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A entrevista com os trabalhadores do CRAS de Ceilândia Sul permitiu compreender a perspectiva destes trabalhadores sobre a relação entre o PBF e seus beneficiários e além da questão da transferência de renda abarcou temas como a educação e o trabalho que, devido a grande relevância, demandam pesquisa mais detalhada e aprofundada. Para a realização deste TCC foram entrevistados 10 trabalhadores do CRAS de Ceilândia Sul, com formação acadêmica e atuação profissional diferenciadas: psicólogo, assistente social, administrador (coordenador), agente social e estagiário (responsável pelo cadastramento das famílias). Para manter o anonimato dos entrevistados eles serão identificados por números.

No discurso dos servidores do CRAS da Ceilândia Sul a tensão entre trabalho e assistência aparece com freqüência. Há tanto a concepção de que a assistência deve ser concedida para os incapazes quanto, e de forma mais freqüente, a que preconiza que a assistência social, por meio de seus programas, deve viabilizar a inserção das pessoas no mercado de trabalho pela capacitação dos beneficiários. Além disso, percebe-se que os entrevistados consideram a condicionalidade na área da educação um ponto positivo do PBF, uma vez que, supostamente, é capaz de romper o ciclo intergeracional de pobreza.

Neste capítulo será possível observar que há críticas às falhas do programa quanto a características de focalização das políticas e que os entrevistados descrevem situações que caracterizam as armadilhas da pobreza e do desemprego (ALCOCK, 1998;

MESQUITA,2007).

Por diversas vezes o trabalho apareceu como eixo estruturante da vida das pessoas e a assistência como política que deveria ser concedida apenas aos incapazes para o trabalho. Em uma das entrevistas fica clara a oposição entre trabalho e assistência para pessoas capazes. Ao ser questionado se o PBF é um direito, o entrevistado expõe que

pode ser um direito para aquelas pessoas que você vê que não tem condições de trabalhar, tem alguma deficiência física, aí eu acho que é um direito. Agora aquelas pessoas que são pai de família e mãe de família...eles já buscam o beneficio pra suprir as necessidades da casa, não das crianças para quem o programa é voltado: pra poder comprar um livro, um caderno, um sapato pra criança ter condições de ir pro colégio. Tem uns que já usam para o sustento da família. Esse é um lado que já fica a desejar. (Entrevistado 5)

Além disso, o entrevistado 5 visualiza a possibilidade de os PTR terem como condicionalidade para os adultos (pais e mães), a freqüência em curso de capacitação.

Como citado no capítulo anterior, esta é uma característica dos PTR europeus.

Poderia condicionar se o Pai e Mãe não trabalham teria que então se inscrever em algum curso, agora, se o Pai e Mãe não trabalham então vai receber o beneficio para o aluno mais em contrapartida vai ter que entrar em algum programa de capacitação”. (Entrevistado 5)

De fato, a ausência de capacitação que gera mão de obra-qualificada, dificulta a inserção no mercado de trabalho. Ao enumerar 10 pontos relevantes para se estudar a pobreza no Brasil, Rocha (2003) faz relação ente pobreza, educação, renda e mercado de trabalho. Em síntese, a autora avalia que, quanto melhor os níveis de escolaridade, maior será a qualificação do trabalhador e, conseqüentemente, melhor será sua inserção no mercado de trabalho e maior a sua a renda. É por seguir esta lógica que a autora defende as condicionalidades na educação. Vale destacar também que para Rocha (2003), em prol da adequada alocação de recursos, as políticas antipobreza devem ser focalizadas.

