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CAPÍTULO II............................................................................................................. 27

3.7. Fichas como Recurso

3.7.2. Ampliando o Vocabulário

3.7.2. Ampliando o Vocabulário

Durante a leitura ir anotando as palavras novas na ficha 02. As palavras novas são colocadas no primeiro retângulo, e a ilustração no segundo.

Título do livro Palavras novas Quantidades

Ficha 02 – Palavras Novas - Fonte: autora

3.7.3. Ficha de Registro de Leitura

Após as atividades de leitura desenvolvidas cada educando preencheu a Ficha de Registro de Leitura:

 Conforme a organização os educandos levaram para casa a cada semana a ficha de registro da leitura - garantindo um trabalho mais ampliado com o livro escolhido.

 Esta ficha foi instrumento de trabalho durante a apresentação do livro lido para a turma.

 Ao final da pesquisa, cada educando teve um Portfólio de Fichas de leitura, retratando seu processo ao longo do mesmo.

3. Ficha de Registro de Leitura.

Ficha 2 – Ficha de Registro de Leitura- Fonte: autora

Nome:

Livro:

Autor:

Data:

Pinte uma das carinhas de acordo com sua opinião:

De uma maneira geral, você gostou do livro...

Gostei pouco Gostei Gostei muito Desenhe ou comente a parte da história que mais gostou:

Registro da família – como foi seu momento da leitura com a criança?

Personagem principal:

O livro aborda sobre:

Você indicaria o livro a um colega? Justifique:

Srs. Responsáveis, favor devolver à escola esta atividade junto ao livro no dia ____/___/____

__________________________________________

Responsável

3.7.4. Apresentação e Dramatização da Leitura em Sala de Aula e na Escola.

Na interação com o leitor e por meio da leitura dramatizada esta interação acontece em um nível audiovisual, diferente da leitura solitária, podendo estimular o gosto pela leitura, desenvolvendo a autoestima, a desinibição e o comportamento diante do público, contribuindo para o desenvolvimento da fala e da escrita.

De acordo com Metzler “A leitura dramatizada constitui-se na apresentação pública de uma leitura de texto teatral, em que atores interpretam uma peça ou parte dela com o texto em mãos”. (METZLER, 2006, p.131).

A leitura é um ato social, todo texto tem a sua completude na leitura, na interação com o leitor, na leitura dramatizada isto acontece em dimensões maiores, possibilitando assim, ao espectador uma visualização do texto literário e suas

Dentro de sala de aula foi importante trabalhar com o grupo organizado com suporte de materiais técnicos como, por exemplo: caixas de som e microfone, além do material didático, como textos e vídeos.

Esse trabalho com a linguagem oral aconteceu durante o processo de atividades significativas como a dramatização de textos lidos.

Com atividades desse tipo, foi possível ser trabalhado aspectos como a entonação, dicção, gestos e posturas que, no caso da linguagem oral, tem papel de complementar e dar sentido aos textos lidos, criando oportunidades aos educandos de representarem o que foi lido em casa, na sala de aula e na escola.

Como dizia Paulo Freire: “A leitura da palavra é sempre precedida pela leitura do mundo”. Ou seja, ler é entender, decifrar e interpretar o discurso e exige um esforço que garante uma visão ampliada do mundo, de nós mesmos e da nossa relação com o mundo.

Nesse sentido, é interessante ressaltar o que diz GOULART (2005;p.21):

Muitos elementos da interação entre adultos e crianças (aí incluídos professores e alunos) dizem respeito aos elementos não verbais [...],

na medida em que os aprendizes sempre confirmam ou refutam alguma informação por meio de olhares, grunhidos, expressões faciais, acenos de cabeça, movimentos corporais e gestuais.

Com todo esse processo, foi desenvolvida a competência oral do educando e também a competência comunicativa, linguística e textual, fazendo com que ele domine formas diferentes de oralidade em diferentes contextos e situações da realidade que o cercam, GOULART (2005; p.58) diz que:

É válido ressaltar que, ao se adotar uma perspectiva de trabalho com a modalidade oral da linguagem, com vistas a formar alunos para o exercício da cidadania, estar-se-ia contemplando a diversidade de situações comunicativas e, assim, os gêneros orais seriam tomados como instrumentos semióticos para o ensino.

