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Análise da aplicabilidade da LDA nos Arquivos Públicos Estaduais

4.3 DIREITOS AUTORAIS NOS ARQUIVOS PÚBLICOS E A DISPONIBILIZAÇÃO

4.3.3 Análise da aplicabilidade da LDA nos Arquivos Públicos Estaduais

Após identificação dos Arquivos Públicos, da compreensão de como os documentos digitais são disponibilizados e de um breve diagnóstico individual dos mesmos apontadas no subcapítulo anterior, cabe identificar na presente subseção uma análise comparativa de como se dá o uso dos direitos autorais pelos Arquivos conforme os objetivos da pesquisa.

Para tanto, definiu-se alguns critérios de acordo com as prerrogativas apresentadas ao longo do estudo, especialmente em relação aos dados coletados nos subcapítulos 4.3.1 e 4.3.2. Além disso, a definição dos critérios baseou-se nos aspectos teóricos abordados no capítulo de resultados. Logo, destacam-se alguns destes critérios: disponibilização de documentos digitais nos sites; utilização de iniciativas e soluções como o Creative Commons, marca d’água digital, OpenGLAM; menção sobre o uso dos direitos autorais no site; identificação do modo de pesquisa/consulta ao acervo; compreensão da forma pelo qual os Arquivos dispõem acesso ao acervo online e percepção das orientações dispostas no código de ética dos arquivistas.

Neste contexto, elaborou-se um quadro para melhor entendimento das características dos Arquivos analisados e da averiguação de atendimento aos critérios definidos. Logo, tem-se o Quadro 3, disposto a seguir. Salienta-se que para melhor visualização das informações do quadro, considerando uma visão comparativa dos Arquivos, este será apresentado na próxima página:

Quadro 3 – Análise dos Arquivos Públicos Estaduais frente aos objetivos de pesquisa (continua) ARQUIVOS PÚBICOS ESTADUAIS CRITÉRIOS PARA ANÁLISE E S P ÍRITO S AN TO M INAS GE RA IS P AR AN Á RIO DE J AN E IRO RIO GRAN DE DO S UL S AN TA CA TA RINA S ÃO P AU LO

Site próprio Sim Sim Sim Não Sim Não Sim

Disponibiliza documentos

digitais Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim

Tipo de documento digital disponibilizado Representan te digital Representan te digital Representan te digital Representan te digital Representan te digital Representan te digital Representan te digital Ambiente onde os

documentos digitais são disponibilizados Base de dados Base de dados Site (aba documentos históricos) Base de dados Base de dados Base de dados Base de dados Apresenta mecanismo de pesquisa/busca do acervo Sim (base de dados) Sim Sim Sim (base de dados) Sim Sim Sim (base de dados) Base de dados utilizada

para acesso ao acervo ATOM SIAAPM Não dispõe

- ATOM - DOCPRO Sistema AAP Biblioshop (base bibliográfica) ICA-AtoM Identificação da Instituição custodiadora no documento digital Sim Não Documentos textuais carimbados

(conclusão) ARQUIVOS PÚBICOS ESTADUAIS CRITÉRIOS PARA ANÁLISE E S P ÍRITO S AN TO M INAS GE RA IS P AR AN Á RIO DE J AN E IRO RIO GRAN DE DO S UL S AN TA CA TA RINA S ÃO P AU LO

Marca d’água digital nos

documentos digitais Sim Não Não Sim Não Não Sim

Menção a Lei de Direitos

autorais Não Não Não Sim

85 Não Sim86 Sim87

Serviços de reprodução de

documentos conforme LDA Não Não Não Não Não Sim Sim

Apresenta informações sobre fair use, copyleft, Creative Commons, etc.

Não Não Não Não Não Não Não

Menção sobre o código de

ética dos arquivistas Não Não Não Não Não Não Não

Fonte: Autora (2020).

85 No “Termo de Responsabilidade pelo uso e divulgação de informações”.

86 No site na seção “Reprodução e fotografia de documentos” e na descrição dos documentos, indexados na base “Arquivo” no Biblioshop, na área “Condições

de reprodução” da NOBRADE.

