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Quadro 27- Acompanhamento da educadora cooperante

CATEGORIA ESTAGIÁRIAS EDUCADORAS

COOPERANTES SUPERVISORAS ACOMPANHAM ENTO DA PROFESSORA COOPERANTE - “(…) sempre me ajudou”. deu liberdade total (supervisionada, como é obvio) na sala com as crianças”

- “(…) foi determinante em certas alturas como gerir o grande grupo, trabalho de projecto e resolução de conflito”

-“Facilitou muito o meu trabalho”

-“Perguntar se precisava de alguma coisa”

-“No final de uma aula, vinha ter comigo e dava-me a opinião dela”

-“Ainda hoje tenho uma relação com ela muito forte” -“Ela dava me liberdade” -“Andei mais à vontade e sem uma supervisão tão grande”

-“Eu gostei mais do 1ºciclo, gosto mais quando a pessoa me deixa trabalhar mas está ali a ouvir e depois me dá o feedback, apesar de poder estar a fazer outra coisa

-“Aqui podem

experimentar com rede” -“Têm sempre alguém que as apoia”

-“As estagiárias ao princípio ainda têm alguma dificuldade em dominar o grupo …se estivessem sozinhas era muito complicado e era difícil não é…”

-“É ajudar, é proporcionar ao outro uma vivência positiva”

-“Eu acho que é fundamental e quanto mais melhor”

-“Da uma bagagem grande à pessoa, ao profissional”

-“Recebo as pessoas com bastante agrado”

-“(…)aprendemos com os estagiários porque também trazem novas teorias outras metodologias de trabalho” “Ponho as pessoas à vontade e não há constrangimentos, pronto aquilo que eu vou achando

-“Procuro sempre partir de uma relação de cordialidade e tanto quanto possível de confiança com os cooperantes” -“Há práticas com as quais nos identificamos muito (…)obviamente que isso as vezes é difícil de gerir até porque muitas vezes a prática do aluno reflecte aquilo que é a prática do cooperante”

-“Bem-estar, sempre na espectativa de facilitar ou pelo menos criar condições adequadas para que o aluno trabalhe

Falta de comprometimento por parte de alguns cooperantes com a formação dos alunos…aceitam-nos nas

aulas, estão lá mas não se comprometem muito para além disso”

-“O cooperante é um formador… quando

qualquer do que eu estar sozinha e a pessoa não estar sequer lá”

-“Não influenciou as minhas concepções pedagógicas” -“(…) não houve uma grande influência porque eu segui mais aquilo no que acreditava e no que me sentia mais à vontade do que propriamente aquilo que eles faziam”

-“Apesar de não seguir muito o modelo e a forma como a educadora trabalha aprendi muito, porque eu sentia muito a necessidade de estar na prática, de experienciar, de fazer actividades…e aprendi muito, se calhar não foi tanto com ela mas foi mais com eles(…)” e vou dizendo” -“Partilhar os seus instrumentos de trabalho” -“Trabalhar em equipa” -“Transmitir ao aluno estagiário a experiência” -“Haver um tempo de reflexão”

-“A partilha de saberes é fundamental”

-“O educador cooperante deverá orientar e motivar o estagiário fomentando um pensamento crítico e reflexivo”

assume o aluno”;

-“É um formador pela própria prática, que o aluno observa e acho que é uma grande responsabilidade”;

-“É um formador também pelo nível de apoio que vai dando ao estagiário

-“Haver uma cooperação entre supervisor e o cooperante é um garante que há da parte do cooperante algum comprometimento com a formação… acho fundamental -“Durante o percurso promovo a integração com a relação que estabeleço com o cooperante e a forma como estou com o cooperante, a forma como estou com as crianças lá no sentido que todos os intervenientes se aceitem uns aos outros”.

-É para mim uma preocupação estabelecer elos com a cooperante”; -“Só na articulação entre as duas é que algo pode

acontecer algo do ponto de visto do apoio ao aluno”

-“Não é nada raro…mas o meu papel não tem a ver com interferir com a

prática da educadora…procuro ter

uma boa relação com ela aceitando as diferenças que ela possa ter”

De um modo global, as estagiárias tecem comentários muito positivos sobre o acompanhamento feito pela educadora cooperante. Corrobora-se a ideia que a educadora cooperante desempenha um papel de apoiante ao longo dos meses da prática pedagógica. O papel da Cooperante é descrito como preponderante na consolidação de condutas próprias do perfil de educadora e representa a ponte entre a teoria e a prática. É unanime que a relação que se estabeleceu entre as alunas e as cooperantes foi muito positiva, uma das inquiridas refere mesmo que continuou a manter contacto com a educadora após ter terminado o estágio. As EDC sublinham que receber estagiárias representa uma renovação pedagógica constante, já que trazem novas teorias.

Porém surge uma certa discórdia nos discursos das S, das EDC e das E relativamente ao acompanhamento sistematizado e intencional das cooperantes. Neste caso específico, as cooperantes referem que existe uma intencionalidade educativa, ou seja, existe uma preocupação formativa por parte destas. Já três das estagiárias revelam um bom acompanhamento por parte da EDC e uma das inquiridas (E4) elenca que, apesar da boa relação com a EDC não se sentiu bem acompanhada do ponto de vista formativo, menciona até que se sentiu um pouco”abandonada” em determinadas situações. Esta perspectiva é confirmada pelas afirmações das Supervisoras, que reclamam a falta de comprometimento por parte de algumas cooperantes quanto à formação das alunas.

“Falta de comprometimento por parte da alguns cooperantes com a formação dos alunos…aceitam-nos nas aulas, estão lá mas não se comprometem muito para além disso/O cooperante é um formador quando assume o aluno/É um formador pela própria prática, que o aluno observa e acho que é uma grande responsabilidade.”

Todos os intervenientes concordam com o papel preponderante que a EDC desempenha na formação das alunas, já que esta representa o elo entre a teoria e a prática e de certa forma, personifica o primeiro contacto prático com a profissão antes de a exercerem, pelo que é fundamental terem o acompanhamento de profissionais responsáveis e responsivos.

“Só na articulação entre as duas é que algo pode acontecer algo do ponto de visto do apoio ao aluno” (S2).

1.4- SUPERVISÃO E ACOMPANHAMENTO DA PROFESSORA