MATERIAL E MÉTODOS
ALTERAÇÕES DIMENSIONAIS
Todos os elásticos registraram alterações dimensionais, sendo que, de modo geral, quanto maior o diâmetro do elástico, maior a alteração dimensional (Tabela 5.31). Observou-se, também, que houve mais alteração dimensional para o protocolo de 4x, 3x e 2x, nesta ordem, nem sempre denotando significância estatística. Houve uma tendência do protocolo de 4x apresentar maior alteração dimensional do que o protocolo de 2x, sendo que o de 3x situou-se em uma posição intermediária estatisticamente semelhante ao protocolo de 2x e 4x (Tabela 5.32). Esta tendência também foi observada nos trabalhos de Bishara e Andreasen (1970).
Com relação aos fabricantes, houve uma tendência dos elásticos da GAC apresentarem menor alteração dimensional em relação aos outros, com exceção na dimensão de 1/4" aonde a Uniden apresentou menor alteração dimensional. De modo geral, os elásticos da 3M Unitek e American apresentaram um padrão de alteração maior, provavelmente em decorrência da maior degradação da força no decorrer do tempo.
Gráfico 6.9 - Comparação da alteração dimensional entre os 6 fabricantes, para os elásticos nas diversas dimensões.
0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4 1/8" 3/16" 1/4" 5/16" 3M Unitek American GAC Masel Morelli Uniden
Gráfico 6.10 - Comparação da alteração dimensional entre os 3 protocolos de ativação, para os elásticos das diversas dimensões.
0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4 2x 3x 4x 1/8" 3/16" 1/4" 5/16"
CONCLUSÕES
7
CONCLUSÕESCom base nos resultados obtidos e na metodologia empregada, concluiu-se que:
7.1 Em relação à intensidade de força inicial, verificou-se significante variação entre os fabricantes estudados e também entre os protocolos de ativação avaliados, em todas as dimensões de elásticos que compuseram este estudo.
7.1.1 Com relação aos protocolos de ativação, obteve-se forças iniciais significantemente superiores no protocolo de 4x em relação aos demais, assim como do protocolo de 3x em relação ao de 2x; sendo isto ocorrido entre todas as marcas e todas as dimensões de elásticos avaliadas.
7.1.2 Em relação à força inicial proporcionada pelas diversas marcas estudadas, observou-se grande variação de comportamento estatístico. Em geral, no entanto, verificou-se geração de força mais intensa pela marca 3M Unitek e de menor intensidade para a marca Uniden.
7.1.3 Quanto à concordância entre a prescrição de força fornecida pelos fabricantes em relação ao atingido experimentalmente, notou-se grande variação para os fabricantes e protocolos avaliados. No protocolo de 3x, o fabricante GAC foi o que mais se aproximou da prescrição nas dimensões 1/8” e 3/16”, enquanto nos elásticos 1/4” e 5/16” o fabricante Masel foi mais preciso em relação à prescrição.
7.2 Quanto à degradação das forças entre as diversas marcas e protocolos avaliados, notou-se que:
7.2.1 Com relação à quantidade de ativação houve tendência de maior degradação de força nos protocolos de 4x, seguidos pelo de 3x. Entretanto ocorreu
grande variação entre as marcas e dimensões, fazendo com que muitas vezes está tendência não apresentasse relevância estatística.
7.2.2 Quanto ao comportamento das diversas marcas, também verificou-se grande variedade de resultados. Entretanto em todos os grupos avaliados ocorreu maior degradação para os elásticos da marca 3M Unitek e menor para os da marca Uniden.
7.3 Todos os elásticos sofreram deformação permanente, onde o protocolo de 3x apresentou comportamento intermediário e semelhante estatisticamente as demais quantidades de ativação. Os protocolos de 4x mostraram alteração significativamente maior que o 2x em todas as dimensões, com exceção dos elásticos 1/8”. Quanto as marcas houve grande variação nos resultados dimensionais, com a marca Masel apresentando maior alteração em todas as dimensões, com exceção dos elásticos 5/16”, onde os 3M Unitek tiveram maior deformação. Já a menor alteração dimensional foi da marca Uniden, nas dimensões 3/16” e 1/4”, e da marca GAC nos elásticos 1/8” e 5/16”.
REFERÊNCIAS
*Angle EH. Treatment of malocclusion of the teeth, 7th ed. Philadelphia: SS White;
1907. p. 257.
Andreasen GF. Class II and Class III interarch elastic forces. Aust Dent J 1971
16(12): 347-349.
Araújo FBC, Ursi WJS, Valera MC Araújo, DB. Estudo da degradação de forças geradas por elásticos ortodônticos de látex. Rev APCD set/out 2004; 58(5): 345-349.
