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ALTERAÇÕES NAS POLÍTICAS CONTÁBEIS E NOTAS EXPLICATIVAS

No documento RELATÓRIO ANUAL 2016 CONTEÚDO (páginas 118-121)

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES

2.4 ALTERAÇÕES NAS POLÍTICAS CONTÁBEIS E NOTAS EXPLICATIVAS

Normas e interpretações novas ou alteradas

As políticas contábeis adotadas são consistentes com as do exercício anterior, com exceção das normas revistas e as interpretações adotadas nestas demonstrações financeiras (validade a partir de 1 de janeiro de 2016). Sua adoção não teve um im- pacto significativo sobre os valores apresentados nas demonstrações financeiras ou divulgações.

Melhorias anuais de 2012 – 2014 – emitidas em setembro de 2014

– IFRS 5 Ativo não circulante mantido para venda e operações descontinuadas: Explicam-se as mudanças entre as diversas maneiras de desfazer-se de um ativo, ou seja, a norma esclarece se a referida alteração poderia ser considerada uma realocação para um plano de venda. Esta revisão no momento não tem impacto para Dufry.

– IAS 34 Demonstrações Intermediárias: São esclarecidas as divulgações “em outra parte do relatório intermediário”, que exigem a inclusão de referências cruzadas entre as demonstrações financeiras intermediárias e estas informações.

Iniciativa de divulgação

(alterações à IAS 1 – Apresentação das demonstrações financeiras)

– Materialidade: agregação ou desagregação não deve obscurecer informações úteis. A materialidade aplica-se a cada uma das demonstrações financeiras, às notas e a cada divulgação específica exigida pelo IFRS.

– Os itens de linha nas demonstrações financeiras primárias: Orientações adicionais para itens de linha a serem apresentados nas demonstrações primárias e novas exigências quanto ao uso de subtotais.

– Notas explicativas às demonstrações financeiras: A determinação da ordem das notas deve incluir considerações sobre a compreensibilidade e comparabilidade das demonstrações financeiras.

– Investimentos avaliados pelo método de equivalência patrimonial: A participação de uma entidade em outros resultados abrangentes deveria ser dividida entre os itens que serão e não serão reclassificados para o resultado, e apresentados de forma agregada como itens de linha individuais dentro destes dois grupos.

3 Relatório Financeiro

Demonstrações Financeiras Consolidadas

DUFRY RELATÓRIO ANUAL 2016

3. JULGAMENTOS CONTÁBEIS CRÍTICOS E FONTES DE ESTIMATIVA

A preparação das demonstrações financeiras consolidadas da Dufry requer que sejam efetuados julgamentos, estimativas e premissas por parte da administração que impactam os valores reportados referentes a receitas, despesas, ativos e pas- sivos, e a divulgação de passivos contingentes, na data das demonstrações finan- ceiras.

PRINCIPAIS FONTES DE INCERTEZAS NAS ESTIMATIVAS

As principais premissas relacionadas ao futuro e outras fontes-chave de estima- tiva incluem incertezas na data do balanço, que podem representar um risco sig- nificativo de ajuste relevante do valor contábil de ativos e passivos no exercício posterior, conforme mencionado abaixo.

Direitos de exploração de concessão

Os direitos de exploração de concessões adquiridos através de uma combinação de negócios são avaliados pelo valor justo na data de aquisição. A vida útil das con- cessões operacionais é avaliada caso a caso como definida ou indefinida e consi- deram extensão e renovações. A vida útil das concessões operacionais é revisada anualmente de forma a apurar se a avaliação de vida útil indefinida dessas conces- sões continua válida. Dufry testa anualmente o valor recuperável das concessões operacionais com vida útil indefinida e assesta estas com as de vida definida para indicações do valor recuperável. O cálculo subjacente requer o uso de estimativas. Os comentários e as premissas utilizados estão divulgados na nota 20.1.2.