87 No site, nas seções “Repositório digital” e “Serviços – Reprodução de documentos”; no “Termo de Responsabilidade para Utilização do Acervo Digitalizado”

Conforme o Quadro acima, pode-se apontar que todos os Arquivos Públicos analisados possuem um sítio eletrônico na web. Cinco destes tem seus sites próprios e dois utilizam páginas em sites dos respectivos governos estaduais como meio de acesso ao seu acervo. Na perspectiva do uso da web enquanto meio para disponibilização de informações, considera-se que a internet redefiniu muitos padrões existentes, criando novos horizontes e perspectivas. Assim sendo, compreende-se que a adaptação das Instituições Arquivísticas, em especial os Arquivos Públicos, é essencial para a história dos arquivos que carregam o legado de uma sociedade.

Atualmente, entende-se, que a Instituição Arquivística precisa visualizar seu site como uma nova sala de pesquisa, deixando de ser apenas um quadro de avisos. Nesta ótica, a disponibilização dos documentos digitais tem como objetivo facilitar e agilizar o acesso ao acervo. Entre os arquivos analisados, todos possuem acervos disponíveis online, porém de diferentes formas e em quantidades distintas. Entretanto, todos disponibilizam apenas representantes digitais, sem documentos nato digitais. Alguns ainda estão em fase de digitalização, como o Arquivo de Santa Catarina que disponibiliza seu acervo pela base de dados Biblioshop. Já o Arquivo Público do Paraná possui uma ferramenta de buscas e um Guia de fundos, mas nenhum documento digital disponível para download, possibilitando o acesso pelo site, não utilizando nenhuma base de dados. Diferentemente, o Arquivo Público Mineiro utiliza para disponibilização o SIAAPM, que é uma parceria com a Secretária do Estado da Cultura. O Arquivo Público do Rio Grande do Sul disponibiliza seu acervo de documentos textuais pelo Sistema AAP, em parceria com a PROCERGS. Em contrapartida, os Arquivos Públicos do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo utilizam a base de dados ICA-AtoM/ATOM para disponibilizar seus documentos digitais. O APERJ, ainda, utiliza a base de dados DOCPRO para os registros paroquiais, e o APESP conta com um Repositório Digital em seu site.

Utilizado por três dos sete arquivos analisados, é relevante salientar a importância do ICA-ATOM para a área, já que este ajuda na disseminação de conteúdo dos arquivos, em conformidade com as normas de descrição arquivísticas internacionais88. Sobre isso, Conrado (2014) comenta que:

88 Foram desenvolvidas pelo Conselho Internacional de Arquivos: ISAD(G) – Norma Geral Internacional

de Descrição Arquivística; ISAAR(CPF) – Norma Internacional de Registro de Autoridade Arquivística para Entidades Coletivas, Pessoas e Famílias; ISDIAH – Norma Internacional para Descrição de Instituições com Acervo Arquivístico e; ISDF – Norma Internacional para Descrição de Funções.

Isso representa para a comunidade arquivística a possibilidade efetiva da

adoção das normas internacionais e o efetivo intercâmbio de informações –

premissa destas normas. Para o cidadão, as aplicações AtoM denotam a garantia constitucional de acessar informações, aproximando usuários de arquivos, quebrando, inclusive, barreiras geográficas (CONRADO, 2014, p. 37).

Neste cenário de acesso ao acervo, considerando o papel representativo do Arquivos enquanto guardião e gestor da informação, é relevante destacar a questão sobre a identificação da Instituição custodiadora que disponibiliza um acervo online. Dos sete Arquivos analisados, apenas três – Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo – apresentam meios de identificar o documento digital baixado, indicando a que Instituição responsabiliza-se pela sua custódia. O recurso utilizado para tanto, é a marca d’agua digital, geralmente localizada nas laterais do representante digital, sem impedir sua visualização, apenas assegurando a sua guarda. Salienta-se que Arquivo Público do Paraná contém um carimbo que identifica o Arquivo como Instituição custodiadora em alguns dos documentos digitalizados disponíveis no site. Como esta prática não é constante, pressupõe-se que a presença do carimbo deve-se ao fato deste estar vinculado aos documentos textuais, sem a intenção de identificar a Instituição.

