pelas condiçõe^istruturais
D) A qualidade do cuidado de enfermagem pelos recursos hum anos
5.3.3 A qualidade do cuidado de enfermagem pelos resultados
E, considerando a qualidade pelos resultados do cuidado de enferm agem , na perspectiva dos sujeitos participantes, encontra-se uma realidade que deixa a desejar, tanto em relação às perspectivas e necessidades dos clientes, como às expectativas e satisfações dos profissionais e às exigências da instituição. O diagnóstico desta realidade, nesta perspectiva revela:
# 1. Insatisfação das expectativas da tríadefi:liente-profissional-instituição
quanto aos cuidados de enfermagem í
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■* \ /Detalhado por: d e s u m a n iz a ç à w db^ p r o c e s s o à é c u id a r; r e d u z i d a p r e s e n ç a d o e n fe r m e ir ê ^ ju n t^ a o c lie n te ; priorizá'çq.o d o s c u i d a d o s in d ir e to s e técn ico-cu raU vistah ;^ e n f e r m e ir o s i n s a í ^ f e i t o s c o m o q u e f a z e t n a tu a lm e n te ; d is ta n c ia n ie n to d o p r o f is s io f ia l d o p a c ie n te ; p r iv lle g ia m e n tjo ^ ,d ê a t i v i d a d e s q u e p o d e r ia m t s e r
d e l e g a d a s a ^ t r o , s ”' ’p f o ^ s i o n a i s ; f a l i a d e participação^ "
d e c i s õ e s d a in s titã iç ã o , p r in c ip a lm e n te n 0É q u e d i z e m r e á p e ito : ^ a ^ ___ E n fe r m a g e m ; c o n tro le a d m in is tr a tiv o g e ^ n d o u m c lim a in s titu c io
n a l à e in s e g u r a n ç a e te m o r; s o b r e c a r g ^ " 'd e '^ tfa b q ^ o ; f a l t a d e / ■ \ incentW G S e i p o s s i b i l i d a d e s p a r a ^ ^ c r e s c im e n to ^"profissional; | a tr a s o sa la ricâ ; .p r iv ile g ia m e n to ^ o s c o n tr o le s e d o s a s p e c t o s / ’ ‘ q u a n t i t a t i m s d e r e s u lta d o s , a s s i s t ê n c i a d e s a ú d e d e s u m a n i z a d a f / m e r c a n t i l i z a á a , p r iv íle g ia m ã ^ iò d o p r o f is s io n q f m é d ic o . ;l
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Na realidade\eili estudo, por todos e s t # elementos detalha^ost\^entendo ser perceptível e até c o m p ^ ^ t y ^ a insatisfação dos envolvidos aos resultados do cuidado de enfermagem. Esta minha posição encQntra coíisonância em uma série de colocações de diferentes autores^que estudam a temáticâí^l
Donabedian (198Ó), M ez|m o (1995), Patrício (1995), Nogueira (1996), Cianciarullo (1997), Sacramento (l^^slT^oucl^s^t al. (1998), Waldow (1995; 1998) e Silva (1999), entre inúmeros outros a u t^ ts-^ u e estudam a qualidade assistencial de saúde e o cuidado de enfermagem, 4estacam o cHente como o foco central deste processo. Entretanto, alertam para a importância da satisfação dos demais elementos envolvidos nesta relação, para que a qualidade possa ser efetivamente contemplada.
Jouclas et. al. (1998, p. 44), nesta perspectiva, coloca a qualidade da assistência como decorrente do modelo contextuai em que está inserida e que (...) não há qualidade
se não houver satisfação das pessoas (..) envolvidas.
Assim, com esta visão mais ampla, além do cliente, também a instituição e os profissionais cuidadores influenciam e são influenciados por este contexto (Mezomo, 1995; Patrício, 1995; Waldow ,1995;1998). Nesta concepção, o cuidado é entendido como um processo interativo de ajuda ao outro e, esta interação, necessariamente, exige do profissional e da instituição provedora, envolvimento e comprometimento.
Para a satisfação da tríade envolvida na qualificação do cuidado, Alves et al. (1999), salienta a necessidade da estruturação/de/m odelos administrativos mais flexíveis, caracterizados por; prestígio d ^ p ro fissio n a l '’iia empresa, através da valorização de sua criatividade e capacidade empreendedofa; capacitação e aperfeiçoamento contínuo e permanente! dos recursos humanos; achatamento dos níveis
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hierárquicos, com coítoartilhamento ^aecisõ&s.^e maior autonoriiia^dos profissionais e dos serviços; comunicação permanefite para
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visibilidade à empfgsEuperante o seu p e s s o a ,; e d t a a .is .o .d t ó a ç ,„ e c a p a c id a d é U a n ,u d a n / .V
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Particularmente, considerando a clieri|ela, 0 cuidado^.de enfermagem neces^sita voltar-se não ^ s ^ / n t l para produzir pessoas fisicamente"^ sadias ou para''tràtátl de
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doenças, mas para atend^ o|Ser humaho cliente, no intilito de Uie propiciar a dignidade, através de m eUiores^r^iiç^es dC^úde^e*de^àlidaÜe de vida (Patrício, i^99).
