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• Quando falar em conflito de "competência" = conflito entre órgãos do Judiciário:

Se envolver tribunais superiores - Competente é o STF. Se envolver tribunais de segundo grau - Competente é o

STJ.

• Quando falar em conflitos de "atribuições" = conflito entre autoridades administrativas X autoridade judiciárias de entes diversos. Neste caso, o competente é o STJ.

112. (FCC/Analista-MPE-SE/2009) Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente, os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de Justiça e quaisquer tribunais, entre Tribunais Superiores ou entre estes e qualquer outro tribunal.

Comentários:

Conflitos de competência são resolvidos por instâncias superiores aos órgãos conflitantes, desta forma, somente ao STF competirá resolver tal conflito, quando um dos órgãos for o STJ ou Tribunal Superior. Gabarito: Correto.

113. (FCC/Técnico - TRT-SP/2008) Compete ao Supremo Tribunal Federal, processar e julgar, originariamente, as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração indireta.

Comentários:

Trata-se de "conflitos federativos". Desta forma, o competente para o julgamento será o STF, nos termos da Constituição, em seu art. 102, I, f.

Gabarito: Correto.

114. (FCC/Técnico - TRE - SE/2007) Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União. Comentários:

A competência será do STJ (CF, art. 105, I, g):

Quando falar em conflito de "competência" = conflito entre órgãos do Judiciário:

- Se entre tribunais de segundo grau, competência do STJ. • Quando falar em conflitos de "atribuições" = conflito entre

autoridades administrativas X autoridade judiciárias de entes diversos. Neste caso, o competente é o STJ.

Quando falar em conflito entre União X Estado, Estado X Estado, ou Estado X DF = conflito federativo, o competente é o STF.

Gabarito: Errado.

115. (CESPE/Advogado - CEHAP-PB/2009) O litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o estado, o Distrito Federal (DF) ou território será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Comentários:

Neste caso o competente será originariamente o STF, através da atribuição conferida pelo art. 102, I, "o" da Constituição. Deve-se atentar à competência estabelecida pela Lei Maior: conflito entre organismo estrangeiro e:

• União, Estados, DF ou TF STF;

• Município ou pessoa domiciliada no Brasil Juiz Federal podendo chegar ao STJ por rec. ordinário;

Gabarito: Errado.

116. (CESPE/Procurador-AGU/2010) O STF reconhece sua competência originária para julgar ação judicial tendo como partes entidade da administração indireta federal, de um lado, e estado- membro, de outro, na hipótese de discussão acerca de imunidade recíproca.

Comentários:

Segundo o Supremo, o conflito entre uma autarquia federal e um Estado-membro pode ter 2 caminhos:

Competência originária do STF - Se colocar em risco o pacto federativo.

Competência da Justiça Federal - Se não colocar em risco o pacto federativo.

Desta forma acerta a questão, pois segundo o STF imunidade recíproca é instituto essencial ao pacto da federação.

117. (CESPE/Analista-TJ-RJ/2008) Compete ao STJ julgar as causas e os conflitos entre a União e os estados, a União e o DF, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração indireta.

Comentários:

Os conflitos federativos, conforme o disposto no enunciado, são julgados pelo STF (CF, art. 102, I, "f").

Gabarito: Errado.

118. (FGV/Fiscal - SEFAZ-RJ/2010.1) Com relação às competências do STF, analise as afirmativas a seguir:

I. o STF processa e julga originariamente as causas e os conflitos entre Estados Federados.

II. o STF processa e julga originariamente os litígios entre Estado estrangeiro e Estado Federado.

III. o STF processa e julga originariamente os conflitos de atribuições entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro.

Assinale:

a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente a afirmativa II estiver correta. c) se somente a afirmativa III estiver correta.

d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

Comentários:

Letra A – Correto. Quando houver “conflitos federativos”, o STF deve ser o responsável pelo julgamentos (CF, art. 102, I, f).

