Ao chegarmos no último subtópico do desenvolvimento deste trabalho, passaremos a nos debruçar sobre a responsabilidade do Estado e das permissionárias, no que concerne à prestação do serviço público de transporte. O tema responsabilidade é de fundamental importância para os administrados, uma vez, que é a partir da responsabilidade que surgem as figuras que poderão serem demandas ou responsabilizadas em possíveis litígios que envolvam o contexto do transporte prestacional público.
Prima facie, é essencial deixar claro que, ao expor o título “a responsabilidade do Estado e das permissionárias”, não se quer dizer que o serviço público de transporte intermunicipal é dividido entre o Estado e as permissionárias prestadoras desse serviço público; pelo contrário, é importante deixar esclarecido que a titularidade é do Estado. Entretanto, poderá ocorrer a
possível delegação dos serviços públicos a particulares, conforme nos revela Marçal Justen Filho100.
Nada obstante, como forma de fundamentar no âmbito da norma jurídica positiva a matéria acima debatida, far-se-á à luz da Constituição Federal de 1988, ao determinar a incumbência do poder público para prestação de serviço público através de permissão ou concessão101.
De início, veremos a responsabilidade das permissionárias, para em seguida verificar as responsabilidades do Estado. As permissionárias que contemplam a prestação do serviço público de transporte intermunicipal potiguar têm asseguradas suas responsabilidades em contratos administrativos102 e no decreto estadual n° 27.045/2017 que versa sobre o Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Rio Grande do Norte.
Nos contratos administrativos denominados como “termo de permissão”, é possível verificar a responsabilidade das permissionárias na cláusula sétima do instrumento pactuado e assinado pelas partes permitente (Estado) e permissionária (pessoa jurídica que realiza a prestação do serviço). Já no decreto estadual nº 27.045/2017103 a responsabilidade da permissionária é visível nos artigos 95 e 97, uma vez que esses dispositivos supramencionados asseguram direitos, deveres e incumbência das permissionárias.
No tocante à responsabilidade do Estado, deve-se entender que podem pairar na responsabilidade administrativa ou na responsabilidade civil. Vejamos o conceito desses dois tipos de responsabilidade estatal à luz dos ensinamentos de Marçal Justen Filho104.
100 O serviço público é uma atividade, o que significa uma atuação permanente, continua e sistemática, cuja
execução exige a organização de esforços humanos e a aplicação de recursos materiais.
A natureza funcional da atividade de serviço público e a indisponibilidade dos direitos fundamentais acarreta usualmente a atribuição da titularidade do serviço público ao Estado. Mas é possível a delegação do serviço público à prestação por particulares. Isso não desnatura a existência de um serviço público, o qual será executado por particulares delegados do Estado.
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de Direito Administrativo. 13ª ed. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2018. p. 633.
101 Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão,
sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em 08 nov 2019.
102 Disponível para análise nos anexos II e III.
103 __________. Decreto n° 27.510/2017 - Altera o Decreto Estadual nº 27.045, de 21 de junho de 2017, que
dispõe sobre o Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Rio Grande do Norte (STIP/RN), e dá outras providências. Disponível em: http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/gac/DOC/DOC000000000165772.PDF. Acesso em 06 dez 2019.
104 JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de Direito Administrativo. 13ª ed. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2018.
A responsabilidade administrativa resulta da submissão do aparato estatal a um dever jurídico-político, derivado diretamente da soberania popular. O exercente do poder político e o titular de competências administrativas são representantes do povo e, por isso, estão submetidos a deveres jurídicos e políticos.
A responsabilidade civil do Estado se traduz no dever de executar prestações destinadas a compensar danos. A manifestação mais usual desse dever consiste no pagamento de quantia certa em dinheiro, a título de indenização por perdas e danos. No entanto, admite-se que, em muitos casos, o pagamento de uma importância em dinheiro não é suficiente ou não é a solução apropriada para compensar os danos. Assim, pode-se cogitar de a responsabilidade civil traduzir-se em obrigações de fazer, tal como a execução específica de obrigações inadimplidas outras soluções atípicas.
