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ALGUMAS CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO PROGRAMA INTERNACIONAL

De acordo com a publicação ElprogramaPISAdelaOCDE: qué es y para qué sirve,

a origem do nome PISA corresponde à sigla proveniente do inglês: Programme for

International Student Assessment (PISA), que corresponde em língua portuguesa ao Programa

Internacional para a Avaliação de Estudantes. “Se trata de um projeto da OCDE (Organização

para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)7” (OCDE, 2008, p.03).

Andreas Schleicher, Chefe da Divisão de Indicadores e Análises do Diretório para a

Educação da OCDE, ao discorrer acerca dos fundamentos e questões políticas subjacentes ao

desenvolvimento do PISA, oferece informações que contribuirão para a construção de um

arcabouço acerca do referido programa. Para ele, a importância conferida à OCDE decorre do

fato de ela ser composta por 30 Países Membros8 (à época9) para o desenvolvimento de linhas

de atuação na quase totalidade das áreas de política pública, com exceção da área de defesa e,

que desde sua fundação vem atuando no terreno da educação como parte de seu programa

(SCHLEICHER, 2006, p.22).

No site oficial da OCDE10, há um leque de informações acerca desta organização, que

vai desde seu histórico, até as proposições e publicações do universo dos 34 Países Membros,

como também dos demais países que se enquadram enquanto convidados, ou seja,

pertencentes à categoria dos chamados Não Membros.

No que concerne à origem da OCDE e em consonância com as informações

apresentadas, assinala-se que esta foi concebida pela Organização Europeia de Cooperação

Econômica (OECE) – criada em 1947 e apoiada pelo Canadá e Estados Unidos no intuito de

coordenar o Plano Marshall¸ proposto pelo então Secretário de Estado dos Estados Unidos,

7

(Livre tradução do autor). No original: “Se trata de un proyecto de la OCDE (Organización para la

Cooperación y el Desarrollo Económico)”.

8

Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Irlanda, Islândia,

Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal, Reino Unido, Suécia, Suíça e Turquia, (1961), e posteriormente: Japão

(1964), Finlândia (1969), Austrália (1971), Nova Zelândia (1973), México (1994), República Checa (1995),

Hungria (1996), Polônia (1996), Coreia (1996), República Eslovaca (2000) e Turquia (2003).

9

Atualmente a OCDE está composta por 34 Países Membros.

George Marshall, com a finalidade de apoiar economicamente as nações europeias aliadas,

que foram fragilizadas pela Segunda Guerra Mundial11 (1939-1945). Este plano consistiu, em

linhas gerais, na concessão de empréstimos a juros baixos, com vistas a reconstruir a Europa

Ocidental ao mesmo tempo em que se repelia a iminente ameaça do socialismo entre a

população descontente (OCDE, 2011a).

A OCDE se apropriou da OECE em 1961, conformada para associar-se

economicamente à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), criada em 1949

pelos Estados Unidos, Canadá e alguns países Europeus de cunho capitalista, e que consistia

numa aliança militar para proteção internacional mediante o possível ataque dos países do

leste europeu, sob a influência soviética. Neste contexto, a OCDE passou, a partir de então, a

assumir como missão precípua:

(...) ajudar aos governos a alcançar um crescimento econômico sustentável de suas

economias e sua força de trabalho, e aumentar os níveis de vida de seus habitantes,

mantendo ao mesmo tempo a estabilidade financeira, contribuindo assim ao

desenvolvimento da economia mundial. A Convenção, elaborada desde a sua

fundação, convida à OCDE para assistir as economias em expansão de seus países

membros e outros países em desenvolvimento econômico, e a contribuir para o

crescimento do comércio mundial numa base multilateral e não discriminatória

12

(OCDE, 2011a, p.01).

Assinala-se também na referida publicação, que não se trata de uma organização

exclusiva a seus Países Membros, na medida em que há a partilha de experiências e pontos de

vista em temáticas de interesse mútuo entre os mais de 70 países, por exemplo: Brasil, China,

Rússia e outros da África. Embora estes não façam parte desta organização, são convidados a

formalizarem acordos e tratados com a OCDE, se consubstanciando, desta forma, num fórum

único no qual os Países Membros, em conjunto, tentam superar desafios econômicos e sociais

gerados pela globalização, posto que:

A organização proporciona um espaço onde os governos podem trocar suas

experiências políticas, buscar respostas a problemas comuns, identificar boas práticas

11

A Segunda Guerra Mundial, ocorrida no período de 1939 a 1945, envolveu a maior parte das nações, inclusive

as maiores potências, tais como: Alemanha, Japão, Estados Unidos e, à época, a então chamada União Soviética.

