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Atualmente os índices de crimes hediondos, com a participação de adolescentes, vêm crescendo de maneira assustadora e descontrolada, tendo o desrespeito, a insensibilidade e ousadia como características presentes nestes indivíduos menores de idade, cada vez mais adornam seus crimes com altos índices de crueldade e indiferença e vem alarmando toda uma sociedade. A favor de uma legislação mais rigorosa, capaz de punir e ressocializar com eficiência o adolescente infrator, explana o consagrado jurista Fernando Capez (CAPEZ, 2016):

Na atualidade, porém, temos um histórico de atos bárbaros, repugnantes, praticados por indivíduos menores de 18 anos, os quais, de acordo com a atual legislação, não são considerados penalmente imputáveis, isto é, presume-se que não possuem capacidade plena de entendimento e vontade quanto aos atos criminosos praticados.

O mencionado autor também destaca que:

O intuito, portanto, da redução da maioridade é o de reparar tão graves injustiças, de propiciar a punição na proporção do crime praticado. Assim, um menor de idade que pratique um crime hediondo, como o que ocorreu no Rio de Janeiro, deverá responder pelo crime tal como um indivíduo maior de 18 anos.

Portanto, a redução da maioridade penal, é uma realidade, uma necessidade indiscutível. É assim nos países mais avançados da Europa, onde se fala entre 14 e 16 anos (CAPEZ, 2016).

8 POSIÇÕES JURIPRUDENCIAIS DOS TRIBUNAIS BRASILEIRO

Neste contexto, cumpre evidenciar diversas decisões emanadas de nossos Tribunais Pátrios, nas quais ficou configurado a aplicação do conceito de inimputabilidade para o adolescente.

HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. MENOR DE 18 ANOS À ÉPOCA DOS FATOS. INIMPUTABILIDADE. CONDENAÇÕES POR CRIMES DE HOMICÍDIO E ROUBO QUALIFICADOS.

IMPOSSIBILIDADE. ART. 228, CF/88 E ART. 27, CPB.

CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENTE. SENTENÇAS

CONDENATÓRIAS. RESCISÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO.

PROCESSOS ANULADOS AB INITIO. EXPEDIÇÃO DE ALVARÁS DE SOLTURA. 1. A inimputabilidade penal do menor de dezoito anos se encontra expressamente prevista no art. 228 da Carta Magna vigente e no art. 27 do Código Penal, que sujeitam o menor infrator às disposições de norma especial, in casu, o Estatuto da Criança e do Adolescente. 2. Se ao tempo da prática dos fatos o agente ainda não completara dezoito anos de idade, era penalmente inimputável e não poderia ser submetido a ações penais e muito menos condenado criminalmente, pois o menor de dezoito anos não comete crime e sim ato infracional equivalente à conduta penal tipificada, passível de apuração perante o Juízo Menorista, em procedimento especial previsto no ECA. 3. Ao afrontar expressas previsões legais, as condenações impostas ao paciente estão eivadas de nulidade absoluta, configurando evidente coação ilegal haja vista se encontrar o paciente cumprindo penas que somam vinte e quatro anos de reclusão, em regime fechado. 4. Ordem concedida para rescindir o trânsito em julgado das decisões condenatórias e anular os Procs. n. 4742/96 (407-27.1996.8.17.1350) e 5342/98 (1316-98.1998.8.17.1350), expedindo-se alvarás de soltura vinculados àqueles feitos e comunicando-se da decisão os Juízos impetrado e das Execuções Penais. Unânime.

(TJ-PE - HC: 2940367 PE, Relator: Fausto de Castro Campos, Data de Julgamento: 11/07/2013, Seção Criminal, Data de Publicação: 06/08/2013).

No tange ao cometimento do ato infracional tipificado pelo ordenamento jurídico como hediondo. Assim sendo, urge mencionar que o Tribunal de Justiça de Pernambuco asseverou que restou comprovado que o menor de dezoito anos é penalmente inimputável e não poderia ser submetido a ações penais e muito menos condenado criminalmente.

Da mesma forma, o Tribunal de justiça do Rio Janeiro também entendeu que o agente era menor de idade na época dos fatos, não havendo, portanto, como responsabilizá-lo criminalmente, tal como ocorreu, sendo nula, portanto, a ação penal vejamos:

HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. RETIFICAÇÕES NO LEVANTAMENTO DE PENAS. INIMPUTABILIDADE PENAL DO PACIENTE. MENOR DE IDADE À ÉPOCA DOS FATOS. NULIDADE DA AÇÃO PENAL RECONHECIDA. Ao analisar detidamente os autos do processo, verifica-se que merece ser acolhida a tese sustentada pela defesa, pois tendo o paciente nascido em 19/07/1995 e sendo o crime praticado em 11/05/2013, conclui-se que o agente era menor de idade, à época dos fatos, não havendo como responsabilizá-lo criminalmente, tal como ocorreu, sendo nula, portanto, a ação penal. Pelo exposto, reconhece-se a nulidade da condenação referente à ação penal nº 0158678-57.2013.8.19.0001, determinando a elaboração de novo cálculo de pena em favor do paciente junto ao Juízo da Vara de Execuções Penais, com expedição de ofício ao juízo da condenação. ORDEM CONCEDIDA.

