XIII. identificar os padrões e desenhos de piso de calçadas para preservação, manutenção ou adaptação das suas condições, conforme o caso;
XIV. promover estudos para a adoção de sistemas de sensoriamento eletrônico em mobiliário urbano, equipamentos públicos e pavimentos da rede viária, para a geração de dados ao planejamento e gestão urbana;
XV. promover estudos de tecnologias de Realidade Aumentada no espaço urbano, considerando o potencial de intervenção das projeções no ambiente e na paisagem da cidade, bem como das novas economias baseadas na camada virtual local;
XVI. promover a preservação de espaços públicos que proporcionam à população o contato com ambientes naturais;
XVII. promover ações de apoio a exposição e comercialização de produtos de ordem artística e social em espaços públicos;
XVIII. promover estudos para fomentar o centro tradicional com novas tecnologias;
XIX. implementar ações integradas sobre a importância da separação adequada do lixo e o descarte em locais apropriados;
XX. promover meios e estudos para a ocupação dos espaços públicos e do mobiliário urbano para a realização de atividades de natureza cultural, social, esportiva, artística e afins, com respeito à universalidade de acesso, de forma integral e gratuita, mediante prévia comunicação e de forma desburocratizada, na forma da lei;
XXI. aprimorar a articulação com as demais esferas do Governo, órgãos e entidades, públicos e privados, para o desenvolvimento de medidas e políticas que promovam a ocupação dos espaços públicos, como meio de redução da violência urbana;
XXII. promover estudos para a implantação de calçadas em áreas de interesse social mediante o pagamento de contribuição de melhoria;
XXIII. qualificar os usos de espaços urbanos para instalação de internet gratuita, via wi-fi ou tecnologia superior, implantando o acesso nas escolas e bibliotecas municipais em até 4 (quatro) anos, e nos demais equipamentos públicos conforme plano de ação e metas.
SUBSEÇÃO ÚNICA DA FRUIÇÃO PÚBLICA DE LOTES PRIVADOS
Art. 75
Deverá ser estimulada a fruição pública de lotes privados, ao tornar áreas particulares em áreas de uso público, com o propósito de promover a qualificação urbana e ambiental por meio da criação de áreas de sociabilidade, redução de deslocamentos, diversificação de usos e formas de implantação de edificações.Art. 76
A área destinada à fruição pública será convertida, até o seu dobro, como área não computável a ser utilizada no próprio lote, até o limite estabelecido na legislação de zoneamento, uso e ocupação do solo, desde que observados os seguintes critérios:I. a área destinada à fruição pública deverá ter, no mínimo, 50 m² (cinquenta metros quadrados) e estar localizada junto ao alinhamento da via, ao nível do passeio público, sem qualquer obstrução de acesso e não ocupada por construções e/ou estacionamento de veículos;
II. a área destinada à fruição pública deverá permanecer aberta, mobiliada e equipada com infraestrutura compatível para uso de pedestres tais como bancos, mesas, paraciclos, paisagismo, etc.;
III. a conservação e manutenção da parte cedida será de responsabilidade do proprietário; IV - o limite disposto no "caput" deste artigo será limitado à 20% (vinte por cento) do lote.
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CAPÍTULO V
DA HABITAÇÃO
Art. 77
A política de habitação tem por objetivo estabelecer as ações do Poder Público e da iniciativa privadapara garantir o direito social à moradia para o conjunto da população.
Parágrafo único. Para efeitos desta lei, entende-se por direito social à moradia o acesso a habitação
com atendimento de parâmetros mínimos de qualidade e garantia na segurança jurídica da posse, dotada de serviços, infraestrutura e equipamentos públicos, e disponível a um custo acessível.
Art. 78
São diretrizes gerais da política municipal de habitação:I. regular o solo urbano para promover o cumprimento da função social da propriedade e do direito social à moradia em consonância com o disposto no Estatuto da Cidade e neste Plano Diretor;
II. estimular a construção e requalificação de habitações pelo Poder Público e pela iniciativa privada;
III. priorizar a ocupação das áreas já infraestruturadas que estejam não edificadas, subutilizadas ou não utilizadas, através da aplicação de instrumentos de política urbana;
IV. assegurar a integração da política de habitação com as demais políticas públicas, em especial as de desenvolvimento urbano e regional, de mobilidade, de geração de emprego e renda, sociais e ambientais;
V. atuar de forma integrada com as políticas habitacionais dos municípios da região metropolitana de Curitiba, com prioridade para os integrantes do NUC - Núcleo Urbano Central, visando à distribuição equilibrada da população no território metropolitano;
VI. revisar e atualizar o Plano Setorial de Habitação, elencando as ações necessárias para efetivação das diretrizes da política habitacional contidas neste Plano Diretor, através de procedimentos e metas de curto, médio e longo prazo.
SEÇÃO ÚNICA DA HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL
Art. 79
A política de habitação de interesse social tem por objetivo estabelecer as ações do Poder Público e da iniciativa privada para garantir o direito social à moradia para população de baixa renda, priorizando àquela com renda familiar mensal de até 3 (três) salários mínimos.§ 1º Para efeitos desta lei, entende-se por habitação de interesse social aquela que recebeu intervenção
física ou jurídica do Poder Público com o objetivo de garantir o direito social à moradia para população de baixa renda.
§ 2º Enquadram-se como habitação de interesse social as habitações produzidas, requalificadas
ou regularizadas através de programas habitacionais, concluídas ou em andamento, e localizadas em assentamentos regulares ou irregulares.
Art. 80
São diretrizes gerais da política de habitação de interesse social:I. promover a regularização fundiária de interesse social nos assentamentos irregulares; II. promover e estimular a produção de habitação de interesse social;
III. ampliar os recursos do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social - FMHIS mediante previsão no orçamento municipal de aportes regulares de recursos e utilização dos instrumentos de política urbana, previstos neste Plano Diretor;