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Capítulo I: Nascimento e evolução da Casa de Atouguia (1383-1515):

I. 3. A perda do condado: D Afonso de Ataíde e as primeiras tentativas

Por carta de 12 de Junho de 1498, D. Manuel I ordenava a D. Afonso de Ataíde ou aos seus tutores que fosse solicitada a confirmação de todas as mercês da Casa de Atouguia no prazo de um ano, sendo ainda pedido aos funcionários da Casa, estantes a norte, que dessem a D. Afonso todas as rendas que tinham pertencido a D. Martinho337. Depreende-se desta carta que, à data, D. Afonso estaria nalgum dos senhorios transmontanos da Casa, facto que não surpreende pois no século XV era comum a itinerância senhorial338. Além disso, existem referências indirectas à presença de D. Martinho de Ataíde, D. João de Ataíde e do próprio D. Afonso de Ataíde nos senhorios transmontanos da Casa339.

O processo de confirmação dos bens de D. Afonso decorreu entre 1497 e 1507340, sendo de realçar que as confirmações mais importantes só se verificaram após D. Afonso ter acompanhado D. Manuel na sua deslocação a Castela com Nuno Fernandes de Ataíde, em 1498341, e após ter servido em Arzila ao lado do conde D. João de

336 Cf. VILA-SANTA, Nuno, Op. Cit., p. 24.

337 Cf. Carta de D. Manuel I a D. Afonso de Ataíde, Lisboa, 12.VI.1498 – ANTT, Casa de Povolide,

Maço 2, doc. 2. A carta de D. Manuel parecia vir na sequência da autorização concedida D. Martinho, em 1496, para arrendar as rendas da Casa de Atouguia (Cf. ANTT, CDMI, livro 33, fl. 85, s.l., 20.I.1496).

338

Cf. CUNHA, Mafalda Soares da, “Aristocracia e cortes senhoriais. Patrocínio, mecenato e clientelismo como práticas de reputação. Séculos XV-XVI”, Évora, Universidade de Évora-CIDEHUS, 2011, p. 10.

339 Como assinalado, D. Martinho ficara em Vinhais até 1487 e é de crer que D. João de Ataíde tenha

também ali estanciado, motivo pelo qual deverá ter recebido doação de casas naquela vila. Cf. nota 326. Já D. Afonso de Ataíde, em 1483, escrevera ao rei de Monforte de Rio Livre solicitando autorização, concedida por D. João II, para o seu povoamento (Cf. Carta de D. Afonso de Ataíde a D. João II, Monforte de Rio Livre, 16.XII.1483 – ANTT, CC I-1-34). Na visita a Monforte de Rio Livre e Vinhais foram encontrados os castelos referidos pela documentação, embora seja improvável que o seu aspecto actual fosse o dos séculos XV e XVI.

340 Começou por receber a confirmação dos privilégios concedidos ao concelho de Monforte de Rio Livre

(Cf. ANTT, CDMI, livro 27, fl. 25, s.l., 29.III.1497), seguido da doação do Campo do Lobão (Cf. Idem, livro 31, fl. 68, s.l., 7.XII.1497), da doação da alcaidaria-mor de Coimbra (Cf. Idem, livro 31, fl. 85v., s.l., 26.V.1498), da doação de Cernache e dos casais de Chança e Carvalhal (Cf. Idem, livro 19, fl. 16v., s.l., 27.I.1504), da doação da alcaidaria-mor Atouguia (Cf. Idem, livro 19, fl. 32v., s.l., 31.IX.1504) e respectivo senhorio (Cf. ANTT, CDJIII, livro 51, fl. 141, s.l., 22.IX.1507). A carta de confirmação geral das suas doações data de Janeiro de 1504 (Cf. Idem, livro 51, fl. 142, s.l., 25.I.1504). Por fim, as confirmações da doação de Monforte de Rio Livre, Vinhais, Vilar Seco de Lomba e Vale de Paçó (Cf.

