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A TRAJETÓRIA CONSCIENTE DE UMA APRENDIZAGEM

A educação contemporânea não se processa de uma única maneira, portanto, ensinar comporta planejar, organizar, sistematizar, socializar e primordialmente conduzir o educando à elaboração e partilha de saberes. Esse desempenho vislumbra uma cultura que traga à tona a realidade na qual o estudante está inserido, como ponto vital de integração com o mundo.

Observou-se que os temas escolhidos da RDC Superinteressante possibilitaram a investigação de 81 elementos químicos na ótica da abordagem CTS, a qual concebe uma aprendizagem interdisciplinar enquanto uma proposta desafiadora e rica em experiências com ênfase no ensinar e aprender estruturado na colaboração das relações coletivas.

Na contextura das atividades efetivadas, registraram-se e destacaram-se algumas considerações, como a explanação da equipe 1 formada pelos alunos A3, A19 e A20.

A19 comentou: “Os elementos químicos que o artigo traz são o tantálio, chumbo, prata, antimônio, ouro, urânio, níquel, platina, índio, cobre, estanho e lítio, e eles estão em extinção pelo uso abusivo da sociedade”.

A3 prosseguiu: “Temos tantas preocupações pessoais que estamos esquecendo que os minérios da Terra estão acabando; as reservas vão acabar em 20 ou 30 anos. Como ficaremos sem energia elétrica?”.

A20 questionou: “Como iremos ficar sem carro? A platina entrará em extinção em apenas 42 anos. Por todas essas informações, entendemos que a aprendizagem foi de grande valor, estamos preocupados com tudo isso”.

A19 enfatizou: “Vejam que várias tecnologias não serão mais viáveis. Com urgência devemos consumir menos e reciclar muito mais”.

A3 retomou a palavra: “Seremos afetados por tudo isso, nosso dia a dia irá mudar totalmente”.

Dos comentários tecidos, podemos observar que a equipe desconhecia muitas das informações, tanto a respeito dos minérios que compõem a Terra e, de forma mais especifica, quanto dos elementos químicos citados no artigo "A próxima grande extinção" (GARATTONI, 2009).

A preocupação com a ausência do bem-estar pessoal e coletivo, citada pela possível extinção da energia elétrica e do carro, demonstra a falta de preparo de alguns segmentos da sociedade diante de mutações, consideradas radicais, as quais venham desestabilizar o ritmo atual dos acontecimentos, sendo uma ameaça ao bem-estar da população, gerando um imenso desconforto.

Na partilha do pensamento, é importante, segundo Batista e Salvi (2006), ofertar possibilidades de construir o saber junto com o aluno, respeitando suas concepções prévias e, com base nesse eixo, prepará-lo para o panorama da modernidade em crise.

Porquanto, notou-se o fato do sensibilizar à uma aprendizagem mais crítica, quando da apresentação do texto sobre as implicações CTS, o qual consta do Guia Didático, pois, fez o grupo refletir, como se observa no registro da produção técnica: “precisamos pensar em nossas ações para que não nos arrependamos depois!”.

No tocante à equipe 2 formada pelos educandos A11, A12 e A13 , que apresentou o artigo "A tabela periódica da sustentabilidade" (SCHNEIDER, 2008), constando do Guia Didático, A13 iniciou dizendo: “Sem os elementos químicos a gente não sobreviveria”.

A12: “Eu não sabia sobre essa tabela com 89 países poluidores, é curioso”. A11 completou: “Tem muitos países que poluem, fazem mal ao planeta”. A13 alertou: “A Química é usada para muitas coisas boas, mas também para coisas muito ruins”.

A12 voltou a falar: “Nosso grupo viu que, por meio do conhecimento da abordagem CTS, nós podemos mudar muitas coisas para melhor”.

A11 ratificou: “Elaborar trabalhos junto à comunidade, para conscientizar, sobre as informações que aprendemos”.

A13 proferiu: “Ensinar que existem muitas leituras e pesquisas que falam sobre os problemas ambientais no mundo todo”.

Nessa equipe também foi perceptível o desconhecimento sobre tópicos aprofundados que revelam quais são os países que mais poluem e principalmente a razão para a ocorrência do fato, sendo evidente a necessidade de maior entrosamento entre as ementas curriculares.

