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4. ANÁLISE DOS DADOS e RESULTADOS

4.9 Análise Econômica

4.9.1 Análise considerando o interesse do agricultor

Na Tabela 4.18 é apresentado o resumo dos valores iniciais de investimento dos cenários 2, 3 e 4.

Tabela 4.18 - Resumo dos investimentos iniciais por hectare dos cenários 2, 3 e 4 – Ano Base 2014 Ação Cenário 2 (R$.ha-1) Cenário3 (R$.ha-1) Cenário 4 (R$.ha-1)

Implantação da Cultura de Eucalipto 2.464,98 2.464,98 2.464,98

Implantação Sistema de Irrigação 11.341,53 - 5.350,00

Implantação do Sistema de

Monitoramento ambiental (execução

dos poços) 3.886,00 - -

Total 17.692,51 2.464,98 7.814,98

Salienta-se que durante o horizonte de projeto considerou-se os valores referentes a mais três plantios da cultura de eucalipto e uma substituição do sistema de irrigação. Os poços de monitoramento são executados apenas na implantação do projeto.

Analisando a Tabela 4.18 verifica-se que no cenário 2 a implantação do sistema de irrigação representou 64% do investimento, seguido do sistema de monitoramento ambiental com 22% e da implantação da cultura de eucalipto com 14%. No cenário 3, situação de sequeiro, não foi necessário implantar irrigação nem monitoramento ambiental, então 100% do investimento destinou-se a instalação da cultura de eucalipto. Já no cenário 4 a implantação da cultura de eucalipto representou 32% dos investimentos e o sistema de irrigação 68%, não foi necessário implantar o monitoramento ambiental, pois só ocorreu irrigação com água natural.

No cenário 2 os custos referentes à energia elétrica e à cobrança pelo uso dos recursos hídricos são diferentes para cada tratamento, devido às respectivas lâminas aplicadas. Na Tabela 4.19 são apresentados os custos dos cenários 3 e 4 a cada ciclo da cultura de eucalipto.

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Tabela 4.19 - Custos por hectare de cada ciclo da cultura de eucalipto dos cenários 3 e 4 – Ano Base 2014

Custos

Custos dos Cenários

(R$.ha-1) Ano

3 4

Controle de formigas 23,18 23,18 1

Coroamento 40,00 40,00 1

Controle de daninhas c/ 6 meses 180,53 180,53 1 Adubação de cobertura c/ 6 meses 505,55 505,55 1 Controle de formigas c/ 6 meses 38,36 38,36 1 Controle de daninhas com 12 meses 78,84 78,84 1 Adubação de cobertura c/ 12 meses 219,96 219,96 1 Gasto anual manutenção da cultura - 2° ano 91,01 91,01 2 Gasto anual manutenção da cultura - 3° ano 91,01 91,01 3 Gasto anual manutenção da cultura - 4° ano 91,01 91,01 4 Gasto anual manutenção da cultura - 5° ano 91,01 91,01 5 Gasto anual manutenção da cultura - 6° ano 45,51 45,51 6 Arrendamento da Terra - 1° ano 658,29 658,29 1 Arrendamento da Terra - 2° ano 658,29 658,29 2 Arrendamento da Terra - 3° ano 658,29 658,29 3 Arrendamento da Terra - 4° ano 658,29 658,29 4 Arrendamento da Terra - 5° ano 658,29 658,29 5 Arrendamento da Terra - 6° ano 329,15 329,15 6 Despesas com energia elétrica - 1° ano - 1.858,73 1 Despesas com energia elétrica - 2° ano - 1.858,73 2 Despesas com energia elétrica - 3° ano - 1.858,73 3 Despesas com energia elétrica - 4° ano - 1.858,73 4 Despesas com energia elétrica - 5° ano - 1.858,73 5 Despesas com energia elétrica - 6° ano - 929,37 6 Mão de obra para irrigação - 1° ano - 300,00 1 Mão de obra para irrigação - 2° ano - 300,00 2 Mão de obra para irrigação - 3° ano - 300,00 3 Mão de obra para irrigação - 4° ano - 300,00 4 Mão de obra para irrigação - 5° ano - 300,00 5 Mão de obra para irrigação - 6° ano - 150,00 6 Manutenção do sistema de irrigação - 1° ano - 158,84 1 Manutenção do sistema de irrigação - 2° ano - 158,84 2 Manutenção do sistema de irrigação - 3° ano - 158,84 3 Manutenção do sistema de irrigação - 4° ano - 158,84 4 Manutenção do sistema de irrigação - 5° ano - 158,84 5 Manutenção do sistema de irrigação - 6° ano - 79,42 6 Cobrança pelo uso dos recursos hídricos - 1° ano - - 1 Cobrança pelo uso dos recursos hídricos - 2° ano - - 2 Cobrança pelo uso dos recursos hídricos - 3° ano - - 3 Cobrança pelo uso dos recursos hídricos - 4° ano - - 4 Cobrança pelo uso dos recursos hídricos - 5° ano - - 5 Cobrança pelo uso dos recursos hídricos - 6° ano - - 6 Monitoramento Ambiental - Águas Subterrâneas - 1°

