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A Rua da Alegria 2 | Cinema da Alegria

4 EXPERIMENTOS | A cidade, laboratório de experimentação

4.2 A Rua da Alegria

4.2.2 A Rua da Alegria 2 | Cinema da Alegria

DESCRIÇÃO

O Cinema da Alegria foi uma intervenção de montagem de um cinema de rua, que aconteceu no dia 14 de maio de 2016, motivada pela solicitação dos moradores de fazermos mais atividades na rua.

OBJETIVOS

Objetivo Geral

Articular os moradores da Rua da Alegria e vizinhança para montagem e execução de um cinema ao ar livre.

Objetivos Específicos

 Consolidar a ideia do convívio social na Rua da Alegria;

 Estimular as relações de troca e ajuda mútua na vizinhança;

 Conseguir através de troca, empréstimos e doações realizar uma atividade coletiva;

 Estimular a construção de capacidade organizacional comunitária;

 Promover atividades que semeiem nas crianças o ser coletivo.

SÍNTESE DO PROCESSO (ETAPAS)

A partir da provocação de alguns moradores da Rua da Alegria agradecendo as atividades anteriores e perguntando quando seria realizado outra ação motivou pensar em algo muito simples que pudesse responder a essa solicitação e ao mesmo tempo servir de experimento para a pesquisa.

O desafio dessa ação deixava de ser apenas estar desvinculado de instituições mas também encontrar algo muito simples que pudesse ser desenvolvido e estimulada a execução com a ajuda dos moradores. Com isso em mente e com a maior facilidade de aproximar os adultos das ações através das crianças, foi pensado a realização do cinema na rua.

A metodologia adotada para realizar essa ação partiu de táticas de dar autonomia a terceiros e assim desenvolver algumas atividades listadas como essenciais para a intervenção.

A partir das macro atividades elencadas: infraestrutura, divulgação e curadoria dos filmes, foi possível delegar funções para quem se mostrava interessado com a proposta e em pouco tempo viabilizá-la.

 Elaboração e confecção de convites;

 Divulgação e distribuição dos convites de porta em porta e através de conversa na rua, realizado por crianças moradoras da Rua da Alegria;

 Empréstimo de projetor e telão conseguido com vizinho e com simpatizante do projeto, respectivamente;

 Liberação do diretor do filme O Menino e o Mundo para projeção conseguido por moradora vizinha a Rua da Alegria;

 Pipocas e bebidas doadas por simpatizantes do projeto;

Produção de tela de silkscreen para pintura de camisas durante a sessão.

Dessa forma no dia 14 de maio a exibição aconteceu agregando vários moradores e simpatizantes do projeto e de cineclubes, com duas sessões: a primeira, das 19:00 às 20:30, com o filme O Menino e o Mundo; e a segunda, das 20:30 às 22:00, aberta para moradores trazerem filmes e juntos escolhermos o que assistir. Na sessão aberta foi passado o filme Ondé estará a norma?, que conta a história do artista e poeta marginal Miró da Muribeca, atualmente morador da Rua da Alegria. Nela contamos com a presença do mesmo que esteve presente na Semana da Alegria recitando suas poesias com suas performances.

PARTICIPANTES

Por se tratar de uma ação muito simples, e quase custo zero, a participação foi surgindo com a necessidade a partir da provocação inicial, lançada por alguns moradores, de realizarmos mais atividades na rua.

Participaram diretamente da organização: algumas crianças e adolescentes com a coleta de filmes e divulgação boca-a-boca e distribuindo convites pelas casas; casal de cineastas

vizinhos com o empréstimo do projetor; alguns simpatizantes da primeira ação da Semana da Alegria, com doação de pipocas, bebidas e empréstimo de telão para a sessão; morador com a produção de uma tela de silkscreen para pintura de camisas durante a sessão; e alguns moradores em geral com a arrumação do espaço para a sessão.

Indiretamente a ação atingiu alguns outros moradores e alguns grupos de simpatizantes do processo e resultados da Semana da Alegria, que participaram exclusivamente da sessão.

