SUBTOTAL 181.951 155.210 26.740 (Menos): Correcções de valor por
33. Acontecimentos posteriores ao encerramento
Entre 31 de Dezembro de 2017 e a data de formulação destas contas anuais, não se produziram factos significativos que pudessem ter impacto sobre as contas anuais a 31 de Dezembro de 2017.
Situação do Consumo em Espanha
A economia espanhola manteve o seu ritmo de crescimento durante o ano de 2017, o PIB cresceu cerca de 3,1%. O consumo privado, que tinha perdido dinamismo no primeiro semestre do ano, recupera, graças ao bom comportamento da riqueza financeira dos lares. O aumento da despesa das famílias terá roçado 0,7%, no segundo semestre de 2017.
Depois da queda sofrida durante os anos mais virulentos da crise, o consumo interno começa a evoluir positivamente, aportando de novo crescimento ao PIB. Em bens de consumo duradouro, tais como móveis e electrodomésticos, o crescimento é muito mais plano, devido à crise do imobiliário. Se bem que a venda de habitação tenha voltado a crescer nos últimos trimestres, os volumes continuam sendo modestos, se se comparam com a situação pré-crise. Dado que o incremento de habitação nova é pequeno, a margem de crescimento destes sectores, muito mais lenta, está em renovação.
As matrículas de automóveis ligeiros durante o ano de 2017 alcançaram a cifra de 1.234.931, segundo os dados da FACONAUTO, o que implica um crescimento de 7,7% em relação a 2016. As vendas de automóveis acumulam dois anos e meio de crescimento continuado. Aspectos como o financiamento e um clima de estabilidade serão chave para alcançar cotas de mercado mais elevadas, que permitam acelerar o ritmo de renovação do nosso parque automóvel.
Até Maio de 2017, as transacções de VO aumentaram cerca de 16,7% relativamente ao mesmo período do ano anterior. Destaca o crescimento (36,2%) da venda de ligeiros com menos de 3 anos de antiguidade, se bem que mais da metade das vendas de VO sejam de automóveis com mais de 10 anos.
Em contrapartida, o comércio de motociclos desceu, dado que uma parte da procura de 2016 era adiantada, esperando-se crescimentos no ano de 2018.
As vendas de equipamento TIC estancou no primeiro semestre de 2017, se bem que a redução dos preços tenha contribuído para incrementar a sua taxa de penetração nos lares.
Situação do crédito ao consumo em Espanha
Segundo os dados da ASNEF, o investimento novo no crédito ao consumo cresceu cerca de 13,32%, com dados de Setembro de 2017, relativamente ao ano anterior. Com o que se incrementa a tendência para subida que já se experimentou durante o ano anterior.
A mora, com dados de 31 de Março de 2017, diminui em todos os grupos: situando-se em 5,54%, nos Estabelecimentos Financeiros de Crédito, face a 6,61% do mesmo período do ano anterior. Naquelas entidades que só realizam crédito ao consumo, situa-se em cerca de 6,82%, face a 8,05% de 2016 e naquelas entidades que só financiam automóveis, cerca de 2,88%, face a 5,07% do ano anterior. As coberturas de fundos existentes sobre os números de devedores duvidosos estão a aumentar, situando-se nos EFC’s em cerca de 71,70% a 31 de Março de 2017, face aos 65,55% na mesma data do ano anterior; em Automóveis situam-se nos 112,75%, face a 89,43%. Naquelas entidades que só realizam Crédito ao Consumo não aumentam, situando-se no mesmo período referido anteriormente em 117,95%, face a 124,08% na mesma data do ano anterior.
A economia espanhola mantém os índices de crescimento do ano anterior, na análise dos componentes mantém-se a aportação da procura nacional e o consumo dos lares como os factores significativos do crescimento.
Segundo os dados da ASNEF, a actividade das suas entidades associadas manteve-se e, em valores absolutos do Risco vivo, alcança os níveis do ano de 2010. Nos automóveis assiste-se a um crescimento de 3,2%, enquanto nas entidades de crédito ao consumo o crescimento é de 0%. O BCE mantém, de momento, a sua política de recompra de dívida que as Entidades Financeiras têm em carteira, sem que existam propostas de redução nos próximos meses.
Situação do crédito ao consumo em Portugal:
O crédito ao consumo concedido pelos associados da ASFAC aumentou cerca de 11,6% no primeiro semestre de 2017, face ao mesmo período do ano anterior. Este aumento está impulsionado pelo crédito clássico concedido a particulares, que aumentou cerca de 28,4%. O destino do crédito clássico continua a ser direccionado em cerca de 70,1% para a aquisição de meios de transporte, destacando-se o crédito pessoal, que representa 20,9% deste crédito. O crédito revolving aumentou 14,3% e destaca-se um aumento na venda de motos de mais de 41,9% no terceiro trimestre de 2017, face ao segundo trimestre do ano anterior.
