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o Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma campa-nha em favor do envelhecimento saudável, alertando ao mundo sobre a importância dos bons hábitos para prevenir e aumentar a expectativa de vida e a sua quali-dade no dia a dia.

No Brasil, o governo Dilma quer ver bons resultados nos serviços de saúde. Para isso, lan-çou uma série de projetos com investimentos para o setor, vincu-lados à prevenção e avaliação dos serviços prestados de modo a con-tribuir para diminuir o avanço de doenças crônicas. Desta forma, o governo garante que a investiga-ção e o diagnóstico das doenças tenham maior celeridade. Assim, os serviços de saúde passarão por uma nova avaliação.

Uma pesquisa coordenada pelo Ministério da Saúde vai avaliar o atendimento de hospitais e emer-gências de 3.972 municípios. A meta é premiar os melhores pro-fissionais do setor com o aumento

dos recursos aos projetos com maior índice de qualidade. Serão destinados pela União R$ 800 milhões para incentivar a quali-dade comprovada nos serviços prestados. “Vamos incentivar os municípios a se esforçarem no atendimento ao usuário do SUS.

Não basta atender, queremos também um atendimento de qua-lidade”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante

o lançamento do projeto de avalia-ção, no dia 4 de abril, em Brasília.

A pesquisa vai investigar o desem-penho dos profissionais de saúde, do atendimento ao acompanhamento, além da infraestrutura. Serão investi-gadas sete áreas: saúde da criança, da mulher, mental, controle de diabetes e hipertensão, tuberculose e hanse-níase. Ao todo serão 47 indicadores considerados na pesquisa que deverá seguir até julho.

Cássia Relva

Ministro alexandre Padilha: incentivo para qualificar atendimento para usuários do sUs divulgação

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políticas da união

Ainda com o foco na qualifica-ção e aprimoramento dos recursos humanos, o Ministério da Saúde lançou um programa de pós-gra-duação para enfermeiros e dentistas atuarem na atenção básica. A meta é oferecer bolsas para cursos de especialização aos profissionais que deverão trabalhar em locais longe dos grandes centros e nas periferias do país. A formação será a distância por meio de teleaulas. Os estudantes também vão prestar 32 horas de ser-viços por semana nas unidades de saúde, durante o período que durar o curso. O governo dará incentivo para que sejam montados centros de estudos (telesaúde) nas regiões onde os estudantes serão lotados.

Nesses locais vão funcionar as cen-trais de discussão entre estudantes e professores, para desenvolvimento da capacidade de diagnóstico e tra-tamento dos atendidos.

conTroLe

Em março, um novo tipo de cadastro foi anunciado pelo Minis-tério da Saúde. Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) deve-rão ter o número do Cartão Nacional de Saúde (CNS). O novo procedi-mento requer que os profissionais registrem o número do cartão nos prontuários de todas as modali-dades de atendimento oferecidos pela rede pública ou conveniada ao SUS, como ambulatórios e unida-des de internação, para acompanhar a qualidade dos serviços prestados.

Desta forma, pretende-se criar um histórico de cada paciente na rede que poderá ser acessado em qual-quer lugar do país por meio de uma única base de dados nacional.

O prazo para o início da obriga-toriedade do registro do número

do CNS nos formulários de aten-dimento foi definido em 2011 e estabelecido um período para adequação. Até 2014, todos os usuários do SUS deverão portar o Cartão Nacional de Saúde.

MedicaMenTos

O esforço para melhorar a saúde inclui ainda o investimento na produção de medicamentos dos 21 laboratórios públicos existen-tes no país, que fabricam remédios indispensáveis para o tratamento de doenças, não comercializados pelos particulares. O Programa de Investimento no Complexo Industrial da Saúde (Procis), lan-çado no último dia 22, vai investir R$ 250 milhões na produção, infraestrutura e qualificação dos profissionais dos laboratórios.

A meta do programa é aumen-tar em oito vezes esses recursos, ou seja, alcançar a marca de R$

2 bilhões até 2014, sendo R$ 1

bilhão do governo federal e R$ 1 bilhão dos governos estaduais.

Nos últimos 11 anos, os labora-tórios receberam a soma de R$

512 milhões para investimentos no setor. Uma média de R$ 42 milhões por ano.

O objetivo do governo é aumentar as parcerias com os laboratórios privados para trans-ferência de tecnologias aplicadas na produção. Dados do Ministé-rio da Saúde mostram que hoje existem apenas 29 contratos rea-lizados para garantir a troca de informações e o aumento da pro-dução entre o setor público e privado. As parcerias envolvem 32 laboratórios, sendo 10 públicos e 22 privados (nacionais e estran-geiros). O resultado final dessas parcerias gera uma economia de R$ 400 milhões por ano em com-pras públicas.