(TJ-RJ - HC: 00357527220168190000 RIO DE JANEIRO CAPITAL VARA DE EXEC PENAIS, Relator: JOAQUIM DOMINGOS DE ALMEIDA NETO, Data de Julgamento: 30/08/2016, SÉTIMA CÂMARA CRIMINAL, Data de Publicação: 02/09/2016)

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio De Janeiro em decisão estabeleceu que não cabe a medida socioeducativa de internação nos casos de associação para o tráfico de drogas somente está autorizada nas hipóteses elencadas no art. 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Respeito ao princípio da legalidade estrita. É claro o inciso I, do art. 122, do ECA, portanto a medida de internação só poderá ser aplicada quando tratar-se de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ficando esta decisão evidenciada neste julgado

APELAÇÕES DEFENSIVA E MINISTRIAL. ECA. ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO CRIME DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS.

APLICAÇÃO DE MEDIDA SÓCIOEDUCATIVA DE SEMILIBERDADE.

PRETENSÃO ABSOLUTÓRIA POR AUSÊNCIA DE PROVAS QUE NÃO PROSPERA. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DE MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO. Não pode prosperar a absolvição da associação para o tráfico de drogas por insuficiência de provas, pois não há respaldo no bojo dos autos, pelo contrário, o que se extrai dos depoimentos consistentes e harmônicos prestados pelos policiais responsáveis pela apreensão e condução do menor, bem como a confissão do representado sob o crivo do contraditório. Impossibilidade de substituir a semiliberdade pela internação. A medida socioeducativa de internação somente está autorizada nas hipóteses elencadas no art. 122 do Estatuto da Criança e do Adolescente. Respeito ao princípio da legalidade estrita. É claro o inciso I, do art. 122, do ECA, ao limitar a sua aplicação em caso de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência à pessoa.

Taxatividade. Regra restritiva de direito que deve ser interpretada restritivamente segundo princípio comezinho de hermenêutica. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. A gravidade da infração, ainda que equiparada a crime hediondo, não é motivo para a imposição da medida de internação. CONHEÇO DOS RECURSOS PARA DAR PROVIMENTO PARCIAL AO APELA DEFENSIVO, para substituir a medida socioeducativa de semiliberdade para liberdade assistida. Expeça-se OFÍCIO DE LIBERAÇÃO.

(TJ-RJ - APL: 00061807220118190024 RJ 0006180-72.2011.8.19.0024, Relator: DES. PAULO SERGIO RANGEL DO NASCIMENTO, Data de

Julgamento: 27/11/2012, TERCEIRA CAMARA CRIMINAL, Data de Publicação: 11/04/2013 16:38).

A atual legislação que tem como princípio a brevidade da internação e esta só será concretizada quando se amoldar nos artigos 122 e incisos do Estatuto da Criança e do adolescente, mesmo que ato infracional cometido pelo adolescente seja equiparado e tipificado na lei dos crimes hediondos, portanto tal afirmação se encontra neste julgado do Tribunal de Justiça Do Paraná.

RECURSO DE APELAÇÃO - ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. - ATO INFRACIONAL EQUIPARADO A HOMICÍDIO QUALIFICADO. (ART. 121, § 2º, INCISO II E IV, C/C ART. 29, TODOS DO CÓDIGO PENAL) - PROVAS INCONTESTES ACERCA DA AUTORIA E MATERIALIDADE. - MEDIDA MAIS BRANDA. - IMPOSSIBILIDADE. - ESCORREITA APLICAÇÃO DA MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO. - ATO INFRACIONAL GRAVE PRATICADO POR MOTIVO FÚTIL E COM RECURSO QUE IMPOSSIBILITOU A DEFESA DA VÍTIMA. - PLENA CONSCIÊNCIA DE SUA CONDUTA. - NECESSÁRIA SEGREGAÇÃO DOS ADOLESCENTES. - CONDIÇÕES SOCIAIS QUE CONDUZEM AO ACERTO DA DECISÃO. - SENTENÇA MANTIDA. - RECURSO NÃO PROVIDO. I. Nada obstante o legislador ordinário permitir o internamento somente em caráter excepcional, nos termos do artigo 122, I, II e III do Estatuto da Criança e do Adolescente, diante do cometimento de infrações com utilização de violência ou grave ameaça, da prática reiterada de infrações graves e do descumprimento reiterado e injustificável de medida anteriormente imposta, o caso dos apelantes não recomenda a aplicação de outra medida socioeducativa mais branda. II. Observa-se que o critério utilizado pelo juízo singular, encontra amparo na legislação, sendo que, todo o contexto fático e probatório, lhe foi suficiente à condução de um juízo de convicção seguro acerca da imposição de medida socioeducativa mais severa, pela qual, clama o caso em concreto. (TJ-PR - APL: 6492997 PR 0649299-7, Relator: José Laurindo de Souza Netto, Data de Julgamento: 25/03/2010, 2ª Câmara Criminal, Data de Publicação: DJ: 382)