ano - - 1

Monitoramento Ambiental - Águas Subterrâneas - 2°

ano - - 2

Monitoramento Ambiental - Águas Subterrâneas - 3°

ano - - 3

Monitoramento Ambiental - Águas Subterrâneas - 4°

ano - - 4

Monitoramento Ambiental - Águas Subterrâneas - 5°

ano - - 5

Monitoramento Ambiental - Águas Subterrâneas - 6°

ano - - 6

Monitoramento Ambiental - Solo - 1° ano - - 1 Monitoramento Ambiental - Solo - 2° ano - - 2 Monitoramento Ambiental - Solo -3° ano - - 3 Monitoramento Ambiental - Solo - 4° ano - - 4 Monitoramento Ambiental - Solo - 5° ano - - 5 Monitoramento Ambiental - Solo - 6° ano - - 6

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Na Tabela 4.20 são apresentados os custos por hectare dos tratamentos do cenário 2.

Tabela 4.20 - Custos por hectare de cada ciclo da cultura de eucalipto do cenário 2 – Ano Base 2014

Custos

Custos do Cenário 2 (R$.ha-1)

Ano T3 T4 T5 T6 T7

Controle de formigas 23,18 23,18 23,18 23,18 23,18 1 Coroamento 40,00 40,00 40,00 40,00 40,00 1 Controle de daninhas c/ 6 meses 180,53 180,53 180,53 180,53 180,53 1 Adubação de cobertura c/ 6 meses 505,55 505,55 505,55 505,55 1 Controle de formigas c/ 6 meses 38,36 38,36 38,36 38,36 38,36 1 Controle de daninhas com 12 meses 78,84 78,84 78,84 78,84 78,84 1 Adubação de cobertura c/ 12 meses 219,96 219,96 219,96 219,96 1 Gasto anual manutenção da cultura - 2° ano 91,01 91,01 91,01 91,01 91,01 2 Gasto anual manutenção da cultura - 3° ano 91,01 91,01 91,01 91,01 91,01 3 Gasto anual manutenção da cultura - 4° ano 91,01 91,01 91,01 91,01 91,01 4 Gasto anual manutenção da cultura - 5° ano 91,01 91,01 91,01 91,01 91,01 5 Gasto anual manutenção da cultura - 6° ano 45,51 45,51 45,51 45,51 45,51 6 Arrendamento da Terra - 1° ano 658,29 658,29 658,29 658,29 658,29 1 Arrendamento da Terra - 2° ano 658,29 658,29 658,29 658,29 658,29 2 Arrendamento da Terra - 3° ano 658,29 658,29 658,29 658,29 658,29 3 Arrendamento da Terra - 4° ano 658,29 658,29 658,29 658,29 658,29 4 Arrendamento da Terra - 5° ano 658,29 658,29 658,29 658,29 658,29 5 Arrendamento da Terra - 6° ano 329,15 329,15 329,15 329,15 329,15 6 Despesas com energia elétrica - 1° ano 616,72 925,80 1.858,73 1.858,73 2.804,67 1 Despesas com energia elétrica - 2° ano 616,72 925,80 1.858,73 1.858,73 2.804,67 2 Despesas com energia elétrica - 3° ano 616,72 925,80 1.858,73 1.858,73 2.804,67 3 Despesas com energia elétrica - 4° ano 616,72 925,80 1.858,73 1.858,73 2.804,67 4 Despesas com energia elétrica - 5° ano 616,72 925,80 1.858,73 1.858,73 2.804,67 5 Despesas com energia elétrica - 6° ano 308,36 462,90 929,37 929,37 1.402,34 6 Mão de obra para irrigação - 1° ano 500,00 500,00 500,00 500,00 500,00 1 Mão de obra para irrigação - 2° ano 500,00 500,00 500,00 500,00 500,00 2 Mão de