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CAPÍTULO VI: ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

Tema 4: A relação do processo ensino-aprendizagem

Pode-se verificar que o tema sobre o processo ensino e aprendizagem não é claro para o professorado. Suas concepções estão atreladas ao senso comum.

Ele pode aprender de maneiras diferentes. Ele pode aprender através de uma leitura, através de uma discussão, uma brincadeira, ele pode aprender observando. Eu não sei definir melhor.

Não sei responder. Eu tenho muita dificuldade em conceituar e definir.

Pelas respostas percebe-se que a organização das ações pedagógicas segue um determinado modismo. Em suas falas, os professores, demonstram uma preocupação em problematizar seus conteúdos, mas desconhecem a razão de tal ação, ou de como fazê-lo.

Eu procuro fazer perguntas, mas eu tenho dificuldades de elaborar essas perguntas. Eu tenho dúvidas se as perguntas que eu faço trarão um crescimento para os alunos. Muitas vezes é mais fácil não perguntar. Eu acho difícil saber se a pergunta é adequada à faixa etária.

Eu procuro organizar questões sobre o conteúdo que estou trabalhando.

Verifica-se, também, uma influência muito forte de teorias tecnicistas em que a preocupação da relação do processo ensino e aprendizagem estão atreladas ao ato motor.

Eu acredito que o desenvolvimento motor, levando em consideração que a criança não fazia parada de mão e, ao longo de duas semanas desse conteúdo, ela fez. Eu acredito que ela aprendeu.

Novamente, é possível perceber em suas falas posicionamentos que caminham para a superação da atual situação. A evidência é encontrada quando apresentam o interesse em estabelecer relações em suas aulas num movimento contínuo e em possibilitar a participação do aluno na relação pedagógica.

Eu chego à aula e questiono o que nós fizemos na aula anterior e o que vamos fazer agora? Como vamos fazer? Qual atividade que podemos arremessar? Às vezes eu trabalho em grupo. Eu negocio os conteúdos que eles não gostam.

Tema 5: Avaliação

Pelas respostas, verifica-se que a avaliação do processo ensino e aprendizagem, realizado pelos professores, está descontextualizada, pois se encontra desvinculada dos pressupostos teóricos preconizados pela rede municipal de ensino e do projeto político pedagógico da escola.

Quanto aos critérios para avaliar, fica evidenciado, uma forte influência das teorias tradicionais e em outros momentos falas apregoadas ao senso comum.

Deveria ser com todas as crianças. Mas, eu verifico somente quem tem dificuldades, quem se expressa menos. Através da observação.

A observação. Nos finais dos meus semestres eu faço competição. Daí eu tiro os melhores para formar novos grupos, estarem liderando, ensinando o grupo deles. Dou uma premiação para todos, nem que for uma bala. É mais observação, participação.

Os professores falam de suas dificuldades em avaliar, no entanto, verifica-se a o posicionamento em requerer uma base conceitual que lhes possibilite um trabalho qualitativo.

Eu acho que avaliação deveria atender todo o processo, a proposta da rede fala sobre o construtivismo, mas como avaliar nessa proposta? Eu não tenho formação para isso. E não tenho segurança para aplicar uma avaliação nessa proposta. Então, eu só faço esse parecer. Eu estou sempre observando os alunos, eu vejo quais os alunos com mais dificuldades e procuro descrever no parecer que são duas vezes no ano.

Tem sido muito difícil, eu estou tendo muita dificuldade na avaliação. Porque eu não tenho conseguido. Em alguns conteúdos eu consigo.

Novamente, como já foram encontradas em situações analisadas anteriormente, percebem-se, também, posições que demonstram estarem caminhando para a superação de formas tradicionais de avaliação.

Às vezes pedimos que eles conceituem o que eles aprenderam

Análise das Aulas Filmadas no Início do Processo

Como parte do diagnóstico inicial, várias aulas dos professores foram assistidas e filmadas.

Para análise, foi feita a transcrição reflexiva de cada aula filmada.