Contratos onerosos

Alguns dos contratos de concessão de longo prazo possuem cláusulas destinadas a desestimular a rescisão antecipada, tais como pagamento mínimo durante o prazo de vigência do acordo. Serão respeitadas as condições dos contratos onerosos que não apresentem perspectivas de lucro. Nesses casos, será constituída uma provisão com base no valor presente da estimativa, a ser calculada pela adminis- tração, do fluxo de caixa negativo. Serão considerados custos inevitáveis os do cumprimento do contrato, juntamente com qualquer indenização devida, ou as pe- nalidades relativas ao inadimplemento, aquele que for menor. Vide a nota 32 para mais informações

Marcas e ágios

Dufry testa o valor recuperável desses itens anualmente. O cálculo subjacente re- quer o uso de estimativas. Os comentários e as premissas utilizados estão divul- gados na nota 20.1.

Imposto de renda

Dufry está sujeita a impostos sobre a renda em várias jurisdições. O cálculo da pro- visão global para imposto de renda requer julgamento significativo. Existem mui- tas operações e cálculos para os quais o imposto final é incerto. Dufry reconhece passivos relacionados a passivos tributários com base nas estimativas de eventual tributação adicional a ser paga. Caso o resultado final seja diferente dos valores inicialmente registrados, essa diferença impactará a provisão para imposto de renda corrente e diferidos no período em que a apuração foi feita. Informações adicionais estão divulgadas na notas 15 e 22.

3 Relatório Financeiro

Demonstrações Financeiras Consolidadas

DUFRY RELATÓRIO ANUAL 2016

Imposto diferido ativo

Os impostos diferidos ativos são reconhecidos para todos os prejuízos fiscais não compensados e diferenças temporárias não dedutíveis na medida em que seja pro- vável de que lucro tributável futuro permitirá a sua realização. A apuração do va- lor dos impostos diferidos ativos que pode ser reconhecido exige julgamento da parte da administração, com base no momento e no valor do lucro tributável fu- turo. Para maiores informações, vide nota 22.

Provisão

A administração recorre a premissas em relação aos resultados e às saídas de caixa esperados com base na evolução de cada caso. Maiores detalhes vide nota 32.

Pagamentos baseados em ações

Dufry avalia o custo das operações com instrumentos de patrimônio atribuíveis a funcionários com base no valor justo desses instrumentos na data de concessão. A estimativa de valor justo requer a definição do modelo de avaliação mais ade- quado para a outorga desses instrumentos de patrimônio, a qual depende dos ter- mos e condições da outorga assim como os dados mais adequados para o modelo de avaliação, incluindo a probabilidade de cumprimento da cláusula de ativação, o resultado será a quantidade final de ações a serem cedidas. As premissas e mode- los utilizados estão divulgados na nota 28.

Obrigações com planos de pensão e outros benefícios pós-emprego

O custo de planos de pensão de benefício definido é apurado com base em avalia- ções atuariais. A avaliação atuarial envolve premissas sobre as taxas de desconto, aumentos futuros de salários e aposentadorias, bem como taxas de mortalidade. Devido à natureza de longo prazo desses planos, essas estimativas estão sujeitas a incerteza significativa. Para maiores informações, vide nota 33.

Alocação do preço de compra

A determinação dos valores justos dos ativos identificados (especialmente direito de uso de concessões) e dos passivos assumidos (especialmente passivos contin- gentes reconhecidos como provisões), resultantes de combinações de negócios, é baseado em avaliações técnicas, como o modelo de fluxo de caixa descontado. Algumas das entradas deste modelo são parcialmente baseados em premissas e julgamentos e qualquer alteração portanto pode afetar os valores reportados. (Vide nota 6).

Consolidação de entidades em que Dufry detém o controle, mas com menos que a maioria do capital votante

Dufry considera-se o controlador de certas entidades (embora detenha menos que a maioria de seu capital votante) caso esteja exposto ou tenha direito a um retorno variável com base no envolvimento com a investida e possa influenciar esse re- torno por meio do poder que exerce sobre a referida empresa. Esses indicadores são avaliados no momento da primeira consolidação e revisados sempre que hou- ver alterações nos estatutos ou composição do comitê executivo dessas entida- des. Mais informações sobre participações minoritárias encontram-se nas notas 29 e 30 e no anexo “Principais subsidiárias”.

3 Relatório Financeiro

Demonstrações Financeiras Consolidadas

DUFRY RELATÓRIO ANUAL 2016

4. NOVAS E REVISADAS NORMAS E INTERPRETAÇÕES EMITIDAS,

No documento RELATÓRIO ANUAL 2016 CONTEÚDO (páginas 118-121)