obra para irrigação - 3° ano 500,00 500,00 500,00 500,00 500,00 3 Mão de obra para irrigação - 4° ano 500,00 500,00 500,00 500,00 500,00 4 Mão de obra para irrigação - 5° ano 500,00 500,00 500,00 500,00 500,00 5 Mão de obra para irrigação - 6° ano 250,00 250,00 250,00 250,00 250,00 6 Manutenção do sistema de irrigação - 1° ano 200,00 200,00 200,00 200,00 200,00 1 Manutenção do sistema de irrigação - 2° ano 200,00 200,00 200,00 200,00 200,00 2 Manutenção do sistema de irrigação - 3° ano 200,00 200,00 200,00 200,00 200,00 3 Manutenção do sistema de irrigação - 4° ano 200,00 200,00 200,00 200,00 200,00 4 Manutenção do sistema de irrigação - 5° ano 200,00 200,00 200,00 200,00 200,00 5 Manutenção do sistema de irrigação - 6° ano 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 6 Cobrança pelo uso dos recursos hídricos - 1° ano 170,33 255,50 511,00 511,00 766,50 1 Cobrança pelo uso dos recursos hídricos - 2° ano 170,33 255,50 511,00 511,00 766,50 2 Cobrança pelo uso dos recursos hídricos - 3° ano 170,33 255,50 511,00 511,00 766,50 3 Cobrança pelo uso dos recursos hídricos - 4° ano 170,33 255,50 511,00 511,00 766,50 4 Cobrança pelo uso dos recursos hídricos - 5° ano 170,33 255,50 511,00 511,00 766,50 5 Cobrança pelo uso dos recursos hídricos - 6° ano 85,17 127,75 255,50 255,50 383,25 6 Monitoramento Ambiental - Águas Subterrâneas - 1°

ano 2.437,84 2.437,84 2.437,84 2.437,84 2.437,84 1 Monitoramento Ambiental - Águas Subterrâneas - 2°

ano 2.437,84 2.437,84 2.437,84 2.437,84 2.437,84 2 Monitoramento Ambiental - Águas Subterrâneas - 3°

ano 2.437,84 2.437,84 2.437,84 2.437,84 2.437,84 3 Monitoramento Ambiental - Águas Subterrâneas - 4°

ano 2.437,84 2.437,84 2.437,84 2.437,84 2.437,84 4 Monitoramento Ambiental - Águas Subterrâneas - 5°

ano 2.437,84 2.437,84 2.437,84 2.437,84 2.437,84 5 Monitoramento Ambiental - Águas Subterrâneas - 6°

ano 1.218,92 1.218,92 1.218,92 1.218,92 1.218,92 6 Monitoramento Ambiental - Solo - 1° ano 1.786,64 1.786,64 1.786,64 1.786,64 1.786,64 1 Monitoramento Ambiental - Solo - 2° ano 1.786,64 1.786,64 1.786,64 1.786,64 1.786,64 2 Monitoramento Ambiental - Solo -3° ano 1.786,64 1.786,64 1.786,64 1.786,64 1.786,64 3

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Custos

Custos do Cenário 2 (R$.ha-1)

Ano T3 T4 T5 T6 T7

Monitoramento Ambiental - Solo - 4° ano 1.786,64 1.786,64 1.786,64 1.786,64 1.786,64 4 Monitoramento Ambiental - Solo - 5° ano 1.786,64 1.786,64 1.786,64 1.786,64 1.786,64 5 Monitoramento Ambiental - Solo - 6° ano 893,32 893,32 893,32 893,32 893,32 6

Na Tabela 4.21 é apresentado o resumo dos custos dos cenários 2, 3 e 4 referente a um ciclo da cultura de eucalipto. Ressalta-se que são valores históricos, ou seja, sem aplicação da taxa de desconto.