Letra B – Correto. Lembrando que, em se tratando de litígios com estados estrangeiros ou organismos internacionais:

• Se o litígio for com a União, Estado, o DF ou Território - Julgado pelo STF

• Se o litígio for com Municípios ou pessoas residentes no país - Julgado pelos Juízes Federais, cabendo recurso ordinário ao STJ.

Letra C – Errado. Conflito de “atribuições” é julgado pelo STJ. Lembre-se:

• Quando falar em conflito de "competência" = conflito entre órgãos do Judiciário:

Se envolver tribunais superiores - Competente é o STF. Se envolver tribunais de segundo grau - Competente é o

STF.

• Quando falar em conflitos de "atribuições" = conflito entre autoridades administrativas X autoridade judiciárias de entes diversos. Neste caso, o competente é o STJ.

Gabarito: Letra D.

Competências do STF - Extradição e sentenças estrangeiras: • O STF será o responsável por processar e julgar a

extradição solicitada por Estado estrangeiro.

O STF só tem legitimidade em se tratando da extradição passiva, aquela pedida por estado estrangeiro, já que a extradição ativa deve ser requisitada diretamente pelo Chefe de Estado.

• homologação de sentenças estrangeira e o exequatur às cartas rogatórias.

A Competência que o STF possuía para homologar, e assim fazer valer no Brasil, as sentenças proferidas por autoridades estrangeiras, e conceder o "exequatur" (cumpra-se) às cartas rogatórias (documentos estrangeiros que pedem a execução de algo à Justiça Brasileira) passou ao STJ com a EC 45/04.

É pacífico no STF o entendimento no sentido de que as normas constitucionais que alteram competência de Tribunais possuem eficácia imediata, devendo ser aplicado, de pronto, o dispositivo que promova esta alteração. Assim, quando a EC 45/04, por exemplo, retirou do STF a competência para conceder o exequatur às cartas rogatórias, e a transferiu ao STJ, este dispositivo deveria ser aplicado tão logo entrasse em vigor a referida emenda. Assumiria assim o STJ a competência para o feito, inclusive sobre aquelas que já estariam sendo julgadas no STF que ficariam prejudicadas por incompetência superveniente, se tornando insubsistentes os votos já proferidos.

119. (FCC/Analista-MPE-SE/2009) Compete ao Supremo Tribunal Federal, conforme expressa previsão constitucional, processar e julgar, originariamente, a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias.

Comentários:

Com a EC 45/04, tais competências, que antes eram do Supremo, passaram ao STJ.

120. (FCC/Analista - TRT-AL/2008) Dentre as principais inovações trazidas pela Emenda Constitucional nº 45 pode-se afirmar que a competência para apreciar os pedidos de homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias passou do Superior Tribunal de Justiça para o Supremo Tribunal Federal.

Comentários:

Foi o contrário. Com a EC 45/04, tais competências, que antes eram do Supremo, passaram ao STJ.

Gabarito: Errado.

121. (FCC/Procurador - TCE - AL/2008) Compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e julgar, originariamente, a extradição solicitada por Estado estrangeiro.

Comentários:

Trata-se de competência do STF, de acordo com a Constituição, art. 102, I, g.

Gabarito: Errado.

122. (CESPE/Procurador-TCE-ES/2009) As normas constitucionais que alteram a competência de tribunais possuem, de acordo com o entendimento do STF, eficácia imediata, devendo ser aplicado, de pronto, o dispositivo que promova a alteração.

Comentários:

É pacífico no STF o entendimento no sentido de que as normas constitucionais que alteram competência de Tribunais possuem eficácia imediata, devendo ser aplicado, de pronto, o dispositivo que promova esta alteração. Assim, quando a EC 45/04, por exemplo, retirou do STF a competência para conceder o exequatur às cartas rogatórias, e a transferiu ao STJ, este dispositivo deveria ser aplicado tão logo entrasse em vigor a referida emenda. Assumiria assim o STJ a competência para o feito, inclusive sobre aquelas que já estariam sendo julgadas no STF que ficariam prejudicadas por incompetência superveniente, se tornando insubsistentes os votos já proferidos. Gabarito: Correto.