Neste contexto de brevidade e excepcionalidade da medida sócio educativa elencada como princípio encontra asilo no art. 121, §3º do ECA que dispõe que não existirão penas perpétuas, pois a medida extrema de internação não deverá exceder a três anos, mesmo nos casos de crimes graves e repercussão na sociedade, tal principio esta elencado neste julgado do superior tribunal de justiça

RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ATO INFRACIONAL EQUIPARADO A LATROCÍNIO. MEDIDA SÓCIO-EDUCATIVA DE INTERNAÇÃO. RELATÓRIO TÉCNICO: LIBERDADE ASSISTIDA.

INDEFERIMENTO. GRAVIDADE DO DELITO. VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA BREVIDADE E EXCEPCIONALIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. A imposição da medida socioeducativa de internação, por não

ter o caráter retributivo, reveste-se da necessidade de sua aplicação, objetivando reinserir e ressocializar o adolescente. Consequentemente, sua manutenção em regime mais gravoso que o adequado para sua recuperação, baseada, tão-somente, na gravidade do ato infracional, reveste-se de flagrante ilegalidade, violando os princípios da brevidade e excepcionalidade. 2. Recurso provido para que o recorrente possa ser transferido para a liberdade assistida

(STJ - RHC: 17778 PR 2005/0081677-7, Relator: Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, Data de Julgamento: 13/12/2005, T6 - SEXTA TURMA, Data de Publicação: DJ 13.02.2006 p. 848)

Por fim, vale trazer à tona a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo em relação a participação do adolescente no crime de sequestro e cárcere privado, sendo estes crimes considerados permanentes vale ressaltar esta jurisprudência que trata o referido caso onde houve a imputação do adolescente, pois o mesmo começou a cometer o crime quando era inimputável:

DIREITO PENAL. HABEAS CORPUS. EXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO. QUADRILHAOU BANDO. CRIMES PERMANENTES.

PACIENTE QUE COMPLETOU 18 (DEZOITO) DURANTE A

CONSUMAÇÃO DOS DELITOS. INEXISTÊNCIA DE

CONSTRANGIMENTOILEGAL. ORDEM DENEGADA. 1. Os crimes descritos no art. 159, § 1º, e art. 288, parágrafo único, do Código Penal, são permanentes. Em consequência, se o menor atingir a idade de 18 (dezoito) anos enquanto os delitos se encontrarem em plena consumação, será por eles responsabilizado. 2. No caso, não obstante os atos executórios tenham se iniciado em22 de setembro de 2004, findaram-se apenas em 9 de novembro de 2004, quando o paciente já havia atingido a maioridade (3/10/2004), não havendo que se cogitar de inimputabilidade. 3. Habeas corpus denegado. (STJ - HC: 169510 SP 2010/0069908-7, Relator: Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, Data de Julgamento: 07/02/2012, T5 - QUINTA TURMA, Data de Publicação: DJe 23/04/2012)

Neste mesmo contexto, vale ressaltar que a medida socioeducativa poderá ser implementada mesmo após o adolescente completar dezoito anos, levando em consideração que o indivíduo tenha pratica o ato infracional antes de completar dezoito anos, portanto leva-se em consideração o momento da pratica do ato delitivo, como fica evidenciado neste julgado, aplicando no caso concreto o princípio da ultratividade da Lei Menorista.

