• Nenhum resultado encontrado

6. ANÁLISE DOS RESULTADOS

6.2 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO: ANÁLISE ENVOLTÓRIA DE DADOS

6.2.2 Análise com defasagem de um ano no input

Aqui, as avaliações de desempenho foram elaboradas considerando que os

investimentos em P&D realizados no decorrer de um determinado ano levariam cerca

de um ano para gerar os resultados esperados relativos ao número de pedidos de

patentes depositados e a receita líquida de vendas. Dessa forma, foram realizadas

quatro avaliações de desempenho, sempre considerando os investimentos em P&D

de um ano e o número de pedidos de patentes e a receita líquida de vendas do ano

seguinte.

A Figura 10 relaciona as unidades avaliadas e a representação gráfica da

eficiência de cada empresa. Como é possível observar, as empresas consideradas

eficientes foram aquelas que atingiram o nível máximo de eficiência de 100%. O

percentual de empresas eficientes manteve-se em cerca de 42% com relação aos

investimentos em P&D realizados nos anos de 2010, 2011 e 2012. Já quanto ao

montante investido em 2013, apenas 25% das empresas obtiveram uma alocação

ótima entre insumos e resultados, o que resultou no percentual médio de empresas

eficientes igual a 37,5%. A eficiência técnica média apresentou trajetória crescente,

assim como é possível observar na Tabela 5, alcançando o valor de 82,6% no último

ano de análise. A eficiência técnica média geral ficou em 75%.

No que diz respeito ao grau de eficiência individual das empresas analisadas,

verificou-se que a Copel e a Cemig Distribuição foram consideradas eficientes em

todos os anos de análise. A Celpe foi eficiente no que se refere aos investimentos em

P&D realizados nos anos de 2011 e 2012. Já a Eletropaulo foi eficiente em 2010 e

2011 e a partir daí sua eficiência declinou. A AES Sul, a Bandeirante Energia e a

Cosern alcançaram escore igual a 1 apenas em um dos anos de análise. A empresa

Emae foi considerada eficiente com relação aos investimentos em P&D de 2011, 2012

e 2013, mas apresentou o menor percentual de eficiência em 2010 (7,7%). As

empresas AES Tietê, Cemig Geração e Transmissão, Escelsa e Tractebel não

estiveram na fronteira em nenhum dos anos de análise, mas todas elas elevaram seu

nível de eficiência durante o período analisado, chegando a alcançar a casa dos 90%

de eficiência com relação aos investimentos em P&D realizados em 2013.

111

Figura 10: Resultado da avaliação de desempenho: análise com defasagem de um ano no input

Fonte: Adaptado pelo autor, conforme resultados do Software DEAOS baseados nos dados da amostra

input: 2010/ input: 2011/ input: 2012/ input: 2013/

output: 2011 output: 2012 output: 2013 output: 2014

Eficiência média 65,3% 72,2% 79,8% 82,6%

Mínimo 7,7% 23,5% 25,4% 41,9%

Máximo 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%

Tabela 5: Eficiência técnica média, mínima e máxima da avaliação de desempenho com defasagem de um ano no input

Fonte: Elaborado pelo autor, conforme resultados do Software DEAOS baseados nos dados da amostra

Eficiência técnica (%)

Input: 2010/Outputs: 2011 Input: 2011/Outputs: 2012 Input: 2012/Outputs: 2013 Input: 2013/Outputs: 2014

AES Sul 33% 54% 100% 42%

AES Tietê 23% 24% 25% 91%

Bandeirante 100% 39% 40% 67%

Cemig D 100% 100% 100% 100%

Cemig GT 59% 52% 57% 93%

Celpe 56% 100% 100% 74%

Cosern 100% 87% 89% 68%

Copel 100% 100% 100% 100%

Eletropaulo 100% 100% 98% 76%

Emae 8% 100% 100% 100%

Escelsa 51% 54% 84% 90%

Tractebel 53% 56% 65% 90%

Com base nos benchmarks da análise (empresas posicionadas na fronteira

de eficiência), estão relacionados no Quadro 17 os outputs que deveriam apresentar

acréscimos para que todas as empresas fossem consideradas eficientes em termos

de investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Nota-se que tanto a AES Tietê

quanto a Cemig Geração e Transmissão teriam que obter, a partir dos recursos

empregados em P&D, um número maior de pedidos de patentes, bem como um

volume superior de receita líquida de vendas, para se tornarem eficientes.

