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3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

3.1. Desenvolvimento das Amostras

3.1.1. Amostra 1

A fabricação da amostra foi realizada pela impressora modelo VOID1+, figura 13, máquina desktop de tecnologia FDM. O equipamento é construído de alumínio compensado, ABS e acrílico apresenta alta repetibilidade, uma boa velocidade de produção e ambiente interno aquecido.

FONTE: ACERVO PESSOAL (2019)

A VOID1+ dispõe de uma área de impressão máxima equivalente a 20 x 20 x 20 cm (eixos x,y,z) e precisa que o filamento utilizado tenha 1,75 mm de diâmetro com temperatura máxima de extrusão de 260ºC. O acabamento das peças produzidas nessa impressora varia entre rascunho, que consome um menor tempo de produção, mas apresenta uma qualidade de acabamento menor, e a de alta qualidade, assumindo um acabamento superior, mas um maior tempo de impressão.

35 FIGURA 14: AMOSTRA 1 FABRICADA EM ABS, DIMENSÕES DE 10X10CM

FONTE: ACERVO PESSOAL (2019)

Para a confecção da amostra 1, foi utilizado um filamento de ABSplus- P430, na função rascunho, com área de 10x10 cm, ilustrada na figura 10.

A produção da peça durou em média 25 minutos, e o valor da unidade ficou em R$ 15,00. A void 3D cobra de acordo com as dimensões e complexidade da peça e o tempo gasto na fabricação.

3.1.2 Amostra 2

A segunda amostra trabalhada, foi manufaturada em uma impressora anycubic photon 5.5, figura 15, é a mais simples das impressoras produzidas pela empresa inglesa AnyCubic, construída de alumínio e vidro, e utiliza a tecnologia SLA.

36 FIGURA 15: IMPRESSORA 3D ANYCUBIC PHOTON 5.5

FIGURA 16: AMOSTRA 2 FABRICADA EM RESINA FOTOPOLIMÉRICA, DIMENSÕES DE 6X6CM FONTE: ACERVO PESSOAL (2019)

A área/volume de impressão máxima comportada pela Photon 5.5 é 16 x 6,5 x 11 cm, com tamanho de parede de 0,5 mm, apresentando um acabamento de peça excelente. Para essa máquina a sugestão de uso no material de impressão é uma resina fotossensível.

Para confecção da amostra 2, figura 16, o material utilizado foi uma resina fotopolimérica de fabricação patenteada da própria AnyCub identificada como AnyCubic UV sensitive resin. O tamanho da peça é de 6x6 cm, tamanho máximo obtido de acordo com as configurações da máquina, e levou cerca de 3 horas para ser manufaturada a uma velocidade de 20mm/hr. A técnica consegue produzir esse padrão em uma peça de até 2x2cm.

37 FIGURA 17: PINTURA DO CONTRASTE DO QR CODE NA AMOSTRA 2

A Photon 5.5 consegue produzir apenas uma cor por peça, dessa forma foi selecionado a cor da resina a ser utilizada para confecção da amostra 2, de acordo com a disponibilidade do estoque apresentado pela Void3D e o contraste do padrão do QR Code foi pintado manualmente com tinta acrílica, figura 17.

FONTE: ACERVO PESSOAL (2019)

A peça confeccionada na máquina de SLA custou R$ 30, valor calculado pelo tempo de trabalho e quantidade de resina gasta.

3.2. Questionário qualitativo

Pela característica singular do público alvo escolhido para o desenvolvimento do projeto, foi elaborado um questionário qualitativo para aplicação em uma das turmas do IERC/RN, somado as visitas ao local para compreender as necessidades do deficiente visual.

Nas visitas técnicas ao IERC/RN, foram realizadas conversas e entrevistas com os funcionários do local e parentes que acompanham o deficiente visual nas atividades diárias. Essas conversas nortearam o estudo

38 apresentado na fundamentação teórica e a preparação do questionário para os alunos.

Detalhado no apêndice A, o questionário aplicado propõe entender a condição demográfica do entrevistado, sua opinião sobre a ideia proposta e, das duas amostras apresentadas, qual é a mais confortável ao toque. O QR Code modelo impresso nas amostras 1 e 2 levadas para pesquisas, quando lidos através de um smartphone, acessam as questões da pesquisa em áudio.

