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Agricultura, Mar e Ambiente (P010)

No documento Orçamento do Estado para 2013 (páginas 188-192)

IV. P OLÍTICAS S ECTORIAIS PARA 2013 E R ECURSOS F INANCEIROS

IV.10. Agricultura, Mar e Ambiente (P010)

IV.10.1.

Políticas

O Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT) prosseguirá em 2013 o compromisso de uma atuação integrada no território, promovendo o aumento da competitivi- dade e sustentabilidade dos sectores agro-florestal, do mar e das pescas, bem como a melhoria do de- sempenho ambiental e da eficácia do ordenamento do território. O campo de atuação do MAMAOT e a necessidade de salvaguarda de um conjunto de medidas de investimento, determinantes enquanto pro- motoras do crescimento económico sustentável, da criação de emprego e da coesão territorial, conduz à necessária racionalização e priorização das medidas de política.

A reestruturação orgânica do MAMAOT, levada a cabo no ano de 2012, representa um contributo signifi- cativo na contenção da despesa pública, implicando uma melhoria da eficácia da estrutura institucional do Estado, mediante o reforço da coordenação e articulação dos serviços e organismos e redução das des- pesas de funcionamento. Conduzirá a uma maior racionalização na utilização de edifícios e de património do MAMAOT, a um funcionamento adequado do ministério com uma utilização mais eficiente dos recur- sos humanos, incluindo a redução de cargos dirigentes, a uma clarificação de funções e uma simplifica- ção de procedimentos administrativos. Estas políticas, aliadas à adoção de uma política restritiva em matéria de acumulação de funções, significarão uma redução de despesas de funcionamento de 9 M€ face ao previsto para 2012.

Agricultura, Floresta e Desenvolvimento Rural

No âmbito das políticas públicas comunitárias e nacionais, prosseguirá o esforço de execução de medi- das que contribuam para o suporte ao investimento no sector, promovendo assim a competitividade e dinamização do meio rural.

A execução do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) e do Programa da Rede Rural Nacional (PRRN) constituirá um objetivo central da atividade do MAMAOT, uma vez que estes instrumentos são determinantes da política pública de promoção da competitividade nos domínios agrícola e florestal e de apoio ao desenvolvimento rural. A continuidade da opção pelo aumento da taxa de cofinanciamento co- munitário permite assegurar o cumprimento dos programas com uma redução de esforço de despesa nacional de 80 M€ para o ano de 2013.

No domínio dos seguros agrícolas, iniciou-se o processo de revisão do modelo, no sentido de o tornar mais flexível e mais próximo dos modelos comunitários. Criaram-se alternativas de financiamento comu-

nitário no âmbito da vinha e hortofrutícolas a par da redução de bonificação dos prémios de seguros agrí- colas no âmbito da alteração do Sistema de Proteção Contra as Aleatoriedades Climáticas (SIPAC). Com estas opções, estima-se uma poupança líquida para o Orçamento do Estado em cerca de 2 M€. A concentração num só organismo do conjunto das matérias relacionadas com a segurança da cadeia alimentar, bem como a constituição do “Fundo de Saúde e Segurança Alimentar Mais”, permitirão uma maior eficiência nesta área, nomeadamente do ponto de vista financeiro. Mais ainda, os novos modelos de financiamento das Medidas Veterinárias, fundamentais para o cumprimento da legislação Nacional e Comunitária em matéria de saúde pública, e do Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais Mortos na Exploração (SIRCA) conduzirão a uma redução de despesa para o Orçamento do Estado de 7 M€. Prosseguirá o esforço de melhoria da competitividade do sector florestal, em particular através da Estra- tégia Nacional para as Florestas, do Inventário Florestal Nacional e dos Planos Regionais de Ordenamen- to Florestal. Destaca-se também o estabelecimento de um programa de prevenção fitossanitária da flo- resta, englobando ações de prevenção estrutural e de beneficiação de áreas ardidas.

A operacionalização da bolsa de terras contribuirá para uma gestão eficiente da disponibilidade das terras para fins agrícolas, florestais e silvo pastoris.

Mar

No domínio da política para o Mar, para além da execução da Política Marítima Integrada da União Euro- peia, será dada continuidade à implementação da Estratégia Nacional para o Mar, destacando-se o orde- namento do Espaço Marítimo como um domínio estruturante. Este ordenamento suportará a reestrutura- ção já encetada do licenciamento das atividades que ocorrem no Espaço Marítimo, constituindo um forte incentivo ao investimento e contribuindo para o reforço da economia do mar.