Bales TR, Chaconas SJ, Caputo AA. Force-extension characteristics of orthodontic elastics. Am J Orthod 1977; 72(4): 296-302.
Barrie WJMK, Spence JA. Elastics - their properties and clinical applications in orthodontic fixed appliance therapy. Br J Orthod 1974; 1(4):167-171.
Beattie S, Monaghan P. An in vitro study simulating effects of daily diet and patient elastic band change compliance on orthodontic latex elastics. Angle Orthod 2004;
74(2):234-39.
Bell WR. A study of applied force as related to the use of elastics and coil springs.
Angle Orthod 1951; 21(3):151-4.
Berman R. The application of elastic forces. J Pract Orthod 1969; 3(5):404-09.
Bertl W. H., Droschl H.: Forces produced by orthodontic elastics as a function of time and distance extended. Eur J Orthod 1986; 8(3):198-201.
Bertoncini C, Cioni E, Grampi B, Gandini P. In vitro properties’ changes of látex and non-latex orthodontic elastics. Prog Orthod 2006; 7(1):76-84.
Bishara SE, Andreasen GF. A Comparison of time related forces between plastic alastiks and latex elastics. Angle Orthod 1970; 40:319-28.
Cabrera MC, Cabrera CAG, Henriques JFC, Freitas MR, Janson G. Elásticos em Ortodontia: comportamento e aplicação Clínica. Rev Dent Press Ortod e Ortop Facial 2003 Jan/Fev; 8(1): 115-129.
Case CS. Origin, use and misuse of the intermaxillary force, and its relations to occipital and other anchorage forces in orthodontia. Dental Cosmos 1904; 345-62.
Chaconas S. J., Caputo A. A., Belting C. W. Force Degradation of Orthodontic Elastic. J California Dent Assoc1978; 6(9): 58-61.
Demarchi RF. Estudo in vitro da degradação de força das cadeias
elastoméricas. [dissertação de mestrado]. São Paulo: Faculdade de Odontologia da
Universidade Cidade de São Paulo; 2002.
*
Gioka C, Zinelis S, Eliades T, Eliades G. Orthodontic látex elastics: a force relaxation study. Angle Orthod 2006; 76:475-79.
Huget EF, Patrick KS, Nunez LJ. Obsevations on the elastic behavior of a synthetic orthodontic elastomer. J Dent Res Feb 1990; 69(2):496-501.
Hwang CJ, Cha JY. Mechanical and biological comparison of latex and silicone rubber bands. Am J Orthod Dentofacial Orthop 2003 oct; 124(4):379-86.
Kanchana P, Godfrey K. Calibration of force extension and force degradation
characteristics of orthodontic latex elastics. Am J Orthod 2000 sept; 118(3): 280-7.
Kersey ML, Glover KE, Heo G, Raboud D, Major PW. A comparison of dynamic and static testing of latex and nonlatex orthodontic elastics. Angle Orthod 2003;
73(2):181-186.
Langlade M. As forças elásticas. In: ________Terapêutica Ortodôntica; 1a. ed.
Editora Santos; 1993, Cap. 10, p. 203
Lima AC. Análise, in vitro, da degradação de forças dos anéis elásticos.
[dissertação de mestrado]. São Paulo: Faculdade de Odontologia da Universidade Cidade de São Paulo; 2003.
Liu CC, Wataha JC, Craig RG. The effect of repeated stretching on the force decay and compliance of vulcanized cis-polyisoprene orthodontic elastics. Dent Mater Jan,
1993; 9:37-40.
Russel KA, Milne AD, Eng B, Khanna RA, MASc, Lee JM. In vitro assessment of the mechanical properties of latex and non-latex orthodontic elastics. Am J Orthod Dentofacial Orthop july 2001; 120(1): 36-44.
Sassouni V. Orthodontics in dental practice. St . Louis, The C. V. Mosby
Company 1971; p: 278-9.
Ruyter IE. Physical and chemical aspects related to substances released from
polymer materials in an aqueous environment. Adv Dent Res Dec 1995; 9(4):344-7.
Ware AL. A survey of elastics for control of tooth movement. Aust Orthod J febr.
1970; 2(5): 99-108.
Ware AL. Some properties of plastics modules used for tooth movement. Aust Orthod J febr 1971; 2(5): 200-02.
Ware AL. Some properties of plastics modules used for tooth movement. Part 2: Elastic properties. Aust Orthod J febr 1971; 2(5); 145-151.
Wong AK. Orthodontic elastic materials. Angle Orthod 1976; 46(2): 196-205.
Yogosawa F., Nisimaki, H., Kondo, E. Degradation of orthodontic elastics, part II. Jap Orthod Soc 27(1):93-4. June 1968.