Quanto à inserção no mercado de trabalho podemos destacar que esta inserção pode não significar desvencilhamento da pobreza e proteção social, visto que grande parte da população brasileira está inserida em relações de trabalho precarizadas e no mercado informal, com salários insuficientes para manter a si e à sua família. Volta-se, a ressaltar que, como demonstrado na tabela 6, dentre os beneficiários do PBF e dos demais programas, há grande contingente de pessoas que, por não estarem inseridas no mercado formalmente, não é coberto pela proteção social do trabalho. Estes configuram-se como trabalhadores pobres e, segundo a lógica de que assistência deve ser direcionada apenas aos incapazes, estariam desprotegidos socialmente. Aliás, historicamente, um grande contingente de pessoas estiveram à margem do sistema de proteção social no Brasil, pois primou-se pela proteção advinda do trabalho por meio das CAPs e IAPs, conforme exposto anteriormente.

De acordo com Valladares (1990), somente nos anos 1970 e 1980 houve a generalização da pobreza e passou-se a conceber a figura do trabalhador pobre. Ao discorrer sobre a pobreza no Brasil, esta autora cita ainda que na virada do século XIX para o XX, em virtude da escassez de trabalhadores, houve, no Brasil, a valorização do trabalho devido à necessidade da criação de um contingente de trabalhadores

assalariados para substituir os trabalhadores escravos e que existiauma contraposição entre trabalhadores e vadios. Nos anos 1950 e 1960, Valladares (1990) afirma que a oposição era entre empregados e subempregados e que nos anos 1970 e 1980 há a divisão entre trabalhadores inseridos no mercado formal e trabalhadores inseridos no mercado informal.

Em contraposição ao argumento de que os benefícios da assistência deveriam ser destinados aos incapazes, ou seja, ser um benefício mais restrito e focalizado, um outro entrevistado percebeu o PBF como uma forma do governo compensar os pobres por sua condição. Houve a relação da pobreza como uma questão histórica. Sobre o PBF como um direito dos cidadãos afirmou-se que

é um direito justamente pela falha do estado, e uma forma que o estado tem que está amenizando a situação financeira, a miséria das pessoas porque o estado contribuiu pra isso no decorrer da historia”

(Entrevistado 2)

Nesta perspectiva, a assistência social não está atrelada à incapacidade para o trabalho. Observou-se também o PBF como um direito por considerá-lo em uma relação de direitos e deveres entre o Estado e os cidadãos.

Sim, com certeza [é um direito] porque as pessoas dão muito dinheiro para o Estado, já tem pouco e tudo mais...Acho que, no mínimo, o governo tem que ajudar as pessoas. A gente sabe que isso é o mínimo se comparado com o que a gente gasta com o Estado, mas...com certeza é um direito e não só das pessoas que precisar, teria que ser para todos. (Entrevistado 6)

Apesar das divergências de opiniões sobre a relação entre o PBF e seus beneficiários, há um ponto em comum: quando os entrevistados foram indagados sobre qual a percepção dos beneficiários em relação ao programa, afirmaram que muitos vão ao CRAS com a concepção de que tem direito ao benefício devido sua condição de pobreza. Segundo os entrevistados o número de beneficiados que associam o programa a quem o criou/implementou tem diminuído. Além disso, eles demonstraram aprovar quando um beneficiário busca se desvincular do programa por compreender que não precisava mais do benefício porque tinha sido inserido no mercado de trabalho e, por isso, a renda da família aumentou.

Outro ponto abordado por este estudo foi a percepção dos trabalhadores do CRAS da Ceilândia Sul sobre as condicionalidades. Como visto no capítulo que

descreveu as características do PBF, o Programa tem, entre suas condicionalidades, a exigência de contrapartida referente à educação, de freqüência escolar de 85% para as crianças e adolescentes de 6 a 15 anos e de 75% para adolescentes entre 16 e 17 anos.

Notou-se que, em alguns momentos, há confusão entre o que são as condicionalidades e quais são os critérios de acesso, mas isto não interferiu nas observações feitas sobre os pontos positivos e negativos que elas apresentam.

Unanimemente os entrevistados demonstraram ser a favor das condicionalidades, especialmente a da educação, pois acreditam, em sintonia com as idéias de Rocha (2003), que a educação é a melhor maneira de enfrentar a pobreza. As condicionalidades na área da saúde quase não foram citadas.