Em 2013, destacam-se ainda o reforço da investigação científica no âmbito dos recursos marinhos e da atmosfera e a reestruturação da segurança e dos serviços marítimos. Prosseguir-se-á o reforço da com- petitividade e desenvolvimento sustentável do sector da pesca, objetivo central na execução do Programa Operacional Pesca (PROMAR). O aumento das taxas de cofinanciamento comunitário associadas ao Programa representa uma redução da despesa de 7 M€ face ao que seria necessário para mobilizar o volume de financiamento comunitário previsto para 2013.

Ambiente e Ordenamento do Território

No domínio da gestão estratégica do ambiente, destacam-se: o início da execução da política climática “pós-2012” e da Diretiva Europeia de Emissões Industriais; a revisão do Regime Jurídico da Avaliação de Impacte Ambiental; e o novo ciclo de planeamento de recursos hídricos. Será promovida a melhoria do licenciamento ambiental online (SILIAMB) e será desenvolvida a identificação do potencial da economia verde em Portugal, com interesse para as oportunidades de exportação. A aprovação do Programa Naci- onal para as Alterações Climáticas (PNAC 2020) e a Avaliação do progresso da implementação da Estra- tégia Nacional de Adaptação às alterações Climáticas (ENAAC) assumem relevância no âmbito da Ges- tão Estratégica do Ar e do Clima. Em matéria de política de água destaca-se o desenvolvimento de ações para a redução da vulnerabilidade e do risco nas zonas costeiras, através da execução do Plano de Ação do Litoral (PAPVL 2020). O aumento das taxas de cofinanciamento comunitário no âmbito da reprogra-

mação do QREN permitiu reforçar os valores adstritos ao programa do Eixo Ambiente com uma redução da despesa nacional estimada no montante de 25 M€.

No âmbito do Ordenamento do Território, para além da revisão dos instrumentos legais de base, destaca- se a prossecução da execução do cadastro predial geométrico, de acordo com uma abordagem mais expedita e menos onerosa. Assim, permitir-se-á maior celeridade e menores encargos no processo e levantamento cadastral do território nacional, com uma forte poupança. Tal representará um valor acres- centado para a definição e adoção de políticas de ordenamento do território e, em particular, em matéria de prevenção e combate a incêndios florestais.

IV.10.2.

Orçamento

A despesa total consolidada para 2013 do Programa Agricultura e Ambiente, atinge o montante de 1.833,1 M€ o que representa um crescimento de 1,2% (+21,2M€) face à estimativa de 2012.

Quadro IV.10.1. Agricultura e Ambiente (P010) – despesa total consolidada

(milhões de euros)

Nota: Orçamento Ajustado = orçamento liquido de cativos

Este aumento da despesa total consolidada do Programa justifica-se pela integração de Serviços e atri- buições provenientes de outros programas no âmbito do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC) com origem no Subsetor dos Serviços e Fundos Autónomos (SFA).

O subsector Estado com 519,2 M€ apresenta uma diminuição de 5,9 %, onde se inclui a transferência

para o IFAP, IP, no montante de cerca de 62 M€ para o financiamento da componente nacional das aju- das comunitárias co-financiadas pelo FEAGA, das ajudas exclusivamente nacionais, e encargos bancá- rios resultantes da contratação de antecipação de fundos junto do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, IP para o pagamento de ajudas comunitárias (FEAGA, FEADER e FEP), bem como para as restantes despesas de funcionamento.

Para esta redução contribuiu a diminuição nas despesas do orçamento de atividades de 6,2%, e em pro- jetos de 5,3 %, apesar da transferência de projetos de outros Ministérios em sede de PREMAC. Contudo, apesar desta redução este Programa beneficiou da reposição do valor do subsídio de natal existindo ainda para 2013 uma potencial poupança de 18,3 M€ relativa à reserva efetuada, representando 1% do total da despesa efetiva.

2012 2013

Estimativa Orçamento Ajustado

Estado 551,8 519,2 -5,9 25,5

1. Atividades 385,0 361,4 -6,2 17,8

1.1. Com cobertura em receitas gerais 279,3 261,5 -6,4 12,9

1.2. Com cobertura em receitas consignadas 105,8 99,9 -5,5 4,9

2. Projetos 166,7 157,9 -5,3 7,8

2.1.Financiamento nacional 141,9 139,5 -1,7 6,9

2.2.Financiamento comunitário 24,8 18,4 -26,1 0,9

Serviços e Fundos Autónomos 1.348,5 1.385,5 2,8 68,2

Entidades Públicas Reclassificadas 137,5 128,1 -6,8 6,3

Consolidação entre e intra-subsetores 306,5 302,7

DESPESA TOTAL CONSOLIDADA 1.811,9 1.833,1 1,2 -

DESPESA EFETIVA 1.731,2 1.730,2 Por Memória Ativos Financeiros 64,4 73,9 Passivos Financeiros 16,3 29,0 Variação (%) Estrutura 2013 (%)

Quadro IV.10.2. Agricultura e Ambiente (P010) - despesa dos SFA por fontes de financiamento

(milhões de euros)

A despesa total consolidada do Subsector dos Serviços e Fundos Autónomos, apresenta um aumento de 2,7%, considerando para o efeito as Entidades Públicas Reclassificadas (EPR) que apresentam uma diminuição de 6,8%.