Também, na dramatização, ocorreu o desenvolvimento das estratégias didáticas possibilitando os educandos a refletirem sobre suas práticas de linguagem e sobre suas atitudes e posturas em relação às práticas de linguagem dos outros.

Ao evidenciar a utilização de histórias infantis em nossa pesquisa, retratando os traços fantásticos e imaginativos, na atividade de “contação” ou dramatização de histórias, foi uma forma de abordar a leitura em sala de aula e, assim, conquistar emocional e intelectualmente, pelo menos para algumas crianças (BETTELHEIM -1996; p. 75).

As crianças vivenciaram intensamente as aventuras dos personagens dos livros lidos, fazendo relações com o mundo real e percebendo a existência de conflitos e valores outros no seu dia-a-dia, na sua relação com a família, com a escola e com os amigos.

Enfim o contato com esse mundo fantástico e mágico lhes permite exteriorizar seus sentimentos e, com isso, amenizar seus conflitos internos (cf.

BETTELHEIM, 1996; p. 75).

Percebe-se que o gosto pela leitura, o ato de ler se processa em longo prazo, portanto a família contribuiu de forma efetiva nessa formação, visto que no interior dessa comunidade, há um espaço que se isenta de cobranças formais como a da escola podendo facilitar o acesso à leitura.

O relacionamento entre os segmentos: família, educando, educador e escola, nos trazem a tona os valores de parcerias como um elo de corrente que um depende do outro, fazendo o entrelaçamento com o outro segmento de maneira harmônica e hegemônica, um por todos e todos por um, conforme podemos observar na figura 02:

Figura 2 – Relacionamento - Fonte: autora

CAPITULO – IV

4.1- RESULTADO E DISCUSSÃO

De acordo com Abramovich, ela distinguiu que, nas atividades de ouvir e contar histórias, “[...] se descobrem palavras novas, entra em contato com a música e com a sonoridade das frases, dos nomes. Capta-se o ritmo, a cadência do conto, fluindo como uma canção” (1995, p. 18).

Ao empenhar nesta pesquisa, podemos perceber que o caminhar sobre a afirmação de Abramovich é a mais perfeita realidade que presenciamos com nossos educandos ao desenvolvermos nosso trabalho.

Esse tipo de trabalho requer uma preparação prévia, considerando o nível de conhecimento do interlocutor e, se for feito em grupo, a interação e coordenação da fala própria com a dos outros colegas.

Adotando como hipótese que “[...] todo processo de formação tem de ter como referência fundamental o saber docente, o reconhecimento e a valorização do saber docente [...]” (CANDAU, apud MIZUKAMI, 2002, p. 203). Resolvemos, como forma de educação continuada, resgatar o contar das historias entre família, participantes do projeto, sobre o papel da contação de histórias no desenvolvimento psicológico, sócio comunicativo e afetivo das crianças, e propor meios para incentivar o gosto pela leitura.

Visamos assim:

(a) abordar a leitura por meio de história;

b) evidenciar ao professor o imaginário de outra cultura e produzir efeitos estimulantes para a prática da leitura;

(c) enfatizar a importância da oralidade e da palavra como instrumentos de comunicação, pois, ao regatar essa tradição, valoriza-se a linguagem no seu aspecto oral, gestual e dramático. Além disso, ao deixar transparecer todas as formas da linguagem no processo de dramatização, a criança demonstra o que traz o texto, ou seja, o seu entendimento e

(d) por meio das possíveis leituras e interpretações, levar o professor a despertar nos alunos o gosto pela leitura, de forma que eles passem a ler outros gêneros discursivos e se mantenham em contato com outros tipos de textos e livros.

Buscando textos que motivem e envolvam os alunos e, ao mesmo tempo, em nunca esquecer de que nossa matéria-prima primordial é o ser humano e que, embora ainda em evolução, possui personalidade, vontades e opiniões que devem ser respeitadas.

A valorização do educando e a criatividade do educador são parceiras desenvolvendo aspectos importantíssimos para que se tenha sucesso no trabalho com a leitura, para uma melhor forma que a aprendizagem ocorra e os educandos construam seus conhecimentos.