Um dos pontos do debate sobre as condicionalidades do PBF é questão de que o acesso a um direito social, como a educação, não deve ser devido à uma imposição estatal, mas pela decisão livre e consciente da importância de acessá-lo. Certamente, isto demanda serviços sociais – no caso, educação e saúde –, de qualidade, tanto no atendimento, quanto no que se refere à infra-estrutura, o que freqüentemente não ocorre.

Vale destacar que o cumprimento dessas condicionalidades também está atrelado ao fato do Estado propiciar as condições de acesso e permanência das famílias nos serviços públicos de educação e saúde. Isto foi lembrado pelo entrevistado 2:

As famílias procuram diretamente as políticas públicas, só que as políticas públicas não têm um serviço adequado para atender essas famílias, isso é um ponto negativo, que até faz com que as pessoas se desmotivem continuar procurando as políticas publicas, elas só vão cumprir a meta ali para firmar no PBF. (Entrevistado 2)

Ao reproduzir a fala de uma mãe beneficiada pelo PBF, o entrevistado 4 apresenta o significado de obrigatoriedade e as preocupações que as condicionalidades podem resultar:

Meu filho geralmente está dentro de sala de aula, de repente ele não respondeu a chamada, eu fico preocupada, não sei o que, fica aquela preocupação de que todo dia tem que levantar cedo, independente do horário tem que levantar cedo e levar na escola, já tem aquela responsabilidade né, aquela obrigação. (Entrevistado 4)

A questão da educação é um ponto marcante na fala dos entrevistados que apontam as condicionalidades como aspecto positivo do programa: considera-se que melhores níveis de educação podem propiciar melhor inserção no mercado de trabalho e

colaborar para redução dos níveis de pobreza no Brasil, bem como, as condicionalidades na educação podem romper com o ciclo intergeracional da pobreza. Diante dos baixos valores do PBF, prevalece a crença na educação como a melhor forma de enfrentamento a pobreza.

Eu não gostaria de colocar [o PBF] como se fosse um direito, acho que seria um bom incentivo para um estudo, melhorar o estudo para população, acho que se melhorasse a educação não precisaria ...porque querendo ou não é uma esmola... eu não sou muito a favor do bolsa escola, seria a favor de melhorar o ensino porque todo mundo ia correr atrás do seu próprio, iria conseguir muito mais...ia melhorar a vida dela e do Brasil. (Entrevistado 4)

Se aquelas pessoas que estão iniciando a vida tivessem uma boa educação a partir de hoje, com certeza o número de beneficiários do PBF no futuro seria mínimo. (Entrevistado 4)

Durante as entrevistas, também foram abordados os pontos positivos e negativos do PBF. Os trabalhadores do CRAS de Ceilândia Sul acreditam que o PBF é um bom programa porque contribui para a redução da pobreza e emancipação das pessoas, desde que estas estejam interessadas em participar das atividades de capacitação, ingressar no mercado de trabalho e cumprir as condicionalidades, especialmente manter a freqüência escolar dos filhos. Mas também explicitam que o PBF apresenta pontos negativos que estão relacionados com a focalização das políticas sociais e com as falhas no processo de seleção dos beneficiados.

No âmbito da assistência social, uma das formas de se perceber a focalização que ocorre nas políticas sociais é por meio dos critérios de seleção. Os critérios de seleção do PBF são baseados na renda e na composição familiar. A focalização está diretamente relacionada ao contexto histórico e econômico vigente, pois é uma das características das políticas do neoliberalismo, sistema político-econômico que propõe a redução de direitos e dos gastos sociais.

Em oposição aos marcos orientadores do Welfare State (keynesianismo, universalidade dos direitos propostas pelo Plano Beveridge e expansão da cidadania, por meio da expansão dos direitos sociais), surgiram políticas focalizadas, precarização das relações de trabalho e desemprego. De acordo com Boschetti (2009)8, no neoliberalismo o Estado é mínimo para o social e máximo para o capital e o Welfare

8 Fala durante aula da disciplina Política Social na Universidade de Brasília em 11/11/2009

State é considerado como o responsável pelo défict dos Estados. É neste contexto que os PTRs condicionados e focalizados, como o PBF ganham expressividade no Brasil.