Fazem parte deste cenário importantes e letais ataques contra civis e, foi também neste período em que se fez uso

de armas nucleares, situação em que bombas atômicas foram acionadas contra o Japão resultando na morte

imediata de milhares de pessoas, além das sequelas físicas e psicológicas que ainda hoje se fazem presentes, de

geração em geração pela ação radioativa das bombas.

12

(Livre tradução do autor). No original: (...) ayudar a los gobiernos a alcanzar un crecimiento económico

sostenible de sus economías y su fuerza laboral, y aumentar los niveles de vida de sus habitantes, manteniendo

al mismo tiempo la estabilidad financiera contribuyendo así al desarrollo de la economía mundial. La

Convención redactada desde su creación, hace un llamamiento a la OCDE para asistir a las economías en

expansión de sus países miembros y otros países en vías de desarrollo económico, y a contribuir al crecimiento

del comercio mundial desde una base multilateral y no discriminatoria.

e coordenar políticas nacionais e internacionais. É um fórum de debates no qual a

pressão que exercem entre si os países membros pode atuar como um incentivo

poderoso para melhorar as políticas e implementar „leis flexíveis‟ – instrumentos não

obrigatórios como os princípios de governabilidade corporativa da OCDE – e pode,

em ocasiões, conduzir a acordos formais ou negociações

13

(OCDE, 2011a, p.01).

Em decorrência da globalização, a OCDE (2011a) coloca no horizonte a possibilidade

do estabelecimento de políticas comuns, por meio da análise das políticas públicas dos seus

Países Membros e dos demais convidados, uma vez que, ao se reunir preocupações “(...) além

das fronteiras de cada país busca-se compreender melhor os problemas e buscar soluções

conjuntas14”, destacando-se que:

(...) Ao longo do tempo o enfoque da OCDE vem se ampliando, incluindo agora

contatos com as economias de não membros da organização e, atualmente, mantém

parceria com mais de 70 destes países. Esses contatos buscam expandir a integração

econômica pondo à disposição de outros países a experiência da OCDE e permitindo

à OCDE beneficiar-se dos conhecimentos e perspectivas dos países não membros

15

(OCDE, 2011a, p.01).

Como a OCDE estabelece uma diferenciação entre os denominados Países Membros e

os Não Membros, parece oportuno questionar: Qual o procedimento necessário para que um

país deixe de pertencer à categoria de país Não Membro e se torne um País Membro da

OCDE?

De acordo com a Convention on the Organisation for Economic Co-operation and

Development, assinada em 1960, em seu artigo 16:

O Conselho pode decidir convidar qualquer Governo preparado para assumir as

obrigações decorrentes da adesão à presente Convenção. Tais decisões devem ser

tomadas por unanimidade, dado que, para qualquer caso particular, o Conselho pode

decidir, por unanimidade, autorizar a abstenção, caso em que, não obstante o disposto

no artigo 6 º, a decisão deve ser aplicável a todos os deputados. A adesão produzirá

efeitos após o depósito de um instrumento de adesão junto do Governo depositário

16

(OCDE, 1960, p.01).

13

(Livre tradução do autor). No original: La organización proporciona un espacio donde los gobiernos pueden

intercambiar sus experiencias políticas, buscar respuestas a problemas comunes, identificar buenas prácticas y

coordinar políticas locales e internacionales. Es un foro donde la presión que ejercen entre sí los países

miembros, puede actuar como un incentivo poderoso para mejorar las políticas e implementar „leyes flexibles‟ –

instrumentos no obligatorios como los principios de gobernabilidad corporativa de la OCDE – y puede en

ocasiones conducir a acuerdos formales o negociaciones.

14

(Livre tradução do autor). No original: “(…) más allá de las fronteras de cada país buscase comprender

mejor los problemas y buscar soluciones conjunta”.