PRODUTOS

Diferente dos outros experimentos com vários mobiliários e artefatos produzidos o Cinema da Alegria focou em realizar uma sessão de cinema na rua de forma a atrair a participação dos moradores, em especial crianças. Para isso acontecer mais do que produzir foi essencial articular as pessoas para conseguir viabilizar o evento com doações e empréstimos: de projetor, de telão, de filmes, de pipocas para as crianças e alguns componentes básicos para criar uma cenografia atrativa na rua.

Convite Manifesto

Para iniciar a intervenção foram elaborados e confeccionados convites (Figura 4.76), utilizando a técnica de produção de fanzines de guerrilha, artesanalmente com desenho a mão e fotocópias para depois dobrar e entregar nas casas.

Figura 4.76 Convite para o Cinema da Alegria.

Cinema da Alegria

Como produto a composição de um cinema de rua foi o foco desse experimento. Aproveitar um trecho da calçada estigmatizado como lugar de acúmulo de lixo e mato pelos moradores da rua para causar a reflexão sobre o significado que atribuímos para cada lugar e que

pequenos gestos/atitudes podem transformar a percepção possibilitando o estímulo de novos usos para os espaços subjetivamente caracterizados como marginais.

A composição de arquibancada, esteiras no chão, telão, projetor, filmes, pipocas e vários moradores configuraram a intervenção efêmera do Cinema da Alegria.

Tabela 4.8 Ficha de catalogação do Cinema da Alegria. EXPERIMENTO no 5 TÍTULO IMAGEM

Cinema da Alegria

FACILITADORES André Moraes PERÍODO 14 de maio de 2016 DESCRIÇÃO OBJETIVOS

O Cinema da Alegria foi uma intervenção de montagem de um cinema de rua, que aconteceu no dia 14 de maio de 2016, motivada pela solicitação dos moradores de fazermos mais atividades na rua.

Articular os moradores da Rua da Alegria e vizinhança para montagem e execução de um cinema ao ar livre.

Objetivos Específicos

 Consolidar a ideia do convívio social na Rua da Alegria;

 Estimular as relações de troca e ajuda mútua na vizinhança;

 Conseguir através de troca, empréstimos e doações realizar uma atividade coletiva;  Estimular a construção de capacidade

organizacional comunitária;

 Promover atividades que semeiem nas crianças o ser coletivo.

(8) PRODUTOS 1 Convite Manifesto Convite elaborado e confeccionado utilizando a técnica de produção de fanzines de guerrilha, artesanalmente com desenho a mão e

fotocópias para depois dobrar e entregar nas casas.

2 Cinema na rua

A composição de

arquibancada, esteiras no chão, telão, projetor, filmes, pipocas e vários moradores configuraram a intervenção efêmera do Cinema da Alegria.

CATEGORIAS DE ANÁLISE DIAGRAMA COMENTÁRIOS (1) VISÃO

-

Solicitação dos moradores para organização do experimento.

Abordagem Iterativa (X) Estimula mudanças (X)

(2) CONTEXTO Autonomia dos moradores para contribuirem para

a montagem do cinema.

Soluções locais (X) Desafio do planejamento local (X)

(3) AGILIDADE 5 dias de organização e divulgação e 1 dia de

experimento.

Compromisso de curto prazo (X) Expectativas realistas (X)

(4) VALOR Custo zero. Doação e empréstimo de toda

infraestrutura e das comidas e bebidas.

Baixo risco (X) Maiores recompensas (X)

(5) PROCEDIMENTO Cinema realizado em todas as etapas na rua.

Uso da cidade como laboratório de experimentação (X)

(6) LEGALIDADE Intervenção não sancionada mas articulada com

vários moradores da Rua da Alegria.

Sancionada ( ) Semi-sancionada ( ) Não sancionada (X)

(7) COMUNIDADE 10 participantes diretos na organização e 30

indiretos tendo vindo apenas para as sessões de cinema.

Desenvolvimento de capital social (X) Envolvimento total dos moradores na solicitação

da intervenção efêmera. Na montagem e desmontagem do cinema. Tendo participado indiretamente também grupos interessados em cineclubes, particpantes de outros experimentos.

Construção de capacidade organizacional (X) Fortalecimento da identidade local (X)