As aulas são realizadas em uma quadra poliesportiva com várias árvores ao redor proporcionando sombra em toda a quadra. Durante toda a aula havia dois rapazes em cima do muro da escola assistindo à aula.

Turma: pré-escola

Tema da aula: Noção Espacial.

A professora busca as crianças na sala de aula, forma duas filas separando meninos e meninas e os acompanha até a quadra. Senta com as crianças no centro da quadra formando um círculo.

A professora começa batendo palmas e todas as crianças a seguem e já sabem que é para formar um círculo no centro da quadra e ficar em silêncio.

Explica a atividade inicial: pega-pega americano. Pergunta às crianças quem lembra a brincadeira e relembra as regras. A professora escolhe os pegadores da seguinte maneira: vai pondo a mão na cabeça e cantando ( uni-duni-te-um-sorvete-colore-o-escolhido-foi- você), o último a ser tocado é o pegador.

Novamente chama as crianças para o centro da quadra e sugere outra posição para salvar aqueles que foram pegos. Enquanto as crianças brincam a professora organiza o material para a próxima atividade.

No centro da quadra, a professora chama atenção de duas crianças que estavam brigando. Posteriormente, pergunta às crianças o que tem em volta da quadra e as crianças respondem o nome dos objetos espalhados pela quadra. A professora explica que as crianças irão passar por cada um desses objetos. Uma criança pergunta: por cima ou por baixo? A professora elogia a pergunta da criança e pede que cada criança escolha uma maneira de passar pelos objetos. Organiza as crianças em duas filas, separando meninas e meninos. Primeiro as meninas realizam a atividade e depois os meninos.

No centro da quadra. A professora pergunta: onde vocês gostaram mais de passar. As crianças citam o minhocão. A professora pergunta: como vocês passaram? As crianças respondem: por cima, por baixo, pela lateral. Então, a professora pergunta se há outra maneira de passar pelos objetos e pede para as crianças mostrarem. As crianças novamente, passam pelos objetos experimentando diferentes maneiras de executar a atividade.

Outra vez, no centro da quadra, as crianças contam como passaram pelos objetos. A professora organiza duas filas separando meninas e meninos e retorna para a sala.

Análise:

A professora apresenta um bom controle sobre a turma, pois todos os alunos participaram da aula com entusiasmo.

A aula observada nos revela que a professora não faz relações do tema tratado com aulas anteriores e, nem mesmo, apresenta o tema como um conhecimento a ser tratado. As problematizações e as discussões da aula centram-se somente nos conhecimentos que os alunos já possuem sobre o tema, sem fazer conexões com o mundo vivido da criança e com o saber sistematizado. Assim sendo, a aula se apresenta apenas como um espaço de atividades.

A organização do trabalho pedagógico da professora possui uma estruturação de atividades e diálogo. Entretanto, revela o trato com o conhecimento com fins em si mesmo e o processo de ensino e aprendizagem se aproxima de uma concepção apriorística, pois o conhecimento está centrado somente no aluno.

Pode-se verificar que suas ações estavam em alta correspondência com suas bases conceituais e com a confusão epistêmica encontrada na análise das falas.

Os objetivos das aulas estavam direcionados na realização de atividades para desenvolvimento motor.

Por outro lado, percebe-se na atuação da professora o posicionamento que se aproxima da teoria crítica e pós-crítica. Ao estruturar a aula com um espaço de diálogo, a professora demonstra um caminho de abertura para um trabalho pedagógico baseado nos pressupostos de uma ação crítica, o que corresponde com o projeto político pedagógico da escola.

Aula 2:

As aulas de Educação Física acontecem numa quadra poliesportiva aberta, com o tamanho reduzido.

Turma: 4ª série do ensino fundamental Tema da aula: jogo

A professora busca as crianças na sala de aula e os reúne no centro da quadra. Pede para que as crianças expliquem as regras do jogo. Faz a relação com a aula anterior e propõe a continuidade do tema. Sugere que os alunos iniciem no mesmo grupo e depois mudem. Distribui o material, enquanto isso os alunos se organizam e iniciam o jogo.

