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ACTIVIDADES REALIZADAS

No documento (Janeiro a DEZEMBRO) (páginas 31-34)

1. Assessoria Jurídica/Apoio a Área Legal e Resolução de Conflitos nas Rádios Comunitárias

Conflitos Internos das RCs

 Rádio Caia – Conflitos entre a Associação e a Rádio. O Coordenador da Rádio solicitou que houvesse mudança das assinaturas e que os cheques fossem assinados apenas pela Rádio, uma vez que estava em substituição a Associação que gere a gerir a rádio. No entanto, alguns membros da Direcção do FORCOM nomeadamente o presidente, Sr. Jeróninmo e o Vice-Presidente, Bispo João Carlos, recomendaram maior prudência devendo-se para isso investigar mais sobre o assunto. Para além disso, segundo os princípios de gestão, não seria correcto que apenas a Rádio fosse a única responsável da assinatura das contas bancárias.

 Rádio Macequece – Conflitos entre a Associação e a Rádio que determinou a paralisação da Rádio. Uma das soluções saídas da própria Associação e da respectiva rádio foi a realização de uma Assembleia Extraordinária. O papel do FORCOM foi de apoiar financeiramente e de observar o cumprimentos dos princípios de participação democrática e de Boa Governação. O FORCOM esteve representado pelo Presidente do FORCOM, Sr. João dos Santos Jerónimo e do Coordenador da Rádio Caia, Sr. John Chekwa. Neste momento a Rádio encontra-se em pleno funcionamento.

 Rádio Luvila – Numa visita feita pelo Coordenador da Rádio Esperança, Ernesto Saul, solicitado pelo FORCOM, este reportou que a Rádio Luvila encontra-se em conflitos entre a Rádio e a Associação. A disputa envolve a gestão dos fundos e esta situação está a colocar a Rádio numa situação de paralisação total.

 Xinavane – Em todos os relatórios de visitas de monitoria realizadas pelo “Staff”, pelo Núcleo Regional Sul e pelo Conselho Nacional representado pelo Presidente relataram que a Rádio apresenta sérios problemas de gestão. Os voluntários não tem acesso a material e nem a mínimas condições de trabalho, o financeiro vive em Maputo e reclamaram a prática de Nepotismo. A rádio apresenta também irregularidades na prestação de Contas. O Conselho Nacional fez um trabalho aturado junto da Comunidades, dos Líderes Locais, dos Voluntários e do Coordenador, mas todas tentativas resultaram em fracasso.

 Rádio Micanhelas – Esta Rádio enfrentou problemas de relacionamento que exigiram a intervenção do FORCOM que se fez representar pelo Núcleo regional Norte. As

constradições foram ultrapassadas. Cintuo, persiste o problema da falta de equipamento que foi penhorado pelo técnico que foi reparar o euipamento. O Técnico reclama que não lhe foram pagos os honorários acordados com o FORCOM. No entanto, o FORCOM ainda não oagou os honorários que o mesmo técnico fez gastos que transcendem o valor dos honorários e ainda não fez a devida prestação de contas.

2. Conflitos relacionados com o fecho das RCs ordenadas por Governantes Locais:

 Rádio Gwevane – O GABINFO ordenou o fecho da Rádio Gwevane alegando irregularidade no seu funcionamento, uma vez que a sua licença estava fora do prazo.

Com a intervenção do FORCOM que defendeu que não era culpa da Rádio não ter licença em dia, mas do próprio GABINFO e que caso a ordem de fecho continuasse o FORCOM iria submeter o caso ao Tribunal Administrativo, a Rádio foi reaberta com a autorização do GABINFO. A Comunicação Social deu um grande destaque à este assunto o que, de certa forma, reforçou a defesa da Rádio.

a) Fecho da Rádio Macequece - No princípio do dia 12 de Outubro de 2012, o FORCOM foi informado de que o Presidente do Município de Manica, Sr.

Moguem Candieiro, através do uso da força da Polícia Municipal e da Polícia de Protecção, ordenara o encerramento da Rádio Comunitária de Macequece, por sinal propiedade da Associação Comunitária Macequece de Manica (ACOMAM) e membro do Fórum Nacional de Rádios Comunitárias (FORCOM). Neste contexto, o FORCOM enviou na manhã do dia 13 de Outubro uma equipa constituída pelo Presidente desta agremiação, João dos Santos Jerónimo, pelo Oficial de Comunicação e Advocacia, Naldo Chivite e pelo Coordenador e Jornalista da Rádio Comunitária de Catandica em Barué, John Chekwa a fim de averiguar a situação tendo estes constatado no local a presença das forças Policiais do Município e de Protecção, que por ordens do seu Presidente do Município mandaram desligar o emissor e encerraram a Rádio, impedindo, também a entrada de pessoas, incluindo dos jornalistas da própria rádio. Esta situação exigiu a intervenção do FORCCOM nos seguintes aspectos:Deslocar uma equipa ao local e efectuar contactos com os volunt’arios da Rádio, com os membros da Associação, com a Administradora, com o Comandante da PRM naquele distrito e com o próprio Presidente do Municício; Produzir um Comunicado de Imprensa;

