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ABASTECIMENTO DE ÁGUA

No documento PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (páginas 42-46)

Projeção Populacional Abastecimento de Água

5. ESTUDO DE DEMANDAS

5.2. ABASTECIMENTO DE ÁGUA

As demandas do serviço de abastecimento de água potável são calculadas, tendo como norteador a finalidade principal do sistema, de fornecer água em quantidade, qualidade e regularidade para a população urbana do município.

O conhecimento das estruturas de saneamento existentes no município é imprescindível para avaliar adequadamente a demanda atual e futura, com vistas a proposição das alternativas e metas.

Sendo assim, antes do cálculo das demandas faz-se uma breve apresentação das informações coletadas durante o diagnóstico, resultantes de levantamentos de campo e intensa busca de dados secun-dários em diversas fontes.

5.2.1. Diagnóstico

O diagnóstico dos sistemas de abastecimento de água do município de Volta Grande é apresentado a seguir para a sede e seu distrito Trimonte.

5.2.1.1. SEDE DE VOLTA GRANDE

As principais unidades do sistema de abastecimento de água da sede do município de Volta Grande são descritas a seguir, sendo ilustradas no APÊNDICE III.

A. Gestão dos Serviços

A COPASA, Companhia de Saneamento de Minas Gerais, é a responsável pelo abastecimento de água na sede municipal.

Visando complementar o diagnóstico das unidades que compõem o sistema de abastecimento de água, a COPASA, prestadora do serviço em Volta Grande, disponibilizou dados operacionais e informativos, desse modo, obteve-se acesso a informações inerentes ao gerenciamento do sistema.

Segundo informações publicadas pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS, 2010) o município dispõe de 1.490 economias, sendo 1.322 residenciais.

Quanto à gestão operacional do serviço, o município dispõe de 100% de micromedição na área urbana. A tarifa média calculada de água é igual a 2,84 R$/m³ (SNIS, 2010).

De forma geral, o Plano Municipal de Saneamento Básico proporcionará ao município de Volta Gran-de, condições de ampliar e sistematizar o serviço prestado de abastecimento de água, inclusive desenvol-ver a gestão como um todo.

B. Manancial

O abastecimento de água no município é realizado a partir de manancial superficial, denominado córrego Palmeiral. Esse corpo hídrico é afluente da margem esquerda do rio Angu, possui aproximadamen-te 17,5 km de exaproximadamen-tensão e encontra-se situado nos limiaproximadamen-tes do município desde a nascenaproximadamen-te até a foz.

C. Captação e adução da água bruta

O ponto de captação localiza-se nas coordenadas Latitude 21º45.983’ S e Longitude 42º32.533’ W.

A tomada de água é realizada adequadamente em trecho retilíneo do corpo hídrico, uma vez que os trechos convexos favorecem o depósito de material sólido (Figura 23).

O local encontra-se devidamente sinalizado com placa identificadora da concessionária responsável pelo abastecimento público de água potável no município (Figura 24), assim como se encontra devida-mente protegido contra o acesso de estranhos. Apresenta instalações elétricas adequadas, além de possuir boas condições para a realização de eventuais trabalhos de manutenção. Também foi constatado não haver proximidade com qualquer fonte poluidora aparente.

Segundo informações do representante municipal, a captação realizada no córrego Palmeiral possui outorga.

A captação ocorre a partir de sistema de bombeamento composto por conjunto de bombas de 40

ra de água bruta, responsável pelo direcionamento da água captada junto ao córrego, é constituída em DEFoFo e apresenta diâmetro nominal de 150 mm.

Segundo informações do representante muni-cipal a capacidade de captação junto ao manancial superficial é de 20 L/s.

D. Estação de Tratamento de Água - ETA O município possui estação de tratamento de água, operada pela COPASA. A ETA está localizada nas coordenadas Latitude 24º45.905’ S e Longitude 42º32.414’ W, com altitude de 255 metros em rela-ção ao nível do mar. As Figuras a seguir ilustram as unidades existentes na ETA.

O processo de tratamento é do tipo conven-cional, efetuado numa unidade compacta estando, portanto adequado para a situação em que se en-quadra o município.

Na fase de clarificação, é adicionado sulfato de alumínio líquido, que aglutina toda a matéria em suspensão, formando flocos que ganham em den-sidade e se sedimentam nas etapas posteriores de tratamento. Na desinfecção, fase onde ocorre a ina-tivação de organismos patogênicos, é adicionado cloro gasoso como agente desinfetante. No proces-so conhecido fluoretação, aquele que atua na pre-venção de cáries dentárias, é adicionado ácido flu-ossilícico. Para a correção do pH é frequentemente adicionado cal hidratada.

O representante municipal informa que a ca-pacidade de produção da ETA é de 20 L/s. O volume tratado é direcionado ao reservatório anexo à ETA e, posteriormente, segue para o reservatório respon-sável por abastecer toda a sede do município.

