Código 8 – Exemplo do comando da função Delete
5.7 Ameaças à Validade
Por mais que se planeje e conduza, em uma validação sempre haverá ameaças à validade (WOHLIN et al.,2012). Ao final da execução desta validação foram detectadas algumas ameaças à validade:
a) Validade interna: como a validação foi realizada pelos autores, pode-se ter introduzido viés na seleção das métricas. Para mitigar esse tipo de problema, o processo de seleção foi revisado por três pesquisadores mais experientes, sendo dois doutores e um mestre, ambos em computação.
b) Validade externa: como a validação foi realizada pelos autores, pode-se influenciar os resultados da validação. Para mitigar esse tipo de problema, a validação foi realizada conforme as métricas definidas pela norma ISO/IEC 25010.
c) Validade de conclusão: possibilidade de ter ocorrido viés no processo de análise de dados, pelos autores. Para mitigar esse tipo de problema, a análise dos dados foi revisada por outro pesquisador mais experiente. Outra ameaça referente aos resultados é a realização da aná- lise de dados, que ocorreu em uma única máquina evitando que alterações e configurações computacionais comprometessem os valores coletados na validação.
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Conclusão
Neste capítulo é apresentada a conclusão desta dissertação, juntamente com os objetivos, metodologia utilizada, limitações dos resultados e os trabalhos que podem dar continuidade a esta pesquisa.
O Governo Eletrônico Brasileiro (GEB) aplicado ao Governo Federal Brasileiro vem envolvendo o uso de tecnologias para prestar serviços ao público com objetivo de melhorar a prestação desses serviços e reforçar o envolvimento dos cidadãos nos serviços públicos. Para aprimorar esses serviços, o GEB abrange a integração dos sistemas heterogêneos para reduzir o acesso a múltiplos órgãos do governo a fim de obter um único serviço, facilitando o acesso do cidadão aos serviços públicos. Portanto, o GEB criou um padrão de interoperabilidade denominado e-PING para oferecer esses serviços.
Além dessa iniciativa, o GEB está no processo de construção de Cidades Inteligentes, obtendo maior eficiência nas atividades dos Governos Federais que envolvem a gestão das cidades. Nesse sentido, surgem iniciativas governamentais com o intuito de tornar as cidades mais inteligentes.
Dessa forma, uma plataforma para Cidades Inteligentes auxilia a criação e a integração de aplicações desenvolvidas para Cidades Inteligentes. Diante dessa situação, para integrar sistemas heterogêneos é necessário utilizar um elemento mediador como um middleware. O middleware mais utilizado e citado foi a plataforma aberta FIWARE.
Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi desenvolver o Framework Smart e-PING, que permitisse a interoperabilidade entre um Software Público que adere ao uso da e-PING e a plataforma FIWARE. A justificativa para a realização deste trabalho se deu pela necessidade da integração dos recursos de Cidades Inteligentes, facilitando o uso da plataforma para os usuários da e-PING. Portanto, os usuários não necessitarão de um prévio conhecimento da FIWARE, resta somente entender a interface do Framework Smart e-PING para efetuar o seu uso.
Como forma de cumprir o objetivo deste trabalho, foi estabelecida uma metodologia de pesquisa, que consistiu em oito atividades, que delimitaram o problema proposto. Vale destacar que houve a validação do Framework Smart e-PING que se tratou de uma das atividades que contemplaram a pesquisa.
Pode-se observar que o objetivo final foi parcialmente alcançado, por meio da junção dos três objetivos: (1) Investigar por meio de uma revisão sistemática a utilização de outras plataformas de IoT abertas voltadas para Cidades Inteligentes. Esse objetivo buscou identificar plataformas que foram utilizadas com maior frequência no desenvolvimento de aplicações IoT ou em CI, conforme descrito no Capítulo3. E conforme descrito neste capítulo, foram analisadas essas plataformas comparando cada uma delas com os requisitos de middleware (apresentados na Seção2.6do Capítulo2). Portanto, concluiu-se que a FIWARE atende todos os requisitos levantados.
(2) Desenvolver um Framework interoperável entre um Software Público e a plataforma FIWARE. Este objetivo foi descrito no Capítulo4, porém foi parcialmente atendido, devido às dificuldades e ausência de tempo descritas na Seção6.1. Para o desenvolvimento do Framework Smarte-PING, a sua estratégia de comunicação foi dividida em duas etapas complementares. A primeira etapa consistiu na interoperabilidade do Software Público para a plataforma FIWARE. Enfim, a segunda etapa consistiu na interoperabilidade da plataforma FIWARE para o Software Público.
Por fim, (3) Validar o Framework Smart e-PING por meio da execução de um processo real de um Software Público que adere ao e-PING com a plataforma FIWARE, conforme apresentado na Seção 5. Essa validação teve como finalidade analisar a interoperabilidade proposta do Framework Smart e-PING, com objetivo de obter conclusões importantes a partir dos 35 testes realizados. Portanto, esses testes analisados conseguiram avaliar positivamente a proposta do Framework Smart e-PING.
À vista disso, a pergunta-chave que foi definida no Capítulo1, para direcionar a pesquisa é respondida: Como fornecer a interoperabilidade entre um Software Público baseado no padrão e-PING com a plataforma FIWARE? Para fornecer essa interoperabilidade é necessá- rio utilizar um elemento mediador, chamado middleware, capaz de acessar/mediar tecnologias distintas passando a se comunicar independente de protocolos, sistemas operacionais, dentre ou- tros. Outrossim, um middleware suporta arquiteturas por meio de métodos orientados a processos, permitindo que dados possam ser movidos de uma aplicação para outra.
Dessa maneira, também é possível responder a hipótese apresentada no Capítulo1. Uma hipótese nula H0 é apresentada e testada "Utilizando o Framework Smart e-PING, não será
possível a interoperabilidade entre um Software Público que adere ao e-PING e a plataforma FIWARE". Caso sejam encontrados resultados diferentes, deve-se rejeitar a hipótese nula H0
e aceitar a hipótese alternativa H1 "Utilizando o Framework Smart e-PING, será possível
FIWARE". Portanto, é possível realizar a interoperabilidade por meio do Framework Smart e-PING. Logo, conclui-se que deve rejeitar a hipótese nula.
Este trabalho visou de fato integrar um Software Público que adere ao e-PING e a plataforma FIWARE, por meio do Framework Smart e-PING. Por conseguinte, Framework Smart e-PING auxilia ao GEB a poupar esforços e tempo, não necessitando de prévio conhecimento da FIWARE, entendendo somente a interface do Framework Smart e-PING para efetuar o seu uso. Ademais, o Framework Smart e-PING otimiza e melhora os seus serviços públicos por meio de soluções inteligentes e a reutilização de recursos inteligentes. Portanto, o Framework Smart e-PING permite a integração e facilita o uso da plataforma aberta FIWARE para as organizações que já utilizam a Arquitetura com Padrões de Interoperabilidade do Governo Brasileiro (e-PING).
Vale ainda ressaltar que um artigo científico proveniente do início deste trabalho, foi premiado como o segundo melhor artigo da trilha WPOS no ERBASE 2017 (AnexoA).
Por fim, com relação a essa pesquisa, pretende-se, com este trabalho, ampliar e diversificar o conjunto de poucos trabalhos existentes no assunto. Outrossim, colaborar para o avanço de novas aplicações na área do Governo Eletrônico Brasileiro e Cidades Inteligentes.