Neste contexto, mesmo que os documentos dos demais Arquivos não tenham uma identificação da Instituição custodiadora, estes podem ser baixados livremente, o que remete ao próximo ponto de análise, que é a menção aos direitos autorais. Neste âmbito, apenas dois Arquivos Públicos analisados trazem avisos sobre a LDA. O APESC, apresenta informação sobre a Lei na seção “Reprodução e fotografia de documentos” no site da Fundação Escola e também na descrição dos documentos, indexados na base “Arquivo” no Biblioshop, na área “Condições de reprodução” da NOBRADE. Outro Arquivo que menciona a LDA é o Arquivo Público do Estado de São Paulo, o qual dispõe de um “Termo de Responsabilidade para Utilização do Acervo Digitalizado”, apresentado antes de se ter acesso ao acervo disponível, que conscientiza o usuário sobre a sua responsabilidade com os direitos autorais. A informação sobre o direito autoral está presente ainda nas seções “Repositório digital” e “Serviços – Reprodução de documentos” do site e também no ICA-AtoM. Em relação à abordagem dos direitos autorais entre os Arquivos Públicos analisados, considera- se o APESP como o Arquivo que apresenta em maior quantidade este assunto em seu site e também na base de dados utilizada.

indica em uma das seções em sua página, que para o uso e divulgação de informações é necessário o preenchimento de um “Termo de Responsabilidade pelo uso e divulgação de informações” (ANEXO A). No entanto, este não está disponível para o usuário online, apenas para o pesquisador presencial e não menciona nenhuma responsabilidade acordada no Termo sobre o uso dos documentos digitais. Como solução, compreende-se ser pertinente ampliar a necessidade do Termo para usuários online, assegurando nas responsabilidades do usuário os direitos autorais dos documentos digitais.

O uso do termo de responsabilidade para ter acesso aos conteúdos disponíveis pode ser considerado uma boa solução não apenas para o APERJ, mas também para os outros Arquivos Públicos, já que este pode alertar o usuário antes mesmo de ter acesso ao acervo. Sobre isso, Maher (2012) comenta que:

O arquivista precisa ser cuidadoso e observar o limite que separa o conhecimento da lei, do direito de fornecer aconselhamento legal. Os usuários dos documentos precisam saber que eles devem assumir todas as responsabilidades e riscos associados ao uso. Ao mesmo tempo, se tivermos que cumprir nossas responsabilidades para com os autores representados nos nossos arquivos, precisamos ter certeza que os usuários conhecem os

limites que o direito autoral impõe a eles (MAHER, 2012, p.15, grifo do autor).

Outra alternativa para mencionar os direitos autorais, seria utilizar os campos para inserção de dados sobre direitos autorais que o ATOM ou ICA-AtoM, dependendo da versão do sistema, disponibilizam, mesmo que estes não sejam campos obrigatórios nas descrições dos documentos indexados no software. Da mesma forma, entende-se como adequado o uso das iniciativas como OpenGLAM e Creative Commons, que não foram citadas em nenhum dos Arquivos Públicos analisados nesta pesquisa. Soluções como fair use e copyleft também podem servir de elemento base para utilização nos Arquivos, mesmo que a LDA ainda seja muito restrita.

