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ÁREA 1 - ORGANIZAÇÃO, GESTÃO DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM

4. REALIZAÇÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL: A TRAVESSIA PELO OCEANO

4.2. Planeamento efetivado ao longo da PES: o pilar do nado deste peixe!

4.1.4. Avaliação e Observação da Prática Pedagógica: Momentos decisivos e

4.1.4.4. A peculiaridade e a relevância dos momentos de observação para o

Ao longo da PES foram efetivadas oito observações a cada um dos meus colegas de NEP durante as aulas que lecionavam, incluindo algumas aulas ministradas pelo PC, tendo sido marcadas como uma peça crucial para o meu desenvolvimento e crescimento pessoal e profissional. Estas observações foram

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definidas no início de cada um dos períodos letivos, de forma que os EE soubessem atempadamente que em determinada aula seriam observados tendo em conta um objetivo. Neste sentido, de forma a orientar e percecionar os aspetos mais relevantes nas diversas observações, o PC disponibilizou uma ficha de observação de aula, considerando três objetivos diferenciados, nomeadamente, ganhar a confiança e estabelecer o controlo da turma, rentabilizar maximamente o tempo de aula e melhorar a qualidade da informação – instrução. Além do mais, estes objetivos encontravam-se intimamente relacionados com as informações que os colegas observados forneciam e a resposta e os comportamentos que os alunos evidenciavam face às estratégias de ensino implementadas.

Apesar de terem existido oito observações formais, o NEP assistiu e compareceu correntemente a todas as aulas ministradas pelos seus colegas, possibilitando, desta forma, desenvolver e adquirir novas potencialidades e estratégias de ensino, percecionar diferentes pontos de vista e ideologias e o respetivo feedback dos alunos a determinados contextos. Neste sentido, o facto de todas as aulas observadas serem alvo de reflexão, seguidas de um debate entre o NEP no decorrer das reuniões de seminário, permitiram que se gerasse um confronto e uma partilha de opiniões e concessões muito interessante, entre os colegas que observavam e o colega que era observado. No meu entendimento, este era um momento fulcral para potenciar o nosso processo de E-A, uma vez que assimilávamos os pontos fortes, fracos, as dificuldades sentidas e os “ingredientes” que faltavam para que o sucesso fosse alcançado, além de que nos possibilitava precaver possíveis constrangimentos que necessitariam de uma reformulação, quer ao nível da gestão do tempo de aula, do espaço ou do material, quer ao nível dos feedbacks transmitidos e demonstração realizada.

De acordo com Postic (1979), os instrumentos de observação apresentam como função seguir o desenvolvimento do comportamento do EE e situá-lo progressivamente numa perspetiva de evolução. Neste sentido, e corroborando a afirmação do autor, o facto das fichas de observação se apresentarem objetivas e concretas tendo em conta o objetivo particular que se pretendia observar, auxiliava-nos a sustentar uma opinião mais explícita e factual, de forma

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que o colega observado pudesse explorar essa mesma informação tendo em vista a sua evolução profissional.

4.1.5. A construção de uma relação Professora-Aluno inesquecível

“É na relação pedagógica que reside, essencialmente, a resolução de uma grande parte do problema. Uma boa relação pedagógica professora/aluno é facilitadora da aprendizagem”. (Balanho e Coelho, 1996, p.43) No decorrer do EP considerou-se a existência de uma situação que possibilitou o marco e a construção de uma relação entre Professora-Aluno inesquecível e que contribuiu para um maior sucesso do processo de E-A, para um maior desenvolvimento e evolução enquanto docente e para uma aprendizagem mais rica dos alunos, nomeadamente, a criação de laços sócio afetivos com os mesmos.

A relação Professora-Aluno que se criou constituiu-se como um dos aspetos que a EE mais ambicionava e idealizava aquando da concretização do EP, uma vez que a ligação que se concebeu permitiu alcançar com uma maior facilidade o sucesso do processo educativo. Segundo Silva e Navarro (2012), a relação sócio afetiva é o cerne do processo pedagógico, uma vez que o processo de E-A depende do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com os alunos e da criação de elos entre o seu conhecimento e o deles. Nesta linha de pensamento, a EE procurou conhecer os alunos, as suas personalidades, as suas preferências e interesses para com a disciplina de EF, tentando-os motivar e captar a sua atenção desde uma fase inicial, transmitindo o seu gosto pelo desporto. Além disso, mostrou-se sempre sensível e preocupada face às dificuldades, receios e problemas que os alunos evidenciavam, fornecendo constantemente feedbacks positivos e motivacionais, de forma que estes superassem as suas limitações e acreditassem mais nas suas potencialidades.

O facto dos alunos compreenderem e aceitarem a função da EE durante o decorrer do EP, facilitou em grande parte a criação de um ambiente propício à aprendizagem, onde predominaram relações de afeto, respeito, disciplina e entreajuda, levando a que os alunos demonstrassem uma maior disposição e

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desejo em querer aprender e melhorar as suas fragilidades. Além disso, o facto de existir uma idade muito próxima entre Professora-Aluno, possibilitou em que determinadas situações estes se sentissem confortáveis em tomar a iniciativa de exporem ou referirem algum problema que apresentavam, alguma dificuldade sentida na lecionação das modalidades ou algum problema aquando do trabalho em equipas. Estas situações permitiram-me refletir que ser professora passa muito além da “simples” função de ensinar matéria e conteúdos, dado que a profissão docente permite formar pessoas e cidadãos, transmitindo valores que poderão marcar decisivamente a vida dos alunos.

Em suma, a inclusão de todos os alunos no decorrer das situações de aprendizagem e a criação de laços sócio afetivos, foram duas particularidades que requereram uma maior consideração e atenção da minha parte ao planear as sessões, por serem considerados, na minha perspetiva, como fatores fulcrais para a manutenção de um clima propício à aprendizagem e para uma relação positiva quer entre aluno-aluno, quer entre aluno-professor. Além do mais, o reflexo dos diálogos constantes com os alunos e a afetividade recíproca entre as duas partes, professora e alunos, possibilitou o ganho de um “cardume” unido e uma estabilidade relacional inesquecível, que melhorou de forma abismal a experiência como EE no desenrolar deste EP.

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ÁREA 2 - PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA E RELAÇÕES COM A