4.4 Desenvolvimento do programa MEFDIN3D de elementos finitos (2D e 3D)
4.4.1 Algoritmo do programa MEFDIN3D
O algoritmo do programa MEFDIN3D de elementos finitos de placa de 4 e de 8 nós e elementos finitos tridimensionais de 20 nós para a análise estática e dinâmica de estruturas apresenta-se em seguida.
Na Figura 4.28 mostra-se o ambiente do programa MEFDIN3D em MATLAB e algumas das figuras que o programa está preparado para mostrar.
Apresentam-se igualmente alguns exemplos de estruturas bidimensionais e tridimensionais simples, para mostrar as potencialidades do programa e também para testar o cálculo estático e dinâmico (este teste apenas será efectuado para estruturas planas).
PROGRAMA MEFDIN3D. ANÁLISE ESTÁTICA E DINÂMICA DE ESTRUTURAS 2D E 3D PELO M.E.F.
(1) - ANÁLISE ESTÁTICA
(1.1) - Leitura de dados:
• Características geométricas e topológicas da discretização estrutural em E.F.; • Propriedades mecânicas dos vários materiais;
• Escalas para desenhos e animações;
• Valores máximos e mínimos para configuração das janelas de desenho;
• Leitura das coordenadas dos nós (matriz coord), apoios (matriz apoio) e forças concentradas nos nós (matriz FC);
• Leitura das incidências dos elementos (matriz elem) e do grupo do material (vector Igrupo).
(1.2) - Cálculo da matriz de elasticidade D para os casos 2D ou 3D
(1.3) - Coordenadas dos pontos de Gauss e respectivos pesos
Para NNOE = 4 NPG = 4; para NNOE = 8 NPG = 9; para NNOE = 20 NPG = 27
(1.4) - Matriz com os valores das funções de interpolação nos NPG pontos de Gauss
Esta matriz será utilizada para o cálculo das coordenadas gerais dos pontos de Gauss (desenho das tensões principais nos pontos de Gauss)
(1.5) - Desenho da malha de elementos finitos para os casos 2D ou 3D, numeração de cada nó e de cada elemento finito
(1.6) - Cálculo das derivadas das funções de interpolação em ordem às coordenadas locais
(1.7) - Cálculo do Jacobiano
(1.8) - Cálculo da matriz B, com as derivadas das funções de interpolação em ordem às coordenadas gerais
(1.9) - Cálculo das matrizes elementares Ke, Me e do vector elementar das forças nodais equivalentes ao peso
próprio Fe
NOTA: A matriz Me será utilizada apenas no cálculo dinâmico
(1.10) - Assemblagem das matrizes de rigidez K e de massas M e do vector das forças nodais equivalentes ao
peso próprio Fpeso
(processo de espalhamento das matrizes K
e, Me e dos vectores Fe
)
(1.11) - Introdução das condições de apoio (apoios rígidos ou elásticos)
(1.12) - Cálculo do vector das forças globais: somatório do vector com as forças nodais equivalentes ao peso
próprio Fpeso
, com o vector com as forças concentradas nos nós FCN (vector organizado numa única coluna obtido através da matriz FC)
(1.13) - Cálculo dos deslocamentos nodais
(1.14) - Cálculo das tensões principais nos pontos de Gauss
(1.15) - Desenho da malha deformada e do campo de tensões principais nos pontos de Gauss para os casos 2D
ou 3D
(2) - ANÁLISE DINÂMICA
(2.1) - Leitura das acções dinâmicas a actuar:
Opção 1 – Acelerogramas na base ; Opção 2 – Histórias de forças aplicadas directamente nos G.L.
da estrutura
(2.1.1) - Opção 1
- Definição dos factores multiplicativos para os acelerogramas nas direcções xn caso de trate de um
equilíbrio de placa ou tridimensional
- Montagem da matriz s correspondente à distribuição espacial pelos G.L. das histórias de forças de inércia devido aos acelerogramas na base
(2.1.2) - Opção 2
- Montagem da matriz s correspondente à distribuição espacial pelos G.L. das histórias de forças aplicadas
(2.2) - Cálculo dos valores próprios (matriz diagonal com as frequências angulares ao quadrado) e vectores próprios (modos de vibração)
(2.3) - Cálculo das frequências naturais
(2.4) - Montagem da matriz modal reduzida ao número de modos de vibração que se pretendem utilizar e que
são considerados suficientes para obter uma boa aproximação da resposta da estrutura por sobreposição modal
(2.5) - Cálculo da matriz de massa modal
(2.6) - Normalização dos modos relativamente à matriz de massas
(2.7) - Cálculo da matriz de rigidez modal
(2.8) - Cálculo dos factores de participação modal para Opção 1 ou Opção 2
(2.9) - Tipo de amortecimento:
Opção 0 – Amortecimento de Rayleigh ; Opção 1 – Amortecimento modal
(2.9.1) - Opção 0
- Introdução das constantes α e β na janela de comandos
- Cálculo da matriz de amortecimento (a partir da combinação linear das matrizes de rigidez K e de massas M)
- Cálculo da matriz de amortecimento modal
- Cálculo dos coeficientes de amortecimento modais relativos
(2.9.2) - Opção 1
- Introdução do valor do coeficiente de amortecimento modal relativo (igual para todos os modos) na janela de comandos
(2.10) - Desenho das configurações modais para os casos 2D ou 3D
(2.11) - Cálculo dos deslocamentos e velocidades modais ao longo do tempo a partir da fórmula recursiva para
cálculo do integral de convolução (ou de Duhamel)
(2.12) - Cálculo dos deslocamentos estruturais ao longo do tempo a partir da fórmula da sobreposição modal
(2.13) - Desenho para a representação da resposta ao longo do tempo em termos de nuvens de pontos em dois
planos correspondentes aos dois primeiros pares de coordenadas modais
(
* * * *)
1 2 3 4u , u , u e u
(2.14) - Desenho das histórias de deslocamentos nos graus de liberdade escolhidos pelo utilizador
(2.15) - Visualização de um filme com a deformação da estrutura e a variação do campo de tensões principais
nos pontos de Gauss ao longo do tempo para a acção dinâmica escolhida em (2.1)
(2.16) - Aplicação do módulo da Transformada de Fourier (FFT) para decompor em ondas as histórias de
deslocamentos calculadas nos G.L. pretendidos; desenho dos respectivos espectros de amplitudes
(2.17) - Cálculo sísmico pelo método do espectro de resposta:
• Leitura do espectro de resposta da acção sísmica em acelerações absolutas;
• Cálculo do espectro de resposta em pseudo-velocidades relativas e do espectro de resposta em pseudo- deslocamentos relativos;
• Desenho dos três espectros de resposta referidos;
• Cálculo dos factores de participação modal para a acção sísmica;
• Definição dos factores multiplicativos para os espectros em acelerações nas direcções xn caso de trate
de um equilíbrio de placa ou tridimensional;
• Cálculo das ordenadas do espectro de deslocamentos (por interpolação); • Cálculo dos valores máximos das coordenadas modais;
Figura 4.28: Ambiente do programa MEFDIN3D em MATLAB. Barragem de gravidade: deformada
e campo de tensões principais num dado instante, tensões principais devidas ao peso próprio, modos de vibração e espectro de amplitudes do deslocamento horizontal ao nível do coroamento.