Após ter em mãos os indicadores de eficiência técnica obtidos através do

modelo BBC e os de eficiência produtiva resultantes do modelo CCR foram

elaborados os cálculos dos indicadores de escala. Os resultados da análise dos

indicadores encontram-se relacionados no Quadro 18. É possível observar que a

Copel apresentou eficiência produtiva com relação aos investimentos em P&D

realizados nos anos de 2011 a 2013; a Bandeirante Energia e a Cosern alcançaram a

eficiência produtiva apenas no que tange ao montante direcionado as atividades de

P&D no ano de 2010; já a Celpe e a Cemig Distribuição conseguiram transformar de

maneira produtiva seus investimentos em P&D realizados nos anos de 2012 e 2013,

respectivamente, nos resultados esperados no que diz respeito ao volume de receita

líquida de vendas obtida e no número de pedidos de patentes depositados.

O percentual médio anual de empresas que apresentaram eficiência produtiva

ou total ficou em 14,58%. Verificou-se, novamente, que a maioria das unidades

avaliadas apresentou ineficiência técnica e de escala, o que evidencia que tanto os

problemas técnicos quanto os ligados à escala inadequada de produção foram os

causadores da ineficiência apresentada pela maior parte das empresas.

113

Empresa

input:2010/output:2011 input:2011/output:2012 input:2012/output:2013 input:2013/output:2014

Nº pedidos

de patentes

(unid.)

Receita de

vendas

(%)

Nº pedidos

de patentes

(unid.)

Receita de

vendas

(%)

Nº pedidos

de patentes

(unid.)

Receita de

vendas

(%)

Nº pedidos

de patentes

(unid.)

Receita de

vendas

(%)

AES Sul 1,53 207% 1,61 86% 0,00 0% 0,00 139%

AES Tietê 1,64 327% 6,85 325% 0,69 293% 0,10 10%

Bandeirante 0,00 0% 5,89 153% 0,00 150% 0,00 49%

Cemig GT 1,64 69% 7,60 91% 1,79 76% 0,28 25%

Celpe 0,78 78% 0,00 0% 0,00 0% 0,36 36%

Cosern 0,00 0% 0,29 47% 0,00 13% 0,00 48%

Eletropaulo 0,00 0% 0,00 0% 0,21 2% 0,00 32%

Emae 0,30 1207% 0,00 0% 0,00 0% 0,00 0%

Escelsa 0,55 95% 0,00 86% 0,00 19% 0,00 11%

Tractebel 1,44 89% 7,27 79% 0,00 55% 0,21 11%

Quadro 17: Acréscimos necessários nos outputs para que as empresas ineficientes se tornassem eficientes: análise com defasagem de um ano

no input

Fonte: Elaborado pelo autor, conforme resultados do Software DEAOS baseados na amostra

Empresa Input: 2010/Outputs: 2011 Input: 2011/Outputs: 2012 Input: 2012/Outputs: 2013 Input: 2013/Outputs: 2014

AES Sul Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala Ineficiência de escala Ineficiência técnica e de escala

AES Tietê Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala

Bandeirante Eficiência produtiva Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala

Cemig D Ineficiência de escala Ineficiência de escala Ineficiência de escala Eficiência produtiva

Cemig GT Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala

Celpe Ineficiência técnica e de escala Ineficiência de escala Eficiência produtiva Ineficiência técnica e de escala

Cosern Eficiência produtiva Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala

Copel Ineficiência de escala Eficiência produtiva Eficiência produtiva Eficiência produtiva

Eletropaulo Ineficiência de escala Ineficiência de escala Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala

Emae Ineficiência técnica e de escala Ineficiência de escala Ineficiência de escala Ineficiência de escala

Escelsa Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala

Tractebel Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala Ineficiência técnica e de escala

Quadro 18: Resultado da análise dos indicadores de eficiência produtiva, técnica e de escala: análise com defasagem de um ano no input