados significados (interpessoais, ideacionais e textuais) são realizados em cada língua – realizações essas que, quando comparadas entre si e com outras em seus respectivos sistemas linguísticos, podem ser caracterizadas como mais ou menos metafóricas. O segundo fator tem a ver com possíveis diferenças nos registros utilizados em cada sistema linguístico para um dado contexto de situação.
Steiner (2004) aponta que movimentos de metaforização e desmetaforização podem ser complementares, sobretudo em casos em que diferenças tipológicas entre as línguas de
trabalho envolvem a necessidade de se metaforizar algumas partes de um texto, para que se possa desmetaforizar outras. Assim sendo, o aumento de metaforicidade em um dado momento contribui para contrabalancear a metaforicidade da construção como um todo, ou ainda, um aumento pontual de metaforicidade leva a um declínio no nível de metaforicidade do complexo oracional ou do texto como um todo.
Consoante Steiner (2001a, p. 186), a tradução
não consiste em um processo de transferência direta de aspectos ou estruturas no nível semântico ou léxico-gramatical, mas sim em um processo que envolve a compreensão do texto de partida e a subsequente recriação do significado compreendido da forma mais completa possível de acordo com aspectos ideacionais, interpessoais e textuais na língua de chegada. (STEINER, 2001a, p. 11)25
Para o autor, a compreensão consiste em relacionar unidades gramaticais significativas a alguma de suas variantes menos metafóricas de modo a explicitar, com base em conhecimento cotextual e contextual, significados implícitos no texto de partida. Devido a esse processo de desmetaforização, que, geralmente, pode envolver razões contrastivo-tipológicas ou simplesmente fadiga do tradutor, o texto de chegada nem sempre é imbuído de metaforicidade gramatical no mesmo nível do texto de partida. Assim sendo, Steiner (2001b) propõe o estudo da metaforização e / ou desmetaforização como um processo básico que se aplica tanto em termos interlinguísticos como em termos intralinguísticos.
A FIGURA 4 a seguir, reproduzida de Steiner (2001a) e traduzida para o português, esquematiza a relação entre tradução e (des)metaforização.
FIGURA 4 - Remetaforização incompleta na língua de chegada Fonte: adaptado de Steiner (2001a, p. 15).
25
Minha tradução para: “human translation should not be seen as a process of directly transferring features or structure on either semantic or lexicogrammatical levels, but rather as a process involving understanding of the source text to a certain depth, and then re-creating the understood meaning as fully as possible in ideational, interpersonal and textual aspects in the target language.”
TRADUÇÃO
Observe-se, com base na FIGURA 4, que, para a realização de uma tradução, é necessário primeiramente que o tradutor compreenda o texto de partida – processo esse que envolveria operações de desmetaforização. Ao produzir o texto de chegada, contudo, o tradutor pode realizar escolhas que talvez não estejam no mesmo nível de metaforicidade daquelas do texto de partida, isto é, pode não remetaforizar os significados criados a partir de sua leitura do texto de partida, o que está representado na FIGURA 4 pelo corte no segmento de reta relativo à “produção”. Aventa-se, assim, a hipótese de que algumas propriedades dos textos de chegada podem ser o resultado do processo de compreensão e tradução, e não necessariamente decorrer de restrições impostas pelo texto de partida ou pela língua de chegada (STEINER, 2001a). Essa hipótese, como apontam Pagano e Silva (2010), “reveste-se de significativa produtividade para abordagens do produto e do processo tradutório [...], uma vez que explicaria aspectos da produção da linguagem em contextos de interação entre dois ou mais sistemas linguísticos”.
A hipótese formulada por Steiner sobre a desmetaforização como propriedade inerente à compreensão no processo tradutório possui como base empírica observações feitas a partir de
corpora combinados (paralelos e comparáveis) de textos originais e traduzidos. Steiner
(2001a) aponta, todavia, a necessidade de se observar o processo tradutório per se, isto é, o processo de produção do texto traduzido em tempo real, para verificar a validade de tal hipótese. Nesse sentido, Hansen (2003) desenvolve um experimento visando observar o processo tradutório e correlacionar seus resultados com dados extraídos de um corpus de textos originais e textos traduzidos (produto tradutório). O experimento utiliza orações com diferentes graus de metaforicidade e envolve, além da tradução escrita de orações, a leitura de orações em voz alta e sua tradução oral imediatamente depois de lidas. A autora utiliza três categorias de análise: metaforização, quando a expressão do texto de chegada é mais metafórica que a equivalente no texto de partida; desmetaforização, quando a expressão do texto de partida é mais metafórica que a equivalente no texto de chegada; e remetaforização, quando a expressão do texto de chegada apresenta grau de metaforicidade análogo à sua equivalente no texto de partida. Os resultados de Hansen (2003) mostram que a tendência à desmetaforização é mais frequente que à metaforização quando os sujeitos trabalham sem pressão de tempo, sendo que a remetaforização ocorre com maior frequência que aquelas duas outras operações.
Corroborando Hansen (2003), Liparini Campos (2010), em uma investigação experimental do processo tradutório de tradutores profissionais brasileiros trabalhando com e sem pressão de tempo e com e sem memórias de tradução, observa que há mais metaforização quando os sujeitos executam tarefas tradutórias com pressão de tempo. No entanto, em outras instâncias, Liparini Campos (2010) também observa mais casos de metaforização não associados a pressão de tempo: em textos traduzidos do inglês para o português sem o auxílio de uma memória de tradução, a autora observou uma tendência maior à metaforização, enquanto o inverso foi observado para os textos traduzidos do alemão para o português.
Diante da incipiência de estudos empíricos que investiguem fenômenos de (des)metaforização no processo tradutório, os resultados parcialmente contraditórios de Hansen (2003) e Liparini Campos (2010) balizam o potencial de pesquisas que examinem a hipótese da (des)metaforização no processo tradutório, sobretudo em uma perspectiva que observe conjuntamente dados do processo e do produto tradutório, como o fazem as duas autoras. No âmbito do LETRA (Laboratório Experimental de Tradução) e do Projeto PROBRAL n. 292/2008 (cf. Capítulo 3), acredita-se que a utilização de textos acadêmicos confere um grande potencial à investigação de operações de (des)metaforização, uma vez que se está lidando com textos com configurações altamente metafóricas. Como sublinham Pagano e Silva (2010), a observação de (des)metaforização no processo de compreensão e produção de textos com alto grau de metaforicidade pode iluminar aspectos referentes ao processo de compreensão e à capacidade de gerenciamento do processo tradutório pelo tradutor e pelo especialista não tradutor, os quais contam com distintos níveis de conhecimento em relação ao conteúdo dos textos de partida e podem apresentar, ao longo do processo tradutório, distintos padrões de soluções intermediárias e soluções definitivas mais ou menos metafóricas em relação ao texto de partida.