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Acompanhamento de programas e ações sugeridas pelo Comude

8.6 BEM COMUM

8.7.3 Acompanhamento de programas e ações sugeridas pelo Comude

No que diz respeito ao acompanhamento de programas e ações sugeridas pelo Comude por meio dos seus processos de discussão e deliberação, verifica-se que a maioria dos Conselhos acompanha tais proposições sugeridas pelo mesmo.

Observa-se que em alguns Comudes dos municípios pertencentes ao Corede Celeiro, o Conselho não acompanha as ações sugeridas pelo próprio conselho, de acordo com trecho da entrevista do presidente do Comude PC 6, o qual sobre o acompanhamento, relata que “não,

como eu te falei, o Comude trabalha com aquela parcela para a Consulta Popular, que [...][é] muito pouco”.

Já o presidente do Comude PC 11 também ressalta que o Conselho em sua área de atuação não acompanha os programas e políticas públicas sugeridas nos seus processos de participação e deliberação.

Neste mesmo sentido, o presidente do Comude PC 7, relata que o acompanhamento por parte do Comude se restringe até a liberação dos recursos, em se tratando da Consulta Popular, mas após a liberação do mesmo, o Comude deixa de acompanhar a efetivação da ação sugerida pelo mesmo, conforme observa-se no trecho a seguir da entrevista, pois o acompanhamento “existe

até a liberação do recurso, depois não”.

Corroborando neste sentido, o presidente do Comude PC 19 ressalta que possui um acompanhamento relativamente pequeno, no tocante ao acompanhamento de políticas públicas, “acompanha pouco, não muito, algumas coisas sim”.

Quanto ao acompanhamento de políticas públicas sugeridas pelo Comude, observa-se que o mesmo acompanha até a entrega do bem ou serviço proposto nos processos de discussão de deliberação do Comude.

Corroborando nessa perspectiva, o presidente do Comude PC 8 confirma a existência de acompanhamento das políticas públicas sugeridas pelo conselho, pois segundo o mesmo, “dentro daquelas demandas que foram eleitas sim, tem o acompanhamento, tem o canal pela

Já de acordo com o presidente do Comude PC 18, o Comude acompanha: “sim, é feito através

dos conselhos, a gente reúne o conselho e define quais as prioridades, é elencado e levado ao poder público e eles respondem então”.

Contudo, constata-se que quatorze presidentes dos Comudes (PC 1, PC 2, PC 4, PC 5, PC 8, PC 9, PC 10, PC 12, PC 13, PC 14, PC 15, PC 17, PC 18 e PC 21) acompanham programas e ações sugeridos pelo mesmo.

Portanto, observa-se que os Comudes dos municípios pertencentes ao Corede Celeiro acompanham aos programas e ações sugeridas nos processos de discussão e deliberação do Comude.

8.7.4 Legitimidade social

O critério de análise legitimidade social tem como finalidade ressaltar a capacidade e atuação do Comude como promotor do controle social nos municípios pertencentes ao Corede Celeiro.

Este critério está dividido em quatro aspectos de análise, sendo os seguintes: a possibilidade de o Comude promover o controle social na sua área de atuação; se os atores que compõem o Comude são reconhecidos pela sociedade como agentes promotores do bem comum; a possibilidade de discussão de temas ligados a transparência e combate à corrupção; e a forma como são realizadas as ações de controle social pelo Comude na sua área de atuação.

Sobre a promoção do controle social, cinco dos presidentes entrevistados dos Comudes (PC 4, PC 10, PC 12, PC 19 e PC 21) destacam que o Conselho tem capacidade promover o controle social na sua área de atuação.

Quanto à possibilidade de promover o controle social, destaca-se o presidente do Comude PC 21, o qual ressalta que o Conselho pode promover o controle social, mas existem dificuldades quanto ao acesso de informações, pois “em partes sim, mas fica um pouco limitado, não tem

todas as informações na mão, aí precisaria montar toda uma estrutura aí, mas acredito que sim”.

No entanto, quinze dos presidentes do Comude (PC 1, PC 2, PC 5, PC 6, PC 7, PC 8, PC 9, PC 11, PC 13, PC 14, PC 15, PC 16, PC 17, PC 18 e PC 20), o que representa a ampla maioria, entendem que o Conselho não possui capacidade de promover o controle social na sua área de atuação.