Ainda sobre a disponibilização dos documentos digitais nos sites, observou-se que alguns Arquivos indicam ter seu acervo digitalizado, sendo que o acesso aos representantes digitais se dá por meio de filtros de buscas. Estes têm o objetivo de ajudar e agilizar a pesquisa, porém o usuário necessita de conhecimento prévio sobre o que está procurando. Os filtros geralmente utilizados são: assunto, tipo, nome, data, idioma, etc. Entre os Arquivos analisados, três deles, APEES, APERJ e APESP não utilizam deste método para o acesso ao arquivo em sua página, uma vez que utilizam o ICA-AtoM/ATOM como base de dados. Os Arquivos Públicos Estaduais do Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul disponibilizam instrumentos de pesquisa, como

Guia de fundos onde o usuário pode procurar por informações que auxiliam no preenchimento dos filtros de buscas. O APESC não dispõe de nenhum instrumento que indique o que está disponível em seu acervo, fazendo com que o usuário tenha que testar palavras-chave até conseguir encontrar o que tem interesse. Analisando isto, entende-se que estas ferramentas de busca auxiliam a pesquisa, porém quando não há um instrumento de pesquisa contendo informações sobre o acervo, os filtros podem ser um empecilho para usuários ou pesquisadores.

Por fim, como elemento complementar à análise dos Arquivos baseada nos dados coletados nos subcapítulos 4.3.1 e 4.3.2 e diante do problema de pesquisa, busca-se refletir sobre a relação entre o Código de Ética do Arquivista e sua aplicação no Arquivos em conformidade com a LDA. Para isto, é relevante recapitular o sexto e o sétimo artigos do Código de Ética, que apresentam respectivamente, a ideia de que os arquivistas devem facilitar o acesso respeitando a legislação e as regulamentações vigentes, assim como os direitos dos indivíduos; e encontrar o equilíbrio entre a legislação e o acesso ao maior número de usuários possíveis. Este último artigo, vai de encontro ao Art. 22 da LDA, que estabelece os direitos morais e patrimoniais do autor e ao Art. 29, que aponta as limitações impostas pelo direito do autor ao usuário e esclarece todas as situações que dependem de autorização para uso. Maher (2012) comenta que a LDA é bastante restritiva, refreando o livre acesso dos acervos:

O problema fundamental é que as regras de direito autoral existentes, que se desenvolveram em um mundo convencional e impresso, não abrangem as oportunidades que a tecnologia digital oferece para amplo acesso e uso dos nossos arquivos (MAHER, 2012, p. 15.)

Diante do exposto, a principal questão entre o arquivista, os acervos disponibilizados e a Lei de direitos autorais, é encontrar uma proporcionalidade entre os mesmos, sem que nenhum seja prejudicado ou infringido, respeitando seus limites. Compreende-se que o código de ética não seja obrigatório, uma vez que não foi mencionado em nenhum dos sites analisados, mas isso não significa que não deva estar presente na atuação do arquivista. A aplicação do código perante à LDA pode orientar o profissional em suas decisões e relembrar de suas responsabilidades, para que este ofereça ao público uma conduta que inspire confiança.

Para finalizar, ressalta-se que esta pesquisa analisou somente os sites dos Arquivos Públicos das Regiões Sul e Sudeste, levando em conta somente as informações que estão neles dispostos. Portanto, isso não significa que os Arquivos Públicos aqui mencionadas não apliquem a Lei de Direitos Autorais em suas gestões.

5 CONCLUSÃO

Tendo como objetivo compreender a aplicabilidade dos direitos autorais para o acesso aos documentos digitais disponibilizados nos sites dos Arquivos Públicos Estaduais da região Sul e Sudeste do Brasil em consonância com os aspectos éticos do profissional arquivista, esta pesquisa, considerando os resultados atingidos, possibilitou compreender que em uma futura modernização da LDA, sejam abordados os direitos do autor nos arquivos, assim como é essencial e valoroso para o arquivista conhecer a legislação que estabelece os direitos autorais.

Quanto à correlação da Lei de direito autoral com o Código de ética dos arquivistas, pode-se aferir que que estes provêm de áreas interligadas e que a interdisciplinaridade entre os mesmos é importante para o alcance do equilíbrio requerido entre o acesso aberto e a garantia dos direitos do autor.