Idem, livro 72, fl. 13, s.l., 2.XI.1514) e do privilégio de nomear tabelião em Cernache (Cf. ANTT, CDMI,

livro 25, fl. 147, s.l., 22.XII.1516) só foram efectuadas posteriormente.

341

Cf. GÓIS, Damião de, Crónica do felicíssimo rei D. Manuel, vol. I, anotações e prefácio de Joaquim Martins Teixeira de Carvalho e David Lopes, Coimbra, Imprensa da Universidade, 1926, parte I, cap.

Meneses, em 1502342. Tendo D. João de Ataíde vivido até Novembro de 1507, e encontrando-se até essa data a dirigir o convento de Vila Viçosa por convite de D. Jaime343 (v. 1479-1532), 4º duque de Bragança, seria difícil que D. Manuel I viesse a confirmar o título de conde a D. Afonso de Ataíde em vida do seu pai.

Este, todavia, não lhe foi confirmado logo após a morte de D. João. Provavelmente, o fidalgo já se apercebera de que tal poderia acontecer e decidira, por isso, retomar a ligação à corte, colocando-se directamente ao serviço do monarca. Tendo percepcionado a ausência de titulares na deslocação de D. Manuel I a Castela344 e levando em conta, por um lado, que D. Manuel I tratara de restabelecer Casa a D. Álvaro de Ataíde345, seu tio, e por outro lado, o novo consórcio deste com D. Violante de Távora, filha do 1º senhor do Prado, terá optado por partir para Arzila e servir às ordens de D. João de Meneses, conhecido de seu pai. Em causa estava não só a necessidade de provar as suas habilidades militares, como era fundamental para a nobreza titulada e não titulada que se deslocava a Marrocos346, mas ainda o intuito de demonstrar ao monarca que a Casa de Atouguia não abdicaria de recuperar o seu anterior papel. Mesmo enfraquecido, D. Afonso demonstrava assim não desistir de tentar recuperar o estatuto anterior.

Apesar de, em Fevereiro de 1507, ter recebido de D. Manuel a primeira mercê nova, a doação dos direitos reais da Atouguia, válida até à sua morte347, seguida da confirmação da doação da Atouguia348, do alvará para os moradores não aquartelarem presos no castelo de Coimbra349 e em Cernache350 e da autorização para ter meirinho em Monforte de Rio Livre351, ambos em 1508, não se verificou a confirmação do título de conde. Ao invés, O Venturoso limitou-se a apoiar o casamento de D. Afonso.

Não se encontrando apurado em absoluto se a iniciativa de casar D. Afonso de Ataíde com D. Maria Magalhães partiu exclusivamente do monarca, existem, no entanto, leves xxvi) apesar de RESENDE, Garcia de, Op. Cit., p. 299 afirmar que foi o único Ataíde a ir a Castela com D. Manuel.

342 Cf. GÓIS, Damião de, Op. Cit., vol. I, parte I, cap. lxx.

343 Cf. SOLEDADE, Fernando da, Op. Cit., parte IV, livro I, cap. XVII. 344 Cf. COSTA, João Paulo Oliveira e, Op. Cit., p. 88.

345

Por carta desse mesmo ano (Cf. nota 347) e tendo à data da carta já confirmado, em 1497, os principais bens de D. Álvaro (Cf. ANTT, CDMI, livro 28, fl. 13, 91, 102 e 111, e livro 38, fl. 6).

346 Cf. COSTA, João Paulo Oliveira e, “A nobreza e a Expansão - Particularidades de um fenómeno social

complexo” in A Nobreza e a Expansão. Estudos Biográficos, coordenação de João Paulo Oliveira e Costa, Cascais, Patrimonia, 2000, pp. 26 e 28.

347

Cf. ANTT, CDJIII, livro 51, fl. 141v., s.l., 10.II.1507.