No decorrer da aula, os alunos discutem as regras e algumas vezes chamam a professora para ajudar a resolver os problemas.

Ao final da aula, a professora reúne os alunos em círculo. Explica que havia dois alunos observando como eles estavam executando o jogo e pede para que falem o que analisaram. Os dois alunos apresentam os “erros” que os colegas cometeram e a professora vai recordando as regras do jogo e discutindo com os alunos.

Os alunos passam a discutir as maneiras de jogar a bola e qual é a mais eficiente para fazer o ponto.

A professora pergunta se os alunos têm alguma dúvida e retornam para a sala de aula.

Análise:

A professora tem um bom relacionamento com os alunos, o que possibilita uma boa participação de toda a turma, assim como o respeito dos alunos por ela e entre eles mesmos.

O planejamento de seu trabalho segue a estruturação do currículo da rede municipal. Ao ser questionada a professora não apresentou planejamento da aula e nem objetivo. Segundo ela a aula seria a exploração do jogo que eles já estavam trabalhando.

A reflexão sobre a aula apresenta inicialmente que a estrutura do trabalho está relacionada com as aulas anteriores e com os saberes dos alunos. Entretanto, a professora não faz relações com o saber elaborado, não traz discussões culturais sobre o jogo. Levando ao entendimento do jogo como uma atividade com fim em si mesma e, mesmo, o jogo como uma atividade pré-desportiva

A professora coloca dois alunos para observarem os erros dos colegas e apresentarem para a turma e não faz intervenção nenhuma sobre tal observação. Tal ação pedagógica traz subjacente uma concepção apriorística sobre o processo ensino e aprendizagem, pois o conhecimento tratado se centra somente nas discussões dos alunos sem nenhuma ampliação cultural.

A professora finaliza a aula e não faz relação com a próxima aula. Tal procedimento nos revela que o conhecimento sobre o tema tratado se reduz a uma atividade com discussões centradas no aluno.

A organização do currículo deve ser um movimento de constante problematização e questionamento, por isso a reflexão sobre as questões que norteiam o conhecimento da Educação Física no âmbito escolar deve ser constantemente repensada. Assim como, as discussões acerca do conhecimento tratado devem ser ampliadas e relacionadas ao conhecimento veiculado pelos meios de comunicação e ao conhecimento sistematizado.

Aula 3:

Turma: 2ª série do ensino fundamental Tema da aula: equilíbrio

O professor mostra um papel que retira de seu bolso com o planejamento de sua aula, organizada com o tema da aula e as atividades para desenvolvê-la.

O professor busca os alunos na sala e os acompanha em duas filas até a quadra. Reúne os alunos no centro da quadra e retoma as discussões da aula anterior sobre o equilíbrio. Recorda que os alunos vivenciaram os movimentos sem deslocamento que necessita de equilíbrio. Os alunos mostram alguns movimentos que vivenciaram.

Inicia a aula pedindo aos alunos que andem de um lado da quadra até o outro e pergunta: Nós usamos o equilíbrio quando andamos? Os alunos respondem: não. O professor corrige explicando que quando nós andamos usamos o equilíbrio, caso contrário não conseguiria parar em pé.

O professor pede aos alunos que corram de um lado até outro da quadra e pergunta: E, agora, vocês acham que usaram o equilíbrio? Os alunos respondem que não. O professor esclarece que se não fosse pelo equilíbrio eles não conseguiriam se deslocar.

O professor pede para que os alunos se posicionem em uma fila e andem em cima da linha da quadra sem sair dela. Após uma volta, o professor pede para que andem de costas. Ele pergunta por que eles estão abrindo e levantando os braços. Os alunos respondem para não cair.

O professor coloca uma corda estendida e duas ripas de madeira na quadra. Pede para que os alunos andem sobre os objetos sem encostar o pé no chão. Repetem a atividade de costas. O professor coloca tijolos em baixo da ripa de madeira, elevando o obstáculo e pede

para que as crianças passem. Após todos os alunos passarem pelos obstáculos pede que executem a atividade de costas.

