Foto 9 – Sala de Aula no CDP – III
2.3 DESMATAMENTO AMBIENTAL
2.6.2 A responsabilidade do estado, (Lei de execução Penal)
Segundo a Lei de execução Penal a Lei nº 7.210, DE 11 DE JULHO DE 1984 com Decretos em 2007 e 2011 Decreto nº 6.049, de 2007 e Decreto nº 7.627, de 2011. Em seu Art. 1º que diz:
“A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado.”
Bem como no CAPÍTULO II SEÇÃO V Da Assistência Educacional
Art. 17. A assistência educacional compreenderá a instrução escolar e a formação profissional do preso e do internado.
Art. 18. O ensino de 1º grau será obrigatório, integrando-se no sistema escolar da Unidade Federativa.
Art. 18-A. O ensino médio, regular ou supletivo, com formação geral ou educação profissional de nível médio, será implantado nos presídios, em obediência ao preceito constitucional de sua universalização. (Incluído pela Lei nº 13.163, de 2015)
§ 1o O ensino ministrado aos presos e presas integrar-se-á ao sistema estadual
e municipal de ensino e será mantido, administrativa e financeiramente, com o apoio da União, não só com os recursos destinados à educação, mas pelo sistema estadual de justiça ou administração penitenciária. (Incluído pela Lei nº 13.163, de 2015)
§ 2o Os sistemas de ensino oferecerão aos presos e às presas cursos
§ 3o A União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal incluirão em seus
programas de educação à distância e de utilização de novas tecnologias de ensino, o atendimento aos presos e às presas. (Incluído pela Lei nº 13.163, de 2015)
Art.19. O ensino profissional será ministrado em nível de iniciação ou de aperfeiçoamento técnico.
Parágrafo único. A mulher condenada terá ensino profissional adequado à sua condição.
Art. 20. As atividades educacionais podem ser objeto de convênio com entidades públicas ou particulares, que instalem escolas ou ofereçam cursos especializados.
Art. 21. Em atendimento às condições locais, dotar-se-á cada estabelecimento de uma biblioteca, para uso de todas as categorias de reclusos, provida de livros instrutivos, recreativos e didáticos.
E ainda em seu artigo 87: Da Penitenciária
Art. 87. A penitenciária destina-se ao condenado à pena de reclusão, em regime fechado.
Parágrafo único. A União Federal, os Estados, o Distrito Federal e os Territórios poderão construir Penitenciárias destinadas, exclusivamente, aos presos provisórios e condenados que estejam em regime fechado, sujeitos ao regime disciplinar diferenciado, nos termos do art. 52 desta Lei. (Incluído pela Lei nº 10.792, de 2003)
Art. 88. O condenado será alojado em cela individual que conterá dormitório, aparelho sanitário e lavatório.
Parágrafo único. São requisitos básicos da unidade celular:
a) salubridade do ambiente pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequado à existência humana;
b) área mínima de 6,00m2 (seis metros quadrados).
Art. 90. A penitenciária de homens será construída, em local afastado do centro urbano, à distância que não restrinja a visitação.
É importante salientar que esta Lei foi ampara pela Lei nº13.163, de 2015 que institui além dos ditames básicos:
“Art. 18-A. O ensino médio, regular ou supletivo, com formação geral ou educação profissional de nível médio, será implantado nos presídios, em obediência ao preceito constitucional de sua universalização.
§ 1o O ensino ministrado aos presos e presas integrar-se-á ao sistema
estadual e municipal de ensino e será mantido, administrativa e financeiramente, com o apoio da União, não só com os recursos destinados à educação, mas pelo sistema estadual de justiça ou administração penitenciária.
§ 2o Os sistemas de ensino oferecerão aos presos e às presas cursos
supletivos de educação de jovens e adultos.