A educação é um espaço para descobertas obtidas através da participação e colaboração ativa de cada educando com seus parceiros em todos os momentos, possibilitando, assim, a construção de sujeitos autônomos e cooperativos. Por meio da leitura o educando aprende brincando em um mundo de imaginação, sonhos e fantasias.

Conclui-se de que o importante é trabalhar com o que é interessante e prazeroso para o educando; só assim é que ele irá aprender e compreender o que está sendo ensinado. O que é ensinado tem que ter sentido para o aluno se não houver não há interesse, não há compreensão, não há aprendizagem.

Compreende-se ainda que a participação da família nesse processo é de grande relevância, tendo em vista que a criança se sente mais segura quando percebe que àqueles que fazem parte de seu cotidiano, estão engajados na questão de seu aprendizado e concomitantemente, de seu desenvolvimento.

Dessa forma, ressalta-se que além da efetiva participação dos familiares, os professores são peça fundamental para que o gosto pela leitura seja suscitado nos alunos.

A prática docente não deve ser algo mecanizado e ultrapassado. Ao contrário, um bom profissional da educação deve estar sempre buscando qualificação e meios para tornar suas aulas em uma atividade prazerosa; buscando ainda, despertar em seus educandos, o interesse pelo estudo, de maneira geral, mas, principalmente, pela leitura e concomitantemente, estimulando a imaginação e a capacidade crítica dos mesmos.

Diante do exposto, podemos concluir que a pesquisa supracitada foi de grande relevância para todos os envolvidos nesse projeto, ou seja, professores, gestores pais e alunos.

Assim, espera-se que a cada dia, mais profissionais estejam empenhados em formar leitores, haja vista que a leitura é um direito de todos e uma obrigação dos professores e familiares.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao iniciar esse trabalho com a apresentação de um breve histórico sobre as origens da leitura de história, realizando discussões sobre o caráter literário dos mesmos e expondo questões que envolvem as adaptações, simplificações e traduções, bem como as tendências de renovação do modelo tradicional.

Também foram apresentadas propostas de atividades para serem realizadas em sala de aula, como as de narração e escutas, leituras em grupo e discussões, leituras dramatizadas, além da exposição de técnicas para incrementar a contação de histórias e a confecção de materiais, como desenhos, colagens e sucatas para a elaboração de personagens das histórias.

O trabalho desenvolvido contribuiu de forma significativa para o ensino aprendizagem dos educandos. Nas atividades descritas ao longo deste caminhar, foi possível perceber como eles se envolveram, participaram, criaram, interagiram e, sobretudo, leram bastante.

Com o trabalho posterior à leitura dos livros, como a recontagem das histórias, as ilustrações, as discussões que emergiram e, as aulas se transformaram, houve um grande interesse dos educandos pelas histórias e, principalmente, em assistir às apresentações dos colegas.

Além disso, puderam se expressar livremente, aprenderam a tomar decisões e a negociar com os outros estudantes, assim como desenvolveram o senso de responsabilidade e a organização.

Em relação à parceria com a família, nesse contar, no primeiro momento, houve certa rejeição ao trabalho, no qual solicitou a família para fazer a leitura com as crianças, mas foi somente o impacto do primeiro momento, tudo que nos remete ao trabalho em família, se torna preocupante. Porque não sabemos ainda lidar com compromissos familiares. Passou o impacto, os familiares começaram vir à escola e fazer um acordo verbal, no sentido de viabilizar junto aos filhos a leitura.

Aos profissionais da educação, parece-nos que a experiência fez com que acreditassem mais em seu potencial e no dos alunos, mostrando disposição para se aperfeiçoar, aprimorar suas aulas e, principalmente, mudar procedimentos e técnicas, passando a adotar novas atividades que propiciaram momentos agradáveis para eles e para os estudantes.

Em uma sala de aula na qual diversas estratégias de ensino são aplicadas todos os dias, os educandos são mais participativos, têm desafios e se sentem motivados, conseguindo aprender em um nível mais elevado.

