Aetea ligulata Busk, 1852b, 30, pl. 42, f ig. 1–2; Marcus, 1937, p. 30, pl. 4, f ig. 10; Osburn, 1940, p. 347, pl. 1, f igs. 9–11; Soule, 1959, p. 4.; Cook, 1968a, p. 137; Gordon, 1984, p. 39, pl. 8, f igs. E–F; 1986, p. 44; Fransen, 1986, p. 12, f igs. 3a–d.
Material examinado
Presente estudo: MCZ-1, 18/01/2007, álcool 70%, sobre Bryozoa; MCZ-8, 31/03/2007, álcool 70%, sobre Sargassum sp.; MCZ-8, 07/09/2007, material seco, sobre Sargassum sp.
Outros: Coleção BIOTA/FAPESP, J.E.Winston det., BRY 435; BRY 436; BRY 487; BRY 572; Recife, Pernambuco, Brasil, Nauf rágio Taurus (off Recife), 03/052007, 23 m, juntamente com Aetea truncata, álcool 70%, S.M.A. Lira leg., L.M. Vieira det.; Nauf rágio Pirapama (off Recif e), 2002, 24 m, álcool 70%, S.M.A. Lira leg., L.M. Vieira det.
Observações
As pequenas colônias de Aetea ligulata Busk, 1852 ocorrem sobre algas do gênero Sargassum. Caracterizam-se pela porção tubular ereta com pequenas constrições e dilatações, diferente dos anéis encontrados em A. anguina e A. sica. Podem ocorrer pequenos pontos em toda superfície ereta, como aqueles de A. truncata. É comum encontrar colônias com a região distal ereta quebrada, o que dificulta a identificação uma vez que somente é possível distinguir esta espécie pelas dilatações e constrições do tubo ereto. Ademais, pode ser muito difícil observar as constrições diagnósticas em zoóides jovens e pouco calcificados da colônia.
Uma quinta espécie de Aetea, ainda não determinada, foi encontrada próxima a Maceió. Tais colônias apresentam tubos eretos que se dilatam distalmente, formando anéis largos na extremidade distal, logo abaixo da membrana frontal.
Distribuição
Difundida amplamente, sendo relatada para todos os oceanos, exceto nas regiões polares: Nova Zelândia, EUA (Califórnia), mares e costa oeste da Europa, Golfo do México, Caribe, Curaçao, Brasil, Argentina (Patagônia), África ocidental e Chile (Estreito de Magalhães). Entremarés até 750m de profundidade.
Ocorrência para o Brasil: Alagoas (presente estudo) e São Paulo (VIEIRA et al., 2008).
Aetea sica (Couch, 1844) Prancha 2C–D, 3C
Tabela 3
Hippothoa sica Couch, 1844, p. 102, pl. 19, f ig. 8; Johnston, 1847, p. 292; Landsborough,1852, p. 294.
Aetea recta Hincks, 1862, pl. 7, f ig. 3; 1880a, p. 6, pl. 1, figs. 6–7; Kirkpatrick, 1888, p. 504; Osburn, 1940, p. 346, pl. 1, fig. 7; 1950, p. 12, pl. 1, f ig. 2.
1955, p. 278; Rogick & Croasdale, 1949, p. 43, f igs. 1–3; Hay ward, 1971, p. 481; Winston, 1982, p. 116, f igs. 20,22; Hay ward & Ry land, 1998, p. 102, f ig. 17; Hay ward & McKinney, 2002, p. 14, f igs. 5A–C.
Material examinado
Presente estudo: MCZ-5, 13/08/2003, álcool 70%, sobre Sargassum sp.; 09/09/2003, álcool 70%, sobre Sargassum sp.; MCZ-7, 31/03/2007, álcool 70%, sobre Sargassum sp.; MCZ-8, 07/09/2007, material seco, sobre Sargassum sp.
Observações
Espécie muito semelhante a A. anguina, diferindo apenas pelo maior comprimento da membrana frontal. As colônias mais delicadas e com pouca calcificação podem ser confundidas com Aetea
australis Jullien, 1888 e Aetea ligulata Busk, 1852. Em Maceió, Aetea sica (Couch, 1844) ocorre
geralmente sobre talos e flutuadores de algas do gênero Sargassum, juntamente com outras Aetea spp. Pode ocorrer também sobre outros briozoários, tais como Amathia distans Busk, 1886 e
Zoobotryon verticillatum (delle Chiaje, 1828) (observação pessoal).
Distribuição
Distribuída amplamente, sendo relatada para todos os oceanos, exceto nas regiões polares: Curaçao, Porto Rico, Tortugas, Açores, Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, mares e costa oeste da Europa, EUA (Flórida), Caribe e Brasil. Entremarés até 500m de profundidade.
Ocorrências para o Brasil: Alagoas (presente estudo), Fernando de Noronha, Espírito Santo e São Paulo (VIEIRA et al., 2008).