§ 3o A União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal incluirão em
seus programas de educação à distância e de utilização de novas tecnologias de ensino, o atendimento aos presos e às presas. ”
“Art. 21-A. O censo penitenciário deverá apurar: I - o nível de escolaridade dos presos e das presas;
II - a existência de cursos nos níveis fundamental e médio e o número de presos e presas atendidos;
III - a implementação de cursos profissionais em nível de iniciação ou aperfeiçoamento técnico e o número de presos e presas atendidos;
IV - a existência de bibliotecas e as condições de seu acervo;
V - outros dados relevantes para o aprimoramento educacional de presos e presas. ”
Fonte: www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7210.htm
Onde o que se observa é justamente que o estado no caso cita-se São Paulo não consegue se quer garantir o direito ao ambiente salubre de espaço com os 6 m2 de área espacial dentro da cela devido as “super” lotações, nesse aspecto é
louvável conseguir-se com estudos como este provocar uma mudança comportamental ao que se deseja, uma vez que este reeducando terá de ter uma sobre vontade para mudar já que o meio em que está não lhe é favorável.
Ao esmiuçar mais este tema, ou seja, o da Lei de Execução Penal que em sua criação na década de 80 foi tida como vanguarda, mas hoje em dia não tem funcionalidade desejada em teoria a pena serve para que o interno pague suas
dívidas com a sociedade e se regenere e possa ser devolvido ao convívio social e continue sua vida como cidadão e não na marginalidade.
Ao se observar a situação:
O homem no sentido de civilização; é um ser social, pois convive em grupos. Em virtude disso, originaram-se as normas de conduta para disciplinar comportamento, fazendo com que todos pudessem conviver bem e se preservar os bens mais preciosos da tida sociedade e assim mantinha-se a ordem pública. Nesse contexto, surge também à pena, responsável por punir aqueles que violassem as normas impostas, incluindo-se aqui aquelas de caráter penal. Logo anteriormente as penas foram degradantes, meramente punitivas, só valiam os castigos, com o surgimento dos direitos humanos trouxe-se a questão fundamental onde percebeu- se a finalidade da pena. Para melhor enxergar a mudança nas teorias que buscam explicar qual o propósito da pena, segue-se com:
a) Teoria Absoluta ou Retribucionista; b) Teoria Preventiva ou Utilitarista e c) Teoria Mista ou Unificadora.
A Teoria Absoluta vê a pena como um fim em si mesmo, ou seja, busca retribuir ao condenado o mal que praticara. Em contrapartida, a Teoria Preventiva visa a prevenção dos delitos, seja uma prevenção geral ou especial. A prevenção geral idealiza a pena como instrumento capaz de evitar o cometimento de delitos pelos cidadãos em geral, em virtude da intimidação causada pela pena e do fortalecimento na fé punitiva da lei. Na prevenção especial, por sua vez, direciona-se ao infrator, atuando preventivamente para que ele sofra as consequências da pena e não volte a transgredir ou delinquir.
Já a Teoria Unificadora, é a junção do que se tem de melhor nas teorias anteriores, acrescentado a elas um senso de justiça social. Conforme Queiroz (2001, apud MIR PUIG)
A pena é conceitualmente uma retribuição jurídica [...], que somente se justifica se e enquanto necessária à proteção da sociedade, vale dizer é uma retribuição a serviço da prevenção feral e/ou especial de futuros delitos.
A última teoria foi escolhida pelo Sistema Penal Brasileiro, através do artigo 59, caput, do Código Penal nos seguintes termos:
Art. 59 – O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e consequências do crime,
bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime.
Não obstante a positivação da Teoria Mista em nossa legislação e na sua adoção pela doutrina e jurisprudência, o que se verifica, na prática, é a ausência do caráter de prevenção da pena em nossa sociedade. Segundo Assis (2007):
Embora não haja números oficiais, calcula-se que, no Brasil, em média, 90% dos ex- detentos que retornaram à sociedade voltam a delinquir, e consequentemente, acabam retornando à prisão. Essa realidade é um reflexo direto do tratamento e das condições a que o condenado foi submetido no ambiente prisional, durante o seu encarceramento, além do sentimento de rejeição e de indiferença sob o qual ele é tratado pela sociedade e pelo próprio Estado ao readquirir sua liberdade. O estigma de ex-detento e seu total desamparo pelas autoridades fazem com que o egresso do sistema carcerário se torne marginalizados no meio social, o que acaba levando-o de volta ao mundo do crime, por falta de melhores opções.