Tabela 4.21 - Resumo dos custos por hectare de cada ciclo da cultura de eucalipto dos cenários 2, 3 e 4 - Valores históricos - Ano Base 2014

Custos Cenário 2- T3 (R$.ha-1) Cenário 2 - T4 (R$.ha-1) Cenário 2 - T5 (R$.ha-1) Cenário 2 - T6 (R$.ha-1) Cenário 2 - T7 (R$.ha-1) Cenário 3 (R$.ha-1) Cenário 4(R$.ha-1) Adubação/Manutenção Cultura de Eucalipto 1.495,97 1.495,97 1.495,97 770,46 1.495,97 1.495,97 1.495,97 Terra 3.620,60 3.620,60 3.620,60 3.620,60 3.620,60 3.620,60 3.620,60 Energia Elétrica 3.391,94 5.091,88 10.223,02 10.223,02 15.425,69 - 10.223,02 Mão de Obra Irrigação 2.750,00 2.750,00 2.750,00 2.750,00 2.750,00 - 1.650,00 Manutenção Sistema de Irrigação 1.100,00 1.100,00 1.100,00 1.100,00 1.100,00 - 873,62 Cobrança da Água 936,83 1.405,25 2.810,50 2.810,50 4.215,75 - - Monitoramento Ambiental 23.234,64 23.234,64 23.234,64 23.234,64 23.234,64 - - Total 36.529,97 38.698,33 45.234,72 44.509,21 51.842,64 5.116,56 17.863,20

Analisando as Tabelas 4.19, 4.20 e 4.21 verifica-se que no cenário 2 o monitoramento ambiental representou o maior custo, variando nos tratamentos de 45% (T7) a 64% (T3) do valor total. O segundo maior custo foi o de energia elétrica, que teve uma variação de acordo com cada tratamento de 9% (T3) a 30% (T7) do valor total. O custo da terra variou de 7% (T7) a 10% (T3), as despesas com mão de obra da irrigação oscilaram de 5% (T7) a 8% (T3), o valor da cobrança pelo uso dos recursos hídricos situaram entre 3% (T3) e 8% (T7), a manutenção do sistema de irrigação e a adubação e manutenção da cultura de eucalipto representaram, cada, cerca de 3% do custo total.

Já no cenário 3, situação de sequeiro, 29% dos custos destinaram-se a adubação e manutenção da cultura de eucalipto, enquanto 71% representaram os custos com arrendamento da terra.

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O cenário 4, irrigação com água natural, teve a energia elétrica como maior custo representando 57% do total, seguido dos valores com a terra (20%), da mão de obra com irrigação com 9% e das despesas com manutenção da cultura de eucalipto (8%) e do sistema de irrigação (5%).

Na Tabela 4.22 são apresentadas as receitas a cada ciclo da cultura de eucalipto dos cenários 2, 3 e 4 por hectare.

Tabela 4.22 - Receitas de cada ciclo da cultura de eucalipto obtidas por hectare dos cenários 2, 3 e 4 – Ano Base 2014

Cenário Valor (R$.ha-1) T3 T4 T5 T6 T7 2 32.516,66 30.203,92 30.979,74 24.794,19 32.245,96 3 21.999,90 4 24.796,33

Nas Tabelas 4.23, 4.24, 4.25 são apresentados os fluxos de caixa dos cenários 2, 3 e 4.

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Tabela 4.23 - Fluxo de caixa por hectare do cenário 2 – Ano Base 2014