O presidente do Comude PC 16 ressalta que o Conselho sozinho não teria capacidade de promover o controle social, pois depende do auxílio de outras entidades, conforme observa-se no trecho a seguir da entrevista, pois “eu acho que ele sozinho não, dependeria de vários

setores, o conselho é só um membro participativo, mas não teria o poder de fazer isso sozinho”.

Corroborando neste sentido, o presidente do Comude PC 20 entende que cada conselho setorial poderia atuar na sua área de atuação para promover o controle social, conforme apresentado no trecho a seguir da entrevista, pois “não, isso não, o Comude não. No estilo que está montado

agora não, na verdade como a gente tem vários conselhos cada conselho tem o poder de [...] o Conselho da Saúde interfere na [saúde], e o da agricultura faz isso, e o nosso é mais ligado a geração de emprego e renda”.

Quanto ao reconhecimento dos atores envolvidos nos processos de discussão e deliberação do Comude como agentes promotores do bem comum, quatorze dos presidentes dos Comudes (PC 2, PC 4, PC 6, PC 8, PC 9, PC 10, PC 11, PC 12, PC 13, PC 14, PC 15, PC 18, PC 19 e PC 21) entrevistados, o que representa sua maioria, entendem que os atores envolvidos são reconhecidos pela sociedade civil como agentes promotores do bem comum.

No entanto, os presidentes do Comude PC 2, PC 5, PC 7, PC 16 e PC 17 ressaltam que os atores envolvidos nos Comudes dos municípios pertencentes ao Corede Celeiro não são reconhecidos pela sociedade como agentes promotores do bem comum.

No tocante a utilização dos espaços de discussão do Comude com o intuito de abordar assuntos relacionados a transparência e ao combate a corrupção, ressaltam que são discutidos esses assuntos (PC 2, PC 4, PC 8, PC 9, PC 10, PC 12, PC 14, PC 15 e PC 21). No entanto, número significativo de entrevistados entendem que não discutem os temas vinculados ao combate a corrupção e transparência (PC 1, PC 5, PC 6, PC 7, PC 11, PC 13, PC 16, PC 17, PC 18, PC 19 e PC 20).

Quanto a realização de ações de controle social, os presidentes dos Comudes PC 4, PC 9, PC 10, PC 17 e PC 21 destacam que já realizaram ações de controle social na sua área de atuação.

Destaca-se o presidente do Comude PC 4, pois o mesmo ressalta a realização de uma análise conjunta entre o Comude e o Conselho Municipal de Assistência Social, conforme observa-se no trecho a seguir da entrevista, pois o presidente relata que

fomos convidados, a poucos meses para fazer um, juntamente com o Conselho de Assistência Social, para fazer uma análise que realmente quem foi atendido via conselhos, se aquelas pessoas que foram atendidos realmente eram as principais a ser beneficiadas quando o recurso é na área da assistência social vem muito pouco, para discutir, então acaba, são quatro ou cinco secretarias hoje entrou novamente a parte da educação que estava fora, a saúde, mas quando é só discutido, a assistência social deveria ser mais discutido para a região, por que a região necessita disto, precisa de políticas para atender a assistência social (PC 4).

No entanto, a maioria dos presidentes não realiza ações de fiscalização e de controle social na sua área de atuação (PC 1, PC 2, PC 5, PC 6, PC 7, PC 8, PC 11, PC 12, PC 13, PC 14, PC 15, PC 18 e PC 19).

Portanto, de um modo geral, observa-se que os Comudes não possuem capacidade de promover o controle social. Observa-se ainda, que é destacada a importância da atuação dos demais conselhos setoriais existentes nos municípios para promover o controle social.

Nos Comudes, ressalta-se de modo geral, que os membros que compõem o Conselho são reconhecidos pela sociedade civil como agentes promotores do bem comum em sua área de atuação.

Quanto a utilização dos espaços de discussão e deliberação do Comude nos municípios pertencentes ao Corede Celeiro para a discussão de temas relacionados a transparência e combate a corrupção. Observa-se que em alguns Comudes são discutidos e em outros não há espaço para a discussão de temas ligados a transparência e ao combate a corrupção.

Salienta-se que a maioria dos presidentes dos Comudes dos municípios pertencentes ao Corede Celeiro não realizam ações de fiscalização e controle social em políticas públicas na sua área de atuação.