15

(Livre tradução do autor). No original: A lo largo del tiempo, el enfoque de la OCDE se ha ampliando

incluyendo ahora contactos con las economías no miembros de la organización, y actualmente mantiene

relaciones de cooperación con más de 70 de estos países. Estos contactos buscan expandir la integración

económica poniendo a disposición de los otros países la experiencia de la OCDE y permitiendo a la OCDE

beneficiarse de los conocimientos y perspectivas de los países no miembros.

16

(Livre tradução do autor). No original: The Council may decide to invite any Government prepared to assume

Em face do que está exposto no referido artigo, o Conselho pode convidar outros

países a fazerem parte da OCDE, porém, como se pode imaginar, não se trata de uma imediata

incorporação à organização, mas, de um processo de adesão, que pode ou não, incidir na

aceitação de determinado governo. “Os países membros da Organização, reunidos no seu

corpo diretivo (o Conselho), decidem se um país deve ser convidado a aderir à OCDE e em

que condições. Essa decisão é tomada no final do chamado „processo de adesão‟17” (OCDE,

2011b, p.01).

Recentemente (2010), quatro novos países tornaram-se Membros da OCDE, a saber:

Chile, Eslovênia, Estônia e Israel. Houve distinção no período decorrido por cada um, desde o

pedido de adesão até a efetivação entre estes países. O marco inicial se deu em maio de 2007,

por ocasião da Reunião do Conselho em âmbito ministerial. Nela, entre outras ações, a

Organização iniciou a negociação para adesão dos referidos países e da Federação Russa e,

ainda, decidiram reforçar a cooperação com Brasil, Índia, Indonésia e África do Sul por meio

do programa de “engajamento ampliado” vislumbrando a possibilidade de adesão futura.

De acordo com o OECD Council Resolution on Enlargement and Enhanced

Engagement (2007), o Conselho, mais especificamente, no que tange ao alargamento e

reforço do engajamento com os países supracitados enfatizou:

1. Convida o Secretário-Geral da OCDE a fortalecer a cooperação com Brasil, China,

Índia, Indonésia e África do Sul, por meio de programas de „engajamento ampliado‟,

com vistas a uma possível adesão. O Conselho irá determinar se abrirá discussões

sobre a adesão à luz de disposição, preparação e habilidade desses países em adotar

práticas, políticas e padrões da OCDE;

2. Decide abrir discussões com Chile, Estônia, Israel, Federação Russa e Eslovênia, e

convida o Secretário-Geral a estabelecer os termos, as condições e o processo para

adesão de cada um desses países à OCDE, para subsequente avaliação e aprovação

pelo Conselho. Separadamente, o Conselho poderá levantar questões de natureza

política que o Secretário Geral transmitirá aos países em questão no contexto das

discussões sobre adesão (…)

18

(OCDE, 2007, p.01).

for any particular case the Council may unanimously decide to permit abstention, in which case,

notwithstanding the provisions of Article 6, the decision shall be applicable to all the Members. Accession shall

take effect upon the deposit of an instrument of accession with the depositary Government.

17

(Livre tradução do autor). No original: The Member Countries of the Organisation, meeting in its

governing body (the Council) decide whether a country should be invited to join the OECD and on what

conditions. This decision is taken at the end of what's called „the accession process‟.

18

(Livre tradução do autor). No original: 1) Invites the Secretary-General to strengthen OECD co-operation

with Brazil, China, India, Indonesia and South Africa through enhanced engagement programs with a view to

possible membership. The Council will determine whether to open discussions on membership in light of the

willingness, preparedness and ability of these countries to adopt OECD practices, policies and standards; 2)

Decides to open discussions with Chile, Estonia, Israel, the Russian Federation and Slovenia and invites the

Secretary-General to set out the terms, conditions and process for the accession of each of these countries to the

OECD for subsequent consideration and adoption by Council. Separately, Council may raise issues of a

political nature which the Secretary-General will convey to the countries concerned in the context of the

discussions on accession (…).

Dentre os candidatos a Países Membros, Chile, Estônia, Eslovênia e Israel obtiveram a

aprovação19, enquanto que a Federação Russa ainda está em processo. Ressalta-se que antes

da aprovação pelo Conselho de cada um dos países à Organização, foram estabelecidos

roteiros20 nos quais estão contemplados os termos, bem como, as condições a serem atendidas

pelos países no processo de adesão (OCDE, 2011b).