Embora não tenham deixado claro quais seriam os procedimentos do grupo para evitar os problemas ambientais, é notório o despertar dos estudantes em relação às viabilidades em buscar caminhos que reflitam atitudes que contribuam para melhorar as preocupantes situações globais. Nas entrelinhas desses questionamentos estabelece-se o paradigma da modernidade. Como aponta Chaves (2007), a instituição escolar deve repensar e organizar os saberes legitimados e condizentes que ocupam os espaços escolares.

Destaca-se que a equipe registrou a iniciativa em procurar conscientizar as pessoas sobre o conhecimento adquirido em sala de aula, iniciando, então, um empenho socializador em seu entorno.

A equipe 3 formada pelos alunos A1, A2 e A18 explanou sobre texto "Os elementos da morte" (NOGUEIRA, 2005), inserido no Guia Didático.

A1 começou:

Lá no princípio do artigo que estudamos, diz o provérbio, que os piores venenos, assim como os melhores perfumes, vêm nos menores frascos. Isso nem sempre é verdadeiro, pois alguns dos venenos mais mortais podem vir em uma pilha, em um termômetro ou num brinquedo qualquer. Então, coisas assim comuns, que a gente tem dentro de casa, podem provocar coisas que a gente nem imagina. Por exemplo, com o uso do mercúrio, uma dose de 200 miligramas de mercúrio pode ser letal para um ser humano, e pensar que antes o mercúrio era usado como remédio contra sífilis. Então, um veneno aí junto e a gente tem isso no nosso dia a dia, por isso é interessante fazer esse tipo de trabalho, para saber o que compõe cada coisa que a gente tem no nosso cotidiano, pois, assim como existe a Química para benefícios, também existe para malefícios, para destruição. Na minha opinião, a Química serve mais para benefícios, pois aí depende de como o ser humano vai manipular essa Química.

É assim, também como a gente viu nos trabalhos e nas apresentações, tem os pesquisadores, cientistas, tipo, eles se matam para pesquisar, procurar, fazer e acontecer, e muita gente não dá valor, dizem que a Química só serve para o mal, para a bomba atômica. A gente tem que ver e estudar mais a fundo, e saber que não é só isso, assim como tem o lado ruim, tem o bom também. A gente pode perceber que no mínimo detalhe pode estar escondido o perigo. É bom a gente saber, conhecer, buscar, antes de julgar. Sobre os brinquedos, como fala nosso artigo, é uma brincadeira, uma coisa simples, que diverte, mas, mal usado e sem a supervisão de adultos, pode ocorrer e acabar em uma fatalidade. Por isso tem que buscar, conhecer e ir atrás das informações.

Finalizando a exposição, A18 expôs:

É como falou A2 nem tudo que a gente pensa sobre Ciência e Tecnologia é só malefício, não é não; a gente tem que conhecer realmente, porque muitas das coisas que foi estudado, eu aposto, que a maioria de nós não sabia. Quem realmente se interessou pelo trabalho fez com gosto e aprendeu, muitas vezes foi cansativo, mas a vontade de fazer, aprofundar melhor os temas, tudo isso foi muito bom! Vejam a Química, a gente respira como no caso do próprio oxigênio e vários outros compostos a nossa volta; como já disse, é interessante você estudar para aprender, falar das coisas com nexo.

No desenvolvimento das atividades propostas, a equipe 3, por meio de seus integrantes, provou com um raciocínio convincente, composto por um diferencial muito significativo, no que respeita aos demais grupos, levando-nos a entender que, segundo Freire (1996, p. 35), "é próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas o cronológico”.

Estabeleceram-se com o grupo múltiplos segmentos, como um grau de maturidade durante os relatos, o compromisso com o ato de estudar e aprofundar os temas em questão, o discernimento sobre as situações do cotidiano químico na sociedade, o destaque referente aos fatores positivos e/ou negativos da ciência e da tecnologia, sobretudo a responsabilidade de que, ao compartilhar informações, é primordial que estas tenham fundamentação e cientificidade.

Os estudos sobre o artigo "A fórmula do corpo humano" (ALDRIDGE; LUCÍRIO, 1996), inserido no Guia Didático, foram explanados pela equipe 4 formada pelos participantes A8, A9 e A10.

A8 iniciou:

Os elementos que compõem o corpo humano são vários, mas, segundo o artigo, são 17 que regulam todo o processo da vida, como flúor, potássio, sódio, cobre, cálcio, selênio, manganês, molibdênio, ferro, zinco, iodo,

fósforo, magnésio, cobalto, cromo, enxofre e cloro. Eu particularmente não tinha todas essas informações.