Não foram fornecidas informações sobre o controle da qualidade da água potável como preco-nizado na portaria MS/GM nº 2.914 de 12 de dezem-bro de 2011, que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade. Em visita a campo, não foram notados problemas apa-rentes sobre o aspecto da água produzida, como cor e turbidez notáveis e nem mencionada situação anormal de ocorrência de doenças de veiculação hídrica.

Figura 23 – Captação vista 1.

Fonte: Vallenge (24/04/2012).

Figura 24 – Captação vista 2.

Fonte: Vallenge (24/04/2012).

Figura 25 – Bomba.

Fonte: Vallenge (24/04/2012).

Figura 29 – Decantador Figura 28 – Unidades de Tratamento.

Fonte: Vallenge (18/01/2012). Fonte: Vallenge (18/01/2012).

Figura 31 – Unidades de tratamento Figura 30 – Unidades de tratamento

Figura 27 – Floculador Figura 26 – Unidades de tratamento

Fonte: Vallenge (18/01/2012). Fonte: Vallenge (18/01/2012).

Figura 33 – Reservatório da ETA Figura 32 – Vista da ETA

Fonte: Vallenge (18/01/2012). Fonte: Vallenge (18/01/2012).

Figura 35 – Laboratório Figura 34 – Vista da ETA

Fonte: Vallenge (18/01/2012). Fonte: Vallenge (18/01/2012).

Figura 37 – Reservatório da ETA - vista 2 Figura 36 – Reservatório da ETA - vista 1

E. Adução de água tratada e reservação

O município de Volta Grande possui duas unidades de reservação na concepção do sistema de abas-tecimento de água. Um dos reservatórios está localizado na propriedade da ETA (Figura 36 e Figura 37).

A água armazenada no reservatório da ETA é aduzida por meio de tubulação constituída em PVC até um reservatório vertical, tipo taça, localizado nas coordenadas Latitude 21º46.610’ S e Longitude 42º31.924’ W, com capacidade de 135 m³ (Figura 38 e Figura 39).

F. Rede de distribuição

Toda a população urbana é atendida com abastecimento de água de responsabilidade da COPASA.

Foi informado pelo representante municipal que a rede de distribuição possui cadastro, assim como foram observadas plantas cadastrais nas dependências da COPASA (Figura 40 e Figura 41). Apesar da existência de cadastro os dados da rede não foram fornecidos.

Segundo informações básicas operacionais fornecidas pela concessionária dos serviços de abaste-cimento de água, a extensão da rede de distribuição no município é igual a 22,53 km, dispondo de cadastro que necessita de atualização e registro hidrométrico.

Os dados fornecidos pela COPASA informam ainda valores médios anuais referentes às perdas fatu-radas, medidas e estimadas no ano de 2012, sendo respectivamente iguais a 25,47%; 32,68% e 32,68%. O valor médio anual referente às perdas em litros por ligação ao dia é equivalente a 179,90.

5.2.1.2. DISTRITO DE TRIMONTE

As principais unidades do sistema de abastecimento de água do distrito de Trimonte são descritas a seguir.

A. Gestão dos Serviços

Diferentemente do que ocorre na sede de Volta Grande, a Prefeitura Municipal é a responsável pela gestão dos serviços de abastecimento de água no distrito de Trimonte.

B. Manancial e Captação de água bruta

O abastecimento de água no distrito é realizado a partir de captação em manancial subterrâneo (poço). A água captada é direcionada a caixa de reservação, e posteriormente segue para a rede de dis-tribuição.

C. Estação de Tratamento de Água - ETA

O distrito não possui sistema de tratamento de água. Desta forma o volume de água captado é dire-cionado diretamente para a rede de distribuição.

5.2.2. Demanda por Água Potável

A demanda de água potável no município de Volta Grande foi calculada a partir dos dados levantados durante os trabalhos de campo, além de informações quanto à população residente na área urbana, obtida junto ao Censo IBGE 2010. No distrito foi verificada a falta de informações, desse modo, algumas variáveis da sede foram adotadas como válidas para o distrito.

O funcionamento médio anual do sistema de tratamento de água em 2012 é equivalente a 13 h/dia.

Com base nisso, o volume médio diário produzido é de aproximadamente 811 m³, com quota per capita mi-cromedida média de 123,47 L/hab.dia.

Deve-se notar que valores típicos de quota per capita para cidades como Volta Grande situam-se en-tre 150 a 180 L/hab.dia, evidenciando portanto que o atual sistema de abastecimento de água potável vem atendendo o município de forma satisfatória. Ressalta-se ainda que o consumo médio para os municípios em estudo operados pela COPASA é igual a 101,84 L/hab.dia, valor inferior ao praticado atualmente em Volta Grande.

Com relação às perdas, o valor médio praticado no município é igual a 179,90 L/hab.dia; valor superior à média decorrente nos municípios em estudo também abastecidos pela COPASA, ou seja, 133,96 L/hab.dia.

Quanto à reservação de água, segundo a concessionária responsável pela operação dos serviços, atualmente o município possui 300 m³, valor suficiente para atender a demanda ao longo do horizonte de planejamento.