Este aumento deriva da integração do Instituto de Meteorologia que deu origem ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IP, no âmbito do PREMAC, cujo orçamento ascende a 45M€, e da criação do Fundo Sanitário e de Segurança Alimentar Mais, com um orçamento de 15M€, salientando-se que este Fundo é financiado exclusivamente por receitas próprias.

Quadro IV.10.3. Agricultura e Ambiente (P010) - despesa por classificação económica

(milhões de euros)

Na distribuição da despesa consolidada pelos principais agrupamentos económicos, verifica-se que apre- sentam maior peso as despesas com pessoal com 288,2 M€, as transferências correntes com 367,9 M€ e de capital com 415 M€. 2012 Estimativa Receitas Gerais Receitas Próprias Financia- mento Comunitário Transferências das AP Outras Fontes Total Total SFA 1348,5 258,3 244,6 841,6 41,0 0,0 1385,5 2,8 Total EPR 137,5 0,0 52,4 73,9 1,8 0,0 128,1 -6,8 Sub-Total 1485,9 258,3 297,0 915,5 42,8 0,0 1513,6 1,9 Transferências intra 33,0 10,6 30 1,5 42,1

DESPESA TOTAL CONSOLIDADA 1533,6 247,7 369,9 915,5 41,3 0,0 1574,4 2,7

DESPESA EFETIVA 1452,9 247,7 267,0 915,5 41,3 0,0 1471,5 1,3 Por Memória Ativos Financeiros 64,4 73,9 73,9 Passivos Financeiros 16,3 29,0 29,0 Orçamento Ajustado de 2013 Variação (%) Estrutura 2013 (%)

SFA EPR Total

Despesa Corrente 416,0 903,6 6,8 910,3 1.090,3 59,5

Despesas com Pessoal 135,5 151,7 1,0 152,7 288,2 15,7

Aquisição de Bens e Serviços 65,2 124,1 4,1 128,3 193,5 10,6

Juros e Outros Encargos 13,9 0,2 14,1 14,1 0,8

Transferências Correntes 209,2 394,7 0,0 394,7 367,9 20,1

das quais: intra-instituições do ministério 201,9 34,1 0,0 34,1 0,0

para as restantes Adm. Públicas 0,1 10,6 0,0 10,6 10,7 0,6

Subsídios 180,3 180,3 180,3 9,8

Outras Despesas Correntes 6,2 38,9 1,4 40,3 46,5 2,5

Despesa Capital 103,2 584,9 121,3 706,2 742,8 40,5

Aquisição de Bens de Capital 44,5 57,8 121,3 179,2 223,6 12,2

Transferências de Capital 58,7 422,9 0,0 422,9 415,0 22,6

das quais: intra-instituições do ministério 58,7 7,9 7,9 66,6 3,6

para as restantes Adm. Públicas 2,9 0,0 2,9 2,9 0,2

Ativos Financeiros 73,9 73,9 73,9 4,0

Passivos Financeiros 29,0 29,0 29,0 1,6

Outras Despesas de Capital 0,0 1,2 1,2 1,2 0,1

Consolidação entre e intra-subsetores 260,6 42,0 0,0 42,0 302,7

DESPESA TOTAL CONSOLIDADA 519,2 1.488,5 128,1 1.616,5 1.833,1 100,0

DESPESA TOTAL EXCLUINDO TRANSF PARA ADM. PÚBLICAS 519,1 1.475,0 128,1 1.603,0 1.819,5 -

DESPESA EFETIVA 519,2 1.385,5 128,1 1.513,6 1.730,2 - Orçamento Ajustado de 2013

Estado SFA Total

Quadro IV.10.4. Agricultura e Ambiente (P010) - despesa por medidas dos programas

(milhões de euros)

Na estrutura de distribuição da despesa por medidas inscritas no programa 010 – Agricultura e Ambiente, salientam-se as medidas relacionadas com a Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Caça, Pesca – Agricultu- ra e Pecuária com cerca de 1 158,2 M€ o que representa 54,2%, do total da despesa não consolidada do programa.

No documento Orçamento do Estado para 2013 (páginas 188-192)