No rastro da focalização estão as armadilhas da pobreza e do desemprego. De acordo com Mesquita (2007), a armadilha do desemprego “expressa o fato de que o salário a ser recebido pelo trabalho seja inferior ao que se tem mesmo sem o trabalho” e a armadilha da pobreza “revela o fato da oferta do benefício requerer que o beneficiário mantenha-se na indigência para ser merecedor.” (p.55) No trabalho de campo, em nenhum momento estas armadilhas foram citadas explicitamente, no entanto os entrevistados descreveram situações que as caracterizam.

...porque se a pessoa tivesse algum “trabalho” mais essa bolsa, a situação da família ficaria melhor, mais eles não vêem por esse lado, eu acho que eles vêem da seguinte forma, pra que quê eu vou trabalhar pra poder ganhar um salário mínimo se eu ganho R$150,00 , R$

200,00, com pão e leite e até cesta básica? Então quando você vai transformar isto em espécie dá quase o salário da pessoa, então ela não busca, não vê a possibilidade de ter uma renda maior. (Entrevistado 4) Um ponto negativo que eu vejo é que a população já usa isso como meio de renda, e como ele tem isso como renda ele não se preocupa em sair dessa situação. A maioria, não todos, mais a maioria que recebe o beneficio não fica preocupado em arrumar emprego, e eles querem mais beneficio, eu tenho um beneficio de 130 R$... Então, se eu puder pegar um benefício de R$ 150,00 ou de R$ 200,00,...

Mas você não vê a pessoa ficar preocupada em sair dessa situação.

(Entrevistado 5 )

Eu acho que as pessoas se acomodam muito com o programa, aí tem muita gente que não corre atrás de emprego porque recebe beneficio, mais vem falar que o beneficio está bom...Acho que deveria ter emprego para as pessoas, proporcionar isso. (Entrevistado 6)

As pessoas ficam habituadas a viver só com aquele rendimentozinho, acha que aquilo é uma obrigação do governo, mais tem famílias que se promovem, que vem entregar o cartão pra gente, e agente fica satisfeito em ver que aquela família teve um avanço. (Entrevistado 9) Neste caso, a renda não é pensada como um direito de todos para poder escolher o que fazer e como fazer para atingir metas e objetivos, ou seja, para promover a autonomia que assim como a saúde são consideradas necessidades básicas por Gough.

(LAVINAS, 2003; PEREIRA,2007). Aliás, a definição do que são necessidades básicas e de quem deve supri-las é fundamental para se estabelecer o que é ou não um direito e a quem ele está direcionado. Como explicita Pereira (2007), “a inespecificidade das

necessidades determina formas de satisfação confusas e voluntaristas que não concretizam direitos”. (p.39)

Como visto no primeiro capítulo, não há um consenso sobre quais são as necessidades básicas e nem mesmo se elas são universais ou relativas. Há também um debate se é o Estado ou o mercado que tem as melhores condições de satisfazer estas necessidades. Ao aproximarmos estes debates do PBF, percebemos que os valores repassados (mínimo de R$ 22,00 e máximo de R$ 200,00) são insuficientes para satisfazer necessidades básicas, o que nos leva a compreender que ele é voltado para a garantia das necessidades mínimas. Pelas características neoliberais do programa, conclui-se também que a responsabilidade pela satisfação das necessidades, sejam básicas ou mínimas, recai sobre o mercado.