Aetea truncata (Landsborough, 1852) Prancha 2F, 3 B
Tabela 3
Anguinaria truncata Landsborough, 1852, p. 288, pl. 16, fig. 57.Aetea truncata: Busk, 1852b, p. 31; Hincks, 1880a, p. 8, pl. 1, f igs. 8–11, pl. 2, f ig. 3; Osburn, 1914, p. 186; 1940, p. 346, pl. 1, f ig. 6; 1950, p. 12, pl. 1, fig. 1; Canu & Bassler, 1925, p. 17; Harmer, 1926, p. 196, pl. 13, figs. 5–7; Hastings, 1930, p. 702; 1932, p. 408; Cook, 1968a, p. 137; 1985, p. 81; Hay ward, 1971, p. 481; Gordon, 1986, p. 44, pl. 13, figs. F–I; Reverter Gil, Fernandez Pulpeiro & Ramil Bianco, 1992, p. 101; Hay ward & Ry land, 1998, p. 104, f ig. 18; Hay ward & McKinney , 2002, p. 14, f igs. 5D–F.
? Aetea truncata: Marcus, 1938a, p. 11, pl. 1, fig. 4. Material examinado
Presente estudo: MCZ-1, 27/04/2006, álcool 70%, sobre Bryozoa, [UFAL/BRY 0046]; 18/01/2007, álcool 70%, sobre Bry ozoa; sobre Hydrozoa; MCZ-5, 09/09/2003, álcool 70%, sobre Sargassum sp.; MCZ-7, 31/03/2007, álcool 70%, sobre Sargassum sp.; MCZ-8, 07/09/2007, material seco, sobre Sargassum sp.; MCZ-9, 01/04/2007, álcool 70%, sobre algas.
Outros: Coleção BIOTA/FAPESP, J.E.Winston det., BRY 273; Arquipélago de São Pedro e São Paulo, Brasil, enseada, 25/08/2007, 12 m, zoóides com cenozoóides na região ereta, álcool 70%, S.M.A. Lira leg., L.M. Vieira
det.; 11 m, álcool 70%, S.M.A. Lira leg., L.M. Vieira det.; Recif e, Pernambuco, Brasil, Naufrágio Taurus (off Recif e), 03/05/2007, 23 m, álcool 70%, S.M.A. Lira leg., L.M. Vieira det.; Ilha Grande (Angra dos Reis), Estado do Rio de Janeiro, Brasil, praia dos Meros, 07/2007, sobre Diphasia digitalis (Cnidaria, Hydrozoa), álcool 70%, Y .B.M.Carvalho leg., L.M.Vieira det.; sobre algas calcárias, álcool 70%, Y.B.M.Carv alho leg., L.M.Vieira det.; sobre Bugula neritina (Bryozoa), álcool 70%, Y.B.M.Carv alho leg., L.M.Vieira det.
Descrição
Colônias fortemente calcificadas, formando correntes unisseriais ramificadas irregularmente no substrato. Região incrustante com poros, dilatada distalmente. Região ereta extensa, porosa, geralmente em ângulo reto em relação à região incrustante, dilatando distalmente; membrana frontal ocupando a metade distal da região ereta do zoóide. Zoóides aberrantes (cenozoóides) geralmente na região basal ou ereta.
Observações
Em Maceió, Aetea truncata (Landsborough, 1852) ocorre sobre algas do gênero Sargassum. Caracteriza-se pelo opérculo distal na região ereta truncada. Possui também região incrustante e tubular ereta com pontos finos, semelhantes àqueles de Aetea ligulata, diferente dos pequenos anéis de A. anguina e A. sica. Os pequenos cenozoóides que brotam lateralmente da parte incrustante também ocorrem em A. sica, o que dificulta muitas vezes a distinção entre as duas espécies. Um estudo mais detalhado poderá definir se a grande plasticidade morfológica observada no material de Alagoas deve-se ou não à presença de outras espécies até o momento não detectadas.
O material de São Paulo, relatado como Aetea truncata por MARCUS (1938a), foi tratado como possível sinônimo de Aetea curta Jullien, 1888 por HASTINGS (1943, p. 473). Confrontando várias colônias do litoral paulista, concordantes com Aetea truncata MARCUS (1938a, p. 11), com colônias de Aetea truncata de outras localidades brasileiras, notam-se diferenças nas medidas e formas das regiões eretas, insuficientes, porém, para separar definitivamente as espécies.
Distribuição
Difundida amplamente, sendo relatada para todos os oceanos, exceto regiões polares: Alasca, Panamá, Austrália, Nova Zelândia, Ilhas Tortugas, Reino Unido, mares e costa oeste da Europa, EUA (Flórida), Golfo do México, Espanha, Marrocos, Ghana, Brasil, Noruega, Ilha da Madeira, leste da África, Nova Guiné. Entremarés até 750m de profundidade.
Tabela 3 – Medidas (mm) das espécies de Aetea Lamouroux, 1812 encontradas no litoral de Maceió. Média±SD (min.-max.); n = 15.
Comprimento da região ereta Largura da região ereta Comprimento da membrana frontal Aetea anguina 0,659±0,098 (0,494-0,865) 0,059±0,006 (0,049-0,074) 0,212±0,018 (0,185-0,241) Aetea ligulata 0,892±0,160 (0,667-1,099) 0,064±0,006 (0,056-0,074) 0,419±0,069 (0,333-0,593) Aetea sica 0,631±0,175 (0,389-1,050) 0,070±0,004 (0,062-0,080) 0,424±0,086 (0,266-0,593) Aetea truncata 0,559±0,085 (0,383-0,722) 0,063±0,005 (0,056-0,068) 0,390±0,054 (0,266-0,469)