Nessa perspectiva, nota-se que a responsabilidade administrativa norteia-se sob a ótica da disposição aos administrados pertinentes a informações e correção de possíveis imperfeições ou lacunas pertinentes ao sistema organizacional do Estado. Por sua vez, a responsabilidade civil surge através dos elementos configuradores, quais sejam: o dano moral o material ocasionado a algum indivíduo, a ação ou omissão que ocasionou o evento danoso e o nexo de causalidade ligado ao dano e a ação.
No que concerne a responsabilidade civil, a Constituição Federal de 1988105 prevê esse instituto expressamente no Art. 37 §6º.
Nada obstante, a responsabilidade estatal não se limita apenas ao dispositivo constitucional supracitado; pelo contrário é estendido às obrigações da permitente, previstas no contrato de permissão106 na cláusula oitava.
Entretanto, o decreto estadual n° 27.045/2017107, regulamenta direitos e deveres, dentre os quais estabelece várias incumbências ao departamento de estradas e rodagens do Rio Grande do Norte – DER/RN no art. 96.
105 Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
[...]
§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em 08 nov 2019.
106 Disponível para análise nos anexos II e III.
107 Art. 96. Incumbe ao DER/RN:
[...]
VI - cumprir e fazer cumprir as disposições regulamentares e contratuais dos serviços concedidos, permitidos ou autorizados;
__________. Decreto n° 27.510/2017 - Altera o Decreto Estadual nº 27.045, de 21 de junho de 2017, que dispõe sobre o Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Rio Grande do Norte (STIP/RN), e dá outras providências. Disponível em: http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/gac/DOC/DOC000000000165772.PDF. Acesso em 06 dez 2019.
Sendo assim, verifica-se que a responsabilidade estatal estende-se desde a Constituição Federal de 1988, passando por decreto estadual, além de compreender também os contratos administrativos que asseguram a permissão para a exploração na prestação do serviço público de transporte intermunicipal no Rio Grande do Norte.
Portanto, conclui-se que a responsabilidade do Estado e das permissionárias prestadoras do serviço público de transporte intermunicipal, encontram-se amparadas e fundamentadas em instrumentos normativos primários e secundários, além de pactos individuais que são representados pelos contratos administrativos que contemplam o termo de permissão.
5 CONCLUSÃO
O desenvolvimento do presente estudo visa concluir, que algumas das garantias dos indivíduos nos contratos de permissão do transporte público intermunicipal do Rio Grande do Norte retrata algumas afrontas aos direitos dos idosos, inobservados pelo Estado, ao celebrar os contratos administrativos de permissão para a exploração de serviços públicos de transporte intermunicipal.
A definição de permissão de serviço público foi abordada na ótica da Constituição Federal de 1988 e da Constituição do Estado do Rio Grande do Norte de 1989, passando por normas infraconstitucionais federais e estaduais, além de decretos estaduais e entendimentos jurisprudenciais e doutrinários.
Com referência a legislação Constitucional, sobre a possibilidade de delegar serviço público através de concessão, permissão ou autorização, conforme determina a Constituição Federal de 1988 e a Constituição do Estado do Rio Grande do Norte de 1989, a determinação vem sendo obedecida pelo Estado.
Já, quando se fala de legislação infraconstitucional, a coisa muda, principalmente no que se refere ao serviço de transporte público alternativo intermunicipal do Estado do Rio Grande do Norte – STPAI/RN, criado pela lei estadual nº 10.506/2016.
O propósito de criação da lei estadual nº 10.506/2016, foi legalizar o serviço de transporte clandestino de passageiros, ou seja, o Estado reconhece como serviço de transporte público alternativo intermunicipal do Estado do Rio Grande do Norte – STPAI/RN, como sendo aqueles deslocamentos intermunicipais realizados através de veículos automotores com capacidade de até seis passageiros.
Para esse tipo de serviço público, criado através da legislação estadual é possível enxergar duas graves violações, a saber:
a) O meio como que o Estado está legalizando o serviço de transporte público alternativo intermunicipal do Estado do Rio Grande do Norte – STPAI/RN, ou seja, hoje é através de autorização para prestação de serviço público, algo contrário a determinação constitucional e infraconstitucional, que assegura o art. 175 da Constituição Federal de 1988 e o art. 112 da Constituição do Estado do Rio Grande do Norte de 1989;
b) Para o serviço de transporte público alternativo intermunicipal do Estado do Rio Grande do Norte – STPAI/RN, existe lacuna sobre a possibilidade de aquisição da gratuidade do transporte público, conforme estabelece o art. 39 do estatuto do idoso, lei federal nº 10.741/2003.