Na sequência A9 explicitou:

A Química está relacionada a tudo, muito junto com a Ciência, Tecnologia e Sociedade, traz benefícios como saúde, bem-estar, conforto, mas, como outros colegas já falaram, a má utilização de tudo isso pode trazer muitos problemas e prejuízos à vida hoje, principalmente os danos ambientais. Adicionando informações A10 proferiu: “Penso que tudo o que acontece dentro do ser humano e ao nosso redor está ligado com a Química, pois são átomos, elementos químicos, e esta Química está intimamente ligada ao enfoque CTS”.

A8, então, complementou:

Nosso artigo está dentro da CTS porque foi através da Ciência e da Tecnologia que muitos cientistas descobriram os elementos químicos. A partir de agora, nós também temos mais responsabilidade em divulgar a Química e o enfoque CTS, explicando para as pessoas os benefícios de tudo isso, mas principalmente alertando sobre perigos e prejuízos que podem fazer parte da nossa vida.

A percepção dessa equipe foi caracterizada no comprometimento em também repassar os ensinamentos aprendidos, mediante o entendimento da composição do corpo humano e na associação de como os átomos de um mesmo número atômico, formam uma classe de elementos químicos.

Cada vez mais, se faz necessário que os jovens entendam que a Ciência é incerta e que não é pronta e acabada, que traz contradições que merecem ser refletidas e questionadas.

Nesse sentido, Batista e Salvi (2006, p. 152) enfatizam que:

O desafio da complexidade que a pós-modernidade coloca exige uma confrontação com os paradoxos da ordem/desordem, da parte/todo, do singular/geral. Há nesse aspecto, a necessidade de incorporar o acaso e o particular como componentes da análise científica, admitindo a temporalidade no fenômeno que mistura a natureza singular e evolutiva do mundo à sua própria, que é factual e acidental. Esse é o paradigma reivindicado pelo movimento pós-moderno, que epistemologicamente supera os limites do determinismo e da simplificação e incorpora acaso, probabilidade e incerteza como parâmetros necessários à compreensão da realidade.

Sendo assim, o ato educativo é edificado por meio da relação dinâmica entre o docente que respeita o cabedal de experiências e conhecimentos prévios que o discente apresenta nos diálogos interdisciplinares, formando um panorama enriquecedor para a mediatização do conhecimento científico.

Confirma-se, também, que as questões relativas aos danos ambientais, outra vez, são citadas, o que mostra que os educandos, em sua maioria, abordam sempre os mesmos quesitos. Isso repercute na prioridade de que os docentes estejam direcionando o ensino e a aprendizagem para os demais problemas sociais, tais como as dependências químicas lícitas e ilícitas, a polêmica sobre os transgênicos, os efeitos dos anabolizantes e tantos outros segmentos sociais que carecem de debates e ampliação no horizonte de análise, reflexão, conhecimento e atuação.

Os participantes revelaram a formação de novas opiniões que vão influenciar nos rumos futuros do patamar social e cultural da vida cotidiana.

Os educandos da equipe 5 representados pelos alunos A5, A16 e A17, foram responsáveis pelo artigo "Os construtores de átomos" (VENTUROLI, 1994), explícito no Guia Didático, verbalizaram suas ideias.

A5 começou: “A Química não é uma ciência muito antiga, mas está em nossa vida em muitas coisas que nem percebemos”.

A16: “É, a sociedade constrói a ciência e a tecnologia, e estas constroem a sociedade”.

A17: “Como diz no texto que escrevemos sobre CTS, todo esse desenvolvimento tecnológico surgiu das necessidades humanas, mas nem sempre são mesmo necessidades, muitas vezes são futilidades que geram consumo excessivo”.

A5 completou o pensamento: “Alimentando o capitalismo”.

A17 finaliza: “Por este motivo, nós temos que tentar solucionar algumas coisas, é importante que nosso planeta seja um lugar agradável para viver”.

Nessa ótica, a comunicação da equipe expressa a interdependência entre sociedade, ciência e tecnologia, denotando as atitudes reais do mundo em que vivemos, o qual é disposto por momentos sociais ora justos ora injustos.

