5. APRESENTAÇÃO DE PROPOSTAS DE MELHORIA
5.1 Abastecimento e armazenamento de materiais
Esta secção apresenta algumas propostas para resolver o problema descrito nas secções 4.2.1 e 4.2.2.1 de abastecimento e armazenamento de materiais.
5.1.1 Abastecimento de matéria-prima do CTC por um abastecedor
O problema da colocação do material no centro de transformação de chapa pode ser resolvido por duas vias, sendo elas:
• O colaborador da logística que atualmente abastece o fosso com o material requisitado pelo CTC, passaria a colocar o material neste centro, já pronto para o operador da máquina não ter de o fazer. Desta forma, o operador da máquina do CTC apenas orientava o colega, mediante as suas necessidades, sendo que não haveria necessidade se ausentar do seu posto de trabalho.
• Contratar um novo colaborador, que entre outras funções que eventualmente lhe poderão ser atribuídas, estaria afeto ao CTC e a sua função principal seria o abastecimento das máquinas de corte. Com esta solução, o colaborador responsável
pelo abastecimento seria alguém, não afeto à Logística (como no caso apresentado anteriormente), mas sim alguém do departamento, que saiba e perceba as condicionantes e necessidades dos colegas e máquinas.
5.1.2 Abastecimento da Armação com peças cortadas no CTC
O percurso que é feito atualmente pelas peças cortadas no CTC não é o ideal como foi visto na secção 4.2.1 do capítulo anterior. Para colmatar este problema, é sugerido que o percurso passe a ser feito pelo outro lado do edifício, e em vez da utilização de um empilhador, com o recurso à ponte rolante e ao carreton. O percurso seria o esquematizado na Figura 52, em que tudo aquilo que fosse sendo cortado sairia pela parte superior do CTC através do carreton, que por sua vez atravessava a nave 1 longitudinalmente, saindo até à área de armazenamento da matéria-prima.
Haveria a necessidade de se dar continuidade ao carril onde o carreton se move de forma a percorrer todo o comprimento da nave 1 até à entrada de ligação entre a nave 1 e a nave 2. Aqui a movimentação do material seria mais fácil, com menos entropia e mais segura, já que não iria passar pelos postos de trabalho. Nesta fase, o material seria então distribuído pelos postos de trabalho correspondentes.
Figura 52 - Percurso proposto para movimentação de peças do CTC
ano de 2014, resultou num custo de 6.683,4 euros; pela segurança, tanto dos trabalhadores dentro dos pavilhões, já que as peças maiores neste momento são transportadas pela ponte rolante pelo meio dos postos de trabalho, precisando atravessar toda a nave 1 se o material for para uso na nave 2, por exemplo, como de quem circula pelo espaço exterior (pessoas e automóveis) e se cruza com o empilhador carregado. Além disso, os recursos existentes (pontes rolantes, carreton) estariam a ser rentabilizados com esta medida.
O percurso alternativo, para a movimentação de peças vindas do CTC, para posterior distribuição pelas naves 1 e 2, teriam as seguintes distâncias:
• CTC para a nave 1 = 386,95m • CTC para a nave 2 = 387,95m
Tendo em conta que se está aqui a contabilizar o percurso completo, ou seja, desde a máquina do CTC percorrendo inclusive toda a nave, ainda assim a distância é menor do que aquela percorrida pelo empilhador que atualmente se utiliza. De realçar ainda que a distância apresentada para o percurso do empilhador não contempla o percurso dentro das naves, apenas até à porta das mesmas.
5.1.3 Estrutura para armazenamento de material no CTC
No CTC, algum material é armazenado de forma aleatória e pouco funcional como se viu na secção 4.2.2.. Uma vez que este material é mais fino e até maleável, é idealmente armazenado na horizontal. Para que não haja necessidade de levantar tudo o que está em cima quando se precisa de alguma chapa de baixo, a utilização de uma estrutura do género da Figura 53 seria preferível.
Em cada estante, deve ser identificada de forma visível e homogénea o tipo de material e/ou a espessura do mesmo. Com a implementação desta medida, haveria não só uma diminuição de desperdício, ou seja, do tempo despendido pelos operários para alcançar o material pretendido, mas também uma economia do espaço necessário para armazenamento do material. Também, em termos visuais é mais apelativo e arrumado além de facilitar a localização do material necessário e mesmo o controlo do stock existente.
Uma localização possível para a estrutura seria nas costas da quinadora, apresentada na Figura 54, onde atualmente já se encontra o material, mas no chão.
Figura 54 - Localização para estrutura de suporte chapa lacada e galvanizada
O investimento para uma solução que passa pela conjugação de duas estruturas como as representadas na Figura 53 fica por 5.000€, conforme orçamento apresentado no anexo VIII. Com esta solução o espaço ocupado pelo material armazenado seria de 12m2, com uma poupança de área ocupada na ordem do 67%.
5.2 Procedimentos para a diminuição do número de Não Conformidade NCC14
Para tentar colmatar a incidência de não conformidades que surgem do corte de chapa por plasma e, após um diagrama de causa-efeito em que se evidenciou as possíveis causas deste tipo de não conformidade, são sugeridas as ações que se seguem.
Criar um procedimento ou instrução de trabalho por forma a impedir que seja utilizado consumível desgastado, como é o caso do bico de corte da máquina, já que o estado do consumível influencia no resultado final do corte por plasma. Nessa mesma instrução de trabalho incluir também o ajuste obrigatório da máquina a cada alteração ou intervenção que a
mesma possa sofrer. Desta forma ficava assegurada a adequação do equipamento ao trabalho a ser efetuado.
Reforçar os conhecimentos dos operadores sobre o processo de corte por plasma, através de formação teórica e prática, dada pelo responsável do CTC, para que se ultrapasse, da forma mais eficiente e eficaz possível, as limitações que este processo acarreta.