O governo quer realizar 20 novas parcerias até 2016 a fim de

divulgação

governo investe mais na produção de medicamentos

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políticas da união

aumentar e garantir a produção de medicamentos para tratamentos de câncer, doenças genéticas, além de vacinas. “O fortalecimento dos laboratórios públicos é essencial para a capacitação tecnológica e competitividade do país. Daí a importância do investimento em infraestrutura, capacitação da ges-tão e especialização da mão de obra dos laboratórios oficiais para que adotem as melhores práticas do mercado e ganhem um nível de qualidade internacional”, declarou o secretário de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos do Minis-tério da Saúde, Carlos Gadelha.

Outra ação do governo é priorizar a compra de insumos, fármacos e medicamentos de pro-dução nacional. Recentemente, o país incluiu a babosa, a hortelã e o salgueiro na lista de medicamen-tos do SUS. Esses fitoterápicos foram submetidos a um processo de industrialização e tiveram sua eficácia averiguada pela Agência Nacional de Vigilância

Sanitária (Anvisa). O salgueiro combate dores na região lombar, a hortelã pode ser indicada para o tratamento do cólon e a babosa se mostrou eficaz para minimizar queimaduras e doenças da pele. O número de medicamentos, vaci-nas e insumos incluído na lista do SUS aumentou de 470 itens para 810 nos últimos dois anos. Para ter acesso a um medicamento da lista do SUS, o paciente deve apresen-tar receita médica na rede pública de saúde.

O governo pretende aumentar a margem de preços dos produtos nacionais para tornar o setor mais competitivo. A margem de prefe-rência para aquisição é feita em relação a melhor proposta classi-ficada para produtos estrangeiros no processo de compra. Desta forma, o preço do produto nacio-nal será baseado na porcentagem do produto importado à venda e acrescentada sua porcentagem.

Por exemplo, no caso de medica-mentos produzidos com fármacos

importados serão aplicadas mar-gens de 8%. Já nos medicamentos produzidos com fármacos nacio-nais, a margem será de 20%.

Segundo declaração do secre-tário Carlos Gadelha, a criação das margens é uma estratégia para esti-mular o investimento no país, na produção e assim reduzir a depen-dência das importações no setor.

O secretário diz que, apesar do aumento sobre as contas do governo ao adquirir produtos nacionais, a concessão das margens de preferên-cia não vai diminuir o acesso aos medicamentos. “O fortalecimento da indústria nacional farmacêutica exige medidas de incentivo finan-ceiro deste tipo. Em médio prazo, teremos o retorno do investimento feito nessas empresas brasileiras:

ampliação da produção nacional de medicamentos, redução dos preços pagos pelo SUS e pelo consumidor comum, com consequente aumento do acesso do cidadão brasileiro a produtos tecnológicos e de quali-dade”, afirmou Gadelha.

Prevenção

O governo anunciou medi-das para a área de prevenção.

Foi lançado o Programa Nacio-nal de Qualidade em Mamografia (PNQM) para melhorar a quali-dade dos exames. O programa vai avaliar desde as imagens produzi-das na mamografia à capacitação dos profissionais de saúde e laudo médico, além da taxa de detecção de câncer de mama pelo exame. As taxas de mortalidade pela doença continuam altas no país porque é diagnosticada já em estágios avan-çados. O câncer de mama é o que mais afeta as mulheres e a previsão para este ano é de que haverá mais

carlos gadelha: em defesa de mais investimentos para os laboratórios oficiais

Antonio Cruz / Abr

GeStÃo SoCiaL

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de 52 mil novos casos. Para dimi-nuir os índices de mortalidade, o objetivo do programa é liberar recursos apenas aos serviços que comprovarem a avaliação perió-dica da população alvo.

Foi anunciada também a cria-ção de unidades para atendimento às mulheres gestantes no sistema prisional com o intuito de garantir os primeiros cuidados dos bebês e acompanhamento da saúde femi-nina. Cerca de R$ 500 mil reais serão investidos para a compra de kits de urgência e emergên-cia, recursos para assistência odontológica e equipamentos para realizar coletas de material para exames. O repasse das ver-bas será feito entre os três estados com maior concentração de pri-sioneiras: Rio de Janeiro (1.819), Pernambuco (1704) e Espírito Santo (1406).