Também é compreensível que, para o grupo, ainda haja algumas dificuldades para perceber a amplitude dos segmentos químicos, além da ausência

no esclarecimento sobre quais são as diretrizes concretas para melhorar a qualidade de vida no planeta.

Isso situa a prioridade em trabalhar com mais afinco em sala de aula, com conhecimentos do cotidiano interligados com temas curriculares, de forma a edificar uma ponte interdisciplinar, para que seja possível formarmos cidadãos mais críticos e conhecedores do seu entorno.

Conforme Gibbons et al. (1997), a interdisciplinaridade representa um movimento que articula novas formas de organização dos saberes vinculados para um novo sistema de produção, propagação e troca de experiências no processo histórico da educação, o que traz resultados enriquecedores na aquisição de outras formas de saber e conceber comunicação e aprendizagem.

A equipe 6, composta pelos alunos A6, A14 e A15, tratou do artigo "De que somos feitos" (CANDIDO, 2004), também incluído no Guia Didático.

A14 fez uma analogia com as pesquisas realizadas e comentou: “Na Química, se usarmos maus ingredientes, vamos causar muitos malefícios às pessoas”.

A15 enfatizou: “Os cientistas, químicos, todos esses caras, fazem altas pesquisas, porém o descobrimento de um elemento químico pode ser útil para coisas muito boas e outras muito ruins”.

A6 manifestou-se: “Gosto de pensar que nossa receita para um mundo bem melhor está nos ingredientes como amor, carinho, fraternidade, responsabilidade e alegria para todos”.

A14 interagiu: “Nossa receita precisa ser aceita por muita gente, então, queremos essas pessoas nos ajudando para que dê tudo certo”.

A15 completou: “Tudo isso exige muito estudo, temos muitas dúvidas, mas temos boa vontade em acertar”.

Essa etapa foi figurada pelos aportes do humanismo, tal como a preocupação de que os delineamentos dos participantes fossem aceitos pelos demais, como construção de estratégias para o pleno desenvolvimento do trabalho coletivo.

Entretanto é essencial indicar para os estudantes que no âmbito social, tecnológico, científico, político, econômico e cultural nem sempre as ideias serão aceitas, pois em qualquer situação do cotidiano há "prós" e "contras". Para Demo (1990, p. 48):

[...] esta discussão pode mostrar o quanto a pesquisa é fundamental para descobrir e criar. É o processo de pesquisa que, na descoberta, questionando o valor vigente, acerta relações novas no dado e estabelece conhecimentos novos. É a pesquisa que, na criação, questionando a situação vigente, sugere, pede, força o surgimento de alternativas.

Por tal razão, é de grande valia preparar os educandos para a adaptabilidade de suas ações e pensamentos, entendendo que cada pessoa tem valores próprios e a modificação destes é inerente do ser humano, tendo-se em conta o livre-arbítrio.

O último artigo do Guia Didático, "Filhos dos astros, netos do Big Bang" (STEINER, 1998), trouxe esclarecimentos na ordem da bagagem científica, por meio da equipe 7 representada pelos discentes A4, A7 e A21.

A4 proferiu: “Para haver ciência, é preciso tecnologia e, a partir disso, passar essas informações para a sociedade, mas isso nem sempre acontece; a teoria do Big Bang, pura química, traz essas informações de forma bem clara”.

A7: “Comecei a pesquisar mais e descobri que existe um planeta que os astrônomos dizem que é feito de diamante, então é composto basicamente de carbono”.

A21 acrescentou: “Estudos falam que é provável que lá tenha oxigênio e então, tudo isso é Química do dia a dia para nós! Também, o estudo sobre os buracos negros era desconhecido para nosso grupo”.

Depois de uma semibreve pausa, A21 voltou a falar: “Conversamos com amigos e pessoas da família, a maioria não sabia nada a respeito do Big Bang".

A4 novamente pediu a palavra e realçou: “Somos parte da sociedade que produz tecnologia. E se somos filhos dos astros e netos do Big Bang, nós ainda temos muito por fazer, melhorar várias coisas em nossas vidas e na vida dos outros”.

As falas demonstram um reconhecimento do papel dos elementos químicos nas atividades que foram propostas. Também é relevante o fato de que os educandos dialogaram com outras pessoas a respeito do estudo que estavam fazendo, demonstrando interesse em coletar e analisar demais opiniões.