Atualmente são 34 os Países Membros da OCDE, a saber: Austrália, Áustria,

Alemanha, Bélgica, Canadá, Chile, Coreia, Dinamarca, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos,

Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Japão,

Luxemburgo, México, Nova Zelândia, Países Baixos, Polônia, Portugal, Noruega, Reino

Unido, República Checa, República Eslovaca, Suécia, Suíça, Turquia (OCDE, 2011e).

No caso do Brasil, em que pese sua condição de Não Membro da OCDE, sua relação

com a organização tem se mostrado forte. Em 1998, em atendimento ao pedido de autoridades

brasileiras para fortalecer sua cooperação, foi estabelecido um programa nacional específico

para o país: “Desde então, o Brasil tornou-se um parceiro forte e ativo da OCDE21” (OCDE,

2011c). Esta parceria se fortaleceu em 2007, com a “ampliação do engajamento” aprovado

por meio da resolução que beneficiou China, Indonésia, Índia, África do Sul e, tal como já

fora mencionado e embora não corresponda e se diferencie do processo de adesão, possui

potencial para tanto.

No que diz respeito à Argentina, embora esta se relacione com a OCDE tal como o

Brasil na qualidade de Não Membro, parece que esta relação ocorre em escala um pouco

menos evidente do que o Brasil. Uma hipótese, que precisa ser mais bem aprofundada em

futuras investigações, seria a de que o Brasil estaria mais em evidência pelo seu desejo

declarado de “ampliar o engajamento” com a organização, colocando no horizonte a

possibilidade de ser aceito enquanto País Membro da OCDE.

NOBORU (2004), ao discorrer acerca da OCDE na arquitetura global em A Strategy

For Enlargement and Outreach, assinala que, com a Guerra Fria22, houve uma nítida divisão

19

Chile (07/03/2010); Eslovênia (21/07/2010); Israel (07/09/2010); Estônia (07/12/2010);

20

Disponíveis em:

http:/www.oecd.org/document/5/0,3746,en_21571361_38481278_41461701_1_1_1_1,00.html#B2.

21

(Livre tradução do autor). No original: “Since then, Brazil has become a strong and active partner of the

OECD”.

22

A Guerra Fria (1945- 1991) recebeu esta denominação pelo fato de não ter ocorrido um confronto bélico direto

entre as duas grandes potências: Estados Unidos e, à época, a União Soviética. Foi, portanto, uma guerra “fria”,

com cunho mais ideológico, político, tecnológico, econômico, social e militar, ocorrida num período de disputas

estratégicas e indiretos conflitos entre o capitalismo norte-americano (EUA) e socialismo soviético (URSS).

Iniciou-se no final da Segunda Guerra mundial, em 1945, e perdurou até a extinção da União Soviética em 1991.

Neste período, os soviéticos controlavam o Leste europeu, enquanto os americanos o restante Europa.

entre campos opostos e a OCDE se constituiu, segundo ele, num reduto da política para as

sociedades democráticas. Em seus termos:

Como uma aliança transatlântica econômica, pelo menos no início, a OCDE

desenvolveu os fundamentos das economias dos países membros, de modo a

assegurar as condições políticas e sociais em que a democracia pode existir. Também

reforçou a solidariedade interna entre os membros. As relações multilaterais dos

membros da OCDE com membros de outros campos (o bloco comunista e o Terceiro

Mundo, em outras palavras, os não membros) foram realizados principalmente através

de fóruns universais como as Nações Unidas, muitas vezes com o apoio do

Secretariado da OCDE na área econômica (...)

23

(NOBORU, 2004, p.10).

Com o fim da Guerra Fria, novos desafios são postos à OCDE, na medida em que

surgem outros grandes atores situado fora dela. A rápida expansão da globalização e da

interdependência das economias nacionais reforça a importância de mecanismos de gestão

para a economia global (NOBORU, 2004, p.10). Neste sentido, a participação de países Não

Membros faz com que a OCDE contribua para a formação da ordem econômica internacional,

tarefa que segundo este autor, se mostra menos eficaz na atualidade, na medida em que a

OCDE não mais possui a adesão necessária para influenciar a ordem econômica internacional,

tal como detinha no passado.