Ano Investimento (R$) Despesas (R$) T3 T4 T5 T6 T7 0 17.692,51 1 7.456,24 7.850,49 9.038,92 8.313,41 10.240,36 2 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 3 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 4 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 5 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 6 2.464,98 4.316,83 4.513,96 5.108,18 4.382,67 5.708,90 7 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 8 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 9 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 10 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 11 13.806,51 4.316,83 4.513,96 5.108,18 4.382,67 5.708,90 12 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 13 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 14 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 15 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 16 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 17 2.464,98 4.316,83 4.513,96 5.108,18 4.382,67 5.708,90 18 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 19 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 20 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 21 6.460,83 6.855,08 8.043,51 8.043,51 9.244,95 22 3.230,41 3.427,54 4.021,76 4.021,76 4.622,48 Ano Receitas (R$) T3 T4 T5 T6 T7 0 1 2 3 4 5 6 32.516,66 30.203,92 30.979,74 24.794,19 32.245,96 7 8 9 10 11 32.516,66 30.203,92 30.979,74 24.794,19 32.245,96 12 13 14 15 16 17 32.516,66 30.203,92 30.979,74 24.794,19 32.245,96 18 19 20 21 22 32.516,66 30.203,92 30.979,74 24.794,19 32.245,96 Ano Fluxo de Caixa (R$) T3 T4 T5 T6 T7 0 -17.692,51 -17.692,51 -17.692,51 -17.692,51 -17.692,51 1 -7.456,24 -7.850,49 -9.038,92 -8.313,41 -10.240,36 2 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 3 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 4 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 5 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 6 25.734,85 23.224,98 23.406,58 17.946,54 24.072,08 7 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 8 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 9 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 10 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 11 14.393,32 11.883,45 12.065,05 6.605,01 12.730,55 12 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 13 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 14 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 15 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 16 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 17 25.734,85 23.224,98 23.406,58 17.946,54 24.072,08 18 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 19 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 20 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 21 -6.460,83 -6.855,08 -8.043,51 -8.043,51 -9.244,95 22 29.286,25 26.776,38 26.957,98 20.772,43 27.623,48 VPL (R$) -39.981,44 -47.165,46 -57.170,85 -64.841,98 -66.561,02 TIR (%) -6,93% -10,36% Indefinida Indefinida Indefinida

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Tabela 4.24 - Fluxo de caixa por hectare do cenário 3 – Ano Base 2014

Ano Investimento (R$) Despesas (R$) Receitas (R$) Fluxo de Caixa (R$)

0 2.464,98 -2.464,98 1 1.744,71 -1.744,71 2 749,30 -749,30 3 749,30 -749,30 4 749,30 -749,30 5 749,30 -749,30 6 2.464,98 1.461,07 21.999,90 18.073,85 7 749,30 -749,30 8 749,30 -749,30 9 749,30 -749,30 10 749,30 -749,30 11 2.464,98 1.461,07 21.999,90 18.073,85 12 749,30 -749,30 13 749,30 -749,30 14 749,30 -749,30 15 749,30 -749,30 16 749,30 -749,30 17 2.464,98 1.461,07 21.999,90 18.073,85 18 749,30 -749,30 19 749,30 -749,30 20 749,30 -749,30 21 749,30 -749,30 22 374,65 21.999,90 21.625,25 VPL 17.957,75 TIR 28,00%

Tabela 4.25 - Fluxo de caixa por hectare do cenário 4 – Ano Base 2014

Ano Investimento (R$) Despesas (R$) Receitas (R$) Fluxo de Caixa (R$)

0 7.814,98 -7.814,98 1 4.062,28 -4.062,28 2 3.066,87 -3.066,87 3 3.066,87 -3.066,87 4 3.066,87 -3.066,87 5 3.066,87 -3.066,87 6 2.464,98 2.619,86 24.796,33 19.711,50 7 3.066,87 -3.066,87 8 3.066,87 -3.066,87 9 3.066,87 -3.066,87 10 3.066,87 -3.066,87 11 7.814,98 2.619,86 24.796,33 14.361,50 12 3.066,87 -3.066,87 13 3.066,87 -3.066,87 14 3.066,87 -3.066,87 15 3.066,87 -3.066,87 16 3.066,87 -3.066,87 17 2.464,98 2.619,86 24.796,33 19.711,50 18 3.066,87 -3.066,87 19 3.066,87 -3.066,87 20 3.066,87 -3.066,87 21 3.066,87 -3.066,87 22 1.533,44 24.796,33 23.262,90 VPL -7.254,22 TIR 3,59%

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Na Tabela 4.26 é apresentado o resumo dos valores do VPL e da TIR de cada cenário.

Tabela 4.26 - Resumo dos valores do VPL e da TIR dos cenários 2, 3 e 4 – Ano Base 2014 Cenários VPL (R$) TIR (%) 2 - T3 -39.981,44 -6,93% 2 - T4 -47.165,46 -10,36% 2 - T5 -57.170,85 Indefinida 2 - T6 -64.841,98 Indefinida 2 - T7 -66.561,02 Indefinida 3 17.957,75 28,00% 4 -7.254,22 3,59%

Analisando a Tabela 4.26, verifica-se que os cenários 3 (sequeiro) e 4 (irrigado com água natural) apresentaram TIR positivas.