8.7.5 Acompanhamento de políticas públicas

Quanto ao critério de análise acompanhamento de políticas públicas, integrante da categoria de análise controle social, observa-se o acompanhamento e análise, realizado pelos Comudes no âmbito do Corede Celeiro, bem como a sua interferência na sugestão e alteração de ações e políticas públicas no setor público.

Para a consecução destes objetivos, este critério de análise é composto de dois aspectos a serem analisados, sendo os seguintes: o acompanhamento e a divulgação de políticas públicas pelos Comudes; e a interferência dos Comudes na alteração de programas ou ações em funcionamento.

Portanto, no que se refere ao acompanhamento e a divulgação de análise de políticas públicas pelo Comude, cinco dos presidentes dos Comudes (PC 9, PC 12, PC 15, PC 16 e PC 21) ressaltam a existência de acompanhamento e divulgação de análises de políticas públicas.

O presidente do Comude PC 21 observa que são publicadas matérias no jornal sobre análise e acompanhamento de políticas públicas, pois “sim, geralmente se faz matérias no jornal, se

publica algum artigo, até para dar conhecimento ao pessoal”.

Já o presidente do Comude PC 15 relata que o mesmo realiza um acompanhamento e análise no conselho, mas que o mesmo não divulga tais ações: “não é divulgado, o Comude só faz a

avaliação dentro do conselho. Faz acompanhamento e análise dentro do conselho, mas ele não é divulgado, o Comude não opina publicamente sobre uma avaliação ou não, dificilmente, até hoje não aconteceu ainda”.

No entanto, os presidentes de treze Comudes (PC 1, PC 2, PC 4, PC 5, PC 6, PC 7, PC 8, PC 10, PC 11, PC 13, PC 14, PC 17 e PC 18) destacam que não é realizado qualquer tipo de acompanhamento, de divulgação ou análise de políticas públicas.

No que se alude à interferência do Comude na alteração de programas ou políticas públicas em funcionamento, os presidentes de sete Comudes (PC 8, PC 9, PC 10, PC 13, PC 15, PC 18 e PC 19) ressaltam que o Conselho interfere em programas ou políticas públicas em funcionamento, gerando alteração nos mesmos.

Corroborando nesse sentido, o presidente do Comude PC 9 também relata que o Conselho realiza ações com o intuito de alterar políticas públicas em execução, pois “nós alteramos agora

esse plano de trabalho que sobrou esse dinheiro, na verdade foi uma coisa que nós nos reunimos aí e falamos”.

Já o presidente do Comude PC 8, informa que “os programas dentro da Consulta Popular sim,

mas outras obras não, fora a Consulta Popular, nada”.

O presidente do Comude PC 10 salienta que o Conselho interferiu na alteração de políticas públicas voltadas a área da saúde, conforme se depreende de sua entrevista: “[...] recursos que

vieram para o hospital, que era para determinada reforma, foi mudado para construção, nesse sentido aí que a gente interferiu, buscou via Estado sugestões do que fazer, interferência de várias situações”.

Já o presidente do Comude PC 15, ressalta que o Conselho interferiu em ações com o intuito de alterar políticas públicas:

na verdade já houve uma situação onde o Comude interferiu para que um recurso fosse aplicado, para seu destino correto, que havia um recurso destinado a uma tal finalidade e havia interferência fora do Comude para que aquele recurso fosse para outra finalidade, o Comude se posicionou e solicitou para que aquilo fosse de fato aplicado na sua finalidade correta (PC 15).

No entanto, doze presidentes de Comudes (PC 1, PC 2, PC 4, PC 5, PC 6, PC 7, PC 11, PC 12, PC 14, PC 17, PC 19 e PC 21) ressaltam que o mesmo não interfere em políticas públicas, com o intuito de alterar programas ou ações governamentais em funcionamento.

Portanto, observa-se que, de um modo geral, os Comudes dos municípios pertencentes ao Corede Celeiro não realizam acompanhamento e análise de políticas públicas, e também não divulgam tais ações.

Deste modo, observa-se de modo geral que os Comudes dos municípios pertencentes ao Corede Celeiro não interferem com o intuito de alterar ações, programas e políticas públicas em funcionamento dos órgãos públicos.

O critério de análise instrumentos de controle, pertencente a categoria de análise controle social, tem como finalidade compreender e analisar a utilização dos meios de controle governamental existentes de forma independente, nos Comudes dos municípios pertencentes ao Corede Celeiro.