123. (CESPE/Técnico-TJ-RJ/2008) Compete ao STJ proceder à homologação de sentença estrangeira.

Tal competência, que antes era do STF, passou com a EC 45 ao STJ, juntamente com a competência para conceder o exequatur às cartas rogatórias.

Gabarito: Correto.

124. (CESPE/OAB-SP exame nº 136/2008) A homologação de sentenças estrangeiras é de competência da justiça federal do local onde tem domicílio o interessado.

Comentários:

Com a edição da EC 45/04, a competência para homologar sentenças estrangeiras, que antes era do STF, passou ao STJ. Cabe a justiça federal da localidade, apenas fazer cumprir a sentença.

Gabarito: Errado.

125. (CESPE/OAB-SP exame nº 137/2008) Compete ao STJ processar e julgar originalmente a extradição solicitada por estado estrangeiro.

Comentários:

Esta competência ainda permanece no STF (CF, art. 102, I, g). Gabarito: Errado.

126. (CESPE/AJAA-STF/2008) Os pedidos de extradição formulados por Estado estrangeiro devem ser julgados pelo STJ. Comentários:

Esta competência ainda permanece no STF (CF, art. 102, I, g). Gabarito: Errado.

127. (CESPE/Técnico - TCE-TO/2008) Compete ao Supremo Tribunal Federal (STF) julgar originariamente a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias.

Comentários:

Essa competência passou ao STJ com a EC 45/04. Gabarito: Errado.

128. (ESAF/ANA/2009) Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe, entre outras funções, processar e julgar, originariamente a homologação de

sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias.

Comentários:

Com a EC 45/04 a competência do STF para homologar sentenças estrangeiras e conceder o exequatur (cumpra-se) às cartas rogatórias passou para o STJ (CF, art. 105, I, i).

Gabarito: Errado.

129. (FGV/Delegado de Polícia - ISAE/2010) Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, não lhe cabendo processar e julgar, originariamente:

a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal.

b) o Presidente da República, nas infrações penais comuns.

c) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território.

d) a extradição solicitada por Estado estrangeiro.

e) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias.

Comentários:

Letra A – Errado. Cabe ao Supremo julgar a ADI de ato normativo federal, bem como o estadual também (CF, art. 102, I, a).

Letra B – Errado. Cabe ao Supremo julgar o Presidente da República nas infrações penais comuns (CF, art. 102, I, b).

Letra C – Errado. É uma competência do STF (CF, art. 102, I, e). Letra D - Errado. É uma competência do STF (CF, art. 102, I, g). Letra E – Correto. Isso não cabe mais ao STF, já que, com a EC 45/04 essa competência passou ao STJ.

Gabarito: Letra E.

Competências do STF - Decisões dos julgamentos:

Em relação as decisões proferidas a Constituição estabelece ainda como competência originária do STF:

• a execução de sentença nas causas de sua competência originária, facultada a delegação de atribuições para a prática de atos processuais;

Esta é uma disposição importantíssima, veja que diferentemente do que ocorre nas ações transitadas em primeira instância, onde a ação rescisória do julgado será ajuizada no tribunal de 2º grau (TJ ou TRF dependendo da competência), nas ações decididas por tribunais, as ações rescisórias são julgadas pelos próprios tribunais. Assim, cada tribunal é responsável originariamente por julgar as revisões criminais e as ações rescisórias de seus próprios julgados, sendo esta disposição esta transcrita na Constituição também para o STJ e TRF.

• Em relação as ADI e ADC, a Constituição estabelece que as decisões definitivas de mérito, proferidas nessas ações, produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.

