CAPÍTULO III – O ESTÁGIO CURRICULAR
3.5.3. Abertura de cliente
A abertura de cliente é o primeiro elo formal que se estabelece entre o cliente e a instituição bancária, e consiste no processamento tanto manual como informaticamente (aplicação CENTRAL) de todas as informações pessoais, profissionais e patrimoniais do cliente. Ao finalizar-se este procedimento é atribuído ao cliente o seu número de cliente, válido para todo o Grupo Crédito Agrícola.
Tipologia de Clientes
Existem dois grandes grupos de clientes, as Pessoas Singulares e as Pessoas Colectivas. A nível interno, o banco procede à caracterização dos clientes face à idade com o objectivo de adequar e ajustar os seus produtos, tendo em vista a satisfação das necessidades específicas de cada classe.
Pessoas Singulares – abrange os clientes a título pessoal e os empresários
em nome individual (ENI).
Pessoas Colectivas – inclui clientes na qualidade de empresas ou equiparada
a esta, por exemplo: instituições, associações, colectividades, condomínios, denominações de heranças…
Elementos de Identificação
Como foi anteriormente referido, a solicitação dos documentos de identificação é feita tendo em consideração a tipologia do cliente. Assim, devem apresentar presencialmente e
(BI), BI de Forças Militares, Cédula Pessoal, Boletim de Nascimento, Certidão de Nascimento (ou, no caso de não nacionais, documento público equivalente) ou Passaporte Estrangeiro;
Autorização de Residência Temporária ou Documento Comprovativo de Morada;
Número de Contribuinte;
Comprovativo de profissão e entidade patronal (recibo de vencimento/pensão,
cartão profissional emitido por ordem profissional ou entidade patronal, cartão de estudante);
Declaração de início de actividade económica, (apenas para empresários em nome
individual);
Preenchimento do formulário de Pessoas Singulares, o Modelo 12100 (Anexo 8).
Pessoas Colectivas:
Cartão da empresa ou Cartão de Pessoa Colectiva onde conste o NIPC;
Escritura Pública;
Alterações ao Pacto Social (caso existam);
Certidão de Registo Comercial ou, ainda no caso de não residentes, através de
documento equivalente;
Bilhete de identidade ou documento que o substitua nos termos da lei portuguesa, do
passaporte ou da autorização de residência em território nacional de todos os elementos da Sociedade;
N.º de Contribuinte das pessoas que constituem a Sociedade;
O registo de um cliente é o acto que precede normalmente a constituição de uma conta de depósito bancário13.
Os elementos de identificação e os respectivos comprovativos são requeridos ao cliente de acordo com a tipologia do cliente, idade, nacionalidade e residência ou não em território nacional, respeitando o normativo imposto pelo Aviso n.º 11/2005 do BdP.
A organização do arquivo possibilitou por variadíssimas vezes, tanto manual como informaticamente, abrir ficheiros de clientes ou proceder à actualização de dados. Procedimento que, após algum tempo de observação e por ser rotineiro, se revelou bastante acessível permitindo que me fosse delegada, a partir de determinado momento, essa responsabilidade.
3.5.4. Depósitos Bancários
Abertura de contas
A abertura de conta não é mais do que um contrato formal estabelecido entre o cliente e o banco. É efectuada mediante preenchimento e assinatura de impressos próprios, que constituem o próprio contrato e são fornecidos pelas instituições de crédito.
Nos impressos ficam registados, entre outros elementos, a identificação e as assinaturas dos titulares da conta (ou seus representantes/procuradores com poderes de movimentação, se o caso se aplicar), o tipo de depósito contratado e as condições de movimentação dos fundos.
O cliente pode optar por um leque distinto de contas, isto é, contas de depósito à ordem, a prazo, poupanças ou caucionadas.
Titularidade
A titularidade de uma conta consiste na identificação individual ou conjunta das pessoas que a constituem, e consequentemente, lhe dá o poder de a movimentar.
Uma conta de depósito é classificada por “conta singular” se tiver apenas um titular, podendo este ser um indivíduo ou uma pessoa colectiva, como por exemplo, uma sociedade comercial ou um ente equiparado (condomínios de imóveis).