Para tanto, observa-se a utilização de instrumentos de controle governamental existentes de forma independente, em especial aqueles utilizados pelos Comudes no âmbito do Corede Celeiro.

Constata-se que os presidentes de quatro Comudes (PC 4, PC 5, PC 12 e PC 19) utilizam instrumentos de controle. Desta forma, destaca-se o presidente do Comude PC 4, pois para o mesmo o Comude possui instrumentos de controle dos recursos aplicados por meio das ações oriundas da Consulta Popular, como pode-se observar no trecho a seguir, pois “só dos recursos

que são aplicados [pela Consulta Popular]”. Já o presidente do Comude PC 19 relata que o

Conselho realiza vistorias no setor público: “faz vistoria, olha, daí dá algum encaminhamento,

para o prefeito”.

No entanto, na sua maioria (doze), os Comudes (PC 1, PC 2, PC 6, PC 7, PC 8, PC 9, PC 10, PC 11, PC 13, PC 16, PC 18 e PC 21) não utilizam instrumentos de controle para a execução de fiscalização e acompanhamento das ações e políticas públicas. .

Portanto, os Comudes dos municípios pertencentes ao Corede Celeiro, de um modo geral, não utilizam nos seus processos de participação, os instrumentos de controle governamental existentes de forma independente.

8.7.7 Inteligibilidade

O critério de análise inteligibilidade tem como finalidade apresentar a capacidade de interpretação e compreensão pelos membros do Comude das informações acessadas ou apresentadas nos processos de discussão e deliberação do Conselho.

Desta forma, este critério de análise é composto de dois aspectos a serem analisados, sendo os seguintes: a compreensão dos conselheiros acerca das informações acessadas e disponibilizadas

nos processos de discussão e deliberação do Comude; e como as manifestações dos conselheiros representam a compreensão dos mesmos.

Quanto a compreensão das informações acessadas pelos conselheiros do Comude, todos os presidentes dos Comudes entrevistados relatam que as informações acessadas ou disponibilizadas nos processos de discussão e deliberação são compreendidas pelos conselheiros.

Destaca-se o presidente do Comude PC 15, o qual ressalta que as informações disponibilizadas pelos Conselhos são em linguagem acessível, com o intuito de que os conselheiros tenham compreensão dessas informações. Já o presidente do Comude PC 13 ressalta que quando as informações são especificas, e criadas pelo Conselho, as mesmas são compreendidas pelos conselheiros.

Quanto a intervenção dos conselheiros nos processos de discussão e deliberação do Comude, a maioria (dezesseis) dos presidentes (PC 1, PC 2, PC 4, PC 5, PC 6, PC 7, PC 8, PC 10, PC 11, PC 12, PC 14, PC 15, PC 17, PC 18, PC 19 e PC 21) ressalta que os mesmos demonstram entendimento sobre os assuntos discutidos e deliberados nos processos de discussão e deliberação do Comude.

Demonstrando tal compreensão, o presidente do Comude PC 12 relata que os conselheiros “compreendem [as informações], acho que está tranquilo, nem todos, mas grande parte

compreende”.

O presidente do Comude PC 21 destaca que a compreensão das informações pelos conselheiros facilita a transmissão de informações para os demais membros da sociedade, ao afirmar: “é, e

facilitam a questão de transmissão das informações para o público mais leigo, eles são interlocutores da conversa, ajudam bastante nesse sentido, explicação, explanaçãode algum assunto”.

No entanto, os presidentes do Comude PC 9 e PC 13, ressaltam que a intervenção dos conselheiros nos processos de discussão e deliberação do Comude não demonstram que os membros do Conselho tenham compreensão dos assuntos discutidos e deliberados nos processos de participação popular do Comude.

Portanto, observa-se que os membros que compõem os Comudes nos municípios pertencentes ao Corede Celeiro compreendem as informações acessadas e disponibilizadas nos processos de discussão e deliberação do Comude.

Constata-se ainda, que a manifestação dos atores sociais que compõem os Comudes nos municípios pertencentes ao Corede Celeiro demonstra a compreensão das informações disponibilizadas nos espaços do Conselho.

8.7.8 Promoção do controle social

Quanto ao critério de análise promoção do controle social, o qual está inserido na categoria de análise controle social, a qual tem como finalidade compreender e analisar a capacidade de o Conselho promover o controle social na sua área de atuação.

