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ANÁLISE DA ARTICULAÇÃO DO PDM E DO PLHIS.

No documento SEMÍRAMES SILVA DA SILVA (páginas 128-131)

ENTIDADES MUNICIPAIS

5.7 ANÁLISE DA ARTICULAÇÃO DO PDM E DO PLHIS.

Analisar a articulação do PDM com o PLHIS, a nosso ver está diretamente relacionado, tanto com a compatibilização das diretrizes de um e de outro, neste caso com as diretrizes da política setorial de habitação e de meio ambiente, quanto, com a capacidade institucional que o município tem tanto para a elaboração dos mesmos quanto para a sua implementação.

Neste sentido, no que se refere às diretrizes, pôde-se observar que:

O Plano Diretor de Belterra estabelece as diretrizes gerais e também cria instrumentos específicos, tais como: Direito de Preferência, Tombamento, Desapropriação e outros (BELTERRA. LEI Nº 131/0, art. 81);

Estabelece no art. 30 do PDM, as Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS, que poderão ser utilizadas para a produção de habitação de interesse social. Assim, as delimitam espacialmente – no mapa 03 anexo do PDM - e

oferece ao PLHIS a operacionalização do programa de regularização fundiária, que até o momento (2011) ainda está sendo implantado no município com a parceria do Governo do Estado e do Ministério das Cidades.

Não obstante, as áreas identificadas pelo PLHIS como precárias não coincidem com as ZEIS delimitadas pelo plano diretor, o que indica necessidade de redefini-las (BELTERRA. 2010c);

Do Artigo 78 ao 82 da Lei do PDM de Belterra, define a política de habitação a partir de diretrizes, tais como: garantir o acesso à Habitação de Interesse Social em terra urbanizada; promover a regularização urbanística e fundiária dos assentamentos habitacionais precários e irregulares e promover um sistema de informações com o objetivo de coletar, sistematizar e atualizar dados territoriais e sócio-econômicos que subsidiem a elaboração de projetos e programas de Habitação de Interesse Social. Nos ditos artigos, ainda definem como estratégias de acesso a delimitação e regulamentação de ZEIS; Programas de Construção de Moradias Populares; Acesso a Lotes Urbanizados dentre outras diretrizes e metas;

No artigo 83 define os projetos de edificações de interesse social, a partir dos seguintes critérios de construção: definição do tamanho mínimo de lote por família em 300m²; definição de padrões construtivos para ZEIS; provimento de infraestrutura básica: energia elétrica, abastecimento de água, esgotamento sanitário e arruamento; definição de atividades admissíveis por porção territorial, segundo as determinações para o uso e ocupação do solo municipal; definição de lotes para equipamentos coletivos nos loteamentos; e a implantação de taxas e tarifas diferenciadas para uso e ocupação de lotes.

Com relação à capacidade institucional que o município tem para a sua implementação, o que se verificou através de pesquisa de campo e documental foi que:

Quanto à Capacidade Gerencial (considerando a mesma, a capacidade do poder municipal, de administração e gestão da política urbana), o que se pode observar é que segundo informações de técnica municipal, mesmo com o quantitativo atual de 754 servidores públicos, não existe ainda técnicos especialistas nesta área, sendo necessário que prefeitura contrate consultoria

técnica e/ou realize parcerias com as outras esferas de governo para a ação de implementação dos Planos. Assim como, legislações complementares importantes ainda não foram aprovadas e/ou elaboradas, tais como: Lei de uso e ocupação do solo, lei de perímetro urbano, código de obras, de postura52 e o

código ambiental53, por exemplo. Outra questão importante observada foi a

questão da apropriação do Plano pelos próprios técnicos e munícipes, o qual, algumas secretarias não conhecem o conteúdo do mesmo.

Quanto à Capacidade de Participação54, o que se pode observar é que: a estrutura do conselho composta por 27 membros, sendo 10 representantes do Poder Executivo e 17 dos segmentos da sociedade civil representa um ótimo contexto democrático diante de que segundo o presidente do conselho:

este grupo delibera e coordena junto com o governo municipal a viabilização das diretrizes e propostas emanadas do congresso da cidadania, participa do processo de elaboração do orçamento público, deliberando sobre recursos e estimulando o controle social55

Alem disso, existe uma equipe técnica de apoio, sendo esta uma equipe de planejamento, no mesmo espaço (COPLAM) em que funciona (periodicidade de reuniões duas vezes ao mês) o conselho da cidadania. Porém, é necessário que permanentemente exista uma capacitação aos conselheiros56 no que tange às

políticas urbanas e a articulação dos planos e suas respectivas diretrizes. Mesmo que estes sejam nitidamente articulados, interados das demandas urbanas e interessados na participação durante todo o processo de planejamento.

52

Segundo técnicos municipais, o Código de Postura foi apresentado ao Legislativo, através do Projeto de Lei - PL 006, de 02 de junho de 2010 para a revisão pois o mesmo está defasado, para a realidade estrutural da cidade, e portanto, não retratar os diversos problemas, atuais, relacionados com as posturas seja na ocupação irregular de logradouro público, ou na relação entre os municípios, regulando diversas atividades, tais como: divisão pública, higiene nos mercados, feiras e matadouros, conforto e segurança, publicidade urbana e etc.

53 O Código Ambiental foi elaborado, com a supervisão de técnicos e acompanhamento da Sociedade

Civil nas discussões e diretrizes para fins de articulação com outros Planos municipais.

54

Considerada a capacidade dos atores envolvidos nas ações de elaboração, fiscalização e controle da política, ou seja, de gestão das políticas de desenvolvimento urbano, através dos conselhos locais da cidade.

55

Conforme o formulário 01 aplicado em pesquisa de campo em 27/09/11.

56

Tendo em vista que ficou claro nos formulários do tipo 02 aplicados na pesquisa de campo a multidiciplinariedade das atividades e profissões dos conselheiros e suas experiências no trato com a questão da política urbana.

5.8 ANÁLISE DA CIM PARA O PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO

No documento SEMÍRAMES SILVA DA SILVA (páginas 128-131)