O professor pede para que os alunos recolham o material, enquanto isso organiza outra atividade fora da quadra. Amarra uma corda de um lado numa árvore e de outro no poste da quadra, estendendo a corda aproximadamente 50 cm de altura. Pede para que os alunos andem pela corda e os auxilia. Posteriormente, pede que passem sem ajuda.

Durante a aula foi observado que um aluno com problemas de obesidade não participou das atividades que exigiam um grau maior de equilíbrio para sua execução.

Informa aos alunos que podem escolher: quem quiser continuar a executar o equilíbrio ou brincar de mãe da rua na quadra.

Ao final o professor reúne os alunos e explica que as atividades que realizaram usam o equilíbrio.

Análise:

O professor explica que iniciou o trabalho nesta escola no ano corrente e que estas aulas eram complementares ao seu padrão no município. O que resultava em pouco relacionamento entre os professores e os alunos.

A organização do trabalho pedagógico do professor está baseada no currículo da rede municipal. O planejamento apresentado pelo professor não possui objetivo da aula, sendo organizado, apenas, com o tema da aula e as atividades.

A observação da aula nos permitiu inferir que não houve entendimento por parte dos alunos sobre o tema tratado, pois realizavam a atividade e não conseguiam relacionar com o tema e verbalizar suas ações.

A dificuldade de execução da atividade por um dos alunos não foi levada em consideração. Assim como, a falta de entendimento sobre o tema por todos os alunos, também foi desconsiderada.

A aula observada nos revelou que a organização do trabalho pedagógico esteve centrada, apenas, como execução de atividades com a finalidade de reconhecer o equilíbrio. Contudo, o trabalho resultou em fracasso, pois teve uma finalidade sem significado para o professor e para os alunos.

Como apresentamos no capítulo 1, o significado do trabalho docente precisa destacar a ação mediadora realizada por outros indivíduos no processo de apropriação dos resultados da prática social. Esse conceito de mediação realizada pelo professor entre o aluno e a cultura apresenta especificidades, ou seja, a educação formal é qualitativamente diferente por ter como finalidade específica propiciar a apropriação de instrumentos culturais básicos que permitam elaboração de entendimento da realidade social e promoção do desenvolvimento individual. Assim, a atividade pedagógica do professor é um conjunto de ações intencionais, conscientes, dirigidas para um fim específico.

A finalidade do trabalho docente consiste em garantir aos alunos acesso ao que não é reiterativo na vida social. O professor teria uma ação mediadora entre a formação do aluno na vida cotidiana onde ele se apropria de forma espontânea, da linguagem, dos objetos, dos usos e dos costumes, a influência da indústria cultural sobre a vida cotidiana do aluno e a formação do aluno nas esferas não cotidianas da vida social, dando possibilidade de acesso a objetivações como ciência, arte, moral e, possibilitando ao mesmo tempo, a postura crítica do aluno.

A análise da aula revela que o trabalho pedagógico esteve centrado no professor, o qual apresentava uma atividade para que os alunos executassem. A atuação do professor é condizente com as análises identificadas nas falas.

No entanto, percebe-se nas ações do professor um esforço por realizar um bom trabalho. Faltando-lhe uma base conceitual de sustentação de suas ações.

Aula 4:

As aulas são realizadas numa quadra poliesportiva coberta e em boas condições. Turma: 2ª série do ensino fundamental

Tema da aula: quadrilha

A professora de sala acompanha os alunos até o portão da quadra. Os alunos entram no ginásio em duas filas separados por meninos e meninas, com as mãos para trás, a cabeça baixa e absoluto silêncio. Os alunos sentam no centro da quadra, meninos em uma fila na frente e as meninas em outra fila atrás.

A professora recorda o que estudaram nas aulas anteriores: ritmo, dança folclórica e relaciona com a festa junina. Pergunta o nome da dança que é realizada na festa junina. Alguns alunos respondem caipira, sertanejo, dança folclórica, outros dança maluca, dança do pijama, cowntry e a professora diz que não e repete a pergunta. Uma aluna responde quadrilha e a professora a parabeniza.