348 Cf. nota 340.

349 Cf. ANTT, CDJIII, livro 51, fl. 144, s.l., 5.VII.1508. 350

Cf. ANTT, CDJIII, livro 51, fl. 144, s.l., 19.IX.1508.

indícios de sentido contrário352. Em todo o caso, o consórcio contava com o claro beneplácito e interesse do monarca apostado em promover a descendência de um dos seus funcionários de eleição. Referimo-nos a Fernão Lourenço da Mina, o qual servia a Coroa desde 1449, participara na batalha de Toro353, fora guarda-mor da Torre do Tombo354, tesoureiro da Casa da Mina desde 1481, ajudara D. Manuel a reorganizar a Casa da Índia, e fora financiador, em várias ocasiões, de festas régias355. Na sua lista de devedores contavam-se além do rei, a infanta D. Joana e os venezianos356. A prova da estima de D. Manuel I por este seu oficial surgiu em 1504 quando autorizou a sua aposentação com uma elevada tença de 400 mil reais anuais357.

Com propriedades em Lisboa, na Golegã, em Coina e no Lavradio358, senhor de Gestaçô e Penajóias e com efectivo poder de intercessão junto do monarca359, a Fernão Lourenço da Mina, no seu final de vida, apenas faltava assegurar bons casamentos para os seus descendentes. Nessa óptica é possível que a ideia de casar a sua terceira filha, D. Maria Magalhães, com D. Afonso de Ataíde, tivesse sido sua. Se para a sua esposa, D. Filipa Caldeira, era importante conciliar a proximidade do casal à linha de reformismo religioso, com quem tinha afinidades, de D. João de Ataíde, era igualmente relevante realizar o casamento com um membro da nobreza de velho sangue360. O enlace concretizou-se em 1509, tendo D. Afonso como contrapartida o pagamento de um elevado dote, financiado em parte pela herança de Fernão Lourenço361, e a recepção de diversas quantias por parte do rei362.

352 É essa a impressão que fica da leitura do alvará régio que autoriza D. Filipa Caldeira, mãe de D. Maria

Magalhães, a tratar dos preparativos para o casamento. Cf. ANTT, CDJIII, fl. 141, s.l., 2.V.1509.

353 Cf. COSTA, João Paulo Oliveira e, “Fernão Lourenço, tesoureiro e feitor da Casa da Mina e Índia (c.

1481-1504). Uma carreira de sucesso” in Aquém e Além da Taprobana. Estudos Luso-Orientais à

memória de Jean Aubin e Denys Lombard, edição de Luís Filipe Thomaz, Lisboa, CHAM, 2002, p. 60. 354

Cf. ROSA, Maria de Lurdes, “Além da aventura, aquém do capitalismo?: elementos para a história de Fernão Lourenço (1480-1505), um “perito económico” in Lisboa Medieval. Os Rostos da cidade, coordenação de Luís Krus, Luís Filipe Oliveira e João Luís Fontes, Lisboa, Livros Horizonte/IEM, 2007, p. 343.

355 Cf. COSTA, João Paulo Oliveira e, “Fernão Lourenço…”, p. 60-61. 356 Cf. ROSA, Maria de Lurdes, “Além da aventura…”, pp. 345-346.

357 Acima do assentamento de marquês. Cf. COSTA, João Paulo Oliveira e, “Fernão Lourenço…”, p. 65. 358

Cf. ROSA, Maria de Lurdes, “Além da aventura…”, p. 344.

359 Cf. COSTA, João Paulo Oliveira e, “Fernão Lourenço…”, pp. 67-68. 360 Cf. ROSA, Maria de Lurdes, “Além da aventura…”, p. 353.

361 D. Filipa Caldeira fora autorizada por D. Manuel a dotar D. Maria Magalhães com 8000 dobras de

ouro (Cf. ANTT, CDJIII, livro 72, fl. 13, s.l., 2.V.1509), acabando este montante por ser pago a D. Afonso através do estabelecimento de uma tença de 40 mil reais anuais, a abater da tença de 70 mil reais anuais que D. Filipa herdara de Fernão Lourenço (Cf. ANTT, Místicos, livro 5, fl. 63v., s.l., 30.V.1509).

