CAPÍTULO I Enquadramento geral
Artigo 59.º Adaptação do sistema
fiscal nacional às especificidades
regionais
1 - Sem prejuízo do disposto em legislação fiscal nacional para vigorar apenas nas Regiões Autónomas, a adaptação do sistema fiscal nacional às especificidades regionais observa o disposto na presente lei e respetiva legislação
complementar.
2 - As Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas podem ainda, nos termos da lei, diminuir as taxas nacionais do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) e do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), até ao limite de 20%, e dos impostos especiais de consumo,
PSD Açores e Dep. Mota Amaral
2 - As Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas podem ainda, nos especiais de consumo, de acordo com a legislação em vigor.
PSD Madeira 2. As Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas podem ainda, nos termos da Lei, diminuir as taxas nacionais do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) e do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), até ao limite de 30%,
2- As Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas podem ainda, nos termos da lei, diminuir as taxas nacionais do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS), do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) e do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), até ao limite de 30% e
2 - As Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas podem ainda, nos termos da lei diminuir as taxas nacionais do IRS do IRC e do IVA ate ao limite de 30% e dos impostos especiais de consumo, de acordo com a legislação em viqor.
PPL 121/XII/2.ª (GOV) Dep. Açores PSD/CDS-PP Dep. Madeira PS PCP BE
de acordo com a legislação em vigor.
3 - As Assembleias Legislativas podem também determinar a aplicação nas Regiões Autónomas das taxas reduzidas do IRC definida em legislação nacional, nos termos e condições que vierem a ser fixados em decreto legislativo regional.
4 - As Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas podem
e dos impostos especiais de consumo, de acordo com a legislação em vigor.
CDS-PP Madeira (2 a 6)
2 -As Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas podem ainda, nos termos da lei, diminuir ou aumentar as taxas nacionais dos impostos que incidem sobre o rendimento, sobre o património ou sobre o consumo, incluindo imposto sobre o valor acrescentado, até ao limite de 30%.
3 -As Assembleias Legislativas podem também determinar ou não a aplicação nas Regiões Autónomas das taxas reduzidas dos impostos sobre o rendimento definida em legislação nacional, nos termos e condições que vierem a ser fixados em decreto legislativo regional.
4 – (…).
[NOVO]
3 - O limite previsto no número anterior pode ser de 30%, se a Região Autónoma cumprir com as metas de défice e dívida previstas no Pacto de Estabilidade e Crescimento,
nomeadamente 3% de défice e 60% de dívida do PIB a preços de mercado.
dos impostos especiais de consumo, de acordo com a legislação em vigor.
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conceder deduções à coleta relativa aos lucros comerciais, industriais e agrícolas reinvestidos pelos sujeitos passivos.
5 - As Assembleias Legislativas das Regiões Autónomas podem autorizar os Governos Regionais a conceder benefícios fiscais
temporários e
condicionados, relativos a impostos de âmbito nacional e regional, em regime contratual, aplicáveis a projetos de investimentos
significativos, nos termos do artigo 40.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais e legislação complementar em vigor, com as necessárias adaptações.
6 - O regime jurídico do Centro Internacional de Negócios da Madeira e da Zona Franca de Santa Maria regula-se pelo disposto no Estatuto dos Benefícios Fiscais e respetiva legislação
complementar.
5- As Assembleias Legislativas Regionais podem determinar, em relação aos impostos liquidados no seu território, os procedimentos administrativos próprios de cobrança, meios e formas de pagamento ou de extinção da obrigação fiscal, definição e prestação de garantias pelos contribuintes.
6 – A concessão dos benefícios fiscais, nos termos do número anterior, é objecto de contrato, de acordo com o Código Fiscal do Investimento, aprovado por resolução do
Conselho de Governo Regional, do qual constam,
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designadamente, os objectivos e as metas a cumprir pelo promotor e os benefícios fiscais concedidos, a título de crédito, isenção, redução ou dedução de impostos e o período de vigência.
PSD Madeira 7. Durante um período de 4 anos, a contar da publicação da presente Lei, qualquer redução que se venha a introduzir, nos termos do nº 2, nas taxas de impostos vigentes nas Regiões Autónomas, não poderá ser superior a 20%.
CDS-PP Madeira 7 - Inclui-se ainda nas competências fiscais regionais a definir pelas Assembleias
Legislativas Regionais, a definição do estatuto fiscal de residente.
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PSD/CDS-PP Madeira Artigo 59º-A Centro Internacional
de Negócios da Madeira 1 – O Estado assume como projeto
estratégico de interesse nacional, a existência de um Centro Internacional de Negócios da Madeira, cabendo-lhe a sua defesa e promoção junto das instituições europeias, no quadro do Tratado da União Europeia e em termos de garantia de igualdade com outros espaços de idêntico estatuto no território europeu.
2 – O regime jurídico do Centro Internacional de Negócios da Madeira regula-se pelo disposto no Estatuto dos Benefícios Fiscais e legislação
complementar.
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Artigo 60.º Competências regulamentares
Os órgãos das Regiões
Autónomas têm
competência
regulamentar fiscal relativa às matérias objeto de competência legislativa regional.
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CAPÍTULO III
Competências administrativas regionais
Artigo 61.º Competências administrativas
regionais
1 - As competências administrativas
regionais, em matéria fiscal, a exercer pelos
Governos e
Administrações
Regionais respetivas, compreendem:
a) A capacidade fiscal
de as Regiões
Autónomas serem sujeitos ativos dos
impostos nelas
cobrados, quer de âmbito regional, quer de âmbito nacional, nos termos do número seguinte;
b) O direito à entrega, pelo Estado, das receitas fiscais que devam pertencer-lhes, de harmonia com o disposto nos artigos 23.º e seguintes;
c) O poder de fixar o quantitativo das taxas, emolumentos e preços devidos pela prestação de serviços regionais,
ainda que
PSD/CDS-PP Madeira
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concessionados, pela outorga regional de licenças, alvarás e outras remoções dos limites jurídicos às atividades regionais dos particulares e pela utilização dos bens do domínio público regional.
2 - A capacidade de as Regiões Autónomas serem sujeitos ativos dos impostos nelas cobrados compreende:
a) O poder de os Governos Regionais criarem os serviços fiscais competentes para o lançamento, liquidação e cobrança dos impostos de âmbito regional;
b) O poder de regulamentarem as matérias a que se refere a alínea anterior, sem prejuízo das garantias dos contribuintes, de âmbito nacional;
c) O poder de as Regiões Autónomas utilizarem os serviços fiscais do Estado sediados nas Regiões Autónomas, mediante o pagamento de uma compensação, acordada entre o Estado e as Regiões Autónomas,
2. …
a) O poder de os Governos Regionais criarem os serviços fiscais competentes para o lançamento, liquidação e cobrança dos impostos de que são sujeitos ativos;
b) …;
c) …;
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relativa ao serviço por aquele prestado, em sua representação legal.
3 - No caso de o Estado
não cobrar a
compensação a que se refere a alínea c) do número anterior, esta deve ser contabilizada como transferência estadual para as Regiões Autónomas.
4 - Os impostos
nacionais que
constituem receitas regionais e os impostos e taxas regionais devem
ser como tal
identificados aos contribuintes nos impressos e formulários fiscais, sempre que possível, mesmo que sejam cobrados pela administração fiscal do Estado.
3. …
4. …
5. No caso da regionalização dos serviços fiscais, não há lugar a qualquer pagamento ao Estado.
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Artigo 62.º