O cenário 3, situação de sequeiro, mostrou-se o mais viável economicamente com um VPL de R$ 17.957,75 e uma TIR de 28,00%, bem acima da taxa de desconto (taxa média de atratividade) adotada na pesquisa (8,06 %).

O cenário 4, irrigação com água natural, apresentou valores inferiores ao do cenário 3 (situação de sequeiro). Verificando um VPL negativo de R$ 7.254,22 e uma TIR de 3,59%, inferior à taxa média de atratividade adotada na pesquisa (8,06 %).

Já o cenário 2 apresentou-se inviável economicamente. Fica evidente que a inviabilidade econômica apresentada nesse cenário se justifica em grande parte, devido aos custos despendidos com o sistema de monitoramento ambiental. Pois, os custos com a implantação do sistema de monitoramento representaram 22% do investimento inicial do projeto. E o custo com o monitoramento situou-se entre 45 a 64% dos valores gastos. Nesse caso, verifica-se um paradoxo, pois a utilização do efluente tratado na irrigação de culturas agrícolas é uma forma de preservar os recursos hídricos, porém, inviabilizada economicamente pelos custos ambientais.

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Ficou constatado que a inexistência de regulamentações específicas para aplicação de efluentes sanitários na irrigação de culturas agrícolas no Brasil torna-se um problema. Pois, no presente trabalho adotaram-se as exigências estabelecidas na Norma CETESB P 4-002, que dispõe sobre os critérios e procedimentos para aplicação de efluentes e lodos fluidos de indústrias cítricas no solo agrícola, e na Norma CETESB P 4-231, que estabelece critérios e procedimentos para aplicação de vinhaça no solo agrícola. Essas regulamentações tendem a ser rigorosas demais para aplicação de efluentes sanitários na irrigação de culturas agrícolas. Isso, consequentemente, acarreta elevação dos custos com monitoramento ambiental. Assim, faz-se necessário estabelecer regulamentações específicas para aplicação de efluente sanitário na irrigação de culturas agrícolas, essas devem considerar os seguintes aspectos:

 A qualidade do efluente tratado;  A taxa de aplicação;

 O método de irrigação;  O tipo de solo do local;

 A profundidade do lençol freático;  A cultura agrícola;

 Entre outros fatores.

Diante dos resultados obtidos na pesquisa, quando não contextualizado com o setor de saneamento, fica difícil convencer o produtor rural a utilizar efluente sanitário na irrigação da cultura de eucalipto. Para que isso ocorra será necessário prever incentivos fiscais, redução no rigor em relação ao monitoramento ambiental ou auxílio para as análises laboratoriais, entre outros benefícios.

Numa análise desconsiderando os custos com monitoramento ambiental (execução dos poços e monitoramento), o cenário 2 (tratamento 3) teria um VPL de R$ 3.617,35 e uma TIR de 9,65%, acima da taxa de desconto (taxa média de atratividade) adotada na pesquisa (8,06 %). Comprovando, assim, o quanto é relevante o custo do monitoramento ambiental na análise de viabilidade econômica da irrigação de culturas agrícolas com efluente sanitário.

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Apesar da situação de sequeiro (cenário 3) ter apresentado melhor viabilidade econômica quando comparada ao cenário 2 que recebeu aplicação de efluente, a irrigação com esgoto sanitário pode se tornar estratégica quando o fator área for importante na tomada de decisão, pois, de acordo com os resultados da pesquisa, pode-se reduzir em até 48% da superfície para alcançar a mesma produtividade da cultura sem irrigação.

Não se encontraram referências bibliográficas sobre análise da viabilidade econômica da irrigação de cultura de eucalipto com efluentes. Araújo (2010) executou análise econômica da aplicação de fertiirrigação na cultura de eucalipto, nessa pesquisa a situação de sequeiro apresentou maior viabilidade econômica quando comparada a cultura fertiirrigada.

4.9.2 Análise econômica considerando o interesse do operador do sistema

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