Em contrapartida, designa-se por “conta colectiva” se tiver mais do que um possível titular. Estas contas exigem que haja um primeiro titular seguido do(s) co-titular(es), esta ordem será atribuída em função do tipo de movimentação14 pretendida.
Um cliente pode, no entanto, ser titular de várias contas isoladamente, ou co- titular/representante/procurador na de outros titulares. É nesta perspectiva que se aplicam os diversos tipos de movimentação.
A alteração de titularidade consiste na autorização que o cliente dá à instituição bancária, para que esta adicione ou remova outros titulares à sua conta, ficando o cliente responsável pelos direitos e deveres que incorrem desta operação. Quando se altera a titularidade de uma conta é obrigatório actualizar ou preencher novos formulários dependendo se se adiciona ou remove, respectivamente; assim como os dados de cliente quando se justifique.
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Movimentação de contas
Na sequência das condições que os titulares anuem com as instituições de crédito, as contas só podem ser movimentadas pelos próprios titulares ou por outros diferentes de si, desde que os titulares tenham concedido poderes para esse efeito.
As condições de movimentação inicialmente contratadas podem ser modificadas, a pedido dos titulares das contas, salvo algumas excepções. Por exemplo, uma conta destinada a um cliente menor de idade terá sempre que ser aberta em nome deste, sendo o co-titular aditado, de forma a salvaguardar os direitos do menor.
A conta individual exige, por isso, que o titular que a representa seja sempre maior de idade.
As contas colectivas, quanto à sua movimentação, subdividem-se em:
Contas colectivas solidárias – podem ser movimentadas por qualquer dos seus
titulares isoladamente;
Contas colectivas conjuntas – só podem ser movimentadas mediante as
assinaturas de todos os seus titulares;
Contas colectivas mistas – concedem diferentes possibilidades de
movimentação, dependendo do que os seus titulares acordarem com a instituição de crédito. Assim, por exemplo, pode estipular-se que os fundos sejam movimentados mediante a assinatura de um determinado titular ou, em alternativa, mediante as assinaturas de dois outros titulares da conta.
Modalidades de depósito
Depósitos à ordem (DO)
As contas de depósito à ordem facultam a disponibilidade e flexibilidade na movimentação dos fundos depositados em qualquer momento e, sem penalização, está geralmente associada à possibilidade de aceder à contratação de outras operações e serviços bancários, bem como a utilização de instrumentos de pagamento como cartões, cheques, transferências e débitos.
Este tipo de depósito, por norma, não vence juros ou, quando os há, a taxa aplicada é muito reduzida, podendo a liquidez gerada ser movimentada na modalidade de débito ou crédito, dependendo da opção feita pelo cliente.
Ao abrir-se uma conta à ordem, o sistema atribui um determinado número, tal como acontece na abertura de cliente.
É condição fundamental a abertura de uma conta à ordem para usufruir dos restantes tipos de conta, funcionando esta como uma conta-mãe, por o número de conta desta ser o mesmo de um depósito a prazo ou uma poupança. A particularidade está na substituição do código do produto.
A abertura de uma conta à ordem, para além do preenchimento do formulário de Pessoas Singulares ou Colectivas requer também, a assinatura no Modelo 12200/05 ou Modelo 12201/04, tratando-se de Pessoas Singulares ou Colectivas, respectivamente. Estes dois últimos modelos são depois digitalizados e enviados para uma base de dados (DiCA15) que permite a validação fiel das assinaturas dos clientes.
15 É uma aplicação informática que possibilita o arquivamento digital das assinaturas dos clientes, como se
encontra numa fase inicial de teste, ainda não há acesso directo das assinaturas de clientes entre as várias agências do Crédito Agrícola.
Depósitos a prazo (DP)
Os depósitos a prazo prevêem a imobilização do capital, ou seja, o impedimento da movimentação de fundos por um período previamente acordado (o prazo do depósito), sendo em geral reembolsáveis apenas no final desse período.
Contudo, as instituições permitem a mobilização antecipada – o levantamento – antes do final do prazo do depósito, mediante a aplicação, em regra, de uma penalização sobre o valor dos juros respeitantes a esse período.