No tocante ao serviço de transporte público alternativo intermunicipal do Estado do Rio Grande do Norte – STPAI/RN, é possível apontar ainda violação ao texto constitucional, uma vez que o legislador Constituinte originário de 1988 assegurou a prestação de serviço público através de permissão ou concessão; jamais através de autorização, como está sendo regulada pelo Estado, conforme prevê o art. 6º da lei estadual nº 10.506/2019.
No que concerne aos contratos de permissão de transporte público intermunicipal vigentes no Estado, pactuados entre permitente e permissionária, foi analisado que os serviços de transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros no Rio Grande do Norte – STIP/RN e do serviço de transporte público alternativo intermunicipal do Estado do Rio Grande do Norte – STPAI/RN, atendem as exigências do decreto estadual nº 27.045/2017, que regulamenta o sistema de transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros do Rio Grande do Norte – STIP/RN.
Todavia, na ótica relacionada a direitos e deveres previstos nos contratos de permissão, é possível concluir que existem lacunas, ao ponto de violarem direitos dos idosos, tais como: a fiscalização da gratuidade dos idosos entre os itinerários, ou seja, o Estado não possui mecanismo fiscalizatório a fim de assegurar o percentual de gratuidade durante todo o deslocamento. Isso pode ser assegurado através das seguintes indagações por exemplo:
a) O idoso garante o seu direito à gratuidade no transporte para viagem que tenha a origem Natal/RN até o destino final que aquela linha intermunicipal irá percorrer. Ocorre que, no decorrer da viagem, esse idoso decide não ir mais até o destino final e realiza a parada em outro ponto anterior. Nesse caso, surge a outro idoso o direito a uma gratuidade daquele ponto até o destino final daquela linha de transporte. O grande problema é que o Estado negligencia isso, ao ponto de não amparar esse direito que por ora surge para outro assegurado;
b) Outro exemplo está relacionado àqueles idosos que residem às margens de uma rodovia, que seja ponto de parada obrigatória para o transporte; sabe-se que, nesses pontos, não existe guinche para retirar a passagem. Nesse caso, também o Estado
não propicia o direito à gratuidade naquele momento, eis que não há como aquele assegurado saber se poderá ou não ter uma possível gratuidade no caminho que irá trilhar dentro daquele transporte intermunicipal de passageiros;
c) Por fim, o último exemplo que recai sobre aquelas cidades interioranas que não possuam terminal rodoviário com guinches de atendimento ao usuário. Nesse caso, mais uma vez aquele assegurado de uma gratuidade na passagem de transporte público estará com o seu direito sendo ceifado por omissão estatal.
Quanto a isso, o Estado poderá exercer o seu poder fiscalizatório e determinar que as permissionárias prestadoras desse serviço público sejam obrigadas a fornecer, em tempo real, a opção de quantas vagas os veículos possuem que abarquem a gratuidade, ou seja, poderia ser criado um aplicativo para dá a devida publicidade aos assegurados desse direito, conferindo assim uma maior eficiência a esse ponto.
Adentrando no campo da responsabilidade dos órgãos de transporte terrestre, conclui- se que a agência nacional de transporte terrestre – ANTT, assegura através da resolução nº 1.692/2006, os procedimentos a serem observados na aplicação do Estatuto do Idoso no âmbito dos serviços de transporte rodoviário interestadual de passageiros.
Por sua vez, o departamento de estradas e rodagens do Rio Grande do Norte – DER/RN, é omisso quanto a isso, não disponibilizando aos administrados, sequer suas portarias ou contratos administrativo, conforme verifica-se acessando a página do endereço eletrônico http://www.der.rn.gov.br, violando assim o princípio da publicidade, previsto no caput do art. 37 da Constituição Federal de 1988 e art. 26 da Constituição do Estado do Rio Grande do Norte de 1989.
Nesse diapasão, conclui-se, que após a análise de contratos administrativos de permissão de serviço público intermunicipal, instrumentos normativos primários e secundários, doutrina, jurisprudência, Constituição Federal e Constituição do Estado do Rio Grande do Norte, verificou-se a ausência de várias lacunas na área de fiscalização do serviço público em apreço, dentre elas, a ausência de aplicativos que informem o destino dos idosos, ao ponto de garantir que entre os itinerários seja resguardada a aplicabilidade do direito à gratuidade propriamente dita, conforme exemplos supramencionados.