Em relação às soluções, iniciativas e recursos tecnológicos que foram apresentados, onde permitem prover os direitos autorais em acervos digitais de forma que respeite a legislação referente ao assunto, destaca-se que o uso e conhecimentos sobre as iniciativas como Creative Commons e OpenGLAM são necessárias para uma modernização responsável dos arquivos perante à LDA, assim como o uso da marca d’agua digital pode contribuir para identificação das Instituições custodiadoras.

No que diz respeito aos documentos digitais disponibilizados nos sítios eletrônicos dos arquivos, compreende-se que os Arquivos Públicos têm realidades diferentes, resultando em formas distintas de disponibilização. Apesar de todos terem páginas disponíveis na web, alguns dos arquivos utilizam o próprio site para a disponibilização dos acervos, enquanto outros recorrem à bases de dados, como o ICA-AtoM/ATOM. Da mesma forma, percebeu-se que a quantidade de conteúdo do acervo disponível para consulta online também é uma variável, alguns tendo muitos documentos digitais disponíveis e outros tendo apenas descrições sobre estes. É válido destacar que há somente representantes digitais disponibilizados nos sites dos arquivos analisados, sem documentos natos digitais, sendo uma questão que merece atenção, já que os documentos nato digitais serão cada vez mais presentes nos acervos futuramente. O modo de acesso aos acervos também acontece de diferentes formas, alguns tendo todo o acervo exposto de forma direta para o usuário e outros utilizando instrumentos de pesquisa para agilizar o acesso. Há ainda, Arquivos que tornam o acervo disponível através dos filtros estipulados em ferramentas de busca.

apenas três dos Arquivos Públicos analisados trazem avisos sobre a utilização dos acervos perante à LDA em seus sites, sendo que em dois destes a informação está vinculado ao serviço de reprodução de documentos. Entre os arquivos analisados, três utilizam métodos para identificação da Instituição custodiadora, com o uso da marca d’agua digital para tanto. Sobre às iniciativas para prover os direitos autorais em arquivos digitais e acerca do Código de ética dos arquivistas, identificou-se que nenhum Arquivo apresenta informações sobre os mesmos.

Diante do exposto, pode-se indicar que dos Arquivos analisados, o Arquivo Público Estadual de São Paulo é o que melhor disponibiliza seus serviços conforme a LDA, alertando o usuário sobre as suas responsabilidades. Além deste, destaca-se também o Arquivo de Santa Catarina como uma Instituição que possui avisos sobre a legislação referente aos direitos do autor, conscientizando o usuário sobre o uso responsável dos documentos digitais.

Por fim, respondendo ao questionamento da pesquisa, conclui-se que os Arquivos podem assegurar que os direitos autorais dos documentos digitais disponibilizados sejam respeitados através de Termos de Responsabilidade, em conjunto com o uso da marca d’água digital para identificar a Instituição custodiadora do documento digital, avisos sobre a LDA nas páginas do site onde o acervo está disponibilizado, assim como aderir ao uso das iniciativas como o Creative Commons e OpenGLAM.

Ao considerar o que foi apresentado, é possível afirmar que foram atingidos os objetivos inicialmente estabelecidos no estudo, ao compreender os aspectos da LDA, assim como as iniciativas que buscam prover sua aplicação e também ao identificar como os Arquivos Públicos Estaduais disponibilizam os documentos digitais em consonância com a referida legislação.

Ao concluir esta pesquisa, é relevante pontuar a dificuldade para encontrar materiais na área arquivística sobre os direitos autorais nos arquivos, sendo um assunto ainda pouco explorado, mas que precisa da atenção do profissional da área. Este é um momento oportuno para o arquivista se engajar neste assunto, tendo em mente suas condutas éticas, pois o debate para modernização da LDA ainda está acontecendo, sendo imprescindível que esta passe por mudanças tornando-se menos restritiva em alguns aspectos, possibilitando alternativas como fair use e copyleft. Assim sendo, cabe o incentivo para o desenvolvimento de novos trabalhos com a temática dos direitos autorais em Arquivos.

REFERÊNCIAS

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