Adolescente infrator. Prática de crimes análogos aos artigos 121, § 2º, II e III c/c art. 29, na forma do art. 73, todos do CP. Inconformado, o órgão ministerial suscita, inicialmente, a fragilidade da fundamentação da sentença atacada e, no mérito, sustenta o cabimento das medidas socioeducativas para maiores de 18 anos, desde que o ato infracional tenha

sido praticado antes do alcance da maioridade, e que os dispositivos do ECA que autorizam a aplicação excepcional das MSE's aos maiores de 18 anos não foram revogados com a modificação introduzida pelo Código Civil (Lei nº 10.406/2002) quanto ao alcance da maioridade, pelo que requer a continuidade da aplicação da medida de liberdade assistida ao apelado, mesmo após o atingimento da maioridade. Preliminar rejeitada. Consta dos autos que o ora apelado foi representado, porque no dia 1º de maio de 2009, no bairro Flamengo, junto com um imputável efetuou disparos de arma de fogo contra elementos não identificados da comunidade. Segundo a representação, por erro de execução, ou seja, má pontaria, o imputável atingiu a vítima que passava pelo local na hora dos fatos, causando-lhe lesões corporais descritas no auto de exame cadavérico. O jovem infrator, previamente ajustado, concorreu eficazmente para a consecução do homicídio, na medida em que estava na companhia do imputável durante todo o tempo, dando-lhe auxílio moral e instigando-o a efetuar os disparos de arma de fogo. O ilustre juiz declarou extinta a medida socioeducativa de liberdade assistida imposta ao ora apelado, em face do alcance da maioridade, falta de interesse e eficácia pedagógica na continuidade de aplicação da medida. A maioridade torna o adolescente imputável, porém, não afasta a possiblidade do prosseguimento do desconto da medida socioeducativa imposta, mesmo quando esta é cumprida em meio aberto. O advento da maioridade civil, não impede a continuação da aplicação dos dispositivos do ECA, àquele que, completando 18 anos, à luz do Novo Código Civil. Tal fato jurídico em nada influi em sede menorista. Não tendo havido revogação expressa, ou mesmo implícita dos dispositivos do ECA, que ensejam o cumprimento de medidas socioeducativas até os vinte e um anos, justamente porque não há incompatibilidade entre a maioridade estabelecida no novo Código Civil e as normas contidas naquele Estatuto, lei especial, legítima e justa sua aplicação até os vinte e um anos do infrator, com fundamento nos artigos 2?, parágrafo único, 121, § 5? e, principalmente, artigo 104, parágrafo único, do referido diploma legal, estabelecendo a idade do adolescente à data do fato como referência temporal para seus efeitos, consagrando o princípio da ultra-atividade da Lei Menorista. Recurso provido.

(TJ-RJ - APL: 04066048920098190001 RJ 0406604-89.2009.8.19.0001, Relator: DES. SUELY LOPES MAGALHAES, Data de Julgamento:

06/06/2012, OITAVA CAMARA CRIMINAL, Data de Publicação: 03/08/2012 15:19)

Portanto, pelos julgados ora correlacionados, fica evidente pela atual legislação que mesmo o cometimento de atos infracionais com requintes de crueldade que são tipificados como hediondos o adolescente poderá ter sua medida socioeducativa abrandada pelo princípio da brevidade e como internação a ultima ratio (última medida a ser pensada e adotada). A lei concebe a privação da liberdade do menor, quando se apresenta absolutamente necessária. Logo, maioridade penal deve ser reduzida, pois, assim, os menores de 18 deixariam de ser usados para a execução de crimes, como amiúde vemos nos noticiários.

Não podemos olvidar que os adolescentes, nos dias atuais, amadurecem mais

cedo e é bem diferente daquele, época em que o Código Penal foi

implementado.

9 CONCLUSÃO

A questão em estudo não é somente a mera possibilidade de redução da idade da inimputabilidade penal em nosso País, mas mostrar a capacidade mental do adolescente menor de 18 (dezoito) anos é diferente de épocas passadas, portanto o que se questiona é a incoerência de se manter a inimputabilidade penal absoluta dos maiores de 16 (dezesseis) anos em relação ao crime hediondos, portanto independentemente de qualquer condição, um homem médio não tem como compreender como um jovem de 16 (dezesseis) ou 17 (dezessete) anos, que elimina, de forma dolosa, uma vida humana, não compreenda o carácter ilícito do fato respondendo somente como ato infracional, respondendo por tal barbárie segundo os ditames do Estatuto da Criança e do Adolescente que, conforme entendimento majoritário, as medidas não são de caráter punitivo mas sim de caráter educativo por um prazo máximo de 3 (três) anos ou no máximo até 21 (vinte e um) anos.

Conclui-se, pelo presente trabalho, a necessidade de se rever os critérios da aplicação de sanção penal ao adolescente infrator no que tange aos crimes hediondos, sendo razoável a adoção, principalmente neste delito do critério biopsicológico também para os menores entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos.

Com isso, levar-se-ia em conta, não somente a idade do agente, mas também, a capacidade do mesmo de entender o caráter delitivo e reprovável de sua conduta, no momento de sua prática.

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