Portanto, é possível concluir, ao final deste trabalho acadêmico, que existem várias violações aos indivíduos, em especial ao direito dos idosos, dentro do cenário do serviço público de transporte intermunicipal.
Para reverter esse quadro, torna-se necessária e inadiável a adoção de políticas públicas direcionadas a coibir as lacunas ora descritas, principalmente no que diz respeito a fiscalização para a concessão da gratuidade da passagem durante todo o itinerário, garantindo assim a toda coletividade e não a uma pequena quantidade de assegurados.
Por fim, é preciso coibir isso de uma vez por todas, pois se, para alguns a concessão ou não da gratuidade da passagem não fara a menor falta, infelizmente para outros, isso é o único meio para deslocar-se, em virtude da escassez de recurso e da pobreza que permeia o nosso Brasil.
REFERÊNCIAS
AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTE TERRESTRE – ANTT. Resolução nº 1.692/
2006 – Dispõe sobre procedimentos a serem observados na aplicação do Estatuto do Idoso no âmbito dos serviços de transporte rodoviário interestadual de passageiros, e dá outras providências.mDisponívelmem:ahttps://anttlegis.antt.gov.br/action/ActionDatalegis.php?cod _menu=6619&cod_modulo=161&acao=recuperarTematicasCollapse&aberto=true.aAcesso em 15 jan 2020.
ÁVILA, Humberto. Teoria dos princípios: da definição à aplicação dos princípios
jurídicos. 18. ed. São Paulo: Malheiros, 2018.
BARROSO, Luís Roberto. Curso de direito constitucional contemporâneo: os conceitos
fundamentais e a construção do novo modelo. 8. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019.
__________. A dignidade humana no direito constitucional contemporâneo: a construção
de um conceito jurídico à luz da jurisprudência mundial. Tradução Humberto Laport de
Mello. 4. reimpressão. Belo Horizonte: Fórum, 2016.
BINENBOJM, Gustavo. Uma teoria do direito administrativo: direitos fundamentais,
democracia e constitucionalização. 3ª ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2014.
BULOS, Uadi Lammêgo. Curso de direito constitucional. 11. ed. São Paulo: Saraiva, 2018.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em 08 nov 2019.
__________. Constituição do Estado do Rio Grande do Norte de 1989. Disponível em: http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/gac/doc/DOC000000000051142.PDF. Acesso em 18 nov 2019.
__________. Lei Complementar nº 163/99 – Dispõe sobre a organização do Poder
http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/gac/DOC/DOC000000000067484.PDF. Acesso em 02 dez 2019.
__________. Lei 8987/95 – Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação
de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal, e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8987cons.htm.
Acesso em 18 nov 2019.
__________. Lei nº 9491/97 – Altera procedimentos relativos ao Programa Nacional de
Desestatização, revoga a Lei n° 8.031, de 12 de abril de 1990, e dá outras providências.
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9491.htm. Acesso em 14 jan 2020.
__________. Lei 10.741/03 – Dispõe sobre o Estatuto do Idoso. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm. Acesso em 08 nov 2019.
__________. Lei 10.083/16 – Institui, dentro do sistema de transporte intermunicipal de
passageiros do Estado do Rio Grande do Norte, o transporte público complementar de
passageiros e dá outras providências. Disponível em:
http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/gac/DOC/DOC000000000123326.PDF. Acesso em 23 nov 2019.
__________. Lei nº 10.506/19 - Altera a Lei nº 10.083, de 20 de julho de 2016 e dispõe sobre
o Serviço de Transporte Público Alternativo Intermunicipal e o Serviço Público de Transporte Complementar do Estado do Rio Grande do Norte. Disponível em:
http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/gac/DOC/DOC000000000200083.PDF. Acesso em 04 dez 2019.
__________. Lei 13.460/2017 - Dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos
do usuário dos serviços públicos da administração pública. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13460.htm. Acesso em 17 jan 2020.
__________. Lei nº 13.848/19 - Dispõe sobre a gestão, a organização, o processo decisório
e o controle social das agências reguladoras. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/L13848.htm. Acesso em 14 jan 2020.
