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Acordo Alargado ao Abrigo do Programa de Financiamento Ampliado

Em anexo encontra-se uma carta de 19 de Novembro de 2018 do Ministro de Estado do

Desenvolvimento Económico e Social, do Ministro das Finanças e do Governador do Banco Nacional de Angola (a “Carta”), em conjunto com o respetivo Memorando de Políticas Económicas e

Financeiras (o “MPEF”) e o Memorando Técnico de Entendimento (o “MTE”), solicitando um acordo alargado e definindo:

a) os objetivos e políticas que as autoridades angolanas pretendem seguir durante o período deste acordo alargado;

b) as políticas e medidas que as autoridades angolanas pretendem seguir durante o primeiro ano deste acordo alargado; e

c) os entendimentos de Angola com o FMI relativos às avaliações que serão realizadas referentes aos progressos alcançados no tocante aos objetivos do programa e das políticas e medidas que as autoridades angolanas irão seguir nos anos subsequentes deste acordo alargado.

Para apoiar estes objetivos e políticas, o FMI celebra este acordo alargado em conformidade com as seguintes disposições:

1. Por um período de três anos a partir da data da aprovação deste acordo, Angola terá o direito a realizar compras ao FMI num montante equivalente a DSE 2.673 milhões, sujeito aos parágrafos 2, 3, 4 e 5 abaixo, sem nova avaliação do FMI.

2. As compras ao abrigo deste acordo alargado não deverão ultrapassar, sem o consentimento do FMI, o equivalente a DSE 715 milhões até 29 de Março de 2019, o equivalente a DSE 894 milhões até 30 de Setembro de 2019, o equivalente a DSE 1.073 milhões até 31 de Março de 2020, o

equivalente a DSE 1.473 milhões até 30 de Outubro de 2020, o equivalente a DSE 1.873 milhões até 30 de Abril de 2021 e o equivalente a DSE SDR 2.273 milhões até 1 de Novembro de 2021.

3. Angola não realizará compras ao abrigo deste acordo alargado:

a) Sujeitas ao parágrafo 2 da Decisão n.º 14407, durante qualquer período durante o qual os dados no final do período anterior indiquem que:

i) o limite mínimo das reservas internacionais líquidas do Banco Nacional de Angola; ou ii) o limite máximo do crédito do Banco Nacional de Angola ao Governo Central; ou iii) o limite máximo do défice orçamental primário não petrolífero do Governo Central, conforme estabelecido na Tabela 1a do MPEF e adicionalmente especificado no MTE, não for observado; ou

b) se, a qualquer momento durante o período do acordo:

i) o limite máximo de acumulação de novos atrasados de pagamentos externos pelo Governo Central e o Banco Nacional de Angola; ou

ii) o limite máximo da contratação ou garantia de dívida externa garantida por petróleo pelo Governo Central, o BNA e a Sonangol;

conforme estabelecido na Tabela 1a do MPEF e adicionalmente especificado no MTE, não for observado; ou

c) após 28 de Março de 2019, 29 de Setembro de 2019, 30 de Março de 2020, 29 de Outubro de 2020, 29 de Abril de 2021 e 31 de Outubro de 2021, até as respetivas avaliações do programa contempladas no parágrafo 27 do MPEF estarem concluídas, ou

d) se, a qualquer momento durante o período do acordo alargado, Angola:

i) impuser ou intensificar as restrições sobre pagamentos e transferências de operações internacionais correntes; ou

ii) introduzir ou alterar as práticas de taxas de câmbio múltiplas; ou

iii) celebrar acordos de pagamentos bilaterais inconsistentes com o Artigo VIII; ou iv) impuser ou intensificar as restrições às importações por razões da balança de pagamentos; ou

e) até o FMI ter determinado para cada compra, enquanto Angola tiver atrasados de pagamentos externos soberanos em dívida com credores privados, que foi concluída uma avaliação das garantias de financiamento.

Nos casos em que Angola esteja impedida de realizar compras ao abrigo deste acordo alargado devido a este parágrafo 3, as compras serão retomadas apenas após consulta entre o FMI e Angola e de terem sido celebrados acordos relativos às circunstâncias em que tais compras podem ser

retomadas.

4. Angola não realizará compras ao abrigo deste acordo alargado durante qualquer período durante o qual Angola: i) tiver uma obrigação financeira vencida para com o FMI ou esteja a

incumprir a expectativa de recompra no tocante a uma compra não conforme nos termos da Decisão n.º 7842- (84/165) sobre as Orientações relativas a Medidas Corretivas, ou ii) estiver a incumprir uma obrigação de reembolso ao Fundo PRG estabelecido pela Decisão n.º 8759-(87/176) PRGT, conforme alterada, ou uma expectativa de reembolso a esse Fundo nos termos das disposições do Anexo I ao Instrumento do Fundo PRG.

5. O direito de Angola realizar as operações abrangidas por este acordo alargado pode ser suspenso somente no tocante aos pedidos recebidos pelo FMI após a) uma inelegibilidade formal, ou b) uma decisão do Conselho de Administração de suspender as operações, quer em geral ou por forma a considerar uma proposta, apresentada formalmente por um Administrador ou pela

Diretora-Geral, para suprimir ou limitar a elegibilidade de Angola. Quando for emitida uma

notificação de decisão de inelegibilidade formal ou de uma decisão para considerar a proposta ao abrigo deste parágrafo 5, as compras nos termos deste acordo alargado serão retomadas apenas após consulta entre o FMI e Angola e de terem sido celebrados entendimentos relativos às circunstâncias em que tais compras podem ser retomadas.

6. As compras nos termos deste acordo alargado devem ser realizadas nas moedas de outros países membros selecionados, em conformidade com as políticas e procedimentos do FMI, exceto se, a pedido de Angola, o FMI concordar em atribuir DSE no momento da compra.

FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL 63 7. Angola deverá pagar uma comissão por este acordo alargado em conformidade com as decisões do FMI.

8. a) Angola deverá recomprar o montante da sua moeda resultante de uma compra ao abrigo deste acordo alargado em conformidade com as disposições do Convénio Constitutivo e das decisões do FMI, incluindo as relativas à recompra à medida que a balança de pagamentos e a posição de reservas de Angola melhorarem.

b) Quaisquer reduções da moeda angolana detida pelo FMI devem reduzir os montantes sujeitos à recompra definidos em a) acima, em conformidade com os princípios aplicados pelo FMI para este efeito no momento da redução.

9. Durante o período deste acordo alargado, Angola deverá permanecer em estreita consulta com o FMI. Estas consultas podem incluir correspondência e visitas de técnicos do FMI a Angola ou de representantes de Angola ao FMI. Angola deverá fornecer ao FMI, através de relatórios

apresentados nos intervalos ou datas solicitadas pelo FMI, a informação solicitada pelo FMI relativa aos progressos do país na prossecução dos objetivos e políticas estabelecidos na Carta, no MPEF e no MTE anexos.

10. Nos termos do parágrafo 3 da Carta, Angola consultará o FMI sobre a adoção de quaisquer medidas que possam ser apropriadas por iniciativa do governo ou sempre que a Diretora-Geral solicitar uma consulta devido à não observância de qualquer dos critérios constantes no parágrafo 3 supra ou porque a Diretora-Geral considera que a consulta sobre o programa é desejável. Além disso, após o período do acordo e enquanto Angola tiver compras pendentes ao abrigo deste acordo, o Governo consultará periodicamente o FMI, por iniciativa do governo ou a pedido da Diretora-Geral, no tocante às políticas da balança de pagamentos de Angola.

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