É da obrigação do banco dar a conhecer as condições referentes ao prazo, taxa de juro e penalizações por antecipação de levantamento ao depositante aquando da contratação do depósito.
Quando um cliente negoceia um produto a prazo tem como propósito obter dele a melhor rentabilidade possível, sendo esta a marca que constitui a diferença entre um depósito a prazo e um depósito à ordem.
Poupanças
As instituições de crédito, com base nos contratos celebrados com os seus clientes, podem livremente criar contas de depósito com finalidades ou destinatários específicos, cujos regimes estão regulados, no todo ou em parte, na lei, e que podem conceder determinados benefícios. Esta modalidade de depósito é chamada de Poupança, e às quais estão associadas vantagens, nomeadamente, a isenção de pagamento de despesas de manutenção de conta, movimentação através de cartões e concessão de crédito.
número de contas quer nacional quer internacionalmente. A nível externo, a área é delimitada ao Espaço Económico Europeu.
Estes números são atribuídos, independentemente da modalidade de depósito ou das respectivas ofertas que eles proporcionam.
O NIB utilizado em Portugal é formado por 21 dígitos, os quais englobam a entidade, a agência e a conta. Em relação ao IBAN é usado no âmbito internacional e é composto por um código particular que cada país elege seguindo do restante NIB.
No nosso país, a terminologia PT 50 foi o código de identificação internacional adoptado. Cada conta bancária possui, a título exclusivo e intransmissível ambos os números.
Figura 8 – Decomposição do NIB e IBAN. Fonte: Banco de Portugal (2010 f)).
Considerações genéricas dos depósitos:
É imprescindível referir que qualquer que seja o produto bancário contraído
pelo cliente acima descrito, estará sempre sujeito a um CONTRATO DE ADESÃO, onde constam todas as cláusulas com os direitos e deveres que os mesmos oferecem. Deve ser redigido, obrigatoriamente, de forma clara e de fácil compreensão para qualquer pessoa e o tamanho da letra não deve dificultar a leitura por pessoas com dificuldades visuais.
Os depósitos para abertura/constituição e reforços de contas podem ser feitos
através de numerário ou cheque (Anexo 10), as ordens de levantamento são feitas em numerário (Anexo 11).
Qualquer um dos produtos dos três tipos de depósito do Grupo CA conferem
direito à aquisição gratuita de uma caderneta16 (Anexo 12) ou emissão do extracto17 de conta (Anexo 13) sempre que solicitado pelo(s) titular(es), se o cliente não solicitar a aquisição de caderneta o Crédito Agrícola envia, mensalmente, o extracto de conta ao cliente sem que este tenha qualquer prejuízo ou despesa com o mesmo.
Os depósitos constituídos em qualquer Caixa do Crédito Agrícola beneficiam
da garantia de reembolso até ao valor máximo de € 100 000,00 por depositante, prestada pelo FGCAM sempre que ocorra a indisponibilidade dos depósitos por razões directamente relacionadas com a sua situação financeira18.
A abertura de contas de depósitos à ordem e a prazo surgiu em algumas ocasiões no decorrer do estágio. Contudo, visto que estas operações carecem de um acesso mais restrito face às características de extrema importância que acarretam, e em consequência da responsabilidade que sobre elas recai, o estatuto de estagiária curricular no Crédito Agrícola não confere a realização das mesmas com tanta frequência. Todavia, estive sempre presente nestes actos, desempenhando um papel mais de observação e auxiliando sempre em tudo o que me era solicitado.
Ao longo do estágio tive também a oportunidade de realizar depósitos e ordens de levantamento quer de numerário quer de cheques, transferências, pedidos de cativos de cheques, emissão ou actualização de cadernetas, emissão de saldos de conta e extractos, entre outras operações. Estas operações, por serem rotineiras foram-me confiadas por variadíssimas vezes.
3.5.5. Meios de Pagamento
3.5.5.1. Cartões Bancários
Entende-se por cartão bancário, o instrumento sob a forma de cartão de plástico com banda magnética e/ou chip electrónico, disponibilizado pela entidade emissora ao titular, para que este possa efectuar pagamentos e/ou levantamento de numerário e outras operações sobre a conta a que está associado, num qualquer TPA dos estabelecimentos comerciais ou nos ATM´s da Rede Multibanco em Portugal e, no estrangeiro, da Rede VISA.
Este cartão é protegido através de um número de identificação pessoal e secreto, o PIN; está disponível na modalidade de débito e crédito e estão sujeitos ao pagamento de uma anuidade sobre a sua utilização, dependendo da conta a que está associado.
Cartão de débito
Um cartão de débito caracteriza-se pela possibilidade de o beneficiário através dele poder realizar operações a débito na conta de depósito à ordem a que está associado, nomeadamente, pagamentos de bens e serviços, levantamento de notas, transferências bancárias, carregamento de telemóvel e liquidação de facturas. Estas operações só podem ser efectuadas se o titular possuir saldo na conta corrente.
Cartão de crédito
Autoriza fazer pagamentos ou obter adiantamentos de dinheiro (cash advance) mediante um crédito concedido pela entidade emitente. As operações efectuadas e o respectivo saldo do cartão são registados num extracto mensal. Este deve conter o nome da entidade emitente do cartão de crédito, o nome do titular do cartão, o nome dos estabelecimentos onde foram efectuadas as compras e o valor das compras feitas. O limite de utilização (plafond) é acordado previamente com o banco e sobre o montante despendido são cobrados juros.
O prazo de validade de um cartão, geralmente, nunca é inferior a 1 ano, sendo renovado automaticamente pela entidade emitente, se nada em contrário for dito pelo titular.
A utilização indevida do cartão pode levar à sua captura e, consequentemente, à sua adição numa lista negra, criada para utilização indevida de cartões bancários. Entre os motivos mais comuns de captura estão a digitação incorrecta do PIN, banda desmagnetizada, deficiências no chip e expiração do prazo de validade.
Em Portugal a SIBS - Sociedade Interbancária de Serviços, SA, é a empresa acreditada para gerir as redes de Caixa Automático Multibanco e de Terminais de Pagamento Automático Multibanco e o serviço TeleMultibanco.
3.5.5.2. Cheques
O cheque é um instrumento de pagamento que permite movimentar fundos que se encontram à disposição de titulares ou dos seus representantes em contas de depósito à ordem abertas nas instituições de crédito.
Este meio de pagamento só é legalmente válido se nele constarem os elementos obrigatórios, são eles: a palavra “cheque”, o nome do banco que o paga – sacado –, e o lugar onde o cheque deve ser pago; a quantia certa a pagar, a data e o lugar de emissão do cheque e a assinatura de quem passa o cheque – sacador –, a somar a este elementos estão os números de zona interbancária, conta e cheque que o transformam único e diferenciado (Anexo 14).
A emissão de cheques em nome de titular está dependente do cadastro que este possua. Estas informações obtêm-se com a consulta da lista de utilizadores de risco (LUR)19 difundida pelo BdP. Quando não haja restrições ao seu uso, o titular deve efectuar o pedido de emissão de cheques através de um modelo próprio e em prol da forma de emissão que pretenda (Anexo 15).
Formas de emissão de cheques
Os direitos e deveres da utilização de cheques são regulados pela Lei Uniforme relativa aos Cheques integrada no Decreto nº 23 721 de 29 de Março de 1934.
Cheque nominativo – cheque onde é indicado o nome do beneficiário (Anexo 16). Cheque ao portador – cheque onde não figura o nome do beneficiário20
. É pago à entidade que o apresentar a pagamento (Anexo 17).
Cheque à ordem – cheque onde é indicado o nome do beneficiário. Permite o endosso, ou seja, a transmissão de todos os direitos do cheque para posse de terceiros. Este endosso pode ser feito com uma simples assinatura do beneficiário no verso do cheque (endosso simples) (Anexo 18) ou a assinatura e a respectiva indicação do novo beneficiário (endosso completo) também no verso do cheque (Anexo 19).
Cheque não à ordem – este formato de cheque menciona o nome do beneficiário, mas não permite que este o possa endossar a terceiros, ou seja, só pode ser levantado ou depositado pelo próprio beneficiário (Anexo 20).