__________. Decreto n° 27.045/2017 - Dispõe sobre o Sistema de Transporte Coletivo
Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Rio Grande do Norte (STIP/RN), e dá
outras providências. Disponível em
http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/gac/DOC/DOC000000000152375.PDF. Acesso em 02 dez 2019.
__________. Decreto n° 27.510/2017 - Altera o Decreto Estadual nº 27.045, de 21 de junho
de 2017, que dispõe sobre o Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Rio Grande do Norte (STIP/RN), e dá outras providências. Disponível
em: http://adcon.rn.gov.br/ACERVO/gac/DOC/DOC000000000165772.PDF. Acesso em 06 dez 2019.
__________. Tribunal de Justiça de São Paulo – TJSP. Acórdão em Apelação nº 0036533-
47.2010.8.26.0053. Relator: Desembargador Torres de Carvalho, data de julgamento:
07/10/2018, data de publicação: 07/10/2018, 10ª Câmara de Direito Público. Disponível em: https://oabjuris.legalabs.com.br/process/19ec7ea35caab08615d55c6d1d583667181db9148f9c 9bf8c3aaa41211c79ac7?searchId=a07799e6-bd92-4935-b9b9-bf55db6b78e1. Acesso em 16 nov 2019.
__________. Superior Tribunal de Justiça – STJ. Resp: 757971 RS 2005/0095763 – 2. Relator: Ministro Luiz Fux, data de julgamento: 25/11/2008, data de publicação: 19/12/2008, Primeira Turma. Disponível em: https://stj.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/2351890/recurso-especial- resp-757971-rs-2005-0095763-2/inteiro-teor-100841519?ref=juris-tabs. Acesso em 14 jan 2019.
BRITTO, Carlos Ayres. O humanismo como categoria constitucional. 1. Ed. Belo Horizonte: Fórum, 2016.
BONAVIDES, Paulo. Curso de direito constitucional. 34. ed. São Paulo: Malheiros, 2019.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 21. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.
DIMOULIS, Dimitri; MARTINS, Leonardo. Teoria Geral dos Direitos Fundamentais. 6. ed. São Paulo: Thomson Reuters, 2018.
FRANÇA, Vladimir da Rocha. Invalidação judicial da discricionariedade administrativa:
no regime jurídico-administrativo brasileiro. 1ª. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2000.
__________. Estrutura e motivação do ato administrativo. S. ed. São Paulo: Malheiros, 2007.
__________. Agência Nacional do Petróleo, gás natural e biocombustível – ANP:
comentários à lei nº 9478/97 e ao Decreto nº 2.455/98. s.ed. São Paulo: Atlas, 2015.
GUERRA, Sérgio. Introdução ao direito das agências reguladoras. s.ed. Rio de Janeiro: Freitas Barros, 2004.
GRAU, Eros Roberto. A ordem econômica na Constituição de 1988. 19. ed. São Paulo: Malheiros, 2018.
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de Direito Administrativo. 13ª ed. São Paulo: Thomson Reuters Brasil, 2018.
__________. Teoria geral das concessões de serviço público. s.ed. São Paulo: Dialética, 2003.
KELSEN, Hans. Teoria pura do direito. Tradução João Batista Machado. 8ª. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.
__________. Teoria geral do direito e do Estado. Tradução Luís Carlos Borges. 5ª. ed. São Paulo: Martins Fontes, s.d.
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 42. ed. São Paulo: Malheiros, 2016.
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Serviço público e concessão de serviço público. s.ed. São Paulo: Malheiros, 2017.
__________. Curso de direito administrativo. 26. ed. São Paulo: Malheiros, 2009.
ROCHA, Cármen Lúcia Antunes. Estudo sobre concessão e permissão de serviço público
no direito brasileiro. s.ed. São Paulo: Saraiva, 1996.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICAS – IBGE. Área territorial
brasileira. Rio de Janeiro: IBGE, 2018. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-
ANEXO I
EMENTA
TRANSPORTE INTERMUNICIPAL. Leme. Linha suburbana intermunicipal. Cessão particular da permissão, sem autorização da ARTESP. Processo administrativo. Retomada cautelar. DE nº 29.913/89. – 1. Permissão. Transporte intermunicipal. DE nº 29.913/89. O DE nº 36.780/60 foi revogado pelo DE nº 29.913/89 (art. 2º), que passou a disciplinar o serviço