O governo vai liberar tam-bém cerca de R$ 14 milhões para a construção de academias da saúde em 92 municípios do país. No Distrito Federal, serão inaugura-das cinco unidades com custo de

R$ 900 mil. O objetivo do governo é chegar a marca de 4 mil acade-mias em 2014. Hoje, funcionam 2007 espaços como este em todo o país. O governo federal irá finan-ciar 20% do projeto por meio do repasse de verbas a cada municí-pio, a obra deverá ser inaugurada em 24 meses. Para receber novos recursos, o município vai precisar comprovar o andamento da obra.

O Programa Academia da Saúde prevê a construção de espaços não só para a prática de atividade física nos locais públi-cos como também orientação alimentar e oficinas artísticas que contribuam para a formação de novos hábitos da população. A meta do programa é promover saúde e diminuir o aparecimento de doenças crônicas não trans-missíveis e ligadas aos hábitos culturais como o consumo de álcool, tabaco, falta de atividade física e obesidade adquirida por maus hábitos alimentares.

Os hábitos alimentares da população também estão na mira de projetos do Ministério

da Saúde. O foco deste mês foi a alimentação consumida por crianças e adolescentes nas esco-las. Segundo dados do ministério, cerca de 520 mil crianças e 140 mil adolescentes já possuem obesi-dade mórbida no país. A situação é preocupante visto que 34,8%

das crianças entre 5 e 9 anos estão acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

A realidade não é diferente entre os adolescentes brasileiros de 10 a 19 anos, pois 21,7% deles estão com excesso de peso. Pesquisa do IBGE indicou que os adolescentes brasileiros consomem mais salga-dinhos, biscoitos doces, recheados e salgados em proporção muito maior do que os adultos.

Um acordo entre a Federação Nacional das Escolas Particula-res e o Ministério da Saúde foi assinado este mês para dar orien-tações e diretrizes à produção e alimentação consumida nas canti-nas das escolas particulares. Uma pesquisa nacional realizada sobre a saúde dos estudantes indicou que dois terços dos estudantes do ensino fundamental da rede pri-vada não possuem o hábito de comer frutas, legumes e verduras no dia a dia. O manual “Cantinas escolares saudáveis: promovendo a alimentação saudável” é um ins-trumento do governo que aposta no combate a obesidade infantil a partir da formação de hábitos ali-mentares saudáveis nas escolas.

Acordos realizados pelo Ministé-rio da Saúde com os produtores do segmento alimentício estão sendo feitos a fim de reduzir a quantidade de sal e gordura na elaboração dos alimentos e assim melhorar a nutrição dos brasileiros.

governo destinará r$ 14 milhões para o programa academia da saúde

Divulgação

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govErnanÇa E gEstão

U

m dos processos críticos da gestão pública é o das aqui-sições, envolvendo-se nesse universo a compra de bens e insu-mos, bem como a contratação de serviços. Considera-se este um pro-cesso crítico, pois além do governo ser, e sempre foi, o maior comprador do país, as regras que regem esses processos são rígidas e detalhistas em alguns aspectos, e repletas de lacu-nas em outros, sofrendo ainda toda a sorte de influências, oriundas de decisões de cortes de contas, normas infralegais, súmulas do judiciário e volumosos opúsculos de doutrina-dores, em um emaranhado de regras que se modificam velozmente e às vezes, se contrapõem, causando inse-gurança ao profissional de compras do serviço público, sempre premido pelas demandas urgentes, na falta crônica de planejamento nos órgãos públicos do Brasil.

Soma-se a esse cenário as peculia-ridades da relação do setor público e o privado, materializada pelos atrasos

frequentes de pagamentos de fatu-ras, o desenvolvimento de produtos de segunda linha para atender as concorrências públicas, a exigência de certidões e quitações estranhas à necessidade de contratação e ainda, a falta de definição clara das neces-sidades da administração, entre outros problemas, o que dificulta a importação de boas práticas do setor privado para o setor público.

Por fim, as atividades de aquisição pelo setor público são motivo de evi-dência e desconfiança, por conta das questões de corrupção envolverem em sua casuística, de modo geral, os processos de escolha de fornece-dores e a execução contratual, com

o histórico de favorecimentos de empresas, superfaturamentos, aqui-sições de bens e serviços fantasmas ou sem serventia e recebimento de propina e agrados, como exemplo de tipologias mais frequentes, encon-tradas a mancheias nas páginas dos periódicos.

Por seu turno, nesse contexto de criticidade, os processos de aquisição merecem reflexões que

“A principal função do auditor inclusive nem é a de fiscalizar depois do fato consumado, mas a de criar controles internos para que a fraude e a corrupção não possam sequer ser praticadas”

(Stephen Kanitz, 1999)

Três ou quatro reflexões sobre