Apesar também de esse grupo identificar a necessidade de trabalhar em prol da melhoria da ciência e da tecnologia, ratifica-se que as metas pormenorizadas a respeito disso ainda não ficaram totalmente estabelecidas no patamar da praticidade das ações, fator que poderá ser aprimorado no transcorrer do ensino médio, visto que a proposta inicial incitou um primeiro momento de reflexões por parte do grupo.

Esses posicionamentos ficam ancorados em Oaigen (1996), quando faz menção de que é a busca das ações que possibilita o crescimento do homem, por interferência de um caminho a ser trilhado e edificado a seu tempo.

Diante do exposto e por meio da riqueza dos relatos dos participantes do estudo, é possível perceber que o educando, quando estimulado a novas propostas de aprendizagem, responde afirmativamente, dando importante parcela de contribuição para que a sala de aula se transforme num ambiente produtivo, real, agradável, enriquecedor e sobremodo renovador a cada percurso que se constrói na aprendizagem efetiva e significativa, condutora da autorrealização do docente que traz no âmago o empenho e a perseverança de estabelecer parcerias diariamente, para escrever a história do ato educativo no ensino de Química.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante a realização deste estudo, verificou-se por meio da trajetória descrita, que houve mutações significativas no entorno do espaço pedagógico, representado pela concretude dos fatos cotidianos que compuseram o ensinar e aprender no mosaico do ato educativo.

No desenvolvimento das atividades previstas, foram identificadas as etapas evolutivas das concepções dos educandos sobre a importância das relações sociais da ciência e da tecnologia, visto que é por meio da edificação do conhecimento científico que podemos estabelecer parâmetros que delimitam a relevância do educando que busca juntamente com seu professor formar conceitos atuais e contemporâneos sobre o ensino de Química.

Neste rol de atitudes participativas, foram estabelecidas metas que conduziram as múltiplas experiências integradoras de informações que pari passu se transformaram em conhecimento social e cultural, como eixo norteador para a interpretação e entendimento das pesquisas efetivadas em Revistas de Divulgação Científica. Conduzindo o aluno a reflexões e socializações mais conscientes da responsabilidade do cidadão crítico e proativo, sobremaneira, tratando-se do estudo dos elementos químicos e suas implicações sociais.

No roteiro desta aprendizagem crítica, vale deixar registrados alguns depoimentos, como forma de corroborar as considerações que se apresentam, tendo em vista que os educandos foram partícipes atuantes e receptivos na jornada que versa educação.

A4: “Fiquei admirada comigo mesma, foi muito conhecimento novo e interessante, tudo ao mesmo tempo”.

A19: “Houve questões muito curiosas, muita coisa que a gente não sabia sobre a Química”.

A7: “Estivemos todos ligados da mesma maneira, aprendemos sobre CTS, elementos químicos, a nossa vida”.

A2:

Minha mãe aprendeu junto comigo, pois enquanto ela fazia a janta eu ia contando o que estava estudando sobre CTS e a química do dia a dia; por

isso a importância de levar essa aprendizagem fora da sala de aula, ampliar e levar para outras pessoas.

A3: “Estou dando mais importância para os benefícios e riscos da Química, não quero que ela seja prejudicial para mim e nem para o outro, pois somos sociedade”.

A18: “Fui gravando e absorvendo tudo à medida que ia estudando, lendo, senti vontade de pesquisar cada vez mais”.

A1:

Agora quando vou no mercado, busco saber o que estou realmente comprando, onde estão os elementos químicos, será que são bons ou prejudiciais?. Vejam, aprendi que tem mais estrelas no céu do que grãos de areia sobre a Terra; e nas estrelas, lá está o hidrogênio.

A 21: “O mais importante é que, a partir desse trabalho, temos um olhar diferente sobre as coisas”.

Desse modo, percebeu-se que as intenções metodológicas potencializaram novas formas de compreensão, a partir de discussões, confrontos de ideias, realização de investigações, procedimentos elaborados de leitura e análise dos artigos, indicando um ensino contextualizado e viabilizador de novos hábitos de aprendizagem que permitiram ao docente mensurar qualitativamente.

O aluno foi respeitado mediante as suas especificidades, como formas de ver, entender e interpretar seu entorno, pautado num sistema de valores humanistas. Em vista disso, o ensinar e aprender foi alicerçado nas relações dinâmicas, as quais uniram a bagagem histórica e científica da pesquisadora com a riqueza das