Hayes (1996), estudando as dimensões dâflualidade, propõe uma sériè de fatores para a satisfação da clientela, dêstacando dentre êles, a disÍJonibilidade e presteza dos
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profissionais para o atendimento das necessidades do cliëtîte.
Silva (1999), aa^âirecionar|^ mais g^foco de satenção para a saúde e para a Enfermagem, amplia esta compreerisão^^galigi^tando como fatores de satisfação para a clientela: a disponibilidade do cuidador, at^vés da vigilância e da presença JBrequente; a competência profissional, através do/bom desempenho do cuidado de enfermagem pautado em conhecimentos e habilidades sólidas; a possibilidade de cura ou alívio do sofrimento; e, principalmente, o respeito ao cliente como ser humano cidadão, através do direito igualitário à participação, á liberdade de escolha e de decisão, à informação e á segurança.
Com relação à satisfação do profissional enfermeiro com o seu fazer, como contributivo para a qualidade assistencial. Cura e Rodrigues (1999, p. 21) mencionam que:
Não é difícil compreender que, em virtude das exigências próprias do tipo de trabalho desenvolvido pelo enfermeiro (...), ele possivelmente terá maiores condições e técnicas para melhorar a qualidade dessa assistência, se estiver satisfeito com o seu trabalho.
Conforme Finger (1993 a), Mezomo (1995), C i^ciarullo (1997), Paganini (1998) e Poletto (1999), uma instituição na qual sua administração não privilegie o desenvolvimento dos potenciais individuais de ^seus‘‘ recursos humanos, que não contemple a co-participação e a integração e ÿî'ê^estaBêlèça um clima institucional pautado no poder e no controle pelo temoí, não^Tabiüza condições’para um trabalho
com qualidade. í
Cianciarullo (41997), reforçando' a importância deste asjpecto, coloca que as
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crenças e os valores^^stitucionais influencikm os padrões ^sistenciais e, por
conseguinte, a qualidade d á te processo. ^ J
/'Os modelosi coercitivos, dominadojes "’^displicQj^tes com o €ulhânÔ'%do trabalhador, te ^ te n /a fepercutirem-se e m /^ m a s negativasi^ cuidados de enférinàgem
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Hall<ií3rs^ttir (1991)^jf'fépresenta através dos modos biopassivo, bioestátilo ^biqiida^âe ser/estarcoínrQídutro para cuidar. \
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‘Paganini (1998,''‘| j ^ ' | ) , coloca que (%.) o cuidar jpnplica em'"motivação,
comprometimento, esforço e desejo de quem cuiddk^em ^ respeito aos valores e à individualidade de cada ser. K,«ainda ressalta que, a mõtlyação é retratada como uma ação transformadora e estitnulantêinaprestação d&muidhdo (...) ( op. cit., p.68) e, por
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,1isso, necessita ser fomentada e estiÍn^lm iâ^trèlp*”Cuidadores de enfermagem através de um processo decisório democrático e pag:ici|)ativo, dos trabalhos grupais integrativos e do treinamento.
Nesta perspectiva, Saupe (1996, p. 14) discutindo sobre incompetência e qualidade total, enfatiza que a qualidade (..) passa pela disciplina metódica, que
desenvolve a capacidade de concentração e exatidão, mas também pela participação, pela desalienação, pela conscientização crítica.
Lunardi Filho (1997), estudando o sofrimento e o prazer no trabalho da Enfermagem, coloca que ele será tanto mais exitoso, quanto mais prazeroso for para o profissional que o realiza, e que, esta satisfação pelo fazer bem, passa pelas questões de salários, de infra-estrutura material e humana, de relacionamento interpessoal com a equipe de trabalho - principalmente com a médica, pelas questões de poder envolvidas -, e pelo modelo administrativo da instituição.
E Waldow (1998, p. 175), reconhecendo a importância da valorização do cuidado e da sua inserção no trabalho de equipe para a satisfação dos enfermeiros, destaca que um grupo forte e unido, dentro de uma persj^ectiva comum, obtém maior
satisfação refletindo isso nas suas ações e comportaniepíos.
E, considerando a satisfação institucional, MezOmo (1995), Sacramento (1998) e /'■'"X--- ' I
Alves et al. (1999) destacam que a qualidadé com que a assistência é prestada, constitui- se como frindamental para qualquer in sí^ içã o enípresarial q à se preocupe com sua sobrevivência. A corii^titividade e a^c^paçãoM^e novos espaços n^^mercado hospitalar têm exigido, destas iiistituições»«empresariais,|uma sensibilidade^imais.„aguçada às alterações e mudanças macro e da micro realidade que as efavolve atitudes mais positivas para o e n v ^ im e n to global de seus|fêburs0srem busca de uma ,sintoniá que
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lhes permita alcanç;^ o’ êxito - social, financeiro, etc.