Dentro dessas estratégias, a produção oral pode acontecer nas mais diversas circunstâncias, fazendo parte de vários tipos de projetos, dentre eles atividades de diferentes tipos, que tenham sentido de comunicação de fato, como por exemplo, exposição oral sobre temas estudados.

A biblioteca da escola, quando utilizada, transforma em uma ferramenta para o desenvolvimento do ensino e aprendizagem. Após o estudo realizado, foi possível afirmar, que: a escola pesquisada possui acervos literários disponíveis de acordo com as necessidades da clientela.

Os educandos se encantaram com as leituras, pois são atraentes, despertando-lhes interesse pela narrativa. Por isso, esse é o papel enquanto educador torna-se de suma importância no resgate da cultura mais tradicional, utilizando a sala de aula como espaço criativo, para desenvolver uma cumplicidade em projetos com parcerias com a família e escola. Para contar e ouvir história, a fim de que permaneçam “vivas”, estimulando o imaginário das crianças e, principalmente, estimulando-os e despertando o prazer de ler.

Sintetizando, ressalta-se que essa pesquisa apontou que o estímulo à leitura é de suma importância para a formação de alunos leitores e que essa formação deve ser trabalhada a partir das séries iniciais.

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ANEXO I

1. Ficha de leitura: Quem lê comigo

Nome:

Livro:

Autor:

Família Nome

Mãe Pai Tios Irmãos Primos Avós Avôs

Srs. Responsáveis, favor devolver à escola esta atividade junto ao livro no dia____/____/_____ .

______________________________________

Responsável

3. Ficha de Registro de Leitura.

Nome:

Livro:

Autor:

Data:

Pinte uma das carinhas de acordo com sua opinião:

De uma maneira geral, você gostou do livro...

Gostei pouco Gostei Gostei muito

Desenhe ou comente a parte da história que mais gostou:

Registro da família – como foi seu momento da leitura com a criança?

Personagem principal:

O livro aborda sobre:

Você indicaria o livro a um colega? Justifique:

Srs. Responsáveis, favor devolver à escola esta atividade junto ao livro no dia ____/___/____

________________________________________________

Responsável

ANEXO II

HISTORICO E DESCRIÇÃO DA ESCOLA

Esta pesquisa foi desenvolvida na Escola Estadual Maria Auxiliadora, ilustrando com um breve contexto histórico desta escola. A chegada das irmãs Salesianas aconteceu em 03 de dezembro de 1927 criando assim o Instituto Maria Auxiliadora, sendo fechado em 1934 e reaberto em junho de 1939.

O Instituto funcionou como escola particular em regime de externato e internato durante vários anos, passando a pertencer ao Estado em 29 de março de 1974, sendo que o regime de internato funcionou até o ano de 1987.

O Instituto Maria Auxiliadora oferecia apenas o antigo ensino primário para também não podiam conversar com as externas, tanto no pátio do colégio como em sala de aula, embora às vezes, sentassem à mesma carteira, que era dupla.

Anos depois, o Internato passou a ser semi-internato até que por fim,

Foto 02 - D. Bosco Fotografia 03 - Madre Mazarello Fonte:http://imacentenario.blogspot.com.br

As imagens acima representam os criadores da escola já mencionada anteriormente: Maria Mazarello e Dom Bosco. Eles levantaram muitos jovens de catequese, oferecendo-lhes comida e jogos para recreação e aprendizado.

Assim, foi criando institutos com belas arquiteturas muito bonitos em várias partes do mundo, sempre oferecendo o seu amor às crianças. Em 1920, os Salesianos chegaram a Alto Araguaia para preparar os meninos da região.

Em seguida, nasceu a ideia de chamar as Irmãs Salesianas para trabalharem com as meninas, uma vez que muitas delas, já estudavam internas em escola Salesianas de Cuiabá e Araguaiense.

Sendo fechado em 1934 e reaberto em junho de 1939, o Instituto funcionou como escola particular em regime de externato e internato durante vários anos.

Ao longo de sua trajetória educacional, a instituição ora mencionada foi sendo afeiçoada devido às necessidades da região e dos jovens Araguaiense.

Ao longo de sua trajetória educacional, a instituição ora mencionada foi sendo afeiçoada devido às necessidades da região e dos jovens Araguaiense.

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