ARTICULADO ENTIDADE COMENTÁRIO ANÁLISE REDAÇÃO FINAL
1 - Os ajustamentos são calculados para cada ano tendo
por base as alterações
verificadas entre os proveitos permitidos definidos nos termos do artigo 26.º e as contas reais
EGF Propõe que seja incluída uma alínea
adicional que preveja, por exemplo, a possibilidade de a ERSAR poder decidir que podem existir ajustamentos às receitas adicionais face a desvios originados por fatores exógenos ou
Atendendo aos comentários
apresentados, aceita-se a realização de ajustamentos para todos os desvios de preços das receitas adicionais, alterando-se a redação da subalínea i) da alínea c).
"1 (...)
c) Receitas adicionais das atividades principais:
i. Na medida do desvio originado por alterações aos preços previstos;
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aceites, nas seguintes
componentes:
a) BAR e respetivas amortizações e subsídios;
b) Custos de exploração
diretamente associados às operações através da aplicação de indutores de custos;
c) Receitas adicionais das atividades principais:
i. Na medida do desvio originado por alterações aos preços regulados ou fixados administrativamente;
ii. Na medida do desvio das
quantidades de resíduos
resultantes da recolha
indiferenciada rececionadas mantendo os coeficientes de eficiência que estiveram subjacentes à definição dos proveitos permitidos;
iii. Na medida do desvio da receita obtida com a receção
de resíduos urbanos
biodegradáveis;
iv. Na medida do desvio da receita obtida com a prestação de serviços a terceiros.
matérias em que as empresas
comprovadamente não exerçam
controlo, nomeadamente o preço da venda de energia após o termo do regime de remuneração garantida (por defender que não terá qualquer peso no mercado que lhe permita selecionar o melhor preço), ou os preços de venda de materiais recicláveis no âmbito do SIGRE.
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d) Benefícios de atividades complementares.
2 - O valor do ajustamento referido no número anterior incorpora a capitalização financeira decorrente do desvio temporal ocorrido desde o ano a que se refere o seu cálculo até à sua integração nos proveitos permitidos, determinado com base na taxa de juro definida pela ERSAR, em função da natureza positiva ou negativa do ajustamento.
EGF A utilização de uma taxa de
capitalização aquando da definição de ajustamentos destina-se apenas a fazer as correções do valor temporal do dinheiro entre o ano a que o ajustamento diz respeito (ano t-2) e o ano em que ele ocorre (ano t), sendo uma prática habitual na regulação,
devidamente prevista nos
regulamentos tarifários. Entende-se que tanto nos casos de ajustamento positivo ou negativo, a taxa relevante é a taxa marginal de financiamento, e para um mesmo horizonte temporal, qualquer que seja o sentido do ajustamento, pelo que não se encontra qualquer justificação para a utilização de taxas diferentes para ajustamentos positivos e negativos.
Entende-se não fazer sentido estimar os custos marginais de endividamento de
curto prazo de uma empresa
concessionária com base no risco do cliente, pois perante os operadores financeiros o risco da operação é o da concessionária, não o dos seus clientes. Considera-se, assim que o argumento
A distinção da taxa de juro de capitalização – aplicável a incentivos, ajustamentos e a saldos regulatórios, quando a eles houver lugar – consoante os valores a capitalizar sejam positivos ou negativos (i.e. créditos ou dívidas das entidades gestoras), visa adequá-la ao risco e condições de financiamento específicos da entidade devedora, em cada um dos casos.
A ERSAR concorda com a EGF que, no
caso das receitas efetivamente
cobradas no ano t-2 serem superiores
às que seriam devidas, essa
circunstância corresponde, de facto, a um financiamento (na forma de
adiantamento de receitas) dos
municípios às entidades gestoras “em alta”. Nesse sentido, concorda também com a EGF que a justa taxa de capitalização aplicável seria a do custo marginal de financiamento de curto prazo das entidades gestoras. Note-se que a aplicação desta taxa não está
dependente do montante desse
financiamento (ou adiantamento de receitas) ter sido previamente estimado e aceite pelas partes, mas antes ao facto
Sem alteração (norma
renumerada como n.º 2 na sequência do aditamento de um
novo n.º 2, conforme
apresentado no ponto 5 do presente relatório).
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utilizado pela ERSAR carece de racional financeiro.
Acresce que também se desconhece
qualquer precedente regulatório
nacional ou internacional em que a taxa de capitalização seja diferenciada para ajustamentos positivos e negativos. Vide, por exemplo, as últimas decisões da ERSE quanto aos ajustamentos para as empresas reguladas do setor do gás natural (para 2016 e 2017), bem como para as empresas do setor elétrico (para 2017) datadas, respetivamente de julho e de dezembro de 2016.
de corresponder à remuneração que um financiador das entidades gestoras esperaria obter em condições de financiamento semelhantes.
Por essa mesma razão, a taxa de juro devida sempre que as receitas das entidades gestoras tivessem sido inferiores às que seriam devidas, seria a do custo do financiamento de curto prazo dos municípios, uma vez que essa situação corresponderia, na prática, a um financiamento aos clientes das entidades gestoras (ou diferimento de receitas).
Tanto numa como noutra situação, as taxas de juro a aplicar têm que corresponder, necessariamente, a condições de financiamento exequíveis no mercado financeiro – para os prazos e montantes que estiverem em causa – à data em que essas taxas forem estimadas. 3 - O valor resultante do ajustamento apurado anualmente, incluindo a respetiva capitalização financeira, é integrado no
apuramento dos proveitos
permitidos do segundo ano
EGF Propõe-se que o montante da
componente “ajustamento de
quantidades” do ano “n” venha a ser transferido para os clientes em “n+2” não via tarifa, mas através de um crédito ou débito a cada cliente, numa base mensal (Ajustamento apurado/12 meses) e em proporção da quantidade
Não obstante se entender o racional da sugestão, a ERSAR entende que a forma como se iria aplicar o ajustamento às entidades gestoras em baixa seria de maior complexidade.
Uma vez que se admite que seja imaterial um qualquer desvio na recuperação de Ajustamentos (como
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subsequente ao ano a que se reportam.
de RSU efetivamente recebida de cada cliente em “n”.” Pela especificidade, sugere-se a classificação deste conceito, a definir em separado e que deveria ser imputado aos clientes (seja positivo ou negativo) como um ajustamento do próprio ano regulatório e não através da tarifa de “n+2”.
Neste sentido, propõe-se a seguinte redação: "O valor do ajustamento entre as quantidades de Resíduos Urbanos Indiferenciados estimados (RUe) e as Quantidades de Resíduos Urbanos
Indiferenciados efetivamente
Rececionados (RUr) em cada ano, é calculado em cada ano, através da seguinte fórmula:
Ajustamento de Quantidades = Tarifa * (RUr-RUe)
Este ajustamento será objeto da capitalização nos termos previstos no nº 2 do presente artigo;
O Ajustamento de Quantidades de cada ano “n” após capitalização, seja positivo ou negativo, será imputado aos Utilizadores finais, durante o ano “n+2”, em 12 tranches mensais, através de emissão de débito ou crédito específico, não incorporando como os restantes
resultado de um possível desvio nas quantidades previstas nas tarifas), e que a existir, esse desvio tanto pode ser positivo como negativo, com igual probabilidade, não se afigura que o acréscimo de complexidade da solução proposta se justifique.
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ajustamentos o recálculo tarifário de “n+2”".