Organizar uma Conferência de Imprensa; Organizar um encontro com Organizações da Sociedade Civil e endereçou cartas a Governadora da Província de Manica, ao Presidente do Conselho Superior de Comunicação Social e ao Presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos; Produzir um vídeo (com legenda em inglês e dissemina-lo. A Rádio acabou por ser reaberta três dias depois. De realçar que aÁrea de Comunicação e Lobby em parceria com outras áreas da organização esteve na liderança do processo de advocacia e de ligação com os órgãos de comunicação social e de algumas Organizações da Sociedade Civil

 Fecho da Rádio Comunitária de Planalto de Furancungo – Na terceira semana do mês de Novembro o Administrador do Distrito de Macanga decidiu decretar o fecho da Rádio Comunitária daquele distrito – Rádio Comunitária do Planalto de Furancungo.

O FORCOM tomou conhecimento através do Coordenador da Rádio, Vasco Captoni.

De imediato o FORCOM fez-se ao lugar (Presidente do FORCOM, João dos Santos

terreno, o FORCOM entrou em contacto com a comunidade, com os voluntários da Rádio e com o Administrador que reconheceu a falha tendo em razão disso sido reaberta a rádio. No entanto, tal como nos outros casos, o FORCOM continuará a fazer o acompanhamento de perto de todos estes casos.

1. Dívida da UNESCO ao FORCOM/COTUR – Participação em dois encontros com a UNESCO. Num dos encontros contou-se com a presença da COTUR. O FORCOM fez questão de a COTUR estar presente para que esta instituição pudesse ver que o grande constrangimento está na UNESCO. Em todos os encontros, a UNESCO prometeu pagar a dívida. A COTUR já accionou mecanismos judiciais para obrigar o FORCOM a pagar e o FORCOM, por sua vez, accionou igualmente um advogado para o efeito. Contudo, dado ao passado onde a UNESCO teve um papel vital para o estabelcimento e fortalecimento de Rádios Comunitárias e do próprio FORCOM, o FORCOM tem pautado ainda por uma solução extra-judicial.

2. Dívidas ao INSS – O FORCOM continua com a liquidação da dívida dos anos anteriores pelo facto de em determinada altura a organização não ter imputado o pagamento do INSS. Prevê-se que a eliminação de toda a dívida termine em 2013.

De recordar que em 2012 aquando da entrada da nova DE o processo de pagamento já havia sido iniciado, mas estava paralisado. Em 2011 foram feitas negociações que culmiranam com a redução do valor a pagar mensalmente e neste momento falta pagar 127.386.90, Meticais. A dívida refere-se aos impostos dos seguintes trabalhadores: Ácia Sales, Paulo Libombo, Luísa Banze, Alvina Marrime, Dário Muquela e Nelson Mambo. Contudo, os/as trabalhadores dizem que antiga Direcção cobrou-lhes o valor do importo, contudo, não foram assinados nenhuns documentos para o efeito o que torna difícil a averiguação da situação.

3. Indemnização aos trabalhadores – Neste momento, falta apenas liquidar uma parte da indemnização ao Sr. Paulo Libombo referente ao seu despedimento em 2010.

4. Salários em Atraso - Em 2010, aquando da saída do antigo Director Interino, Paulo Libombo, foi por ele abordada, na entraga de pastas à nova Direcção, uma correlação de dados sobre os salários que a organização tinha em dívida para com certos trabalhadores. O FORCOM pretendia neste ano de 2012 terminar com o pagamento dos salários em atraso dos trabalhadores. De referir que estes atrasos referem-se aos anos 2008, 2009 e princípios de 2010. Neste momento, falta apenas pagar o salário em atraso do Sr. Paulo Libombo no valor de 111.615,00Mtn. De refrir que o Sr. Paulo ainda está a dever ao FORCOM 69.953,00 Meticais que serão deduzidos do valor dos salários em atraso.

ÁREA DO SECRETARIADO E SPOTS/PUBLICIDADE

No documento (Janeiro a DEZEMBRO) (páginas 31-34)

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