A crítica de que os PTR desestimulam o trabalho é freqüente e se baseia na lógica de que se as pessoas que recebem um rendimento do Estado não se dedicam a ingressar em uma atividade laboral. Diante dessa crítica, Medeiros, Britto & Soares (2007) ressaltam que, embora o benefício tenha impacto sobre a renda das famílias, ele tem valor muito baixo para justificar um desestímulo ao trabalho e que, ao contrário, pode ser um incentivo, uma linha de crédito ao pequeno empresário pobre que pode ter maior capital de giro para investir em seu negócio. Outra análise desses autores, baseada em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que as pessoas beneficiadas pelo PBF trabalham tanto quanto as que não são beneficiadas e estão na mesma faixa de renda. Dentre mulheres chefes, mulheres cônjuges, homens chefes e homens cônjuges, o único segmento que tem a oferta de trabalho afetada negativamente são as mulheres chefes.

Enquanto a taxa de participação no mercado de trabalho das pessoas em domicílios beneficiados é de 73% para o primeiro décimo mais pobre da distribuição, 74% para o segundo e 76% para o terceiro, a mesma taxa é de 67%, 68% e 71%, respectivamente, para que as pessoas que vivem em domicílios sem beneficiários. (MEDEIROS, BRITTO & SOARES, 2007, p.15)

Além das armadilhas da pobreza e do desemprego, um outro risco da focalização que foi citado pelos entrevistados e apontado como ponto negativo do PBF foi a fraude.

Ou seja, quando as pessoas tentam fraudar/burlar os critérios de seletividade, neste caso, a renda per capita. Vale ressaltar que há também uma critica aos critérios de seleção dos

beneficiários por apresentar falhas. A fala do entrevistado 9 representa a opinião de outros entrevistados.

Na hora da distribuição não é feito uma análise criteriosa dessa família, agente sabe que tem família que não necessita daquele beneficio, e que faz uso em quanto que outros não têm a oportunidade de estar sendo inserido, isso acontece acho que não é só com o bolsa Família, com o Renda Minha, Solidariedade. Há muitas denúncias em relação a isso, o próprio usuário fala: fulano não precisa disso porque ele tem carro, ele tem casa. Então deveria ser uma coisa mais criteriosa, agente sabe que são muitas famílias que detém essa condição de depender desse benéfico, mais que deveria ser mais fiscalizado, eu acho que esse é um ponto super negativo. (Entrevistado 9)

Muitas vezes a gente fala que a renda per capita é tal aí elas falam:

Mas só por causa disso eu não vou conseguir? Eu já atendi uma mulher que tentou bular. Falou que tem um amigo e disse que podia pedir para ele fazer um contracheque para diminuir isso aí, e aí ficar certinho...Eu acho que a gente acaba discriminando umas e outras pessoas. Já que tem beneficio, seria bom que fosse para todos, porque a gente fala que a renda para tal benefício é tal. Aí tem pessoa que passa R$ 2,00, R$ 3,00, R$ 20,00, R$ 30,00 aquela pessoa fala: “Poxa por causa disso eu não vou consegui o beneficio” E a outra ali com um pouquinho menos que ela consegue, acaba discriminando uma ou outra. (Entrevistado 9 )

Outros pontos negativos abordados pelos entrevistados se referem à falta de articulação entre as políticas sociais. Eles alegaram que não sabem se as famílias estão cumprindo as condicionalidades. Provavelmente isto ocorre porque os dados da freqüência escolar e do cumprimento das condicionalidades na área da saúde são repassados diretamente das escolas e dos postos de saúde para a equipe da SEDEST responsável pela coleta destes dados sem que haja um retorno para os servidores do CRAS ao qual esta família está vinculada.

Além disso, há criticas sobre o processo de cadastramento e acompanhamento das famílias no programa. Segundo os trabalhadores do CRAS após a inscrição das famílias no CadÚnico, se a família receber o PBF puro, somente com recurso da união, não é possível saber os motivos que levam famílias a ser descadastradas. Esta desarticulação entre setores da SEDEST com o governo federal, além não possibilitar que as famílias tenham informações sobre o motivo da sua não inclusão ou desligamento do programa, prejudica a atuação dos trabalhadores do CRAS. Certamente esta é uma falha na descentralização e operacionalização do programa.

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