Assim, por um lado, a adesão de novos atores pode reforçar a credibilidade e a

legitimidade universal da OCDE nas decisões e recomendações, utilizando o instrumental da

organização na definição de agendas internacionais, pois, os novos membros não apenas se

responsabilizam pelos instrumentos, mas se mobilizam para a obtenção de apoio. Por outro,

esta adesão pode corroborar para a diluição do “pensamento comum”, que guarda uma ampla

partilha de valores (NOBORU, 2004, p.13).

Isso pode explicar o porquê do processo de adesão de um determinado país à OCDE

não se efetivar de maneira imediata. Em síntese, trata-se de uma decisão política do Conselho,

ancorada numa análise técnica dos termos e condições pelos Comitês e Secretaria.

Orientações estratégicas são necessárias para que o Conselho tenha uma base objetiva

e transparente sobre a qual possa verificar a vontade política dos países candidatos e

criar decisão política para convidar um país para engajar nas discussões para a

adesão: que tipo de países deveriam associar-se à OCDE; que qualidades deveria a

Organização esperar de cada um dos novos membros; e quais os benefícios que a

Organização deveria esperar conservar ou adquirir através da ampliação, a fim de

23

(Livre tradução do autor). No original: As a transatlantic economic alliance, at least at the outset, the OECD

strengthened the foundations of Member economies so as to ensure the political and social conditions in which

democracy can exist. It also enhanced internal solidarity among the membership. The multilateral relations of

OECD Members with members of the other camps (the Communist bloc and the Third World, in other words,

non-members) were conducted mainly through universal for a such as the United Nations, often with the support

of the OECD Secretariat in the economic area (…).

reforçar a sua competência e influência global e, assim, aumentar a sua vantagem

comparativa. Esta é a questão dos critérios e parâmetro correspondente

24

(NOBORU,

2004, p.15).

Em linhas gerais, o processo de adesão de um país e o papel do Conselho efetivam-se

da seguinte maneira: primeiramente o país é convidado pelo Conselho a participar de

discussões, com vistas à adesão à Organização. Concomitantemente, o Conselho define o

procedimento a ser seguido e designa uma Comissão, para analisar as políticas e regulamentos

do país, a fim de garantir que este esteja capaz e disposto a assumir as responsabilidades da

adesão. Após a avaliação dos Comitês e Secretarias, esses apresentam as recomendações ao

Conselho, e este por sua vez, autoriza o secretário-geral a se engajar com o requerente para

exame dos termos e condições para um possível convite de adesão à OCDE, e por último, o

Conselho decide se convida ou não determinado país para aderir à Convenção da Organização

(NOBORU, 2004, p.15).

Em suma, duas são as condições precípuas para que um país seja eleito,

“Like-mindedness” e “significant player”, ou seja, o país precisa ter um pensamento comum à

OCDE e também ser um ator significativo. Importante destacar que não se trata de uma

adesão gratuita, tal como se expressa na sequência, pois, os novos membros, em

conformidade com OECD Council Resolution on Enlargement and Enhanced Engagement

(OCDE, 2007), mais especificamente no que concerne ao financiamento, destaca que no

período de transição e ingresso na OCDE, os novos membros terão que assumir os seus

custos, inclusive no que diz respeito ao processo de transição, variando entre 2,4 a 5,7 milhões

de euros a serem pagos anualmente (OCDE, 2007, p.01).

Neste sentido, os membros se comprometem a proceder uma reforma que garanta à

OCDE uma base financeira sólida e sustentável. Embora reconheça a diversidade da

sociedade, propõem a implementação progressiva num prazo de até dez anos, com medida

adequadas de redução, abordando a partilha dos encargos.

O objetivo da reforma seria que cada membro cobrisse a maioria, senão todos, os

custos de sua participação na Parte I do orçamento da Organização. O montante

desses custos ainda não foi determinado, embora se reconheça que os custos

específicos dos países poderia ser diferente. O total das contribuições dos membros,

24

(Livre tradução do autor). No original: Strategic guidelines are needed in order for the Council to have an

objective and transparent basis upon which to ascertain the political will of the candidate country and to make