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CAPÍTULO 5: INTELIGÊNCIA, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, AGENTES VIRTUAIS

5.4 AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM

O que está surgindo, porém, nas universidades de qualidade é a combinação do ensino on-line à distância com o ensino in loco. Isso significa que o futuro da educação superior não será on-line, mas em redes entre nós de informática, salas de aula e o local onde esteja cada aluno. A comunicação mediada por computadores está se difundindo em todo o mundo, embora apresente uma geografia extremamente irregular (CASTELLS, 2003, p. 487).

Iniciamos esta seção, a qual versará sobre ambientes virtuais de aprendizagem, com a citação de Castells a fim de concordarmos com o autor no fato de que a escola do futuro não pode se restringir tão somente ao quadro-negro e ao giz. Atualmente, as crianças que chegam à escola, como disse Cristovam Buarque4, já “nasceram assistindo a efeitos especiais. A escola do quadro negro e do ditado é chata para quem lida com celular, Twitter e videogame”. Dessa forma, poderemos constituir uma escola sempre presente, ou seja, além do ensino presencial dentro do ambiente físico escolar, todos (professores, alunos, pais, gestores, etc.) poderão continuar interagindo nos ambientes virtuais de aprendizagem. Sabemos que isso pode demorar a chegar para todos ou que talvez continue para sempre em alguns lugares crianças aprendendo em tábuas sentadas no chão, mas a história tem mostrado que o acesso de todos a tudo é difícil de ocorrer em todas as esferas. Programas sociais do governo podem melhorar a situação, mas não livrar totalmente um país de seus problemas.

No entanto, temos de destacar que o movimento atual é a informatização, como já referido anteriormente com o Programa Um Computador por Aluno, assim como acreditamos será com os ambientes virtuais de aprendizagem em um futuro breve. Além do mais, e aqui nos valemos de outra idéia de Castells (2003), a era da informação atual organiza-se em torno de redes, que constituem a nova morfologia social, que acaba por modificar diversos segmentos de produção, poder e cultura.

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Estas modificações advindas especialmente do avanço dos recursos tecnológicos, que reconfiguram o espaço do conhecimento, também se processam em vista do nascimento de novos seres humanos, que não estão acabados, mas em um estado de vir a ser, como descreve Arendt (2009). A autora cita também a educação, que jamais permanecerá igual, renovando-se continuamente, sendo “o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens” (p. 247).

Bassani; Behar (2005, p. 2) definem Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) como sendo “caracterizado por um conjunto de ferramentas computacionais que permitem a criação e o gerenciamento de cursos à distância, potencializando processos de interação, colaboração e cooperação”. As autoras continuam afirmando que o AVA é “um sistema computacional implementado por meio de uma linguagem de programação que reúne num único software possibilidades de acesso

online ao conteúdo de cursos” (p. 2). Ainda segundo as autoras, esse tipo de

ambiente disponibiliza diversos recursos, tais como fórum, bate-papo, mural.

Para melhor ilustrar o que acabamos de conceituar, acreditamos ser de fundamental importância apresentar alguns exemplos de AVAs, a fim de mostrar ao leitor um pouco do que já existe sobre o assunto e o que se está trabalhando na área.

Por questões de convenções e separações dos diversos ambientes, autores e entidades classificam os AVAs em diversas categorias, tais como: ambientes de Educação à Distância, salas de aula virtuais, autoria coletiva, etc. Neste trabalho, trataremos todos os ambientes a serem exemplificados a seguir como Ambientes Virtuais de Aprendizagem. São apresentadas imagens das telas na Internet dos ambientes. É mostrada a tela de abertura do ambiente, com algumas características das ferramentas e a parte de login e senha (à exceção do Moodle e do TelEduc).

A Figura 1 apresenta a tela inicial do ambiente Rooda (Rede Cooperativa de Aprendizagem), da Ufrgs (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

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Fonte: UFRGS, 2011. Figura 1: ROODA.

A Figura 2 mostra a abertura do ambiente Solar, da UFC (Universidade Federal do Ceará).

Fonte: UFC, 2011. Figura 2: SOLAR.

Um ambiente conhecido e disseminado mundialmente, com pontos de utilização em diversos locais do globo terrestre é o Moodle. A Figura 3 apresenta a tela inicial do AVA.

Fonte: MOODLE, 2011. Figura 3: Moodle.

Já a Figura 4 mostra a tela de sites registrados do Moodle na representação do mapa mundial, em que os pontos amarelos indicam as áreas onde há o ambiente. Em 13 de novembro de 2011, existiam 70.293 sites ativados em 222 países.

Fonte: MOODLE, 2011.

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Um ambiente desenvolvido no Brasil, pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), e utilizado em diversos locais é o TelEduc. A Figura 5 exibe a abertura do AVA.

Fonte: UNICAMP, 2011. Figura 5: TelEduc.

Outra iniciativa brasileira, batizada de Amadeus, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), já incorpora outro conceito desta área, o blended learning. No mesmo, a experiência no ambiente pode ser estendida para outras plataformas, como Internet, celular, PDAs, etc (UFPE, 2011). A Figura 6 apresenta a tela inicial do AVA.

Fonte: UFPE, 2011. Figura 6: Amadeus.

A Unijuí também possui um AVA. O mesmo chama-se Conecta e possui integrado a ele o setor administrativo, no qual podem ser visualizadas opções de matrícula e pagamentos, entre outros, além da parte de aprendizado, com disponibilização de material, fórum, etc.

Outros ambientes que podem ser citados são o Desire2Learn, Dokeos, Edumate e Angel Learning (DESIRE2LEARN, 2011; DOKEOS, 2011; EDUMATE, 2011; ANGEL LEARNING, 2011).

Estes ambientes citados têm implicados em sua composição a colaboração entre os diversos membros (professor, alunos e gestores da ferramenta) durante a sua manipulação. Ou seja, o usuário ao mandar uma pergunta ao fórum espera uma resposta de algum colega; ao conversar com alguém no chat está colaborando; ao enviar uma atividade aguarda a resposta do professor.

O sexto e último capítulo desta dissertação traz a modelagem conceitual do agente inteligente, que estará inserido em um ambiente virtual de aprendizagem. Utilizou-se um ambiente real e já trabalhado de forma a ficar o mais próximo da realidade possível.

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