A professora explica que eles irão apresentar uma quadrilha na festa junina e pede aos alunos se sabem como é executada essa dança. Os alunos respondem em par. A professora desafia se eles conseguem formar par. Então, ela esclarece que a festa junina representa uma homenagem ao homem do campo e pergunta como é a roupa que os dançarinos apresentam. Os alunos respondem: roupa caipira, barba, remendos.

A professora discute sobre a representação do personagem do homem do campo. Pergunta para a turma que se uma menina fizer o papel de menino deixará de ser menina e vice versa. Os alunos respondem que não.

Os alunos começam a ficar mais alvoroçados. Então, a professora chama atenção e diz: nós temos que aprender os movimentos da quadrilha, o ensaio já começou.

A professora organiza os pares na mesma ordem da fila. Coloca a música e se posiciona na frente dos alunos executando e explicando os movimentos. Os alunos reproduzem.

A professora pára a aula e pergunta aos alunos se eles conhecem outros movimentos da quadrilha que seja possível fazer após o último movimento que fizeram. As crianças apresentam suas sugestões e explicam a forma de excussão.

Os alunos retornam aos ensaios. Posteriormente, a professora pára e chama atenção dos alunos indisciplinados com o apito. Novamente, pede aos alunos para sugerirem quais outros movimentos podem compor a quadrilha. Os alunos não apresentam sugestões, então ela explica outros movimentos da quadrilha.

A professora apita e pede para que os alunos sentem no centro da quadra. Fala sobre o que pretende para a próxima aula. Pede para pesquisar com a família as figuras da quadrilha que eles sabem sobre a festa junina.

Os alunos formam a fila da mesma maneira que entram e a professora da sala já estava esperando no portão da quadra.

Análise:

Antes de iniciar a aula a professora apresenta um caderno com o planejamento de cada aula dada. Cada planejamento é organizado com objetivo, tema da aula, problematizações sobre o tema e as atividades para desenvolver o tema. Após a aula a professora faz um relatório sobre a mesma.

Foi observado que a professora tem um total domínio sobre a disciplina dos alunos. Contudo, o relacionamento entre os alunos e a professora se apresenta distante.

A estruturação do trabalho pedagógico traça relações entre as aulas e os conhecimentos tratados. No entanto, o debate sobre o conhecimento está baseado no senso comum. Pois, não houve um trabalho de contextualização sobre a origem da festa junina e a importância do cidadão campesino e a preservação de sua dignidade.

A professora relaciona a quadrilha como uma dança realizada na festa junina de cunho folclórico. A aula se torna um espaço de ensaios para apresentações escolares.

Apesar dos esforços da professora em sistematizar o trabalho pedagógico e em tornar as aulas de Educação Física como uma área de conhecimento, a observação da aula nos levou a inferir que as aulas levam a Educação Física, apenas, como um espaço de atividades.

Embora a professora tenha organizado problematizações sobre o tema da aula. Tais problematizações estavam baseadas no senso comum, isenta de qualquer reflexão crítica sobre a temática.

O processo ensino e aprendizagem são reduzidos à repetição de gestos estereotipados e padronizados. Mesmo as problematizações realizadas sobre o tema são induzidas às respostas já estabelecidas pela professora, relacionadas ao conhecimento da professora que se apresenta baseado no senso comum. A professora limita seu mundo de ação e reflexão à aula e ao contexto mais imediato e não percebe os condicionantes estruturais de seu trabalho.

Pode-se verificar que as atuações da professora não são condizentes com o projeto do município e da escola. Apesar de seus esforços em sistematizar e problematizar o conhecimento de suas aulas, estes estão centrados em ações e concepções oriundas da teoria tradicional.

A crítica se constitui numa atitude que norteia a releitura da realidade educativa, sob referências que possibilitam compreender e transformar essa realidade educativa. Transformar a realidade educativa supõe superar práticas exclusivas e reprodutoras no contexto