Observe que estes efeitos ocorrem somente para as decisões de mérito, ou seja, aquelas tomadas com efetiva análise do objeto da demanda. Caso o Supremo tenha dado, por exemplo, improcedência na ADI por falta de algum requisito processual, a decisão não seria de mérito, pois, não chegou a se analisar o objeto, desta forma, não ocorreria a produção destes efeitos.

Como vimos, percebe-se também que o efeito vinculante, ou seja, o efeito de fazer com que a decisão se torne de observância obrigatória, não se estenderá ao Poder Legislativo em sua função típica, e também não vinculará o próprio STF.

• A reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões;

Sempre que uma decisão do STF que possua caráter vinculante, ou seja, for de observância obrigatória a todos os demais órgãos do Poder Judiciário e da administração pública, não for atendida, caberá a qualquer pessoa que sinta-se lesada pelo não cumprimento da decisão proceder à reclamação a este tribunal, de forma a preservar sua competência e autoridade de suas decisões.

STF – Súmula nº 734 → Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do STF.

130. (CESPE/DPE-ES/2009) Conforme entendimento do STF, cabe reclamação da decisão que conceder ou negar a liminar proferida em ação direta de inconstitucionalidade.

Comentários:

Não cabe reclamação contra a concessão da liminar. Caberá reclamação da decisão que contrariar a liminar, já que esta, embora provisória, possui força vinculante.

Gabarito: Errado.

131. (CESPE/DPE-ES/2009) Caso um cidadão esteja litigando contra o estado do Espírito Santo e o juiz de direito não tenha aplicado, no julgamento dessa causa, o entendimento manifestado pelo plenário do STF em recurso extraordinário interposto em outro processo, não caberá reclamação ao STF contra a decisão do juiz de direito.

Comentários:

As decisões em recurso extraordinário não possuem efeito vinculante, diferentemente do que ocorre nas decisões de mérito proferidas nas ações de constitucionalidade (ADI, ADC e ADPF).

Gabarito: Correto.

132. (ESAF/PGFN/2007) Cabe reclamação no Supremo Tribunal Federal em face de qualquer ato judicial que contrarie decisões proferidas em ações diretas de inconstitucionalidade, as quais possuem eficácia contra todos e efeito vinculante, em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.

Comentários:

O candidato deveria conhecer o conteúdo da súmula 734 do STF: Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do STF. Não podendo então se falar em "qualquer".

Gabarito: Errado.

133. (ESAF/PGFN/2007) A reclamação cabível no Supremo Tribunal Federal, a fim de preservar a sua competência ou garantir a autoridade de suas decisões, tem natureza jurídica de medida processual de caráter excepcional, a ser manejada pelos mesmos legitimados para a propositura de ação direta de inconstitucionalidade.

Comentários:

Caberá a qualquer cidadão proceder à reclamação ao STF, de forma a preservar sua competência e autoridade de suas decisões.

Gabarito: Errado.

Como vimos, a competência de um tribunal pode ser originária ou recursal. Na competência recursal do STF encontramos duas espécies de recursos: o ordinário e o extraordinário. Podemos dizer que os recursos ordinários, sejam eles no STF ou no STJ ocorrem quando tem por objeto causas envolvendo coisas ou pessoas (físicas ou jurídicas), ou seja, remédios constitucionais, crimes e etc.. Já o recurso extraordinário do STF, bem como o especial do STJ são recursos “excepcionais”, servem para discutir casos concretos envolvendo atos normativos.

Pulo do Gato:

Caso a questão fale de “recurso ordinário” = sempre deverá envolver coisas ou pessoas (físicas ou jurídicas) – tais como remédios constitucionais, crimes ou demais conflitos.

Caso a questão fale de “recurso extraordinário” (sempre ao STF) ou “recurso especial” (STJ) = ela deverá falar em leis ou atos normativos.

Recurso ordinário no STF:

O recurso ordinário é o recurso comum, que não possui alta complexidade de admissão e etc. Ele ocorre em duas hipóteses apenas:

1- No caso de remédio constitucional que foi denegado por