Estes dados de crescimento, se bem que ainda longe dos que existiam nos períodos pré-crise, devem-se à melhoria da confiança dos consumidores, que estão a começar a tomar decisões de compra até agora adiadas, dada a melhoria dos indicadores económicos. Também revelam um
crescimento sustentado, resultante de uma rigorosa avaliação da capacidade financeira dos consumidores por parte das entidades financeiras.
Actividade de ABANCA Servicios Financieros
A actividade da Popular Servicios Financeiros até 31 de Dezembro de 2017 teve um decréscimo de 8,80% relativamente ao mesmo período do ano anterior. O investimento creditício, a 31 de Dezembro de 2017, situa-se em 192,04 milhões de euros, o que implica um decréscimo de 3,23% em relação ao número de 2016.
No ano de 2017 incorporaram-se 94.282 novos clientes, face aos 108.066 do ano anterior, o que implica um decréscimo de 12,76%, motivado fundamentalmente pela redução de posicionamento em prescritores de ticket meio baixo.
Há que destacar que no dia 15 de Setembro de 2017 se produziu a compra por parte de ABANCA da Popular Servicios Financieros e, com data de 8 de Dezembro, realiza-se a migração tecnológica, passando para a nova plataforma da BANCA Servicios Financieros.
Em 31 de Dezembro de 2017, o índice de incumprimento situa-se em 4,86%,inferior ao resto das Entidades Financeiras que, segundo os dados da ASNEF a 31 de Março de 2017, era de 5,54% e mantêm-se uns índices de cobertura de 129,48%, enquanto que o resto das Entidades financeiras, segundo os dados da ASNEF a 31 de Março de 2017, têm índices de cobertura de 71,70%.
Resultados:
No final do exercício de 2017, a Sociedade obteve um lucro antes de impostos de 583 mil euros. A margem de juros diminui 4,86% em relação ao ano anterior. Os custos financeiros diminuíram em consequência da baixa das taxas de juros. Registou-se uma ligeira descida da facturação em Espanha, mas em Portugal aumentou notavelmente, relativamente a exercícios anteriores A margem bruta desce, em consequência da descida das comissões recebidas e ao aumento das comissões associadas principalmente ao financiamento automóvel.
As despesas gerais de administração elevaram-se, principalmente devido aos reforços necessários para a integração da ABANCA Servicios Financieros na plataforma tecnológica de ABANCA Corporación Bancaria. No resto das epígrafes a ABANCA Servicios Financieros demonstrou o seu contínuo desempenho na contenção das despesas. Em relação às despesas de pessoal, aumentaram devidos aos ajustamentos dos quadros.
As perdas por deterioração do investimento creditício aumentaram em relação ao exercício anterior, devido á adaptação aos critérios de dotação específica da matriz, realizada em Dezembro, com a integração nos sistemas de ABANCA.
No fecho de exercício de 2017 os créditos a clientes totalizam um saldo de 176.649 milhares de euros, o que representa cerca de 98% do activo total do balanço.
Acontecimentos posteriores ao fecho:
Acções próprias:
Não houve aquisições de acções próprias por parte da Sociedade no exercício de 2017.
Evolução previsível da Sociedade:
Considerando os indicadores socio-económicos, com maior facilidade de acesso ao crédito por parte dos consumidores, expectativas de crescimento do PIB e uma boa evolução na criação de emprego, que geram um clima de optimismo, não isento de riscos, permitem crer que 2018 será um bom exercício para o crédito ao consumo, se bem que se espere uma moderação no vigor do crescimento.
A ABANCA Servicios Financieros também está optimista em alcançar um bom exercício, tanto pela estabilidade dos nossos prescritores, como pelos esforços que se estão a realizar na captação de novos prescritores, apoiando-nos também no posicionamento que tem a matriz em PME’s e autónomos e na maior penetração de crédito nos nossos clientes existentes.
Investigação e desenvolvimento:
No ano de 2017 continuou-se a trabalhar em projectos de cumprimento normativo, com a implementação de medidas para o cumprimento da normativa em prevenção de branqueamento e financiamento do terrorismo, tanto para Espanha como para a sucursal em Portugal.
Fizeram-se desenvolvimentos para cumprir os requisitos regulamentares, sobretudo no que concerne às disposições emitidas pelo Banco de Portugal.
Realizou-se um importante esforço na melhoria tecnológica em processo de digitalização que permitirão melhorar a nossa capacidade competitiva.
Meio Ambiente:
A Sociedade, enquanto parte integrante do Grupo ABANCA, adoptou as medidas oportunas relativas à protecção e melhoria ambiental e à segurança e saúde do trabalhador, adoptando, entre outros, planos de reciclagem de consumíveis e planos de poupança de energia.
Gestão de risco:
Na Nota 28 da memória junta, descreve-se a gestão do risco de ABANCA Servicios Financieros.
Evolução da equipa: