Capítulo IV – Trabalho de pesquisa 19
4.1 Análise Comparativa do Tempo de Empenhamento Motor: 67
Professor Experiente vs Professor Estagiário
Estudo realizado na Escola Secundária de Valongo
Resumo
O presente estudo teve como objetivo descrever e comparar os resultados dos professores de Educação Física mais (Professor Experiente) e menos experientes (Professor Estagiário), relativamente ao tempo de empenhamento motor que os seus alunos possuem nas aulas de Educação Física.
Durante este ano letivo no qual cumpri a função de Professor Estagiário de Educação Física, muitos foram os momentos de observação e reflexão de tudo o que me rodeava. Estes momentos formais foram imensos ao longo deste ano letivo. Porém, foi num momento de observação e algumas conversas informais, que pensei em realizar este tipo de análise comparativa, pois a minha curiosidade em verificar quais os alunos que tinham um maior tempo de empenhamento motor entre os que eram lecionados por Professores Experientes ou Professores Estagiários era enorme. Este desejo surgiu com a vontade de comprovar uma ideia que eu tinha estereotipado e que pretendia confirmar.
Assim a captação dos dados utilizados para este estudo foram feitos através da gravação de quatro aulas de Educação Física (duas de professores estagiários e 2 de professores experientes), sendo que a imagem esteve focada em 2 elementos chave previamente estabelecidos (um de cada sexo e da mesma faixa etária). Os vídeos têm a duração de 90 minutos cada um (duração de uma aula de Educação Física) e variam entre as unidades temáticas de Futebol e Badminton (uma modalidade coletiva e outra individual). Para registar a duração de cada categoria de observação foi utilizada uma ficha de registo “ Time – Line” que está dividida em períodos de tempo de 15
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segundos, que está associada ao comportamento, considerando o tempo utilizado na mesma.
O trabalho encontra-se organizado em 5 partes fundamentais, ou seja, a introdução, o enquadramento teórico, a componente empírica, a análise e discussão dos resultados, as respetivas conclusões e finalmente as referências bibliográficas em que me apoiei.
Palavras-chave: PROFESSOR EXPERIENTE; PROFESSOR ESTAGIÁRIO; OBSERVAÇÃO; EDUCAÇÃO FÍSICA.
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Introdução
Para ser Professor não basta possuir um certo número de conhecimentos, é necessário conciliar as melhores e mais adequadas estratégias para que estas tenham efeito e proporcionem aos alunos uma correta aprendizagem. Aprendizagem é uma palavra que o professor deve ter sempre presente, pois esta deve ter um duplo significado para o mesmo, ou seja, o de proporcionar aos alunos novas aprendizagens e também o interesse que o professor deve ter em aprender e manter-se atualizado com os novos métodos e estratégias de ensino que vão surgindo.
O Professor deve ter a capacidade de adequar o ensino às características dos alunos que tem pela frente, ou seja, o professor deve utilizar as estratégias de aprendizagem e propor exercícios específicos que conduzam a elevadas taxas de sucesso e consequente aprendizagem, tal como afirma Mesquita (1998) ”Não basta possuir as competências, é fundamental saber quando, como e porquê aplicá-las”.
A observação é outra tarefa importante que o professor deve cumprir, pois é graças a esta que pode intervir decisivamente. Esta intervenção aparece relacionada com a capacidade que o professor deve possuir de corrigir os erros dos seus alunos. Contudo, sem uma boa Gestão do Tempo de Aula e um bom controlo dos alunos da turma, dificilmente a meta atrás referida é alcançada. O professor deve, então, preocupar-se também em proporcionar o tempo e a oportunidade necessária para aprender, ou seja, para que os alunos possam consolidar as suas aprendizagens.
Alguma literatura diz que existem diferenças de qualidade e eficácia de ensino entre professores mais e menos experientes, alguns estudos revelaram diferenças entre o ensino exercido, os quais favorecem os professores mais experientes (Housner e Griffey, 1985; Pereira, 1999).
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A experiência profissional surge na literatura como um fator determinante na qualidade do ensino (Mendes, 1996).
Piéron & Dohogne (1980), dizem que os professores com menos experiência de ensino obtêm menos tempo de empenhamento motor, menos tempo de informação e uma maior porção de tempo de carácter organizativo.
Outros autores não aceitam estas ideias como verdades absolutas, Siedentop e Elba (1989), são exemplo disto mesmo. Estes autores afirmam que “A experiência é uma condição essencial da competência, mas não é condição suficiente.” Estes autores dizem que “A eficácia no ensino está ao alcance de todos os professores, mesmos dos principiantes.“
Assim, a ideia primordial da realização deste trabalho é confrontar o ensino dos professores mais e menos experientes, procurando relacionar o tempo de empenhamento motor dos alunos deste tipo de professores, sendo que as condições de prática encontram-se em igual circunstância:
- Aulas visionadas da mesma modalidade.
- Aulas com a mesma função didática, mesmo objetivo específico e idêntica numeração ao longo da unidade didática.
- Aulos do mesmo sexo e com a mesma faixa etária.
Para efetuar a análise do vídeo tive de efetuar uma observação exaustiva do mesmo, de forma a retirar todos os dados pretendidos, para posteriormente estes sejam alvo de análise, reflexão e estudo. Neste âmbito considero substancial entender a importância da observação, de uma forma geral, e ainda mais no processo ensino-aprendizagem, nomeadamente em Educação Física. A observação e as respetivas reflexões que um professor faz acerca das mesmas são um instrumento de enorme proficiência, visto que é através deste método que o professor pode e deve passar para a avaliação. Sem o cumprimento deste capítulo este processo ficará carenciado de rigor e qualidade.
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Segundo Carreiro da Costa (1995), “Este tipo de observação tornou possível a análise e a descrição dos comportamentos de ensino, permitindo a identificação das variáveis pertinentes de processo e, consequentemente, a sua relação com os resultados da aprendizagem”.
Com os dados recolhidos poderia fazer uma avaliação de vários parâmetros, como a organização geral da aula por exemplo. No entanto, a minha atenção será centrada no meu objetivo de estudo que está circunscrito à análise e discussão dos resultados, como a análise comparativa do tempo de empenhamento motor entre alunos de professores estagiários e experientes.
Com este trabalho pretendo alertar para a necessidade de tornar todo e qualquer professor o mais reflexivo possível, para que este entenda a importância que esta tem na qualidade da sua atividade. Pretendo também com este estudo demonstrar quais são as estratégias que podem promover a um aumento do tempo de empenhamento motor nas aulas de Educação Física.
Enquadramento Teórico
Para iniciar este capítulo torna-se fundamental redigir sobre o conceito de tempo de empenhamento motor. Este conceito diz respeito ao período durante o qual os alunos/atletas estão fisicamente ativos nas tarefas de aprendizagem propostas pelo professor/treinador.
Existe uma grande dificuldade em determinar a aprendizagem de habilidades motoras sem que os formandos disponham de oportunidades de exercitação das tarefas a aprender. A variável tempo na tarefa permite que se faça uma distinção dos professores que conseguem maiores e melhores efeitos educativos. Acerca desta atividade educativa os dados até agora obtidos não são totalmente esclarecedores.
Piéron & Piron (1981), constataram uma diferença muito significativa entre as classes de maior e menor progresso, quanto ao tempo dedicado à prática do exercício critério, aspeto que se traduziu além de mais tempo de
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exercitação por parte dos alunos com ganhos de aprendizagem superiores, mas também em número de repetições no exercício critério.
Por outro lado, Yerg & Twardy (1982), verificaram que o tempo de atividade motora surge negativamente relacionado com os ganhos de aprendizagem. Os professores menos eficazes despenderam mais tempo em prática. Para explicar estes resultados os autores basearam-se na incapacidade relevada pelos professores em proporcionar as informações (“feedback”) necessárias para que o aperfeiçoamento das prestações dos alunos pudesse ocorrer. Os professores comportaram-se como observadores passivos das atividades dos alunos, e consequentemente, a prática por si só não se mostrou capaz de suscitar aprendizagem.
O empenhamento motor é de todos os fatores aquele que, no domínio das atividades físicas, apresentam um impacto efetivo sobre os progressos na aprendizagem. Na realidade, os resultados da maioria dos estudos “processo- produto” em Educação Física (De Knop, 1983; Metzler, 1983; Phillips & Carlisle, 1983; Piéron, 1982b; 1983c; Yerg, 1977; Neto, 1987), concordam com os resultados obtidos pela investigação no ensino geral (Berliner & Tikunoff, 1976; Rosenshine, 1980; Fisher et al., 1980; Stallings, 1979).
Os alunos cuja aprendizagem decorreu sobre orientação de professores mais eficazes beneficiaram de mais tempo de atividade motora em tarefas não só relacionadas com a matéria de ensino, mas também, com níveis de dificuldade ajustados à sua atividade motora.
Com efeito, a circunstância dos resultados de outros estudos (Graham, Soares & Harrington, 1983; Yerg & Twandy, 1982; Silverman, 1985a; 1985b; Brunelle, Godbout, Tousignant, Brunelle & Trudel, 1985; Godbout, Brunelle & Tousignant, 1987) não terem sido no sentido de associar o “tempo de empenhamento motor” ao sucesso na aprendizagem de atividades físicas parece reforçar a ideia de que esta variável constitui uma condição de aprendizagem necessária, mas nem sempre suficiente.
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Vários autores como (Alexander, 1983; Silverman, 1985b; Buck, Harrison & Bryce, 1990; Graça, 1991; Mesquita, 1992a), demonstraram que o número, o tipo e a qualidade das experiências podem constituir medidas mais adequadas para analisar o empenhamento motor do alunos do que propriamente o tempo passado na tarefa.
Para certas habilidades, o número total de repetições realizadas pelos alunos e a taxa de sucesso obtida permitem, por um lado, quantificar a oportunidade de resposta dos alunos e, por outro, fazer uma análise qualitativa da execução dos mesmos (Alexander, 1983; Piéron, 1996).
Embora tenham sido realizados poucos estudos no sentido de determinar a relação entre as experiências práticas e os ganhos de aprendizagem, todos eles mostraram a existência de uma positiva relação entre ambos (Buck, Harrison & Bryce, 1990; Mesquita, 1992a). No nosso país são pouco frequentes os trabalhos de investigação que descrevem ou equacionam o processo de treino, no sentido de identificar o tempo e a oportunidade que o atleta tem para interiorizar as habilidades específicas da modalidade que pratica (Mesquita, 1992a).
Outros estudos alertam para o facto de não se dever afirmar que a aprendizagem ocorreu sem que tenha existido empenhamento motor, uma vez que pensam que este tempo não deixa de constituir um requisito importante para que a aprendizagem possa acontecer, embora não seja suficiente só por si (Carreiro da Costa, 1995).
Com base nos resultados obtidos nas várias investigações (Carreiro da Costa 1995; Graça, 1991; Mesquita, 1992a) conclui-se que, para ajudar os alunos a obter melhores desempenhos e maiores ganhos de aprendizagem, o professor deve procurar proporcionar o maior número de repetições do exercício critério, garantir níveis intermédios de exercitação parcial da tarefa e fornecer informações que não só expliquem como o gesto técnico deve ser realizado como corrijam os erros dessa realização.
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De seguida, gostaria de abordar um dos fortes apoios que a Pedagogia utiliza para justificar muitas das suas abordagens e que em muito me apoiei para este estudo, a observação. Visto que a Pedagogia é “a ciência que
estuda os métodos, processos ou técnicas que visam a prática da educação e do ensino”, a observação surge aqui como uma área específica, um contributo com “métodos, processos e técnicas” próprias (Brito, 1998). Nesta tentativa de
relacionar estas duas significações, Sarmento (2004) refere que “a Pedagogia
do Desporto conflui na capacidade instrumental da Observação para os ganhos científicos que maioritariamente o “quotidiano corporal” lhe tem atribuído no estudo do seu comportamento.
Para Piéron (1999), observação “constitui um método de recapitulação
de dados destinados a representar fielmente a realidade”. Apesar das variáveis
que fazem parte do processo, deve existir sempre um denominador comum, que é o observador, devendo ter a capacidade de “dirigir um olhar sobre algo
ou alguém e tomá-lo como objeto; é um processo que inclui a recolha de informação, mas também a organiza (sensações visuais), compreenda e relata Postic & De Ketele (1988).
A observação pode ser efetuada ao vivo ou em diferido. O registo audiovisual das aulas foi sem dúvida um importante avanço na análise do ensino, pois atualmente é possível guardar as imagens em bases de dados em vídeo, mais conhecidas por vídeo data bank, e assim efetuar a observação, quando mais nos agradar. Foi precisamente este o modelo que escolhi para fazer a recolha dos dados deste estudo. Julgo que graças a este método os dados que recolhi são de sobremaneira mais fidedignos pois com este método foi possível observar as imagens recolhidas o número de vezes que entendi, permitiu parar a imagem, favoreceu o controlo preciso da duração dos acontecimentos a observar. Este tipo de análise multidimensional dos acontecimentos ou comportamentos, levam a que esta cada vez seja a mais utilizada (Piéron, 1986; Sarmento 2004).
Vários autores (Phillips e Charlisle, 1983; De Knopp, 1983; Metzler, 1983, Neto, 1987, Costa, 1988, entre outros) já encontraram uma interdependência positiva entre o tempo de empenhamento motor e os progressos alcançados na aprendizagem. Por norma, os alunos que mais
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progridem são aqueles que mais tempo passam em exercitação das tarefas prescritas pelo professor. Apesar disso, convém salientar que nem todos os tipos de prática produzem os mesmos efeitos. Os progressos nas aprendizagens manifestam-se mais elevados quanto mais tempo os alunos passam a realizar tarefas específicas com índice de sucesso elevados (Piéron, cit. Quina, 2009). Assim, importante para o progresso dos alunos é, para além da quantidade de tempo de prática, a especificidade dessa mesma prática e o sucesso obtido pelos alunos nos sucessivos ensaios.
Esta foi mais uma das razões que me levou a optar por efetuar este estudo.
Metodologia do estudo
Tipo de estudo
O presente estudo de investigação pós-ação, no âmbito do relatório de estágio profissional, incluído no Mestrado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, foi realizado na Escola Secundária de Valongo e tem como propósito melhorar a prática pedagógica do professor e evidenciar o porquê deste ser continuamente reflexivo.
Amostra
A amostra é composta por 8 alunos de 3 três turmas distintas (duas com dois professores estagiários distintos e outra com um professor experiente), sendo que são 4 do sexo masculino e 4 do sexo feminino. Os alunos observados têm todos 16 anos de idade, o que permite que devido a estas características, estejam reunidas todas as condições necessárias para a realização deste estudo.
Instrumento
A metodologia usada foi a observação indireta através de vídeo (vídeo
data bank), indicando na ficha de registo (anexo XIX) a duração e localização
no tempo de aula. Nessa ficha de registo foi anotado a cada 15 segundos, num total de 90 minutos o comportamento de um aluno e o registo foi efetuado numa ficha de registo (time line), com seis comportamentos a observar:
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Gestão (G) - tempo consagrado a atividades que não se relacionam diretamente com a aprendizagem (responder à chamada, lidar com o equipamento, organização de grupos, formar equipas, etc.);
Transições (T): tempo despendido a mudar de atividade, a deslocar-se para outro local, a trocar de estação, reagrupamento dos alunos/atletas para ouvirem informações do professor/treinador, etc.);
Informação (I): períodos em que os alunos/atletas prestam atenção à comunicação verbal ou demonstração de uma tarefa de aprendizagem, outras informações diretamente relacionadas com a aprendizagem (FB coletivos, avaliação da aula/treino com os alunos/atletas, etc.);
Espera (E): períodos de tempo antes, durante e após os períodos de gestão, informação ou de prática, em que os alunos/atletas não estão em empenhamento motor e aguardam que algo aconteça;
Empenhamento motor (EM): momentos em que os alunos/atletas estão fisicamente ativos nas tarefas de aprendizagem propostas pelo professor/treinador. Não importa a qualidade das atividades e das respostas dos alunos/atletas.
Outros (O): qualquer comportamento que a maioria dos alunos/atletas exiba e não corresponda ao pedido pelo professor/treinador ou outro comportamento para além das categorias definidas.
Depois de efetuada a observação e o registo do tempo de duração de cada comportamento, calculou-se a respetiva percentagem de cada item em estudo e a quantidade de ocorrências observadas.
Recolha de dados
A recolha dos dados foi elaborada com recurso ao vídeo, em 4 gravações distintas. As filmagens foram feitas nos meses de Março (uma a cada professor na modalidade de Badminton) e no mês de Maio (uma cada professor na modalidade de Futebol), do ano letivo de 2011/2012.
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As ações dos alunos (amostra) foram filmadas na íntegra, para que todos os seus comportamentos durante a aula fossem capturados.
Os quatro filmes retrataram os 90 minutos globais de aula (sendo que nas filmagens apenas é visível o tempo útil de cada aula), tendo depois sido adotado o método do referido instrumento e sua ficha de registo.
Apresentação e discussão dos resultados
Na análise dos resultados, procede-se ao tratamento de todos os resultados obtidos, tendo sempre em conta tudo o que pode ser observado, seus valores e suas relações, mas sempre com a noção que outro tipo de trabalho pode ser desenvolvido a partir daqui, realizando uma observação sistemática e contínua do processo, e através do modelo de interdependência ou de comparação, tirar conclusões mais válidas e reais acerca de algum objeto(s) de estudo em equação. De seguida podemos observar os diagramas referentes a cada aula que nos indicam todos os dados sobre os dados recolhidos de cada aluno.
Dados recolhidos sobre o Professor Experiente na sua aula de uma modalidade coletiva:
Feminina
Gráfico 5: Dados sobre aluna de prof.experiente em aula com
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Masculino
Gráfico 6: Dados sobre aluno de prof. experiente em aula com modalidade
coletiva
Dados recolhidos sobre o Professor Estagiário na sua aula de uma modalidade coletiva:
Feminina
Gráfico 7: Dados sobre aluna de prof. estagiário em aula com modalidade
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Masculino
Gráfico 8: Dados sobre aluno de prof. estagiário em aula com modalidade
coletiva
Dados recolhidos sobre o Professor Experiente na sua aula de uma modalidade individual:
Feminino:
Gráfico 9: Dados sobre aluna de prof. experiente em aula com modalidade
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Masculino:
Gráfico 10: Dados sobre aluno de prof. experiente em aula com modalidade
individual
Dados recolhidos sobre o Professor Estagiário na sua aula de uma modalidade individual:
Feminino:
Gráfico 11: Dados sobre aluna de prof. estagiário em aula com modalidade
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Masculino:
Gráfico 12: Dados sobre aluno de prof. estagiário em aula com modalidade
individual
Tabela com as percentagens de tempo em cada categoria:
Professor Professor Experiente Professor Estagiário
Tipo de Aula Aula Individual Aula Coletiva Aula Individual Aula Coletiva
Categorias Fem. Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Fem. Masc.
Empenhamento Motor 48,7% 39,4% 51.2% 55,9% 54,6% 55,9% 54,5% 54,1% Transição 1,4% 2,5% 7,3% 8,0% 10,5% 4,0% 10,6% 10,3% Informação 2,9% 2,2% 9,4% 9,8% 8,3% 9,6% 12,3% 12,3% Gestão 0% 5,7% 15,7% 14,3% 17,0% 17,0% 8,9% 8,6%
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Espera 38,4% 47,3 8,4% 9,4% 7,7% 4,9% 11,0% 11,0%
Outros 8,6% 2,9% 8,0% 2,4% 1,9% 8,6% 2,7% 3,8%
Tabela 3: Percentagens de tempo em cada categoria
Tabela sucinta acerca do Tempo de Empenhamento Motor (valores percentuais):
Tipo de aula e aluno Professor Experiente Professor Estagiário
Aula Coletiva - Feminina 51,2% 54,5%
Aula Coletiva - Masculino 55,9% 54,1% Aula Individual - Feminina 48,7% 54,6% Aula Individual - Masculino 39,4% 55,9%
Tabela 4: Resumo acerca do Tempo de Empenhamento Motor
Discussão dos Resultados obtidos:
Apresentados os resultados passemos para a discussão dos mesmos. O primeiro dado que chama a atenção é o facto da categoria do empenhamento motor aparecer sempre como a que tem maior duração (exceto numa aula), o que parece ser correto e acertado, visto vários autores defenderem que o tempo disponível para a prática deve ser o maior possível, desde de que bem enquadrado com o tempo de transição e informação.
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Siedentop (1999), refere que “o tempo potencial de aprendizagem constitui a
variável mais potente na predição de um ensino eficaz”. Mesquita (2005),
afirma que aumentar o tempo potencial para a prática, é um dos objetivos que um professor/treinador deve ter em conta para alcançar os objetivos pretendidos.
Assim deste estudo pude constatar que:
Relativamente às aulas de uma modalidade individual,
O Professor estagiário conseguiu ter um tempo de empenhamento motor superior em ambos os alunos.
O Professor Experiente colocou os seus alunos em espera muito mais tempo que o Professor Estagiário. (38,4% e 47,3% contra 7,7 e 4,9%)
O Professor Experiente é mais eficaz nos tempos de transição. (1,4% e 2,5% contra 10,5 e 4,0).
O Professor Estagiário utiliza mais tempo de Gestão do que o Professor Experiente (17% contra 5,7%).
O Professor Experiente é mais rápido nos momentos de informação do que o Professor Estagiário.
Relativamente às aulas de uma modalidade coletiva,
Os tempos de empenhamento motor são muito semelhantes entre os dois Professores, sendo que o Professor Experiente conseguiu que o seu aluno do sexo masculino tivesse um tempo superior ao aluno de um Professor Estagiário (55,9%