362 A atestar o patrocínio manuelino ao casamento de D. Afonso de Ataíde estão diversas provisões de

pagamento do rei ao fidalgo. O interesse destas provisões, datadas de 1510 a 1516 (Cf. ANTT, CC II-23- 127, II-23-247, II-24-184, II-27-9 e II-64-182) é sobretudo o de indicar o nome de Brás Rego para

Apesar de novamente, depois do segundo casamento de D. Martinho de Ataíde, o titular da Casa de Atouguia voltar a casar socialmente abaixo do que seria expectável, a lógica de casar com a filha de um dos funcionários de eleição do monarca enquadra-se perfeitamente na tentativa de D. Afonso de Ataíde de recuperar uma ligação mais directa ao rei. Como relembra João Cordeiro Pereira, a qualidade de nascimento, nos séculos XV e XVI, não se perdia devido a situações de penúria económica363, como aquela em que se encontrava a Casa de Atouguia. A estratégia de D. Afonso permitiria um regresso da Casa à dinâmica da corte manuelina, a qual então sofria um segundo processo de curialização364 e era o palco de lutas de poder e da intensa concorrência senhorial delas decorrentes365. Poderia ainda assegurar, além dos sempre desejáveis proventos financeiros, uma nova possibilidade de promoção social.

A esperança de D. Afonso na recuperação do título para a sua Casa não se concretizou visto que, na política de titulação seguida por D. Manuel I e que tanto se assemelhou à de D. Afonso V366, a escolha do representante da linhagem dos Ataídes que seria titulado já tinha sido encaminhada pelo monarca. Ao reabilitar D. Álvaro de Ataíde e ao dar permissão ao seu filho, D. António de Ataíde, futuro 1º conde da Castanheira, para ser criado conjuntamente com o príncipe herdeiro D. João (v. 1502-1557)367, D. Manuel sinalizara já qual dos ramos da linhagem dos Ataídes preferia ver titulado. Assim se explica que novamente, após o seu casamento, D. Afonso não tenha recebido a confirmação do título mas antes novas e importantes mercês compensatórias: carta de privilégio de cavaleiro368, em 1510, doação dos direitos do vinho de Peniche369, em 1511, e privilégio de Cernache ser vila separada de Coimbra370, em 1513. Compreendendo que não era abrangido pelas três vagas de titulações do Venturoso371, D. Afonso de Ataíde partiu, em 1515, com o escrivão da puridade D. António de camareiro-mor de D. Afonso (Cf. ANTT, CC II-27-9, fl. 1v.) e de Duarte Luís para seu vedor da fazenda (Cf. ANTT, CC II-24-184, fl. 1v.). Por documento de 1519 sabe-se ainda que Pero Lopes era o aio de D. Afonso (ANTT, Instituição de morgados e capelas, nº 204, fl. 16v.).

363 Cf. PEREIRA, João Cordeiro, “A Estrutura Social e o seu Devir” in Nova História de Portugal – Portugal do Renascimento à Crise Dinástica, direcção de Joel Serrão e A. H. de Oliveira Marques,

coordenação de João Alves Dias, vol. V, Lisboa, Editorial Presença, 1998, p. 279.

364 Cf. CUNHA, Mafalda Soares, “Nobreza, rivalidade e clientelismo na primeira metade do século XVI.

Algumas reflexões”, Penélope, nº 29, 2003, p. 35.

365 Cf. Ibidem, p. 40; MONTEIRO, Nuno Gonçalo, O Crepúsculo…, p. 40. 366 Cf. COSTA, João Paulo Oliveira e, D. Manuel…, p. 100.

367

Cf. BUESCU, Ana Isabel, D. João III, s.l., Círculo de Leitores, 2005, p. 48.

