2.1 Estado de Arte
2.1.1 A plataforma SAPO Campus
O projeto SAPO Campus6 surge em 2009 na Universidade de Aveiro (UA), resultado de uma parceria de investigação e desenvolvimento entre o SAPO, pertencente ao grupo PT Comunicações e a UA. Este projeto é caraterizado como uma plataforma digital que agrega e disponibiliza serviços Web 2.0 à comunidade académica da UA (Figura 7).
Figura 7: Plataforma SAPO Campus (Homepage) Fonte: http://Campus.ua.SAPO.pt
Este projeto financiado pelo Laboratório do SAPO na UA, vem lançar o desafio da construção de um PLE suportado por uma Instituição académica. Neste sentido os autores Santos & Pedro (2009) depararam-se com os seguintes desafios:
Fornecer serviços de partilha de conteúdos de elevada qualidade e disponibilidade de serviço;
Implementar uma solução que otimize o processo de consumo de grandes quantidades de informação;
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Dotar a plataforma de alguns mecanismos de gestão institucional que não colidam com os princípios fundamentais subjacentes ao conceito de PLE. (Santos et al., 2011, p. 78).
Os dois objetivos basilares da plataforma são por um lado a integração entre os serviços, ferramentas e recursos, disponibilizados pela instituição e que visam o desenvolvimento e construção da cultura dos PLE entre os membros da comunidade académica. E por outro lado, a exploração a nível social onde seja possível o indivíduo da comunidade visualizar e seguir as publicações de outros membros da comunidade.
Figura 8: Serviços base disponibilizados pela plataforma SAPO Campus Fonte: Santos (2009, p. 40)
Na plataforma SAPO Campus estão disponíveis alguns serviços, tais como: blogs, vídeos, fotos, wiki, social networking e social bookmarking sendo incentivada a partilha de conteúdos e eventos pela comunidade (Figura 8). Os elementos da comunidade académica poderão usufruir de todos estes serviços mediante um processo de autenticação prévia que permite a sua identificação e a consequente responsabilização pelos conteúdos que partilham.
Atualmente verifica-se a oferta de múltiplas plataformas Web de apoio à Educação, também conhecidas como LMS. No entanto, apesar do suporte institucional, o SAPO Campus distancia-se da típica plataforma LMS já disponibilizada pela Instituição (no presente caso, o Moodle) procurando posicionar-se como uma plataforma social, convergindo serviços Web 2.0 a toda a comunidade. Assim a Instituição tem um papel fundamental no suporte do projeto, bem como na distribuição de conteúdos das várias atividades efetuadas pela comunidade no SAPO Campus. Por outro lado, como os conteúdos publicados são abertos para o exterior, a plataforma possibilita uma exposição da Instituição ao exterior no que indica às atividades expostas na plataforma através de vídeos, imagens bem como na divulgação de projetos académicos através dos vários blogs criados
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pelos elementos da comunidade. Logo existirá uma ligação construtiva entre a Instituição e a comunidade, originando laços de conhecimento, a resposta imediata a necessidades impostas pela comunidade e a exposição dos valores da Instituição a toda a comunidade exterior.
Os utilizadores da plataforma SAPO Campus podem ainda controlar o seu espaço pessoal e orientar os serviços, fontes e outros recursos de aprendizagem através de widgets, tanto no seu percurso académico enquanto alunos/professores/investigadores, acedendo à plataforma de forma a atualizarem e partilharem o seu know-how. Assim, a plataforma SAPO Campus permite aos seus utilizadores formar um conhecimento comum, colaborativo e conetivo (Santos et al., 2011). Seguindo a mesma linha de raciocínio, os conceitos referidos anteriormente vão ao encontro da teoria do construtivismo social de Vygotsky (1978). O mesmo afirma que a aprendizagem não se trata apenas de um processo interno, mas, na verdade, de uma construção social numa interação social através da linguagem. Dezoito anos depois, Greeno, Collins, & Resnick (1996) defendem que o processo de partilha de ideias conduz a uma construção de conhecimento que seria impossível de obter se fosse feito individualmente. A aprendizagem segundo McMahon (1997) é um processo social, existindo uma maior aprendizagem quando os indivíduos se envolvem em atividades sociais, partilham e exploram conhecimento conjuntamente com outros indivíduos. Para se atingir resultados mais satisfatórios ao nível da aprendizagem coletiva pode ser importante o contributo de ferramentas Web 2.0.
2.1.1.1 A identidade do SAPO Campus
A definição do nome para a plataforma surge da problemática da definição de um espaço comum, o Campus, que em latim se refere a um local. No caso duma Instituição Superior poder ser considerado sinónimo de cidade universitária, onde se concentram as salas de aulas e laboratórios científicos. Assim o Campus para além da sua representatividade no mundo real, transfigura-se num Campus virtual na Web 2.0.
A plataforma SAPO Campus conta com um logotipo e nome que identificam e diferenciam o serviço em causa (Figura 9). Estes atributos cumprem a função de síntese identificadora da missão do projeto SAPO Campus.
Figura 9: Logotipo SAPO Campus Fonte: SAPO Campus
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A utilização do nome SAPO surge como requisito comercial e estratégico da marca principal SAPO (Figura 10), do grupo PT. Neste sentido nasce o nome do projeto designado por SAPO Campus, uma plataforma de serviços Web 2.0 de apoio à comunidade académica da Instituição de Ensino Superior, Universidade de Aveiro. No caso do SAPO Campus a marca principal é o SAPO.pt, sendo todas as expetativas formadas a partir do padrão de qualidade, e identidade definido pelo SAPO.
Figura 10: Logotipo SAPO.pt Fonte: www.SAPO.pt
2.1.1.2 Objetivos
Os principais objetivos do projeto SAPO Campus segundo os autores são os seguintes:
Conceptualizar, prototipar e desenvolver uma plataforma integrada de serviços Web 2.0 para instituições de Ensino Superior, inicialmente formatada para as necessidades típicas de uma instituição Portuguesa;
Divulgar e promover a sua utilização num cenário piloto, neste caso a Universidade de Aveiro;
Analisar o impacto da sua utilização através de um estudo de caso. Como objetivo secundário é ainda possível identificar o seguinte:
Contribuir para a formulação de novas formas de organização e de funcionamento da oferta de ferramentas de apoio a atividades pedagógicas no contexto do Ensino Superior.