Neste intuito, este critério de análise é composto de dois aspectos a serem analisados, sendo os seguintes: a possibilidade de promoção do controle social a partir das ações do Comude; e quais ações o Comude vem realizando ou pode realizar com o intuito de promover o controle social.

Os presidentes de cinco dos Comudes (PC 1, PC 2, PC 12, PC 18 e PC 21) ressaltam que os Comudes possuem capacidade de promover o controle social na sua área de atuação, por meio dos seus processos de participação popular.

Quanto a capacidade de promoção do controle social pelo Comude, o presidente PC 12 ressalta que para ocorrer o controle social, deve haver a participação de todas as entidades envolvidas: “mas olha, eu acho que assim, as entidades todas envolvidas, seria essas, as entidades que

envolvem o conselho”.

Já o presidente do Comude PC 18 observa que para ocorrer a promoção do controle social deve existir uma colaboração do Comude com os demais conselhos setoriais sediados no município.

No entanto, os presidentes do Comude PC 9, PC 13 e PC 16 ressaltam que as ações desenvolvidas pelo Comude não têm capacidade de promover o controle social na sua área de atuação.

Destaca-se o presidente PC 16, pois a mesmo entende que o Comude não pode promover o controle social, mas teria capacidade de auxiliar outras entidades a realizar tal ação.No entanto, 15 dos 21 presidentes entrevistados (PC 1, PC 4, PC 5, PC 8, PC 10, PC 11, PC 12, PC 13, PC 14, PC 15, PC 16, PC 18, PC 19, PC 20 e PC 21)entendem ser possível a promoção do controle social por meio das ações do Comude..

O entrevistado PC 5 observa que para promover o controle social, o Conselho deve

[...] se reunir mais pra ver as ações, seria pertinente, reunir mais, estudar mais, pra ter uma posição se não o cara não tem nenhum conhecimento do assunto, como ele vai querer fazer alguma intervenção, então teria que estudar mais, para o que é o próprio Comude pra tomar uma posição (PC 5).

No mesmo sentido, o entrevistado PC 10 ressalta a realização de reuniões com ouros atores sociais e entidades visando o controle social, ao afirmar que o Comude deve realizar “essas

reuniões, com as agentes de saúde, com a assistência social, com as associações de bairros, para ver as necessidades ali nas sugestões depois, Consulta Popular futura, até para o governo agir, o governo municipal, dar prioridade em certas áreas”.

Da mesma forma, o presidente do Comude PC 18 ressalta que a promoção do controle social pode ocorrer “através de assembleias, o pessoal participar com a comunidade nas assembleias,

e a comunidade elencar o que é prioridade pra ela no município”.

Neste sentido, o presidente do Comude PC 12 destaca a importância da participação da sociedade, o que pode ser observado no trecho a seguir da entrevista, pois o Comude, “isso aí

são várias, uma delas é a participação, a busca de melhorias, no meu entendimento seria isso aí”.

O presidente do Comude PC 14 entende que o Conselho poderia ter um núcleo de fiscalização com a finalidade de acompanhar ações do poder público:

o Comude poderia ser, ter um núcleo de fiscalização das ações de controle social, para poder de uma forma mais incisiva e presente, acompanhar se esta sendo feito aquilo que foi proposto. Então dentro do conselho poderia ser criado um núcleo até menor, com menor número de integrantes, mas que tivessem a disponibilidade de tempo, principalmente, para poder fazer esse acompanhamento (PC 14).

Já o entrevistado PC 15 chama atenção para o impacto do controle social na alocação dos recursos pelos agentes públicos:

o que o Comude pode fazer é acompanhar um pouco a aplicação dos recursos públicos, para que sempre o poder público tenha como foco o bem comum da coletividade, que os recursos sejam destinados mais para o bem comum de todos, e não para alguns interessados em alguma coisa de uma forma isolada, que os recursos aconteçam mais para o bem comum (PC 15).

O entrevistado PC 2 ressalta que não há fiscalização das ações do poder público pelo Comude, pois o mesmo entende “que poderia ser, mas a gente não discute isso, hoje não discute, de

fiscalizar o poder público não discute, só que eu acho que poderia sim, os próprios conselheiros”.

De modo geral os presidentes dos Comudes nos municípios pertencentes ao Corede Celeiro, ressaltam a existência de possibilidade de promoção do controle social a partir das ações do Conselho, mas destacam a necessidade da participação de outras instâncias participativas.

9 UMA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DO COREDE CELEIRO E DOS COMUDES QUE O