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ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS E

7. ALTERNATIVAS TECNOLÓGICAS E LOCACIONAIS 1 Alternativas Tecnológicas de Dragagem

7.4. Alternativas Selecionadas 1 Equipamento de Dragagem

A alternativa tecnológica selecionada para a realização da obra de dragagem de aprofundamento do canal de acesso e bacia de evolução do Porto Organizado de Itajaí considera a viabilidade técnica, econômica e ambiental. A partir desta referência, identificou-se que o método de dragagem que apresenta a menor razão de custo/benefício entres estes três componentes, é o uso de equipamento de dragagem hidráulico com sucção e sistema de armazenamento para transporte até a área de descarte dos sedimentos. Também cabe destacar que o quesito de redução e/ou mitigação de impactos ambientais, proporcionado pelas dragas do tipo autotransportadora é aspecto de grande importância. Portanto, optou-se pela utilização de uma draga de sucção por arrasto autotransportadora. Este equipamento opera segundo um ciclo de produção composto de quatro fases distintas, a saber:

9 Dragagem: navegando em baixa velocidade em operação, nas áreas a serem dragadas;

9 Navegação: carregada e em velocidade, rumo à área de despejo (bota- fora);

9 Despejo: realizado no local designado para o descarte dos materiais dragados;

9 Navegação: descarregada e em velocidade, de retorno ao local de dragagem.

Ao adentrar na área de dragagem os tubos de sucção da draga são basculados para fora com auxílio dos guinchos e turcos, e são baixados até que as suas extremidades inferiores, denominadas bocas de dragagem, toquem o fundo. Cada boca de dragagem é nivelada próxima ou abaixo do nível a ser obtido, e a dragagem se inicia, com baixa velocidade de navegação.

A sucção é produzida por bombas de dragagem situadas dentro do casco. A tubulação que sai da boca de descarga da bomba de dragagem prossegue conduzindo o material até a cisterna da draga, onde a descarga se faz através de

calhas que visam reduzir a turbulência e, assim, permitir a decantação dos sólidos. Esta decantação é realizada de forma eficiente pela existência de dispositivos de redução de energia do fluxo bombeado. Estes dispositivos visam reduzir a velocidade de lançamento do fluxo do bombeamento, e assim retirar energia do mesmo, a fim de facilitar a decantação: menor velocidade > maior decantação.

O bombeamento do material dragado prossegue com a draga navegando a baixa velocidade, concomitantemente ao processo de dragagem, até que a cisterna esteja cheia, ou atinja um nível de carga ideal.

Quando a cisterna atinge a carga pretendida os tubos de sucção são recolhidos a bordo e são armazenados em seus alojamentos, enquanto a draga navega a plena velocidade em direção ao local de despejo.

Na chegada à área definida para o despejo os sólidos são descarregados, usualmente por descarga de fundo, através de aberturas do tipo válvula de fundo.

Após o despejo, navegando a plena velocidade, a draga retorna vazia à área de dragagem, para iniciar um novo ciclo produtivo.

Ressalta-se que a escolha da draga a ser utilizada leva também em considerações alguns dos fatores de eficiência ambiental, tais como:

9 A grande capacidade de carga na cisterna, o que facilita a decantação; 9 O sistema de redução de energia do fluxo lançado na cisterna, que

melhora a decantação;

9 A grande capacidade de sucção e bombeamento, que reduz o spillage; 9 O sistema de monitoramento de posicionamento e de dragagem, que

7.4.2. Área de Descarte dos Sedimentos - “Botafora”

O presente estudo de impacto ambiental selecionou como alternativa locacional para a área de despejo do material dragado a utilização de três áreas: (i) BF4, que é uma nova área contígua à atual área de despejo da praia Brava, denomida de Nova Alternativa BRAVA (Figura 5); (ii) BF5, que é uma nova área contígua, situada a leste, da área de Despejo Navegantes – DOIS; e (iii) BF6, que é uma área localizada na região de fundeio dos navios que aguardam para acessar o complexo portuário do baixo estuário do rio Itajaí-Açu, em uma região off-shore, denominada Nova Alternativa ao LARGO (Figura 5).