A menção “não à ordem”, antes ou depois do nome do beneficiário, evita em caso de furto ou extravio, que o cheque seja pago a uma entidade diferente da que é indicada no cheque.
19 Listagem de Utilizadores de cheque que oferecem Risco é divulgada com o objectivo de levar ao
conhecimento de todo o sistema bancário a impossibilidade de serem emitidos cheques aos utilizadores que nela constem, por utilização indevida de cheques.
20
Cheque cruzado – cheque atravessado por duas linhas paralelas e oblíquas. Diz-se
que o cheque tem “cruzamento geral” se entre as linhas paralelas nada estiver escrito, devendo ser depositado, num banco qualquer; pode, no entanto, ser pago ao balcão se o beneficiário for cliente do banco sacado. Se entre as linhas paralelas estiver escrito o nome de um banco, o cruzamento diz-se “cruzamento especial” e o cheque obriga ao depósito no banco indicado entre as linhas, embora possa ser pago ao balcão se o banco indicado for o sacado e o beneficiário for cliente do mesmo (Anexo 21).
Cheque visado – este cheque certifica a existência de fundos suficientes para o seu pagamento na altura em que é sujeito a visto, sendo que a importância pelo qual for emitido ficará cativa por período não inferior ao prazo legal de apresentação a pagamento (Anexo 22).
Nota: um só cheque pode reunir em si, várias das particularidades acima descritas.
Cativo de cheque
É um procedimento que consiste no pedido de autorização e validação das assinaturas por parte de uma agência bancária a outra dentro do mesmo Grupo Bancário, quando o cliente solicita o pagamento de um cheque ao balcão.
A título de exemplo: quando um cliente de pertença à agência de Trancoso requer o pagamento de um cheque na delegação da Guarda, esta fica obrigada a enviar por fax uma cópia do cheque ao balcão de Trancoso, com o propósito de este confirmar as assinaturas que constam no cheque.
Não obstante, o cativo de cheque é prática actual na área bancária, sendo que o CA tem desenvolvido um sistema fidedigno, seguro e mais prático que torne desnecessário o pedido de cativo, evitando que o cliente perca tempo.
Fecho de cheque
Os cheques consideram-se fechados quando o banco no verso do cheque coloca o seu carimbo. Este carimbo deve reproduzir o logótipo do banco, a agência e a data de recepção do cheque.
Compensação
A compensação21 é um processo de apuramento das posições devedoras ou credoras, através do qual os bancos participantes efectuam entre si cobranças e pagamentos mútuos, designadamente dos cheques recebidos em depósito de outros bancos. Este processo é regulado pelo Banco de Portugal através do Sistema de Compensação Interbancária (SICOI) é um sistema que operacionaliza a compensação de cheques e outros instrumentos de pagamento e possibilita, nomeadamente, que um cheque sacado sobre um banco possa ser cobrado através de outro banco, bastando para tal, que o beneficiário do mesmo o deposite na sua conta de depósitos.
Os cheques que contenham rasuras ou emendas, em que haja desacordo entre a moeda expressa por extenso e a numerada ou que já tenham sido devolvidos três vezes por falta ou insuficiência de previsão não podem ser apresentados à compensação, isto é, são cheques não compensáveis.
A compensação só pode ser realizada após o fecho ao público do Banco e do depósito com respectivo fecho, de todos os cheques; ao concluir-se esta acção, o software LOCAL emitirá dois documentos com a listagem de todos os cheques depositados, o número de
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cheque e as respectivas quantias. Este procedimento carece da conferência manual com os cheques, tendo em vista, a detecção de algum montante que por lapso pode ter sido depositado e que não corresponde ao real valor. Seguidamente, é preenchido o Modelo 72100 (Anexo 23) ao qual se juntam os cheques e um dos originais das listas, anteriormente referidas.
À responsabilidade e encargo dos CTT (Correios e Telecomunicações de Portugal, E.P) ficam as entregas dos cheques às respectivas sedes dos bancos emissores. Em relação ao outro original, como operação de caixa que é, é anexado ao diário de caixa.