A pesquisa foi acompanhada por uma pedagoga especializada e entrevistou 10 deficientes visuais, oito com cegueira e dois com baixa visão, de idades variadas, que pertence a turma de integração de jovens e adultos do IERC/RN.

3.3. Aplicação Pratica

Esse projeto foi desenhado e implementado pela autora, como funcionária da SETUR/Natal, sob a gestão e orientação do Secretário Municipal de Turismo do Natal em exercício, Fernando Fernandes, com proposito de analisar a aplicação pratica do trabalho estudado.

3.3.1. Contexto

A cidade do Natal, estabelecida como uma das cidades mais procuradas no Nordeste brasileiro para temporadas de férias, ostenta o turismo como sua principal operação econômica. No entanto, a literatura e dados socioeconômicos apresentam inúmeras melhorias para que essa atividade tenha maior participação junto às receitas do município.

Esse cenário em consonância com as políticas públicas desenvolvidas pelo Governo Federal do Brasil direcionadas para o desenvolvimento do turismo resultou em diversos planos estratégicos apresentados e abraçados pela Prefeitura Municipal do Natal, através da Secretaria Municipal de Turismo

39 (SETUR/Natal) como meta de transformar a cidade no melhor destino turístico de sol e praia da América do Sul. (CAVALCANTI, 2016)

Cavalcanti (2016) explora que dentre os planos estratégicos desenvolvidos, o marketing foi apresentado ao município como um dos seus maiores desafios, configurando um plano estratégico de Marketing para a cidade do Natal. Dos objetivos traçados pelo plano, foi destacada a importância da requalificação da oferta turística de Natal e o incentivo à criação de novos produtos e serviços que contemplem a identidade e o potencial turístico da cidade.

A SETUR/Natal, desde de 2018 vem propondo e desenvolvendo uma série de ações para esta meta possa ser atingida. Uma delas, protagonista desse estudo, é a disseminação de QR Codes em equipamentos turísticos da cidade, introduzindo natal para a rota de turismo inteligente.

3.3.2. Ação Desenvolvida

A implementação de QR codes para disseminar informações e potencializar o patrimônio cultural segue uma tendência popular que vem sendo explorada há alguns anos, principalmente pelos destinos europeus e asiáticos. (MARQUES, 2016)

Para a SETUR/Natal essa estratégia vai além de permitir que os visitantes do local, especialmente os turistas independentes, tenham informações sobre os monumentos. Foi desenvolvido sob a gestão da autora um programa interno de geração de QR Code para esta finalidade. O diferencial do programa interno é que o QR Code, ao ser acessado, fornecerar informações de quantos visitantes acessaram o local e de onde esses turistas vieram, suprindo a necessidade da secretaria por informações logísticas, uma das vulnerabilidades da instituição.

A rota ilustrada na figura 18, que representa o centro histórico da cidade do Natal, foi a área determinada para a aplicação inicial desses códigos. O

40 motivo da escolha, fora o fato da área apresentar muitos prédios históricos, é a promoção de uma Natal além do Sol e Mar.

Os prédios trabalhados são: Capitania das Artes, Igreja Nossa Senhora da Apresentação, Palácio Felipe Camarão e o Palácio Potengi.

FONTE: ACERVO PESSOAL (2019)

Como órgão público, a PMN precisa pensar em ações para que todo o cidadão seja atendido, enfatizando a acessibilidade ao deficiente físico. Ademais, o turismo é apontado pela literatura como uma das melhores oportunidades para possibilitar a inclusão social de pessoas com deficiência. (FARIA; MOTTA, 2012)

Desse modo, o objetivo desta pesquisa supriu a necessidade da existência de método mais inclusivo. Para escolha do melhor material no caso, as duas amostras desenvolvidas foram analisadas, de acordo com a suas características mecânicas, para indicação do melhor resultado tendo em vista a aplicação solicitada.

FIGURA 18: MAPA DA ROTA SELECIONADA PARA APLICAÇÃO DOS QR CODES, PRÉDIOS IDENTIFICADOS EM ROXO.

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4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Para encontrar a resposta da questão problema proposta para este estudo, este capítulo propõe analisar as respostas obtidas pelos procedimentos experimentais explanados no capítulo 3.

Os dados obtidos para essas discussões são provenientes da fundamentação teórica desenvolvida, informações fornecidas pelo fabricante do material e das peças e análises resultantes das entrevista ao público-alvo.

4.1. Amostras Avaliadas

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