ESTUDO DE CASO
55Afim de entender um pouco mais sobre o conhecimento que gira em tor-
no das crianças, foram criados alguns questionários que foram respondidos pelos pais e por parte da comunidade, onde os mesmos tiveram respostas positivas em sua maioria sobre o reconhecimento patrimonial da cidade e o seu pertencimento. Por outro lado, se fez necessário ouvir o IPHAN, principal instituição que lida com as questões referentes à educação patrimonial, atra- vés da pessoa de Cynara, que ocupa a cadeira de chefe da Divisão Técnica, além de ouvir a prefeitura municipal de Laranjeiras, a partir do ex secretá- rio de cultura da cidade, Evanilson Calazans. Em entrevista, ambos demons- traram que não existem projetos na cidade voltados para o público infantil. Um último passo frente às buscas por informações que viessem a se somar neste trabalho foram as legislações, que foram lidas ao longo do mesmo, como forma de complementá-lo. Através delas, detectamos que as crianças do pri- meiro e segundo ano não recebem informações sobre o patrimônio, mas que a partir do terceiro ano esse conteúdo é de responsabilidade dos professores das disciplinas de arte ou de história. Tentando minimizar essa situação de não saber se o conhecimento passado para as crianças acerca do patrimônio seria de responsabilidade da cadeira de arte ou história, além de tentar en- tender o por que de esse conhecimento ser passado apenas a partir do ter- ceiro ano, contactamos a SEED - Secretaria de Educação do Estado de Sergipe. Em conversa com a SEED, através da pessoa de Josevânia Fonseca, as- sessora de coordenação do ensino fundamental, fomos informados de que há um documento intitulado de Currículo de Sergipe, que cons- ta os conteúdos programáticos a ser passados para os alunos da educa- ção infantil até o nono ano. Esse documento foi feito baseado na BNCC - Base Nacional Comum Curricular e nele consta que as crianças terão acesso a informações inerentes ao patrimônio a partir do primeiro ano.
No decorrer do trabalho surgiram muitas dificuldades, desde biblioteca pú- blica estadual fechada sem prazo para retornar às atividades devido à obras de reforma; dificuldade de acesso aos representantes do IPHAN e da Prefei- tura; até a demora em conseguir ter contato com as crianças e assim poder iniciar as ações. Este último ocorreu devido ao calendário das escolas pú- blicas que se encontrava em atraso, passando pela transição entre os anos letivos de 2018 e 2019, e impossibilitando que se iniciassem as atividades. Por fim, os resultados obtidos ao longo deste trabalho foram satisfatórios e precisam continuar sendo estudados. Por esse motivo, se espera que no- vos trabalhos sejam desenvolvidos nessa linha de estudo, afim de atuali- zar cada vez mais a temática do patrimônio e o que perpassa por ele, am- pliando o campo de trabalho do profissional de arquitetura e urbanismo.
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CAPÍTULO 6 - REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS
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CAPÍTULO 7 - APÊNDICE