Para a projeção das demandas da sede de Volta Grande, foram utilizados dados referentes a econo-mias atendidas e quota per capita do ano de 2012, disponibilizados pela COPASA por meio de boletins de informações básicas operacionais e indicadores básicos gerenciais. Já a demanda projetada para o distrito de Trimonte foi baseada exclusivamente em dados populacionais publicados pelo IBGE. As estimativas proje-tadas são apresenproje-tadas nos Quadros a seguir:

Figura 39 – Reservatório tipo taça - vista 2 Figura 38 – Reservatório tipo taça - vista 1

Fonte: Vallenge (18/01/2012). Fonte: Vallenge (18/01/2012).

Figura 41 – Planta cadastral do SAA vista 2 Figura 40 – Planta cadastral do SAA vista 1

Quadro 14 – Projeção da demanda de água para o horizonte de planejamento – 2012 a 2042.

2012 3.603 124 444,9 2,32 1.555 9,5 11,4 11,9 20,5 20,4 178,0

2013 3.657 124 451,6 2,32 1.578 9,6 11,6 12,0 20,8 20,4 180,6

2014 3.712 124 458,4 2,32 1.602 9,8 11,8 12,2 21,2 20,4 183,4

2015 3.767 124 465,3 2,32 1.626 9,9 11,9 12,4 21,5 20,4 186,1

2016 3.824 120 458,9 2,32 1.650 9,8 11,8 12,2 21,2 20,4 183,5

2017 3.881 120 465,7 2,32 1.675 10,0 11,9 12,4 21,5 20,4 186,3

2018 3.939 120 472,7 2,32 1.700 10,1 12,1 12,6 21,8 20,4 189,1

2019 3.998 120 479,8 2,32 1.726 10,3 12,3 12,8 22,1 20,4 191,9

2020 4.058 120 487,0 2,32 1.752 10,4 12,5 13,0 22,5 20,4 194,8

2021 4.119 120 494,3 2,32 1.778 10,6 12,7 13,2 22,8 20,4 197,7

2022 4.181 120 501,7 2,32 1.798 10,7 12,9 13,4 23,2 20,4 200,7

Meio de plano

2023 4.231 110 465,4 2,25 1.878 9,9 11,9 12,4 21,5 20,4 186,2

2024 4.282 110 471,0 2,25 1.901 10,1 12,1 12,6 21,7 20,4 188,4

2025 4.333 110 476,7 2,25 1.924 10,2 12,2 12,7 22,0 20,4 190,7

2026 4.385 110 482,4 2,25 1.947 10,3 12,4 12,9 22,3 20,4 193,0

2027 4.438 110 488,2 2,25 1.970 10,4 12,5 13,0 22,5 20,4 195,3

2028 4.491 110 494,0 2,25 1.994 10,6 12,7 13,2 22,8 20,4 197,6

2029 4.545 110 500,0 2,25 2.018 10,7 12,8 13,3 23,1 20,4 200,0

2030 4.600 110 506,0 2,25 2.042 10,8 13,0 13,5 23,4 20,4 202,4

2031 4.655 110 512,0 2,25 2.067 10,9 13,1 13,7 23,6 20,4 204,8

2032 4.711 110 518,2 2,25 2.091 11,1 13,3 13,8 23,9 20,4 207,3

Fim de plano

2033 4.758 100 475,8 2,17 2.191 10,2 12,2 12,7 22,0 20,4 190,3

2034 4.805 100 480,5 2,17 2.212 10,3 12,3 12,8 22,2 20,4 192,2

2035 4.854 100 485,4 2,17 2.235 10,4 12,4 12,9 22,4 20,4 194,1

2036 4.902 100 490,2 2,17 2.257 10,5 12,6 13,1 22,6 20,4 196,1

2037 4.951 100 495,1 2,17 2.279 10,6 12,7 13,2 22,9 20,4 198,0

2038 5.001 100 500,1 2,17 2.302 10,7 12,8 13,3 23,1 20,4 200,0

2039 5.051 100 505,1 2,17 2.325 10,8 13,0 13,5 23,3 20,4 202,0

2040 5.101 100 510,1 2,17 2.349 10,9 13,1 13,6 23,5 20,4 204,0

2041 5.152 100 515,2 2,17 2.372 11,0 13,2 13,7 23,8 20,4 206,1

2042 5.204 100 520,4 2,17 2.396 11,1 13,3 13,9 24,0 20,4 208,1

Nota: Qméd – vazão média/ Qmd – vazão do dia de maior consumo/ Qmd+ETA – vazão do dia de maior consumo mais perdas da ETA (considerado 4%) / Qmdh – vazão do dia e hora de maior consumo.

Quadro 15 – Projeção da demanda de água no distrito de Trimonte para o horizonte de planejamento.

Etapas Ano Pop.

Nota: Qméd – vazão média/ Qmd – vazão do dia de maior consumo/ Qmd+ETA – vazão do dia de maior consumo mais perdas da ETA (considerado 4%) / Qmdh – vazão do dia e hora de maior consumo/ ETA – Volume produzido pela Estação de Tratamento de Água.

No documento PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO (páginas 42-46)