368 Cf. ANTT, CDMI, livro 3, fl. 34, s.l., 16.II.1510. 369 Cf. ANTT, CDJIII, livro 72, fl. 17v., s.l., 10.V.1511. 370

Cf. ANTT, CDMI, livro 24, fl. 78v., s.l., 23.I.1513.

Noronha, rumo à Mamora372. Há referência de que nessa altura D. Manuel I teria prometido Casa a uma das suas filhas373. No entanto, não é crível que qualquer uma delas já tivesse nascido. Tratar-se-ia de uma promessa de restauração do título?

Os dados conhecidos não permitem corroborar esta hipótese apenas havendo referência que, em 1516, D. Afonso se encontrava em Safim a combater ao lado de Nuno Fernandes de Ataíde. Quando este último faleceu, o seu nome foi badalado para lhe suceder374 mas quem acabou por assumir a capitania foi D. Afonso de Noronha, genro de Nuno Fernandes375. No regresso ao Reino, D. Afonso de Ataíde voltou a não ver confirmado o seu título e apenas se sabe que, numa lógica de reforço das suas jurisdições senhoriais, comprou a D. António de Noronha a dízima nova e velha do pescado da Atouguia376 e que recebeu novo privilégio de justiça377.

Quando a condessa viúva D. Filipa de Azevedo realizou o seu testamento, em 1519, D. Afonso não só figurava como um dos devedores à condessa, como não era contemplado pela sua avó que expressamente anotava que o morgado de Vaqueiros não deveria ser incorporado na Casa de Atouguia378. Apercebendo-se de que necessitava de melhor alicerçar apoios cortesãos, em data incerta, D. Afonso deverá ter patrocinado o casamento, em segundas núpcias, da irmã a quem tentara impedir de seguir vida religiosa, D. Isabel da Silva de Ataíde, com Simão Gonçalves da Câmara, “O Magnífico” (v. 1460-1530), bisneto de João Gonçalves Zarco (v. 1390-1471)379

. Sem o saber, o também poeta380 D. Afonso de Ataíde, incapaz de encontrar o seu lugar na corte manuelina, apesar de ser primo do influente Afonso de Albuquerque381, uma das figuras mais destacadas do reinado, acabara de esboçar uma aliança estratégica para o futuro da sua Casa.

372

Cf. GOÍS, Damião de, Op. Cit., vol. III, parte III, cap. lxxvi.

373 Como refere a Memoria das Casas que se prometeram e vagaram (Cf. ANTT, CSV, livro 12, fl. 2.). 374 Cf. GÓIS, Damião de, Op. Cit., vol. IV, parte IV, cap. XII.

375

Cf. OSÓRIO, D. Jerónimo, Da Vida e Feitos de El-Rei D. Manuel, edição de Joaquim Ferreira, vol. II, Porto, Livraria Civilização – Editora, 1944, livro X, p. 183.

376 A troco da concessão a D. António de Noronha de uma tença de 160 mil reais anuais. Cf. ANTT, CDMI, livro 39, fl. 97, s.l., 27.III.1518.

377

Trata-se do privilégio para os seus ouvidores conhecerem os agravos das suas terras. Cf. ANTT,

CDMI, livro 44, fl. 85, s.l., 27.VII.1518.

378 Cf. ANTT, Instituição de morgados e capelas, nº 204, fls. 15-16.

379 Sobre esta figura veja-se: SILVA, Pedro Courelas da, “De Zarco a Simão da Câmara, O Magnífico” in A nobreza e a expansão. Estudos Biográficos, coordenação de João Paulo Oliveira e Costa, Cascais,

Patrimonia, 2000, pp. 87-119.

380 Em 1500, D. Afonso de Ataíde compusera uma rifa em honra de D. Beatriz de Vilhena. Cf. Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, edição de Andrée Crabbé Rocha, vol. IV, Lisboa, Centro do

Livro Brasileiro, 1973, p. 92.