De acordo com os resultados obtidos nos estudos de modelagem de dispersão de sedimentos e também, de refração e difração de ondas, a melhor alternativa técnico-ambiental identificada é a utilização do BF6, pois não implica em impactos adversos no que se refere à dispersão dos sedimentos dragados e também, na alteração da hidrodinâmica local que poderiam implicar em concentração de energia de ondas incidentes na costa. Além dos aspectos físicos hidrodinâmicos avaliados há também o fator da influência sobre as áreas preferenciais utilizadas para a pesca profissional artesanal, que segundo diagnóstico, a área para despejo na região do largo de fundeio é a que causaria menor influência à prática de tal atividade econômica.

Destaca-se que as áreas BF4 (Nova Alternativa BRAVA) e BF5 (Nova Alternativa NAVEGANTES), segundo a modelagem numérica computacional elaborada pela Coastal Planning & Engineering do Brasil Ltda., com o relatório intitulado “Modelagem Numérica da Propagação de Ondas na Região de Descarga do Material de Dragagem do Canal de Acesso e da Bacia de Evolução do Porto Organizado de Itajaí” (CPE DO BRASIL, 2009c), não apresentam qualquer influência se utilizada até uma cota de 0,50m, que corresponde a um volume máximo a ser depositado de 1.725.000 m3, por área, já devidamente considerada a extensão da área mais a taxa de 15% de perda de sedimentos despejados em forma de pluma.

O mesmo estudo, elaborado a partir da aplicação do modelo de refração e difração de ondas, conclui que estas duas áreas (BF4 e BF5) podem ser utilizadas

até um cenário de redução máximo de 1,0 metro nas cotas batimétricas, gerando impactos de pequena magnitude sobre a hidrodinâmica local, implicando assim na possibilidade técnica da utilização destas duas áreas para a deposição do volume total a ser dragado, da ordem de 6.000.000 m3 (seis milhões de metros cúbicos). Ainda, como recomendação, com o propósito de se reduzir qualquer possibilidade de influência da redução das cotas batimétricas nas áreas de BF4 e BF5, a Coastal Planning and Engineering do Brasil Ltda, empresa que elaborou o estudo de modelagem de refração e difração de ondas, sugeriu que se deslocasse estas duas áreas de bota-fora para a profundidade mínima de -13,0 metros.

Cabe ainda destacar que o estudo Modelagem Numérica das Áreas de Despejo de Sedimentos Provenientes da Dragagem de Aprofundamento do Canal de Acesso e da Bacia de Evolução do Porto Organizado de Itajaí, também realizado pela CPE DO BRASIL (2009b), indicou que os sedimentos a serem despejados nas três áreas de despejo mais ao largo (BF4 - Nova Alternativa BRAVA, BF5 - Nova Alternativa NAVEGANTES e BF6 - Nova Alternativa ao LARGO) não implicariam em impactos decorrentes da dispersão dos sedimentos além das áreas previstas para bota-fora, sendo que em todas as condições oceanográficas e meteorológicas avaliadas não iriam aumentar as concentrações de sedimentos das áreas de despejo e entorno, em concentrações superiores àquelas observadas naturalmente na pluma de sedimentos da desembocadura do rio Itajaí-Açu em situações de alta descarga. Tal avaliação corrobora as alternativas selecionadas para serem utilizadas como áreas de despejo.

7.4.3. Técnica de Derrocagem

A alternativa técnica adotada para a derrocagem do maciço rochoso é uma combinação entre a utilização do expansor químico e o desmonte por explosivo. O expansor químico deverá ser utilizado para separar o bloco da área que sofrerá a derrocagem do maciço como um todo, sendo posteriormente o bloco segregado por desmonte com explosivo. Esta técnica irá mitigar a transmissão da onda de choque oriunda das explosões, pois o bloco estará desconectado do maciço.

CARACTERIZAÇÃO DO